Notas iniciais
LEIAM NOTAS INICIAIS! OK?! Olá chicos y chicas! Demorei, mas cheguei! (APLAUSOS?!) Gente peço mil e uma desculpas a vocês meus queridos e amados leitores (bajulação-.-'). Houve alguns imprevistos que me impediram de postar esse capítulo antes minha chefa (Yndia) e eu decidimos que postaremos, tanto os novos capítulos dessa fic como a nossa nova (A Troca) apenas nos finais de semana, pois quem escreve sabe que necessitamos de um tempo para cria-los e assim será. Bem, agora vamos a algumas questões que estão deixando VOCÊS meus lindos e minhas lindas um tanto confusas. Na maioria dos comentários muito de vocês estão querendo saber sobre o baile que até agora não aconteceu, meus babys, o baile VAI ACONTECER (aplausos), mas antes estamos mostrando um ponto da história que é muito importante e claro, para confundir a cabecinhas de vocês, simplesmente porque Yndia e eu somos malvadas hahaha (MENTIRA/VERDADE u.u) na verdade, estamos desenvolvendo na fic acontecimentos que serão de bastante utilidade para resolver muitos mistérios que nela contem, TALVEZ, no próximo capítulo vamos dá inicio ao baile, ainda não é de certeza pois vai depender do desenvolvimento e o baile, creio eu que terá dois capítulos exclusivos em torno dele. Bem, era só isso, espero que gostem e se tiver algum erro me desculpem. Ahhhhhhhhhhhhhh, LEMBREI! TÔ QUASE TENDO UM AVC COM A ESPERA DO FILME, JESUS! KKKKKK CADA DIA QUE PASSA O CORAÇÃO ACELERA NA ESPERA DE VÊ AQUELES DOIS NA TELONA. #JamieEDakota

A noite estava caindo e o Crepúsculo já mudava a cor do céu quando Christian entrou pela porta dos fundos com Anastásia desacordada em seus braços enrolada em sua capa real.

__OH MEU DEUS! — gritou Gail deixando a louça de cristal da rainha cair e se espatifar no chão.

__Alteza o que houve? — Hannah mantinha os olhos arregalados sob o corpo da plebeia.

__Ainda não sei, mas juro que irei descobrir. Elliot e eu a encontramos nesse estado. Onde estão meus pais?

__Eu a avisei tanto pra não vagar por aí sozinha. – lamenta Gail.

__O rei e a rainha estão na biblioteca, meu senhor. – diz Hannah.

__Elliot os distraía enquanto subo com Anastásia.

__Para o seu quarto senhor? – Hannah perguntou timidamente pelo atrevimento de sua pergunta, Elliot o olhou confuso mais uma vez e se surpreendeu com a atitude do irmão, uma plebeia em seu quarto? Pensou, mas nada comentou e seguiu para o encontro dos pais para ajudar o irmão.

__Gail, Hannah peço sigilo absoluto não quero expor o que aconteceu a ninguém nem mesmo a meus pais.

__Ninguém saberá por nos alteza. – diz Gail.

__Levem água morna, panos limpos e uma camisola e unguento urgente para meus aposentos.

Dito isso Christian sobe para seu quarto as pressas, não queria que ninguém a visse naquele estado, entrou em seus aposentos e depositou a jovem em sua espaçosa cama. Estava se sentindo culpado, não deveria ter se mantido afastado dele, deveria ter ficado de olho em cada passo que dera, mas foi egoísta e fraco o suficiente para ficar longe. Ele olhava para o rosto da jovem e percebia as marcas vermelhas em seu rosto, um corte em seu lábio inferior e um no supercilio, por ter a pele branca quase pálida já era notável alguns hematomas arroxeados no corpo da jovem, marcas de dedos em seu pescoço. Passou os dedos lentamente pelas maças do rosto da jovem, não conseguia imaginar o que poderia ter acontecido.

__Oh, Ana, o que fizeram contigo? – lamentou __Eu cuidarei de ti pequena, prometo. – Gail e Hannah estão paradas na porta dos aposentos do príncipe e se surpreende com a atitude de afeto do mesmo, ao perceber a presença delas Christian se levanta da cama.

__Trouxemos os que nos pediu.

__Ótimo, vistam ela. – Ele se virou de costas. Naquele momento não desejava ver a nudez de Anastásia, apenas queria cuidar dela.

Gail e Hannah começam a despir as vestes rasgadas com muito cuidado para não machuca-la as duas prendem o choro quando percebem grandes marcas arroxeadas na costela da plebeia, em todo o corpo da menina havia marcas e arranhões. Depois de alguns minutos elas terminam de vesti-la.

__Já terminamos de vesti-la, alteza.

__ Podem ir, eu cuido dos ferimentos. Antes de ir me respondam uma coisa.

__O que quiser majestade. – diz Gail.

__Há sinais de violação? – perguntou cauteloso temendo a resposta.

__Não o que me parece foi apenas uma tentativa... e muito violenta. – diz Gail com o olhar penoso para a jovem. __Com licença.

O príncipe tinha experiência em ferimentos de batalha e cuidar dela seria simples, queria fazer aquilo, estava sentindo um odeio descomunal para o covarde que fez isso com ela. Molhou o pano na água morna passou um pouco de unguento e com o máximo de cuidado tocou os lábios da jovem molhou mais vezes e passou o pano morno em seu rosto.

Após cuidar dos ferimentos da jovem o príncipe a observou por um longo tempo perdido em seus pensamentos a espera dela acordar. Uma batida na porta lhe traz de volta.

__Quem é? – perguntou, tinha que ser cauteloso, não queria a expor.

__Sou eu, Elliot.

__Entre.

Elliot adentrou no quarto do irmão e o observou atentamente enquanto ele cobria o corpo da moça com um cobertor, ele não entendia o porquê de sua atitude para com ela, não que ele não a ajudaria se a tivesse encontrado daquele jeito, seria cruel de sua parte se não a ajudasse, mas ele percebeu que o irmão anda distante e distraído desde o dia em que Anastásia tentou fugir.

__Como ela está?

__Na mesma, ainda não acordou. – diz Christian ao se sentar na beirada da cama.

__Pobre moça, não merecia passar por isso, mas pelo que vejo és muito forte e ficaras bem.

__Como estão as coisas lá embaixo?

__Bem, eles estão com Mia, Katherine e Leila resolvendo os preparativos para o baile de mascaras estão tão concentrados que nem perceberam nem se importaram com nossa chegada. – ele diz e seu irmão assente. __E agora, o que vamos fazer? Não podemos simplesmente mantê-la aqui, sabes que uma hora ou outra sentiram sua falta, ou até mesmo a dela e se alguns deles resolverem entrar aqui e a vê em sua cama terá que explicar o motivo.

__Daqui a pouco descerei e pedirei para Gail preparar uma bandeja com meu jantar, comerei aqui para vigiar Anastásia caso ela acorde. – disse isso e se levantou para encarar o irmão que permanecia com uma expressão confusa. Percebendo isso Christian explica. __Elliot, eu não posso deixa-la sem cuidados, Anastásia é minha responsabilidade eu a trouxe para cá é meu dever cuidar dela.

__Eu entendo irmão, no seu lugar faria o mesmo, mas ao invés de cuidar pessoalmente dela pediria para uma das empregadas para fazerem isso e não é só a questão da tua preocupação por ela que me confunde, percebe que ultimamente andas muito diferente quando está perto desta moça. Sei que há algo nessa história que não está me contando e como sei que não irás contar, também não vou insistir, só peço que seja lá o que tenha acontecido tome cuidado, nossa família é rigorosa, sabes disso.

Suspirando Christian assente depois de dá mais uma olhada em Anastásia segue o irmão até a sala de jantar onde todos se encontram reunidos a mesa, ele cumprimenta todos.

__Boa noite meu filho. – diz a rainha dando um beijo nos filhos. Elliot vai até Kate e lhe dá um beijo castro e se senta ao seu lado, Christian se senta na cadeira vazia entre Mia e Leila.

__Gail, irei jantar em meu quarto, por favor, prepare uma bandeja e leve aos meus aposentos. – Gail que estava ao lado de Hannah perto da mesa, assente e se vai a cozinha preparar o que foi dito.

__Porque não jantará conosco, filho? Estas passando mal?

__Não, pai. Estou bem, apenas cansado. O senhor sabe onde está o general Taylor?

__Deve está na torre junto com o soldado Andrew, o soldado Jack pediu para dá uma saída até a casa de sua mãe que segundo ele está doente, então o general teve que ocupar seu lugar já que todos os soldados estavam em sua posição. – disse o rei.

__Não sabia que o soldado Jack tinha uma mãe. – murmurou o príncipe.

__Ao que parece está muito doente, pois o mesmo estava aflito para ir de encontro a ela.

__Ou seja apenas uma desculpa, afinal de contas hoje é sexta e o Harém vai está cheio hoje. – diz Elliot malicioso, Katherine o fuzila com o olhar.

__Bom saber que meu marido está atento para os horários daquele antro da perdição.

__Calma meu amor foi só uma suposição. – diz ele lançando uma piscadela

__Eu te castro Elliot! – ralha.

__Katherine, Elliot, por favor, conversas como essas devem ser resolvidas entre quatro paredes e não perante a mesa de jantar. Mantenham a compostura. – diz a rainha. Enquanto os outros tentam prender o riso.

__Mudando de assunto, primo não gostaria de saber como anda os preparativos para o baile? – pergunta Mia.

__Na verdade não Mia, eu confio em tua capacidade. – ele sorri.

__Obrigado primo, isso é muito importante para mim. Eu só tenho que agradecer a todos vocês por me acolherem em um momento tão difícil e por me darem a chance de me reerguer. – diz a moça com os olhos marejados. Ainda continua sendo doloroso para Mia aceitar o fato de que seus pais não se fazem mais presentes.

Todos sorrir carinhosamente, Christian pede licença e vai para seu quarto, não podia ficar muito tempo longe de Anastásia, ela podia acordar e com certeza estaria confusa.

Minutos depois que já estava em seu quarto, Gail adentra no mesmo trazendo com si uma bandeja e a coloca na pequena mesa próxima a sacada.

__Obrigado, Gail.

__Alteza, será que não é melhor avisar aos pais dela?

__Não, como já havia dito antes, não quero expô-la e precisamos que ela acorde e nos conte o que houve, se disse a mim que não houve violação não tem porque avisa-los.

__Tudo bem alteza, perdoe-me minha intromissão, é que peguei um apresso muito grande por ela e vê-la dessa maneira que parte o coração, ela é uma menina muito boa, doce, não merecia ter que passar por isso. – diz a senhora com lagrimas escorrendo pelos olhos o príncipe a observa e vê o grande carinho da senhora para com Anastásia. Será possível que estou enganado sobre essa menina?-pensou. Ele aperta o ombro de Gail em sinal de conforto, ela sorri carinhosamente para ele, Christian é um bom menino, só precisa aprender a lidar com a soberba. — pensou ela.

__O bastardo que fez isso a ela irá pagar muito caro, não irei descansar até encontra-lo.

Isso era uma promessa.

****

Já havia passado das 22:00 e Ana ainda não havia acordado e isso estava deixando o príncipe preocupado, depois de jantar o príncipe havia tomado um banho, passou a noite toda no quarto se dedicando a ela esperando que ela acordasse, mas nada aconteceu. Resolveu ir dormir, tirou seu robe cinza, ficando apenas de calça e se deitou ao lado dela, a cama era espaçosa cabia umas quatro pessoas, então podia dormir tranquilamente ao seu lado. Ficou encarando o rosto sereno daquela menina que estava aparentando ser tão frágil, não deixou de notar seus traços delicados mesmo com alguns arranhões no rosto, ela estava bela. Christian já havia enfrentado diversas batalhas perigosas e em nenhuma delas ela tinha ficado com medo, desde pequeno já era ensinado como deveria agir quando estivesse em combate, nunca deveria ter medo de seu adversário. Mas pela primeira vez em sua vida Christian sentiu medo ao ver Anastásia desmaiada naquela mata e o que mais o assusta são esses sentimentos desconhecidos que ele está sentindo por ela. Ainda continua a desconfiar dela pelo assassinato de Aron, mas uma voz bem lá no fundo diz que ela é inocente, ela abriu uma ferida em seu peito que jamais será curada e como consequência as duvidas estavam rondando sua cabeça confundindo-o, com esses pensamentos Christian se perdeu em seu sono.

****

Na calada da madrugada passos lentos e traiçoeiros andavam pelo castelo a procura de sua presa. Em meio à escuridão e o silêncio, seus olhos sombrios percorria o recinto observando a penumbra da noite que contratava com suas vestes negras enquanto lhe escondia como uma sombra. Seguindo o corredor do castelo tentando achar aquela que sua mente perturbada gritava que lhe pertencia, cada movimento seu era calculado suas intenções passavam a ser maquiavélicas enquanto mantem o arco e flecha em punho. Naquele momento quem cruzasse seu caminho estaria cruzando com a morte. Sua obsessão por ela era doentia o deixando cego ao ponto de não se importar com suas ações inescrepulosas.

Parado em frente as portas duplas do ultimo quarto ele abre a porta lentamente com cuidado para não fazer barulho, percorre os olhos pelo recinto e a encontra, e o que seus olhos veem deixa sua visão embasada pela fúria descomunal que o atinge. Ele se aproxima dela mantendo seus olhos sinistros no braço do homem que rodeia a fina cintura da moça, o fato dela está ali dividindo a mesma cama que ele faz com que seu espirito assassino aflore, atingindo por tal sentimento ele ergue o arco e mira no peito do homem, suas mãos tremem com as vibrações desses sentimentos ruins reverberando por todo o seu corpo, as vozes dizem: Mate-o! Mate-o! E pegue-a para você! Ela pertence-te! A atmosfera naquele quarto havia se tornado tensa e sombria o ar parecia ser inútil naquele momento. A flecha continuava mirada no coração do homem que dormi pacificamente ao lado da jovem inerte dos acontecimentos ao seu redor.

__Não... Não... Por favor... – um gemido sofrido o desperta, fazendo com que seus olhos tempestuosos recaiam sobre o rosto sofrido da moça, mesmo as escuras ele percebe as marcas arroxeadas em seu rosto.

No fundo de sua alma negra aquilo desperta um sentimento de culpa, ele só queria a possuir, a tê-la da maneira que sempre quis, não queria machuca-la apenas possui-la, marca-la sua. Agachando-se ao lado dela, tomando cuidado para não acorda-los, ele inclina seu torso e passa o nariz lentamente pelos cabelos dela sentindo o aroma puro da menina invadir suas narinas. Minha! Minha! As vozes gritavam a todo o momento. Respirando fundo o aroma dela, ele se levanta e se afasta precisava de um tempo, se fizesse alguma coisa naquele momento todos os seus planos iriam por agua a baixo. Você terá muito tempo para isso!– Disse a voz que o acompanha a todo momento.

****

Sentindo suas pálpebras pesadas e seu corpo totalmente dolorido Anastásia abre os olhos, sua visão está embasada devido a claridade, ela tenta se levantar e poder focalizar o local que se encontra, mas um dor em suas costelas a faz gemer, se erguendo lentamente ela se senta na cama e olha ao redor e percebe onde está: O quarto do príncipe. Uma onda de pânico lhe invade trazendo as lembranças do dia anterior, ela olha para o lado e se assusta com a imagem vê: Christian está deitado ao seu lado. Ela começa a chorar baixinho enquanto tenta entender o porquê do mundo está sendo tão cruel com ela.

Christian abriu os seus olhos cinzentos virou de lado, Anastásia estava sentada com os olhos arregalados na cama chorando e ao perceber puxou o lençol cobrindo seu corpo da fina camisola branca quase transparente, com o olhar perdido e assustando.

__Ana? – tenta toca-la mais ela tremia e se esquiva.

__O que fez comigo? Porque estou na sua cama? – perguntou com a voz embargada sem encara-lo.

__Eu te achei e te trouxe para cá.

__Tinha que ser pra seu quarto? Eu sei do que gosta se aproveitou também não foi? – ela abraça seus joelhos e o choro aumenta.

__Não claro que não! Anastásia nunca seria tão covarde. – ele a encara com um misto de sentimentos ao vê-la tão indefesa, ele tenta se aproximar para acalma-la, mas a mesma se afasta assustada. __Não irei te machucar Ana. – diz suavemente. Ela o encara com seus imensos olhos azuis inchados pelo choro.

__Estou com medo... medo...

__Oh, Ana, vai ficar tudo bem. – e institivamente Christian a prende em seus braços consolando-a, a dor era visível em seu rosto. __Eu juro que o maldito que fez isso contigo irá pagar.

De bom grado Ana aceitou o consolo do príncipe, estava se sentindo devastada com as lembranças que estavam assolando sua cabeça.

Permaneceram um tempo naquela posição até a porta do quarto ser aberta e Leila entrar, ela arregala os olhos ao ver Anastásia na cama abraçada com príncipe. Fazia tempo que o príncipe não a tocava e ela estava sentindo falta disso, tinha se dirigido ao quarto dele para ver se obtinha algum sucesso. Mas para a sua infelicidade isso não foi possível.

__CHRISTIAN! OUTRA VEZ COM ESSA CRIADA! – grita ela os assustando.

__Não é o que está pensando. –murmuro a jovem assustada se cobrindo ainda mais com o lençol

__Eu estou é vendo! – ela diz atirando punhais com os olhos em cima de Ana que se encolhi.

__LEILA CHEGA! Sai daqui. – ordena o príncipe.

__Como? Está me expulsando por causa dessa criadinha.

__Leila não comece com escândalos não temos nada para ficar me cobrando explicações, nunca te prometi nada, agora vá e nem pense em fazer mexericos com minha mãe.

__Tudo bem eu vou, não precisa me expulsar. – Em um ato de superioridade levanta a cabeça e deixa o quarto. Anastásia se levanta as pressas mais uma dor lhe atinge fazendo-a se sentar na cama novamente.

__Ana, estas bem? – pergunta o príncipe se sentando ao seu lado.

__Sim – diz ela respirando com dificuldade.

__Irei descer e pedir para prepararem nosso dejejum.

__Obrigado, mas prefiro descer e tomar na cozinha, já estou me sentindo melhor.

__A essa altura todos estão tomando seu dejejum, se desceres irão estranhar e pensaram coisas de ti.

__Não sabem que estou aqui?

__Não, apenas meu irmão Elliot, nós te encontramos desacordada e a trouxemos para cá. Não queria te expor.

__Obrigada. – diz ela com sinceridade. Christian fita seus olhos azuis por alguns momentos e sai do quarto, minutos depois volta com uma bandeja e a coloca na mesa próxima a sacada. Ele vai até uma cômoda e pega um robe e dá para ela vestir.

__Venha, vamos tomar o dejejum. – ele a pega no colo a surpreendendo, ela morde o lábio inferior para evitar que um gemido de dor escape de seus lábios. Ele a deposita na cadeira com cuidado e começam a comer, ela conta o ocorrido no rio com muito dificuldade enquanto algumas lágrimas escapam de seus olhos, Christina ouve tudo atentamente e cada vez mais senti raiva crescer em seu peito. Ele promete a ela que o agressor não ficará em puni.

Depois de tomar seu dejejum com Anastásia ele pediu para que ela tirasse o dia de descanso, as marcas em seu rosto estavam visíveis e quem visse iria pergunta. Christian foi para a torre de comando do castelo para conversar com o general Taylor e Welch.

__Alteza. – responde os homens.

__Preciso dos serviços e principalmente da descrição de vocês para algo bastante delicado.

__Estamos a sua disposição, majestade. – diz o general.

__Ontem à tarde, houve uma tentativa de abuso sexual com uma das criadas do reino. E quero que os dois investiguem aos arredores se houve outros atentados, quero a todo custo encontrar esse maldito. Aqui em vosso reino não és permitido esse tipo de violação e a pena que os estupradores pagam por tentar desonrar uma moça é a forca. Preciso que investiguem e que encontrem esse bastardo.

__Sim, majestade, mas antes, gostaria de fazer uma pergunta. – diz o general.

__Faça.

__Para investigarmos o caso precisamos saber o nome da vitima, se ela sofreu o atentado precisamos manter vigilância o agressor pode voltar a ataca-la. – suspirando Christian fecha os olhos, ela não queria contar, mas Taylor tinha toda a razão Ana ainda poderia está em perigo, afinal de contas ela não foi abusada sexualmente e sim agredida.

__Anastásia – responde ele baixo __Anastásia Steele.

Welch que se mantinha impassível arregala os olhos diante da revelação do príncipe e logo se recompõe. Depois de dar mais algumas ordens o príncipe deixa o local.

****

Alguns dias haviam se passado desde o episodio violento que tivera as lembranças ainda continuava lhe assombrando, algumas vezes em meio a madrugada acordava de um pesadelo. Aos poucos Ana voltou a sua rotina naquele castelo normalmente, os cortes em seu rosto estavam um pouco menos visível, teve que inventar uma desculpa qualquer para fugir do interrogatório de todos naquele castelo. Ainda sentia um incomodo em suas costelas que estavam doloridas pelos chutes que foram desferidos. Sua convivência ali estava se tornado suportável, mas para acabar com seu humor Leila sempre estava a postos para alfineta-la de todas as maneiras insuportáveis possíveis. Mas sempre se matinha firme mesmo que Leila lhe ofendesse tudo que ela mais queria era paz, o que no caso não tinha quando ela estava por perto, então sempre se mantinha afastada. Não contou aos seus pais sobre o que aconteceu, aliás, nesses últimos dias não havia ido visita-los, e não era porque não estava com saudades, pois ela tinha a todo o momento e sim, medo, medo de encontrar aquele homem novamente.

Anastásia limpava a coleção de livros na estante pessoal do príncipe em seu quarto um livro de capa dura azul com letras bordadas prateadas lhe chama a atenção, ela o pega e passa seus dedos lentamente pelo bordado.

__Já consegue ler? – o príncipe entrou no quarto a surpreendendo.

__Sim... – Ela o coloca de volta no lugar.

__É um romance, podes levar e ler em teu quarto.

__Muito obrigado alteza, mas não precisa.

__Eu faço questão. – diz ele firme e pega o livro e entrega a jovem que há muitos dias vinha estranhando o comportamento amigável do príncipe.

__Assim que lê-lo, devolverei. – ela diz e ele assente.

****

O príncipe havia recebido um telegrama de seu primo Pierre para resolver a questão de rumores de rebelião contra o reino em umas terras distantes. Seu irmão e seu pai foram junto com ele para resolver a situação deixando as mulheres sozinhas no palácio sobre a vigilância dos soldados. Anastásia lia o livro todas as tardes embaixo de uma arvore perto da porta da cozinha do palácio era sempre observada por Leila que procurava sempre uma oportunidade para ofende-la ela reconheceu o livro de Christian em suas mãos, ele foi presenteado pela rainha Grace em seu aniversário e se enfureceu ainda mais. Já não suportava mais a presença dela naquela casa e de sua aproximação com Christian, ela teria que fazer isso parar, nem que pra isso tivesse que jogar sujo.

Em uma manhã de Domino, após o dejejum Leila vai até a biblioteca onde encontra a rainha lendo um livro.

__Perdoe meu atrevimento mais preciso alerta-la.

__Sobre o que?

__A reputação do príncipe.

__Diga logo.

__A criada nova anda se oferecendo para o príncipe.

__O que!? – exclama a rainha com os olhos arregalados.

__Isso mesmo a vi muitas vezes convidando o príncipe para se deitar com ela.

__Oh meu Deus.

__E tem mais, já sumiram alguns pertences meus quando ela limpou meus aposentos e agora a vi com aquele livro que a senhora presentou seu filho.

__Onde ela está!?

__Na cozinha. Se quiseres não se aborrecer mais eu mesma posso resolver esse assunto para senhora.

__Faça isso, estou com uma enxaqueca terrível.

__Tudo bem, majestade. – quando ia saindo a rainha a chamou.

__Obrigado por me avisar, Leila, es uma boa moça, ficaria muito feliz se meu filho escolhesse se casar contigo, se for teu destino, espero que aquele anel grude em teu dedo. – Leila sorriu. É estava dando certo! – pensou.

Leila tinha ideia melhor, não poderia perder a oportunidade de humilha-la e coloca-la em seu lugar iria aproveitar da situação para vê-la sofrer por não ter a ouvido e continuado perto de Christian, foi até Anastásia e tomou o livro de suas mãos.

__Mais o que quer?

__Vista isso! –Joga um vestido de pano de saco a jovem. __Apenas veste ordem da rainha. — Sem questionar se trocou em seu quarto afinal de contas eram ordens da rainha.

__Muito melhor esse trapo combina contigo. – debochou __Agora vens comigo.

As duas saíram do palácio passando por Gail e Hannah que vinham do pomar elas olharam cena sem entender com pena da jovem e seguiram na mesma direção. Leila levou Anastásia até as pocilgas do palácio. E chamou o trabalhador responsável, Raul.

__Aqui tens uma ajudante.

– Mas.. – Anastásia tentou-se defender

– É uma ordem vinda da rainha vais desafiar a sua autoridade?- pergunta friamente, Anastásia abaixou a cabeça.

– Não.

– Foi o que eu pensei. – dá um sorriso de deboche __Adeuse divirta-se com os teus novos amigos. — saiu dali gargalhando.

– Senhorita Leila, o príncipe não vai gostar nada disso. — disse Hannah tentando defender Anastásia.

– Ele não tem que gostar ou deixar de gostar. Aqui na ausência do rei quem manda é a rainha. — e saiu dali.

Gail e Hannah continuam paradas olhando para Ana elas sabiam que aquele era pesado para ela, justamente para ele que ainda não tinha se recuperado de suas costelas, olhando na direção delas Ana acena para as duas e entra nas pocilgas.

O velho Raul observa a moça, quando a mesma tenta empurrar com certa dificuldade um carrinho de mão com baldes de águas e lavagem para os porcos.

– Menina não precisa fazer nada disto.

– Não se preocupe. Eu não tenho medo de trabalhar, além disso, eu estou acostumada a pegar no pesado desde pequena. — disse com um sorriso e continuou a empurrar, sem se importar com os protestos de sua coluna.

Leila contou para a rainha Grace do trabalho da suposta ladra. Esta concordou e disse que tomaria conta da situação dali para frente. Katherine soube e veio correr para socorrer Anastásia.

__ANA! – ela grita pela jovem que está curvada com a respiração ofegante com o suor escorrendo de seu rosto. Ela ergue o olhar e vê Katherine parada em sua frente.

__Princesa Katherine. – ela faz uma pequena reverencia.

__Oh Deus, Ana! Não faça isso, porque te colocaram para trabalhar aqui?

__Ordens da rainha, majestade. – diz ela com sua respiração normalizada e volta a empurrar o carrinho, não podia deixar os porcos sem comida. Katherine observava tudo horrorizada, aquilo não era trabalho para ela.

Katherine saiu dali a passos largos precisava convencer a rainha a desistir desta loucura, o pouco que conhecia Anastásia sabia que ela era uma boa pessoa e era mais do que sua obrigação interver por ela. Foi até a biblioteca para falar com a rainha Grace.

– Rainha Grace- disse fazendo uma reverencia.

– Oh Kate, minha querida não precisas dessa cortesia toda. Mas diz-me o que eu posso fazer por ti? – diz ela enquanto aponta para a cadeira ao seu lado para Kate se sentar.

– O assunto que me trás aqui é sobre a Anastásia. Eu soube que a senhora ordenou que ela trabalhasse nas pocilgas.

–Sim é verdade.

– Mas o príncipe pode não gostar, foi ele quem a trouxe e tenho certeza de que é uma boa moça, nunca roubaria nada é um mal entendido.

– Tanto faz. Não me importo com isso. E não quero falar mais sobre isto. Agora peço que saia que tenho relatórios para ler.

– Como a senhora quiser.

A rainha Grace era uma boa pessoa, mas não gostava quando suas ordens eram questionadas e Katherine sabia disso, foi para o seu quarto pedindo a Deus que eles voltassem logo com o olhar longe da sacada de seu quarto, acariciou seu ventre pela manhã tivera a certeza da chegada de um novo membro na família.

Notas finais
E então, o que eu mereço? Comentários? Favoritos? Recomendações? Beijos e até o próximo. :*