Um Príncipe em Cinquenta Tons
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Quatro dias haviam se passado desde a ida do rei e seus filhos ao encontro de Pierre seu primo as terras distantes para ajuda-lo sobre a suposta ameaça de rebelião. O tempo previsto por eles eram que passariam apenas dois dias, mas houve complicações com os rebeldes que não estavam satisfeitos com o consumismo da família real e foi preciso chegar a um acordo que contribuísse para ambos os lados. Aquilo não era nada comparado com as muitas batalhas enfrentadas por eles que por pouco custaram suas vidas, cada batalha enfrentada não tinham a promessa que voltariam para casa. Agora eles estavam voltando. Montados em seus cavalos o rei Carrick e os príncipes Christian e Elliot contemplavam o nascer do sol durante a jornada que os levariam para casa.
O sol ainda não havia saído da surdina e Anastásia já estava de pé para mais um dia de trabalho. O tempo estava frio lá fora, os galos começavam a cantar, seu corpo protestava para mais algumas horas de descanso para compensar o esforço do dia anterior. Durante esses quatro dias suas dores nas costelas pioraram consequência de empurrar carroças com baldes pesados de lavagem e água, seu trabalho variava entre: Banhar e alimentar os porcos. Anastásia continuou trabalhando nas pocilgas do castelo -que ao todo somava dez- sobre a supervisão de Leila que não perdia a oportunidade de humilha-la. Kate e Mia tentaram interceder por ela, mas a rainha Grace estava irredutível, prevendo que não venceriam essa batalha a única opção foi ter que esperar a chegada do rei e dos príncipes.
Ana nunca teve medo de pegar no batente desde pequena aprendeu que o trabalho era o fruto da sobrevivência. Sua família sempre foi de origem humilde e nunca se envergonharam de trabalhar em troca de algumas moedas. E com isso aprendeu a se sentir orgulhosa por ser merecedora de um trabalho honesto. Obviamente trabalhar nas pocilgas não era um problema arriscaria em dizer que a deixava orgulhosa por contribuir com sua ajuda ao velho simpático de setenta e dois anos – Raul- que gostava de lhe contar história e aventuras que passara em sua vida quando mais jovem ele era uma boa companhia o deixava feliz saber que mesmo velho e com a aparência desgastada continuava firme em um trabalho que exigia muita energia o que ele tinha a disposição. Mas esse pensamento não era bem vindo para todos independente do quanto poderia ser digno e honesto eles sentiam o quanto eram desprezados.
A repulsa era evidente no olhar das pessoas e o prazer que tinha em humilha-la por estar ali era indescritível, um comportamento um tanto inadequado para alguém que nasceu em berço de ouro e teve bons modos. O pensamento era perturbador apenas a menção de que havia tanto ódio gratuito distribuído no mundo a deixava triste. De fato suas condições não eram uma das melhores naquele momento, mas não poderia culpa-los por isso, não o príncipe por ter a tirado de sua casa para fazê-la de escrava não culpava a rainha Grace por coloca-la ali trabalhando de sol a sol com um saco de nalho que irritava sua pele, nem pelo fato de suas aulas com Mia e Katherine terem sido proibidas muito menos pelo fardo de ter Leila e seu olhar venenoso a todo o instante lembrando-lhe de quanto a sua existência é insignificante, não era autossuficiente para culpa-los, talvez tudo o que havia de ruim ali e em todo o mundo fosse culpa dos deuses a possibilidade de ter sido amaldiçoada por ter feito algo errado em uma vida passada estivesse recaindo sobre si agora, suspirando Anastásia voltou a alimentar os porcos para poder banhar alguns para serem preparados para o baile que aconteceria daqui a uma semana.
Era possível ao longe por entre as montanhas vissem as muralhas do castelo o rei sentia cada vez mais a ânsia crescer em seu peito, queria chegar o mais rápido possível para poder aconchegar sua amada em seus braços e dizer o quanto sentia a falta dela durante esses dias. Eliot estava afoito para rever sua amada Katherine o seu anjo loiro com seus traços delicados e com os cabelos loiros encaracolados era a visão do paraíso só de pensar que passou quatro dias longe de seu tesouro sentia seu coração doer. A saudade era um sentimento reciproco entre eles, suas companheiras compartilhavam dessa agonia de não estar ao seu lado sentindo o calor de seu corpo, Christian podia ver as afeições de felicidade e ansiedade do pai e do irmão e sabia o motivo. Intrigante para ele acreditar no quanto esses sentimentos eram verdadeiros já que não acredita no amor nunca teve um para chamar de seu, que lhe pertencesse unicamente apenas via tais sentimentos refletidos nos olhos de outros. É possível quando se ama você se ver tão vulnerável a sentimentos como esses? Preso a outra pessoa como se ela fosse o ar que se respira? Christian cavalgava e o único objetivo que tinha em mente era chegar a casa tomar banho e descansar, sua amada não estava a sua espera para recebe-lo calorosamente e aconchega-lo em seus braços depois de ama-lo, não existia uma amada, apenas um espaço de cama vazia.
Na torre do castelo Andrew ver um vislumbre deles montados em seus cavalos se aproximando da ponte ele sinaliza para que o cavaleiro de armadura reluzente alto com os cabelos cor de chocolate e olhos azuis, Sawyer abre os portões para que os animais ferozes ultrapassem a entrada. Passando pelos fundos do palácio para alcançar o estabulo e guardar os cavalos e seguir em direção as escadas que levam aas torres para se atualizar com o general Taylor sobre tudo o que aconteceu durante sua ausência os três homens param abruptamente petrificados em seus lugares de queixo caído com a cena quê veem: Anastásia vestida com pano de saco sujo sentada em um banquinho de madeira com um leitão no colo tentando desesperadamente mantê-lo quieto enquanto tenta limpa-lo, Christian fita a jovem de aparência cansada seu rosto manchado de lama e suas vestes em estado deprimente ele olha para o pai que demonstrou que não sabia de nada, Anastásia continuava sentada dando total atenção ao porquinho turrão e não os percebeu.
__ANASTÁSIA! –grita Christian assustando a moça.
__Majestade? – ela solta o animal que assim que se ver livre corre para bem longe.
__Diz-me porque estás aqui? Quem foi o responsável? –perguntou furioso.
__Só estou ajudando, eu quis. –disse com medo, não queria ter problemas com a rainha.
__Estás mentindo.
__Ora irmão, quem achas que foi? Na ausência de nosso pai quem manda?
__A Mãe! Eu vou tratar deste assunto e tu venhas comigo. – concluiu furioso espumando de raiva, desceu de seu cavalo pegou Anastásia pelo braço a caminho da entrada. Empurrou as portas duplas com tanta força que elas se chocaram na parede em um baque surdo.
__MÃE! – entrou gritando pelo palácio iria tirar a história a limpo. __MÃE!
A rainha ao ouvir os gritos veio da biblioteca.
__Christian que gritaria é essa, que modos são estes? – ela pergunta e olha para a moça suja de cabeça baixa arrastada pelo filho.
__Mãe porque raios, Ana estava nas pocilgas?
__Ora porque foram ordens minhas.
__Com que direito? Ela é minha criada eu a trouxe para o palácio. – vocifera.
__Mais meu filho ela andas abusando de nossa confiança. Anda a furtar coisas. – os olhos de todos ali parecem querer saltar de suas orbitas, incrédulo Christian se vira para Anastásia que está com o semblante horrorizado com a acusação, apesar de já ter sido acusado de coisa pior, como assassinato, o fato de está sendo chamada de ladra é chocante.
__Furtar? Ana?
__Sim o livro que te presentei e outras coisas. – diz ela evasiva. Mesmo acreditando nas palavras de Leila sem provas a rainha não queria contar ao filho.
__Que outras coisas?
__Não vem ao caso.
__Muito bem o livro foi eu quem a emprestei. Que fique claro que nenhuma decisão relacionada a Anastásia será tomada sem o meu consentimento.
__Alteza, por favor, a rainha não tem culpa, eu quis ajudar Raul nas pocilgas. – diz Anastásia hesitante e recebe um olhar furioso do príncipe por saber que esta mentindo. Ela não entende o porquê disso já que antes se tivesse tido a chance a colocaria ali, mas Ana percebeu que a rainha provavelmente foi induzida por Leila a acreditar nessa história de furto.
A rainha se arrepende ao ver a jovem naquele estado, suja em farrapos cheirando a lama e que mesmo sabendo que foi ela que a pôs naquele lugar podia ver compaixão nos seus olhos azuis amedrontados se sentiu envergonhada apesar de estranhar toda essa fúria de Christian sobre ela, talvez estivesse mesmo exagerado com a moça já que não havia provas de que ela era uma ladra.
__Ana foi um mal entendido, eu me precipitei. – diz e sobe para seus aposentos, o rei Carrick e Elliot não se intrometeram na discussão para não piorarem as coisas, pois conheciam o gênio forte de Christian.
__Meu filho, não brigues mais com tua mãe. Ela já se arrependeu.
__Ela se precipitou em julgar a moça pai Christian tem razão.
__Ela deveria ter investigado antes de tomar uma atitude como essas. – diz Christian ainda segurando Anastásia pelo pulso que mantem a cabeça baixa.
__Ana, perdoe Grace ela está arrependida, pude ver isso em seu olhar conheço minha esposa. – diz Carrick, Anastásia o olha e lhe oferece um sorriso complacente. __Se me deem licença, irei falar com ele.
__Também irei subir. – Assim os dois homens sobem deixando Ana e Christian na sala. Ele a encara dos pés a cabeça em uma tentativa de se proteger ela abraça seu corpo como se pusesse um escudo.
__Sinto muito pelo que minha mãe fez, sei que não estava em condições de trabalhar em algo pesado depois do que ti aconteceu.
__Eu estou bem, alteza, não precisa fingir que se importa só por que tentaram abusar de mim tenho certeza de ficaria feliz de me pôr ali. – Christian não esperava por uma resposta tão fria da moça. No inicio a humilhou e a perturbou o suficiente para que ela tirasse essa conclusão não a culpa por isso, até porque ele ainda tinha duvidas e quanto mais tentava resolve-las outras novas apareciam.
Mantendo sua postura firme Christian ordenou que Anastásia se lavasse imediatamente e trocasse as roupas horrorosas. Anastásia vai para seus aposentos se banhar sua pele está bastante irritada pelo sol e o saco de nalho que lhe causou coceiras. Havia dois baldes de agua ao lado da banheira de madeira escura que ficava no centro do seu pequeno quarto. Despejou a agua na banheira e após tirar suas vestes entrou na banheira sentindo seu corpo relaxar com a agua fresca, lavou seus cabelos com sabão e esfregou sua pele com a esponja, não quis pensar no que houvera acontecido seu objetivo naquele castelo era trabalhar para pagar os impostos de seus pais para que eles não perdessem o pouco que tinha era mais fácil não tentar protestar sobre nada do que fosse lhe ordenado. Depois do banho revigorante, Ana se preparava para se vestir quando ouviu duas batidas na porta.
__Céus Ana, ainda bem que te tiraram de lá. – Era Hannah que trazia com si algumas roupas. __Mamãe está feliz por isso estávamos preocupada contigo.
__Agradecida Hannah. – elas se abraçam.
__Trouxe isso para ti, presente da rainha. — Em sinal de paz a rainha mandou para a jovem roupas novas uma blusa branca com babados no busto e uma saia longa azul rodada e sapatos. Hannah se encaminha até a pequena cama e deposita a roupa lá e observa Ana examina as peças uma a uma e sorrindo.
__São lindas.
__Sim, são. Ela me pediu para te trazer. Ela realmente está arrependida correram boatos ao seus ouvidos de que andavas a furtar e sabes que não toleram esses delitos.
__Mas eu não roubei nada!
__Mamãe e eu acreditamos em ti Ana, sei que não é capaz disso és muito boa.
__Nem todos pensam isso de mim Hannah. Desde que cheguei aqui fui maltratada e acusada de coisas que não fiz. Você, Gail a princesa Katherine e a princesa Mia são as únicas que não me olham como se eu fosse um ser desprezível e que precisasse ser exterminado, só estou aqui por uma divida que meu pai fez quando minha mãe ficou doente aguento tudo isso por eles porque não quero que percam o pouco que tem. – diz ela com lagrimas nos olhos, Hannah a abraça.
****
Depois de mandar Anastásia se arrumar Christian foi ao encontro do general Taylor para se atualizar de tudo o que havia acontecido durante sua ausência.
__Alteza. – cumprimenta Taylor apertando a mão de Christian. Eles eram grandes amigos de batalhas __ Como foi a viajem?
__Ocorreu tudo bem general. Agora preciso que me atualize sobre os assuntos do castelo e sobre aquilo que te pedi.
__Senhor, mantemos vigilância vinte e quatro horas e não houve nenhum conflito durante sua ausência, apenas uma briga entre dois homens um bar no mesmo dia de tua ida e na noite de sexta no Harém, mas a situação foi contornada. Havia alguns soldados lá e contiveram o tumulto e coletamos informações de que foi apenas um cliente bêbado que não tinha dinheiro suficiente para pagar. – Taylor mantinha alguns soldados de vigilância não só no castelo, mas também no vilarejo para relatar qualquer ocorrência fora do normal, felizmente para ele alguns soldados estavam de folga e resolveram aproveitar a noite no Harém quando um velho bêbado resolveu fazer confusão. Mas isso não era o que o príncipe queria saber.
__Isso não me é importante Taylor. Preciso que me digas como anda a investigação que lhe pedi sobre o caso de Anastásia.
__Welch e eu investigamos aos arredores do reino e não teve nenhuma outra tentativa de abuso ou até mesmo de violência. Investigamos algumas famílias que moram afastadas do palácio perto das montanhas para saber se viram algo suspeito e novamente não temos nada. Concluímos que a senhorita Anastásia era a única vitima em mente do agressor.
__Então é pior do que eu pensava. – Christian passa as mãos pelos cabelos nervoso.
__Exatamente, alteza, se houvesse outras vítimas seria mais fácil chegar ao agressor, em algum momento cometeria um deslize seguiríamos seus passos e desvendaríamos suas artimanhas e acabaríamos o pegando, mas infelizmente não há nada. Vigiamos Anastásia durante esses dias e ela não saiu do castelo e não tivemos nenhuma queixa de agressão, deixei homens nos arredores vigiando o local em que ela foi atacada assim como mais adiante e nenhum movimento suspeito foi visto. Se esse agressor voltar a atacar será uma única pessoa. – Ao dizer isso Christian sente um arrepio sinistro na espinha a situação é muito grave, Anastásia é o alvo de um doente que não concluiu com o “serviço” e pode voltar para cumpri-lo. Mais do que nunca precisam encontra-lo.
__Obrigado general, peço-te que continue com as investigações e mantenha a discrição. Precisamos encontrar esse homem o mais rápido possível.
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Após conversar com Hannah Anastásia se veste com a roupa que a rainha lhe presenteou e vai até a cozinha ajudar Gail com o jantar, ainda senti seu corpo cansado pelos esforços que fizera, mas ela se mantinha firme. Foi recepcionada calorosamente por Gail que estava aliviada por ela não estar mais nas pocilgas. Mais tarde ela servia o jantar mais apresentável havia feito em seus cabelos uma trança embutida e colocou algumas fitas que lhe deu um ar de menininha. Sentada ao lado do príncipe Christian Leila a fuzilava com o olhar enquanto a olhava de cima a baixo, Ana sentia a intensidade de seu olhar e tentava ao máximo evita-lo. A rainha havia dando uma bronca em Leila por falso testemunho por ter acusando a jovem sem provas e a feito levar uma advertência de seu próprio filho deixando-a envergonhada com sua atitude precipitada. Mesmo depois de ter levado uma bronca da rainha Leila se sentiu grata por não ter sido dedurada para Christian, sabia o quanto seu gênio era forte e ele já havia ordenado que se mante-se quieta o que ela não fez ao se ver na oportunidade de punir Anastásia.
__Ana está muito bonita! – diz a rainha com um olhar terno e ao mesmo tempo arrependido para a moça que está corada.
__Agradecida, majestade.
__Como sabes aqui haverá um grande baile de mascaras e sei que teus pais comercializam tapetes e gostaria que em sinal de paz pedisse para que eles nos vendesse um belo tapete. Ficaria a tua escolha. – a rainha diz sorrindo enquanto os olhos da jovem brilham.
__Amanhã mesmo irei escolher majestade.
__Estou feliz que esteja de volta Ana, assim que desejares retomaremos com suas aulas. – diz Mia sorrindo fazendo a criada abrir um largo sorriso.
Durante o jantar todos conversavam animadamente enquanto o rei relatava o que havia acontecido nesses quatro dias fora. Elliot observava sua esposa que estava nervosa. Quando havia subido para seus aposentos depois da discursão de sua mãe e Christian encontrou sua esposa passando mal alegando que estava enjoada e que era apenas por que comeu algo que não caiu bem. Kate estava com fortes enjoos a uns dias o que não passou despercebido por seu marido que estava preocupado com sua saúde.
__Agora que estamos todos reunidos, quero pedir a atenção de todos para dar uma noticia importante. — disse Kate e todos os olhos se atraíram para ela.
__Pois fale não nos mate de curiosidade – diz o rei ansioso. Katherine sorri e olha para seu amado que a fita com um olhar confuso e curioso, eleva suas mãos ao seu ventre e acaricia ainda mantendo seus olhos fixos em Elliot.
__Estou grávida!
__Oh! Isso é maravilhoso. — disse a rainha.
__Meu amor, um filho, vai me dar um filho! –Elliot radiante beijou a esposa, todos na mesa cumprimentaram os novos papais, estavam todos felizes com a chegada do novo herdeiro.
__Viu Christian seu irmão já vai ter um herdeiro. –disse a rainha.
__Fico feliz por Elliot.
__E tu já não achas que está atrasado demais.
__Ah diabos! Conseguem estragar meu jantar. – ele joga o guardanapo em cima da mesa abandonando o jantar.
A noticia deixou todos eufóricos o príncipe Christian se sentiu feliz pela família de seu irmão está crescendo, mas havia certo desconforto. Elliot era mais novo que ele já tinha se casado e agora esperara seu primeiro filho enquanto ele continuava sozinho. Depois da saída de Christian todos voltaram a conversar Katherine também anunciou que enviara uma carta para seu irmão o príncipe Ethan contando sobre a novidade e o mesmo disse em poucos dias estaria aqui para uma visita e para o tão esperado baile.
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Na manhã seguinte Ana vai até a barraca de seu pai com um saco de moedas contendo mais que o suficiente para a compra de um belíssimo tapete a pedido da rainha. Ao sair do castelo ela caminha por entre a ponte e ao longe avista a movimentação do vilarejo resultado do tão esperado baile de mascaras, era possível ver a euforia dos comercialistas enquanto outras carregavam sacolas com suas compras de vestidos e ternos elegantíssimos. Aproximando da barraca de seu pai, Ana para em frente de uma barraca de tecidos ela toca cada um deles para sentir sua textura até uma senhora de traços orientais com um capuz cinza para a sua frente e a encarar assustando-a.
__Desculpe-me, estava apenas olhando. — A senhora toma suas mãos e sorrir, ainda assustada Anastásia tenta puxa-las, mas a mulher era forte.
__Jovem de coração puro e forte vejo o quanto és bondosa teus olhos refletem tua alma que está em tormento, tristeza a consome pelo rumo que tua vida tomou, mas ele está preste a mudar teu destino irá se cumprir.
__O que? Do que falas?
__Escute a voz quando ela te chamar, deixe que ela te conduza.
Ana não entendia nada do que a mulher dizia e quando se viu livre correu o mais rápido possível até a barraca de seu pai olhou para trás para vê se encontrava a mulher, mas ela não estava mais lá, estranhamente sentiu que o que ela disse era verdadeiro, mas que tipo de destino estava reservado para ela se não fosse a de uma escrava? Será que isso é um destino bom? Não, não é! – pensou. Não havia possibilidade de uma vida melhor enquanto o príncipe insistisse em mantê-la no castelo, queria casar ter filhos e ser uma boa dona de casa e viver feliz com alguém que a amasse assim como ela o amaria, mas provavelmente isso não iria acontecer.
Chegando a barraca de seu pai que por sinal está com muitos fregueses ela tenta acalmar sua respiração José a avista e vai ao seu encontro.
__José. – abraçou seu primo
__Ana está mais linda do que nunca. – ela cora com o comentário.
__Ana minha filha. – sua mãe a abraça apertado __Senti tanto sua falta querida. Porque não fosse mais nos visitar? Estão te dando muito tralho? – pergunta sua mãe preocupada.
__Um pouco mamãe, mas está tudo bem. Onde está papai?
__Estou aqui minha filha. – diz seu pai que aparece atrás dela com um pacote com pães. __Fui comprar algo para comermos. – eles se abraçam. __Mas diga-me o que fazes aqui?
__A rainha Grace me pediu para que eu escolhesse um belíssimo tapete para o castelo e aqui está o pagamento. – ela entrega o saquinho que contem moedas ao pai.
__Oh, que maravilha! – exclama Carla separando alguns tapetes.
__Temos que escolher os mais belos. – diz seu pai indo ajudar sua mãe. José está ao seu lado e corre os olhos de cima embaixo para certificar-se que esta bem e percebe uma leve marca no braço da jovem enquanto os tios mexiam nos tapetes ele a puxa pelo braço para um canto mais afastado.
__O que é isso no teu braço?
__Ah isso... Hã.. me machuquei na cozinha. – menti.
__Ana, não minta o príncipe tentou alguma liberdade contigo? – pergunta José com raiva.
__Não! José eu sou apenas uma criada ele nunca se interessaria por mim.
__Ah... Esses homens da corte são como animais são cheios de amantes. Tenha cuidado me preocupo contigo. – diz ele a encarando e ela assente.
__Ana venha escolher anda. – seu pai grita.
Depois de escolher um belíssimo tapete felpudo azul e branco bordado em linho dourado, Anastásia segue junto de José que carrega o tapete até o castelo. No portão ele entrega a um dos soldados, pois sua entrada não é autorizada e se despede de sua prima. Ana estava orgulhosa por seus pais a rainha havia adorado o tapete e elogiados pelo talento e bom gosto ela estava sendo sincera em suas palavras o que deixou Ana feliz, sabia que a rainha estava o comprando como uma forma de reparar o erro que cometeu.
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O palácio estava com bastante movimento, empregados de um lado para o outro, Mia comandava tudo os arranjos de flores as esculturas de gesso os enfeites era chegado o tão comentado dia do baile. Na cozinha Anastásia trabalhou como nunca, descascou legumes, fizeram salgados de todos os tipos, doces e outros pratos sofisticados da culinária francesa. As bebidas chegavam em abundância para abastecer a adega, empregados extras circulavam pelo reino de vez em quando Anastásia se perguntava se não fora alguns daqueles homens que a atacou, continuava tendo sonhos com aquele homem de preto o príncipe havia prometido encontra-lo, mas até agora nada o que não aliviava seu medo.
Enquanto Mia comandava a decoração para o baile de mascaras com a ajuda de Katherine, o rei e a rainha recepcionavam seus ilustres convidados de honra. Cada um no castelo obteve uma função, os príncipes haviam ido supervisionar as estradas junto com os soldados Jack e Sawyer para que tudo estivesse de acordo para que as carruagens com os convidados que moravam em outras cidades não tivessem problemas no caminho. Os quartos de hospedes foram arrumados por Hannah e alguns dos novos empregados a rainha queria deixar o ambiente receptível para seus amigos que veriam o triunfo de mais um baile dado por sua família para a busca da mulher certa para seu filho. Os soldados montavam guarda para as carruagens que chegavam com os convidados de honra da família real, os recepcionava e os encaminhavam para o castelo. O general Taylor anuncia a chegada do Duque e da Duquesa Linconl.
__Alteza, Duque Roger Linconl e a Duquesa Elena Linconl já chegaram.
__Oh, que maravilha! – diz a rainha que se encaminha para o hall de entrado do palácio acompanhada de seu marido para recepciona-los.
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Já passavam das 12:00h da tarde e o movimento no castelo não parou nenhum pouco. Anastásia fazia tudo com bastante atenção seguindo as ordens de Gail que comandava a cozinha. Com a pausa para o almoço Ana resolveu voltar a um lugar que não ia a praticamente um mês e que sentia falta, mas estava com medo de ser atacada outra vez. Sentou em uma das pedras olhando a correnteza e se perguntando o porquê daquilo ter acontecido com ela, mas tratou de deixar esses pensamentos de lado queria poder aproveitar e comtemplar a beleza que era aquele riacho ainda sentia medo de estar ali e por isso foi preparada levando com si uma pequena faca que pegou da cozinha do castelo no intuito de se defender se quisessem ataca-la novamente não hesitaria em cortar a garganta do maldito. O dia estava quente Anastásia se viu na necessidade de entrar na agua e deixar que ela lavasse seu corpo, levando embora todo o cansaço e preocupações que tivera nesses últimos dias. Livrou-se das suas roupas e pulou na água, nadou indo até o fundo do rio emergindo até a superfície e sentindo a brisa fria bater em seu rosto, mergulhou novamente sentindo seu corpo relaxar e quando emergiu novamente abriu os olhos e gritou ao dar de cara com um homem loiro de cabelos avermelhados com os olhos verdes e com o peitoral bem definido nu ela preferiu nem descer mais o olhar concluiu que o homem estava pelado.
__AHHHH! O que queres de mim? Não vais me atacar! –gritou pensando ser ele o agressor, mas não viu maldades em seus olhos.
__Calma, não tinhas te visto.
__Mas agora vistes até demais! – disse cobrindo os seios com os braços ao perceber que o par de olhos verdes os fitava o homem riu achando graça do susto da jovem.
__Olha me desculpe, sinceramente não sabias que estavas aqui senão não tinha entrando na água. Sou o príncipe Ethan Kavanagh vim para o baile e ver como andas minha irmã Kate que está grávida meus pais não poderiam vim então vim no lugar deles. És nova aqui? É a primeira vez que a vejo. – Disse fitando os olhos azuis da moça que tentava desesperadamente se cobrir. Fazia um ano que a princesa Katherine se casou com o príncipe Elliot e não via sua família, infelizmente seus pais não podiam ir ao baile, pois tiveram alguns problemas com as terras de seu reino na Inglaterra e para não fazer desfeita mandaram o filho mais velho representa-los. Ethan havia chegado as terras da família Grey a pouco tempo e quando cruzou a estrada que dava para o riacho resolveu parar para se refrescar e não tinha percebido a moça na agua.
__Sou uma criada, apenas uma criada.
__És muito bela para uma simples criada, tens a beleza de uma princesa. Como se chama? – Pergunta ele encantado com a beleza da moça.
__Anastásia e agora vire-se que eu vou sair e não tente me expiar.
__Tudo bem.
Anastásia se preparava para sair da agua quando escuta trotes de cavalgadas rápidas se aproximando e surgem o príncipe Christian e o soldado Jack ao ver a cena de Anastásia e Ethan nus no rio os olhos de ambos de arregalam. Os príncipes Christian e Elliot junto com os soldados Jack e Sawyer estavam vindo da supervisão na estrada, Elliot seguiu com Sawyer de volta para o castelo enquanto Christian e Jack iam supervisionar a estrada próxima ao riacho quando se depararem com a cena.
__Anastásia! –grita.
__Majestade, Eu.. eu... – Não consegue falar está constrangida demais diante daqueles homens.
__Saia já daí, é uma ordem!
__Eu já vou, mas virem-se todos. – Ela sai da água e veste suas roupas o mais rápido possível.
__Já se recompôs?
__Sim. – diz ela timidamente.
__Christian a moça não fez nada demais foi um mal entendido. – diz Ethan ainda na agua.
__Vem. – Christian lhe estende a mão a colocando em seu cavalo enquanto Jack a observa com o rosto vermelho assim como o do príncipe no caminho ele lhe dá advertências.
__Anastásia é perigoso ficar indo naquele lugar ainda mais hoje com o castelo cheio de gente, estranhos. Arrisca-se demais. Está proibida de ir até o riacho se banhar ainda mais nua. – vocifera.
__Mas...
__Sem mas, Anastásia! – diz ele e ela abaixa a cabeça, talvez ele tenha razão. Pensou.
__Ana eu fiquei sabendo o que aconteceu contigo, sinto muito. – diz Jack se referindo ao atentado a moça o encara, mas não consegue identificar o que seus olhos dizem.
__Obrigada.
__Então, conseguisse ver alguma coisa do agressor que pudesse ajudar na identificação do criminoso? – pergunta ele, mas ela apenas nega com a cabeça. Não queria falar desse assunto principalmente com ele nunca se sentiu a vontade perto de Jack.
__Vamos acha-lo, Jack, eu juro.
__Pode contar com minha ajuda, alteza. — Christian deixa Anastásia na porta da cozinha e lhe avisa de forma nenhuma para não se afastar do castelo.
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Gail está a sua procura de Ana para que ela vá ajudar Katherine a amarrar algumas rosas em arames no corrimão das escadas. Assim que a vê entrando na cozinha a manda para lá, ela segue até o salão e a vê o quanto está movimento com alguns dos empregados em cima de escadas pendurando lustres de cristal na escada Kate está junto com uma das criadas, Megan, que foi contratada para ajudar com o baile elas estão concentradas em sua tarefa há uma dúzia de cestas com diferentes tipos de flores, mas as que estão em destaque são as rosas vermelhas e brancas e as tulipas roxas Kate sorri para ela que está a admirar os arranjos.
__Oi Ana. Gostaria de nos ajudar?
__Mais é claro. – Elas trabalham delicadamente nos arranjos quando ouvem risadas no alto da escada uma mulher com os cabelos loiros platinados por volta dos quarenta e poucos anos acompanhada da rainha desce as escadas.
__Princesa Katherine, — disse a loira __fiquei sabendo da grande novidade, parabéns pelo seu primogênito.
__Obrigado duquesa, estou muito feliz. – elas sorriem, ela e a rainha seguem para fora do castelo em direção ao jardim.
__Quem é? – pergunta Ana.
__É a duquesa Elena Linconl veio para o baile com o marido. Eles são grandes amigos da família. O duque Roger Linconl já enfrentou muitas batalhas ao lado rei e seus filhos.
__Ah, ela é bonita.
__Sim. Ana, você pode trazer o cesto com as flores enquanto eu e Megan as colocamos pregados no corrimão junto com o forro de seda? – ela assente.
Ao terminar Kate segue direto para seus aposentos para descansar não podia se esforçar demais por causa da gravidez. Megan e ela seguem para a cozinha para deixar que os outros empregados terminem com as instalações dos lustres de cristal e com a montagem do pequeno palco que terá com alguns músicos que tocarão violino, estava chegando perto da porta da cozinha, como um imã Ana foi atraída de volta para o salão ela refaz o mesmo caminho até lá sentindo como se algo lhe puxasse, ela vê um pedestal de cristal ser colocado no centro do salão de festas, era lindo, dentro dele havia um anel folheado a ouro com uma pedra rubi em cima de uma almofada na mesma cor que a pedrinha do anel com as laterais bordadas em linho dourado o rubi estava brilhando chamando sua atenção ela não resiste e se aproxima tocando o vidro estava hipnotizada por tamanha beleza.
__É lindo. — murmura sorrindo.
__Tire suas mãos imundas dai. Isso não é para ti. – Leila diz ao entrar no salão. Sabia que colocariam o pedestal ali e foi rapidamente ver o anel que a mesma jura que grudara em seu dedo.
__Eu só estava olhando. –Ela se afasta. Mia estava observando a cena enquanto dava ordens para os empregados arrumarem a mesa do bufê.
__Ana, o que houve?
__Nada eu só estava olhando, mas a senhorita Leila se irritou.
__Não se preocupe com ela é uma mau amada. Vive correndo atrás do meu primo. Sei que não vais experimentar o anel porque é somente para as moças da corte e da realeza.
__Eu sei, mas também não desejo me casar com o príncipe e além disso eu vou servir no baile.
__Eu sei disso, — diz ela e analisa Ana __Você tem mascara? Todos terão que usar.
__Não, eu não tenho.
__Eu tenho uma bela mascara guardada, sempre viajei muito e frequentei muitos bailes, posso te emprestar uma.
__É muita gentileza. – sorri.
__Ana! – As duas se viram e se depara com Gail limpando as mãos no avental. __Preciso que vá buscar algumas frutas no pomar.
__Tudo bem, Gail. Com licença, Mia.
__Depois vá até meus aposentos para escolher uma mascara. – ela sorri e assente e segue para o pomar.
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Christian seguia para o estabulo com Jack em seu enlaço eles veem que Ethan acabou de chegar e esta guardando seu cavalo em uma das celas os dois homens entram no local com cara de poucos amigos.
__Mas que caras são essas? Falta de sexo? – brinca Ethan.
__Não diga tolices, o que fazia com Anastásia no rio? – pergunta Christian encarando e Jack faz o mesmo.
__Já disse nada.
__Porque estavam nus?
__Eu não há vi e entrei na água, e pude comtemplar sua beleza, linda ela não achas? Aliás, porque está irritado com isso? Algum de vocês tem algo com ela?
__Não Ethan claro que não, sabe que não me envolvo com criadas.
__É bom saber que tenho caminho livre. – sorri.
__Como assim caminho livre? – pergunta Jack com a voz gélida.
__Ela é desimpedida, eu também... Nos dois daríamos uma bela mistura. – ele sorri e sai do estabulo deixando os dois homens tensos.
Ao sair do estabulo depois de guardar seu cavalo na cela e ordenar para Jack se juntar aos demais soldados na vigilância, Christian caminha em direção ao jardim. A conversa que tivera com Ethan sobre Anastásia não foi nada satisfatória a irritação era palpável o que era integrante para ele. Se Anastásia estava no castelo foi para que ele pudesse vigia-la e tentasse persuadi-la para confessar sobre o assassinato de Aron. Antes tinha a certeza que ela era a culpada e agora não tinha mais toda essa certeza. Ele caminha por entre o labirinto de flores do jardim e se senta em um dos bancos de ferro branco entre duas arvores pensando sobre a confusão de seus sentimentos. Ainda com os olhos fechados ele ouve passos se aproximando e o cheiro de perfume adocicado invade suas narinas e lábios possessivos tocam os seus ele não precisa abrir os olhos para saber quem é.
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No pomar o cheiro das frutas era embriagante tinha de todos os tipos: Uva, maça, laranja, manga, morangos entre outros, era simplesmente o paraíso. Com uma cesta no braço Anastásia a enchia de maça e uvas para enfeitar o bufê enquanto provava da fruta proibida. Poderia passar o dia todo ali comendo daquelas frutas gostosas e de algumas que nunca provou. Ela enche a cesta e refaz seu caminho de volta para o castelo para entrega-las a Gail. O pomar fica aos fundos do castelo é um espaço enorme que cultivar árvores frutíferas e a horta. Passando pelo caminho de pedras que vai em direção ao jardim Ana observa o vento soprar fazendo com que as folhas das arvores se agitem uma bela visão, dando mais alguns passos e entrando no gramado do jardim ela vê algo muito curioso perto de umas das árvores que circulam pelo caminho, o príncipe Christian em meio ao que parece ser uma discursão com a duquesa Elena sua curiosidade fala mais alto e ela se aproxima sem ser percebida se escondendo atrás de uma arvore que está um pouco mais afastada da que eles estão ela consegue ouvir o que eles dizem.
__Não! Elena não podemos mais manter esse caso.
__Christian não pode terminar tudo, eu preciso de ti. – disse a duquesa agarrando nas lapelas do casaco do príncipe ele agarra seus pulsos.
__Não! Nunca foi certo o que fizemos com Roger ele me salvou na última batalha se não fosse por ele eu estaria morto. Temos que acabar com isso Elena, já passou dos limites a mais de anos que vivemos isso se alguém descobre será acusada de adultério estou fazendo isso para teu próprio bem. – disse ele e tenta se afastar.
__Christian. — A mulher o agarra e o beija, Anastásia assistia a cena horrorizada o príncipe tinha um caso as escondidas com a duquesa que por sinal era casada. Oh, céus! – pensou. A cesta com as frutas cai no chão fazendo um barulho alto o suficiente para que os dois interrompessem o beijo e olhasse para ela com os olhos arregalados ela se abaixa catando tudo depressa na grama verde.
__Ana! – diz o príncipe enquanto anda em sua direção.
__Não se preocupem eu não vi nada. – Ela sai correndo carregando a cesta Christian sai correndo atrás dela deixando uma Elena confusa e furiosa pela interrupção para trás. Anastásia teve a certeza de que o príncipe era um galinha, um tremendo galinha e quanto mais galinha atraía as mulheres.
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