Notas iniciais
Olá leitores. Aí se segue mais um capítulo que acabei de terminar, não revisei pois está tarde e preciso ir para minha casa já que estou na casa de uma amiga. Relevem os erros. Boa Leitura.

– E para quando seria esta celebração meu pai?

– Nesse final de semana, assim todos teriam tempo de se organizar. Vou pedir para Taylor espalhar a notícia, nada pode dar errado. – diz o rei e Christian assentiu e seguiu para seu quarto quando entrou foi direto para a sua cama e se deitou e acabou adormecendo e sonhando com um anjo de olhos azuis.

(...)

Algo quente e molhado passeava pela região de seu pescoço fazendo sua pele se arrepiar, murmurou alto ao sentir a mesma sendo sugada e no mesmo instante abriu os olhos encontrando Leila deitada ao seu lado.

– O que está fazendo Leila?

– Talvez, agora seja o momento certo? – sorriu maliciosa e o beijou nos lábios. Christian não retribui seu beijo sua mente está ligada a uma certa morena de olhos azuis que anda tirando sua paz. Ele é transportado ao passado onde pela primeira vez beijou aqueles lábios carnudos dela e aos poucos se entrega ao beijo caloroso, mas sua mente projeta Ana em seus braços e não Leila.

(...)

– Foi muita gentileza do príncipe trazer tudo isso para nós. – diz Ray sentado na mesa de jantar tomando sua canja, sua saúde já estava melhorando para o alivio de sua família.

– Não entendo o porquê nunca foi dado à cortesias. – diz José encarando Anastásia que desvia o olhar.

– Não seja tão negativo José, às pessoas nem sempre são como aparentam ser.

– Se tratando daquele lá, não duvido de nada.

– Isso não importa José – se pronuncia Ana – o importante nesse momento é a assunto de meu pai e se o príncipe Christian fez isso não fez mais do que a obrigação dele. – diz ela e José dá de ombros. A família volta a jantar normalmente em meio às conversas. Carla passou o dia inteiro observando a filha que aparentava estar mais alegre e tudo indicava que era por seu pai esta se recuperando. Mas, algo a incomodava, e Carla sentia isso. Anastásia estava sentindo falta de Hope e de Gail e Hannah e por incrível que pareça sentia falta do príncipe, decidiu que amanhã iria visita-los para matar a saudade.

(...)

Christian encarava a mulher completamente nua e furiosa a sua frente, se sentiu envergonhado por aquela situação, mas já havia acontecido e não podia fazer nada a respeito a não ser se desculpar o que provavelmente não seria uma boa ideia, pois Leila estava com um olhar assassino.

– O que você disse?

– Eu não disse nada.

– Você me chamou de Anastásia – rosnou ela e ele deu de ombros, os dois tinham acabado de transar, mas a mente de Christian projetou Anastásia em seus braços e por achar que era ela com ele sussurrou seu nome ao alcançar sua libertação o que provocou a fúria de Leila que estava se sentindo humilhada com aquela situação e raiva de Ana.

– Desculpe-me Leila.

– DESCULPA? – gritou ela se levantando – ISSO NÃO TEM DESCULPA, CHRISTIAN!

– Não precisa fazer escândalos Leila! – repreendeu-a.

– Você só pode esta brincando comigo, Christian. – murmurou ela incrédula pela calma dele e a sua não importância para com seus sentimentos.

– Leila, eu sinto muito, realmente não sei o que me deu. Desculpe-me. Mas, agora te peço que me deixe sozinho. – Christian realmente estava envergonhado, sabia que isso era humilhante para ela e mesmo que Leila não fosse nenhuma santa, mas falar o nome de outra durante o sexo foi de mais. Sem mais nenhuma palavra Leila sai do quarto, sua raiva era palpável. Desceu as escadas e foi direto para a cozinha por sorte não encontrou ninguém, vasculhou pelos armários até encontrar Cohosh azul e uma ideia se passou por sua cabeça no mesmo instante que fitou aquela pranta que ficava guardada em um lugar do armário reservado justamente para aquele tipo de planta. Se Christian não quer se casar com ela por bem vai se casar por mal. Fechou a porta do armário e deu um sorriso sombrio.

Todos estavam reunidos à mesa de jantar desfrutando de um maravilhoso banquete preparado por Gail e Hannah para celebrarem a recuperação do príncipe Elliot e da princesa Katherine, todos estavam animados e conversavam sobre coisas proveitosas e foi tocando no assunto sobre a festa da colheita para a alegria de Mia que adora uma festa. Ethan e ela andam bastante próximos esses dias para sua felicidade, compartilhavam momentos, conversas e muitas risadas fazendo seu coração se encher de esperanças. Por poucas vezes ele sentiu a falta de Anastásia, o príncipe Ethan tinha um carinho enorme por Mia e quando essas tragédias começaram a acontecer ela se mostrou muito companheira e solidaria para com ele e isso o fez sentir seguro.

(...)

Anastásia acordou junto com o cantar dos pássaros, após fazer suas necessidades ela decidiu ir até o castelo visitar Gail, Hannah e ver Hope, pois estava com saudades e agora com o seu pai melhorando da pneumonia voltaria para lá para cumprir com sua divida, mas ela sabia que eles não eram os únicos a quem sentia estava sentindo falta e sim também do príncipe Christian que não apareceu mais em sua casa. Ela foi caminhando enquanto o vento soprava em seus cabelos até chegar ao castelo. O soldado Sawyer estava no portão e o abriu para ela, avistou o soldado Jack na ponte montando guarda sorrindo assim que seus olhos se cruzaram ele acenou e ela fez o mesmo por educação estranhando o fato dele está sendo simpático.

A maravilhosa vista do jardim foi comtemplada por seus olhos ao longe viu o Sr. Simons cuidado de algumas flores, viu também um carrinho que carregava algumas flores mortas, era possível ver ao redor muitas delas e pensou que talvez fosse pelo mal tempo que se instalou na cidade. Passou por ele e também acenou foi direto para cozinha e foi recebida pelo maravilhoso cheiro da comida de Gail que sorriu largamente ao vê-la.

– Ana!

– Oi Gail, como vai? – perguntou e recebeu um abraço fraternal da senhora.

– Estou muito bem minha querida, senti sua falta.

– Eu também Gail, por isso vim até aqui. Onde está Hannah e a Hope?

– Hannah está no quarto se aprontando e Hope está com ela, as duas se apegaram. – diz e sorri e logo Hannah aparece com Hope em seu ombro e ao ver a amiga sorri abertamente e Hope ao sentir a presença da dona abre suas asas. Ana corre até as duas e abraça Hannah, Hope quase que imediatamente pula para o seu colo e se aconchega.

– Eu também senti sua falta menina. – diz e faz carinho na cabeça dela.

– Ana, que bom que veio! – diz Hannah – Você ainda voltará para casa? Como está seu pai?

– Ele está melhor, em breve voltarei até porque tenho uma divida a pagar, mas ainda tenho receio de deixa-lo e ele piora.

– Tudo ficará bem querida.

– Assim espero Gail. E como estão a princesa Katherine e o príncipe Elliot? Rezei tanto por eles.

– Graças aos céus eles acordaram e tudo indica que estão bem.

– Que bom. – diz ela e estava com vontade de perguntar sobre o príncipe Christian, mas resolveu deixar para lá se algo tivesse acontecido com ele talvez elas dissessem.

– Você está sabendo que o rei Carrick vai fazer a festa da colheita? –perguntou Hannah.

– Não – murmurou – porque ele irá dá essa festa?

– É tipo uma forma para acalmar os ânimos das pessoas da cidade e para pessoas de outras cidades possam vim para cá desfrutar do que cada comerciante tem a vender. Dizem que as economias do reino andam muito baixas assim como os impostos e o rei teve essa ideia, todos os comerciantes foram avisados para colocarem suas melhores mercadorias. Terá show de mágica e outras atrações. – vibrou a loirinha e Gail riu.

– Eu não estava sabendo, mas com certeza vou querer ir, nunca viu show de mágicas. – continuaram conversando e Anastásia ajudou as duas a servir o café da manhã, mas sem sair da cozinha, não queria ser vista talvez o rei e a rainha não gostassem e principalmente não queria ter o desprazer de se deparar com Leila. Ficou mais algum tempo e mesmo ao longe pode ouvir a voz do príncipe e constatou que o mesmo estava bem e depois foi embora.

(...)

– Taylor já espalhou a noticia por todo o reino e aos arredores. – anunciou o rei se referindo à festa da colheita.

– Ótimo, agora é só esperarmos. – diz o príncipe Christian.

– Eu gostaria de ajudar. – diz o príncipe Elliot.

– Não irmão, você continuará a repousar com sua esposa, deixe que papai e eu cuidamos disso.

– Se preferem assim.

– Amor, ouça seu irmão, temos que pensar em nossa saúde nesse momento, não quero passar por aquilo de novo. – diz Kate e Elliot cede, estava enfadado de ficar em seu quarto o tempo todo de repouso, tinha a companhia de sua esposa, mas ele queria sair e poder fazer o que fazia antes de tudo acontecer.

Continuaram sua refeição em meio às planos para a festa que aconteceria no final de semana, todos os soldados foram avisados para fazerem a ronda. O general Taylor continuava com a sua investigação em busca do mascarado e era o mesmo que dá murro em pontas de facas, pois não tinha nenhuma pista para seguir e agora que sabia que o maldito era o provável assassino do príncipe Aron as coisas se complicaram, todos esses dias que se passaram ele não voltou a aparecer e nada que pudesse denunciá-lo apareceu. Eles não tinham absolutamente nada! Mas, mesmo assim persistiam.

Na mesa Christian percebeu os olhares de Leila para ele, ela estava estranha e muito quieta, depois o episodio no seu quarto ela não lhe dirigiu nenhuma palavra o que ele estranhou, pois dependendo dela podia esperar qualquer coisa até mesmo uma outra tentativa de ir novamente para sua cama, mas ela não fez e por parte agradeceu mentalmente, não estava com a cabeça para uma nova discussão com tantos problemas para resolver e sem falar nos olhos azuis que não sai de seus pensamentos.

(...)

– Filha, eu sei que você quer ir, e você vai, assim como nós porque temos que vender nossos tapetes, mas vamos precisar da tua ajuda na barraca.

– Eu sei mamãe e eu os ajudarei, mas eu também queria ver as atrações eu nunca vi. – reclamou Anastásia enquanto José conduzia a carroça com a família Steele. O dia da festa da Colheita havia chegado e muito trabalho para eles também que organizaram as peças que seriam vendidas, Ana queria ter um momento para ver as atrações de mágicas.

– Deixa ela Carla, nós damos conta de tudo na ausência dela. – diz Ray.

– Tudo bem – cede Carla para a total satisfação de Ana – Mas, com uma condição.

– Qual?

– Seu primo irá com você.

–O que? Ah, não mamãe! Por quê? Eu sei me cuidar!

– E eu não disse o contrário, José irá por precaução à cidade estará cheia de gente desconhecida e temo por ti.

– Sua mãe está certa, Ana.

– Tudo bem, tudo bem! Se não tem outro jeito.

(...)

A vila do comércio estava enfeitada com fitas e bandeiras coloridas. A chuva que caiu constantemente alguns dias tinha dado trégua e agora os camponeses dariam início ao plantio. Ainda assim, todos no reino estavam temerosos em ter uma colheita desastrosa pelos acontecimentos dos últimos dias o rei decidiu realizar a festa da colheita para pedir aos deuses um bom plantio uma abençoada e prospera colheita e a presença da família real foi essencial.

Havia várias barracas de doces salgados e comidas típicas bebidas.
Tinha números de mágica e fantoche. Os olhos da jovem Anastásia brilharam diante de tudo aquilo havia tanta gente ela conseguiu a permissão dos pais para ir com a condição de que seu primo José a acompanhasse, Anastásia não gostou muito da ideia, seu primo era muito mandão, mas já que era a primeira vez que ela ia a uma celebração assim, aceitou.

De longe ela avistou a família real, acomodados em volta de uma mesa extensa junto com algumas pessoas da corte embaixo de uma tenda. Ao avista-la o príncipe parou o olhar na jovem que também não pode deixar de fita-lo ele acenou para jovem parecia levemente sorrir para a mesma que sentiu suas bochechas corarem e seu coração se alegrar, pois fazia muitos dias que ela e o príncipe não se viam pensou que ele voltaria a sua casa mais ele não voltou.

– Hey! O que está fazendo? Porque tanto olha para aquele miserável? — diz José se aproximando puxando a mão da jovem a tirando dali. – Vamos ver o número de mágica, Ana. Não perca o seu tempo com esses idiotas dá família real.

Anastásia estava entretida encantada com as ilusões de fumaça criada pelos mágicos. Que tiraram pombos de suas cartolas ela aplaudia animada bem ao lado de José. Sentiu alguém se aproximar e pegar em sua mão ela se vira e arregala os olhos era o príncipe.

– Precisamos conversar. — sua voz soa praticamente inaudível entre o murmuro e assovias da multidão.

– Ela não vai!

– José, por favor! — pediu Ana temendo que José fizesse algo, ele encarava o príncipe com raiva.

– Isso é um assunto nosso não se intrometa rapaz. — diz o príncipe Christian ainda segurando a mão da moça.

– Tudo bem José, eu volta daqui a pouco. — diz ela e seguiu o príncipe por entre a multidão. Algumas pessoa por ali estranharam o príncipe está de mãos dadas com uma plebeia, eles estavam seguindo para longe da multidão e atraiam poucos olhares mais um deles foi traiçoeiro o bastante para segui-los e deixar que a fúria emanasse seu coração, eles corriam perigo e nem ao menos imaginavam.

Ao se verem distante dá multidão, Christian e Anastásia entraram em um beco. Anastásia ficou um pouco receosa em estar naquele lugar não se sentia confortável, seu coração estava angustiado como um aviso que algo ruim estava para acontecer.

– O que o senhor tem para me dizer alteza?

– Ana, esses dias sem você, tem mexido comigo. Tens algo que tira a minha paz de espírito. Eu preciso ter você Anastásia. — diz o príncipe com as mãos coladas no rosto da jovem que arregalou os olhos ao se sentir sendo colocada contra a parede do beco.

– Alteza...

– Ana, porque te negas a ser minha? O que é preciso para eu te ter?

– Alteza ser sua envolveria muitas coisas.

– Ana eu quero um beijo teu. Eu poderia muito bem rouba-lo, mas dessa vez quero que você me dê.

– Alteza isso já está indo longe demais. É melhor eu ir.

– Não. Antes me dê um beijo. — diz o príncipe com um olhar terno e um tom diferente tinha doçura em sua voz o que Anastásia não pode resistir fechou os olhos e permitiu que os lábios do príncipe Christian capturassem os seus de uma forma suave e serena que aos poucos foi ganhando intensidade com o calor do momento ao se verem precisando de ar se separam ofegantes.

– As coisas entre nós poderiam ter sido diferentes, Ana. — diz o príncipe destruindo pequenos selinhos no pescoço de Anastásia que sentiu seu corpo arrepiar. – Se Aron não tivesse chegado a minha frente e te feito dele. Se tivesse sido minha antes nunca mais serias de outro. — No mesmo momento Anastásia o empurrou as palavras do príncipe a magoaram.

– O senhor não muda nunca como podes dizer isto de mim e difamar em memória do teu irmão?

– Me desculpe, eu falei sem pensar Anastásia. E que os fatos... – ela o interrompe.

– Que fatos?

– Bem, você e Aron eram muito próximos. – Christian insistia em pensar que Ana teve um caso com Aron.

– Meu Deus! A tua mente é muito suja pensas que eu tinha um caso com teu irmão é isso? E agora quer se aproveitar de mim. Fique sabendo minha relação com Aron foi uma linda amizade.

– Não Ana, eu jamais iria querer me aproveitar de ti e deixá-la mal falada.

– Então me diga uma coisa com sinceridade alteza. – Anastásia se aproxima dele o encarando fixamente – Se eu me entregasse ao senhor, como ficariam as coisas depois?

O príncipe ficou mudo com aquela pergunta no fundo ele mesmo sabia que não tinha intenções de se casar com Anastásia ou nenhuma outra
e que ela sabia disso e talvez esse fosse o motivo dela não se entregar e começou a colocar em dúvida a má imagem dos princípios daquela jovem.
E se o que aconteceu entre Aron e ela for só especulação? Talvez ela ainda seja... E se for eu não o direito de desgraçar com a vida dessa pobre jovem fazendo ela minha.–pensou o príncipe.

– Ana, eu acho que já tens a resposta. Me perdoe baby por não poder prometer coisas que para mim são difíceis, não poder te dar a garantia de um compromisso serio. Eu não irei mais te importunar com esses assuntos. Eu só te peço que me deixe provar de teus lábios novamente, mais isto e dou minha palavra que a deixarei em paz. — diz o príncipe a beijando novamente

Anastásia fechou os olhos e deixou ser tomada pelos lábios dele, pois sabia que era uma despedida para ambos e mesmo se o príncipe faltasse com sua palavra e voltasse a procura-la ela não permitiria aquele tipo de intimidade novamente.
Afinal muitas coisas separavam: ela uma pobre plebeia e ele um príncipe, não podia nutrir sentimentos pelo herdeiro do trono e se entregasse a ele seria uma desgraça, pois sabia que ele não poderia assumi-la como esposa e outro não se casaria com ela, ficaria mal falada como já tinha visto casos de donzelas que foram amantes de nobres e foram infelizes para o resto de suas vidas. Simplesmente as deixavam quando se cansavam delas e procuravam outras e com ela e Christian não seria diferente. Eles estavam perdidos naquele prazerosa sensação de terem um ao outro em seus braços, entregues a paixão, provando o gosto de seus lábios e querendo ter mais contato Ana puxa os cabelos do príncipe, sentindo a maciez daqueles sedosos fios.

– Mais que pouca vergonha é essa?! — gritou uma voz masculina familiar e rapidamente a jovem se soltou do príncipe.

– José...

– Ana, desde quando se comporta como uma... – parou a frase no ar – se esfregando com esse aí?

– Auto lá, rapaz modere suas palavras. – interveio o príncipe, não deixaria que José ofendesse Anastásia.

–Vamos embora, Ana! — diz José pegando Anastásia pelo braço praticamente a arrastando do beco, Christian foi atrás.

– Solta ela.

– Você não se meta nisso ela é minha prima tenho que zelar pela reputação dela. Agora entendo toda sua atenção com a minha família. Imaginação pensar que estava de boa fé, minha prima está te pagando.

– José! Está me ofendendo, o que estás insinuando com isso?

– Sabes muito bem do que estou falando. – rosna ele para Ana, aquela discussão estava atraindo algumas pessoas.

– Mais o que está se passando aqui? — perguntou a rainha Grace que estava por perto visitando uma barraca de artesanato e ouviu as vozes alteradas incluindo a de Christian.

– Teu filho rainha está desgraçando com a reputação da minha prima. Só faltavam se engolir bem aqui.

– Christian, isso que esse rapaz diz é verdade?

– Sim, mãe eu beijei Anastásia. Não tenho porque negar, afinal já sou um homem feito.

– Oh céus... — A rainha imediatamente olhou para a jovem que não sabia o que dizer apenas abaixou a cabeça sentia vergonha.

Nesse momento algo atingiu o príncipe pelas costas o fazendo cair de joelhos com as mãos apoiadas no chão com a dor que sentiu em seu peito, olhou para baixo e viu sangue, algumas pessoas que estavam ao redor começaram a gritar por ajuda.

– Não! Meu filho! — gritou a rainha desesperada com as mãos na cabeça, José a amparou para que ela não caísse no chão quando a pobre desmaiou foi de mais para ela ver o filho mais velho ajoelhado no meio de todo aquele sangue, Christian estava morrendo. Anastásia correu ate o príncipe com lágrimas banhando seus olhos caiu de joelhos ao seu lado e viu que respirava com dificuldade. Sua camisa estava ensanguentada, olhou por trás e viu que uma flecha foi acertada em seu peito.

– Não... Não fale nada, por favor. – pediu com a voz trêmula segurando o rosto dele entre as mãos, estava com medo.

– Anastásia... – murmurou o príncipe fracamente sentia que o fim havia chegado para ele – Quero que me perdoe só assim terei paz para descansar me perdoe por tudo que te fiz sofrer. -disse o príncipe em quase um murmuro, ela colocou a cabeça dele em seu no colo o abraçando começou a chorar compulsivamente.

– Tenta descansar, alteza, não se esforce.

– Ah, assim está bem melhor, estou em teus braços pequena Ana, só diga que me perdoa.

– Está bem, eu te perdoo, mas tem que me prometer que vais viver. Tens que lutar por tua vida. – diz Ana em prantos enquanto o amparava, ela se lembra de ter sentindo assim uma única vez, foi quando Aron morreu e parecia que tudo estava se repetindo.

– Ah baby, eu já lhe disse que não posso lhe prometer coisas difíceis. — diz o príncipe quase sem força, tossindo um pouco de sangue o que aterrorizou ainda mais a pobre jovem. Olhou para José que ainda mantinha rainha em seus braços, podia ver um resquício de raiva, mas seus olhos demonstravam medo ao longe ouviu trotes de cavalos pode suspirara aliviada porque a ajuda estava chegando, voltou sua atenção para o príncipe que a olhava com a cabeça apoiada em seu peito, ele começou a piscar várias vezes.

– Oh Deus, não, não, não, por favor, fica comigo. – se desesperou ao ver que ele fechava os olhos – CHIRTIAN! CHRITIAN! – e a escuridão o venceu.

Notas finais
N/A: Cohosh Azul: Essa planta foi usada pelos americanos nativos como forma de controle de natalidade. Ela contém pelo menos duas substâncias que induzem o aborto, que causam contrações uterinas. Parteiras também usavam a substância no último mês de gravidez das clientes para “prepará-las” para o parto. Então, o que acharam?