Um Príncipe em Cinquenta Tons
4 Capítulo 04
Notas iniciais
__Aí está ele! – gritou um dos quatro homens.
O príncipe aproximou-se da mesa ocupada por quatros homens com duas mulheres em seu enlaço. Na mesa estava o soldado Jack, com uma morena em seu colo trocando beijos calorosos. Andrew também um soldado com descendência italiana e londrina. O general Taylor e seu fiel escudeiro Welch tomando uns drinks.
__Olá homens, estão se divertindo? – pergunta Christian depois de beijar as duas mulheres que estavam ao seu lado dispensando-as e se sentando em uma cadeira que estava vazia na mesa. __Vejo que a noite será quente, soldado Jack.
No mesmo instante em que seu nome é pronunciado, Jack se volta para o príncipe com um sorriso malicioso nos lábios.
__Alteza, se me permite, gostaria de poder desfrutar dessa jovem a sós.
Christian encara a moça morena de pele pálida, cabelos castanhos, olhos verdes e boca rosada no colo do soldado, o príncipe tem a leve impressão de acha-la parecida com alguém, mas não consegue lembrar-se de quem seja. Ele sempre achou Jack estranho, todas as vezes que ia para o Harém ele procurava as mulheres com essa mesma fisionomia.
__Claro soldado, faça bom proveito.
E essa é a deixa para Jack. Ele se levanta e junto com a rameira faz uma pequena reverencia ao príncipe e sai ao encontro de um dos quartos nos corredores do Harém.
O Harém estava cheio aquela noite, também pudera, havia se passado uma semana depois da morte do príncipe Aron. Os soldados e os príncipes Christian e Elliot haviam partido temporariamente para o vilarejo de Cannes onde é o ponto de entrega de mercadorias para o reino e onde também foi o local do assassinato do príncipe onde estavam a procura de informações sobre o ocorrido. Desde então não tinham ido ao Harém e o lugar se manteve praticamente vazio. Mas quando Matilda, uma mulher de meia idade, baixa de cabelos negros médios, proprietária do estabelecimento soube que eles estavam voltando para o reino colocara as mais belas mulheres a disposição assim como as novatas que haviam se abrigado naquele lugar.
__Então alteza percebestes que temos carne nova? – perguntou Andrew, o moreno alto de olhos castanhos de descendência Italiana e londrina.
__Sim soldado eu não vejo a hora de provar cada novo sabor.
__Deixe pelo menos algumas para nós príncipe queremos nos divertir também. – diz o general sorrindo. __Desde o momento em que entrou aqui todos os olhares se atraíram para ti vossa alteza.
__Olá rapazes, o que vão querer para está noite? – pergunta uma loira de cabelos cacheados presos em um coque baixo, de decote avantajado, sentando no colo do general.
Lisa, a moça espanhola que perdeu sua honra aos quinze anos com um de seus cunhados, era uma das mulheres mais desejadas do Harém. A jovem de vinte e dois anos tinha sido mandada para a França pela família que não aceitava seu comportamento pecaminoso em Andaluzia no sul da Espanha, lugar que viverá até seus quinze anos. O intuito de sua família ao manda-la para França era que a jovem mudasse seu comportamento tornando mais virtuosa, o problema era que Lisa não queria mudar, queria explorar sua sexualidade. Ela teve uma breve experiência trabalhando como serviçal em casas da nobreza, até conhecer Matilda que lhe propôs trabalhar no Harém, tornando-se assim uma das mulheres mais cortejadas do antro vivendo todos os tipos de experiências sexuais sem pudor.
__O que a dama sugeres?
__Uma suruba! Sou muito boa em dar prazer aos homens ao mesmo tempo. – diz a jovem encarando os homens presentes na mesa de uma forma maliciosa.
__Ah, eu adoraria ter prazer com você, mas não. Não gosto de dividir, principalmente uma mulher na hora do prazer. – diz o príncipe.
__Concordo. – diz Welch, Taylor e Andrew ao mesmo tempo.
__Mas, garanto que a dama se divertirá bastante se apenas contentar-se comigo. – diz o general, passando a mão em uma das pernas da mulher que mantem a mão em seu pênis. Inclinando-se um pouco para a frente ela sussurra em seu ouvido.
__Leve-me ao paraíso.
E com isso o general Taylor segui Lisa prometendo a mesma uma noite de sexo selvagem. Restaram apenas na mesa o príncipe Christian e os soldados Welch e Andrew que logo se engraçou com sua rameira preferida, Magali de vinte e cinco anos. Ele fora apaixonado por ela desde que pôs seus olhos castanhos nela. A moça asiática de pele morena era muito cortejada no Harém, assim como Lisa era uma das mulheres mais belas daquele lugar, mas apenas um homem lhe interessava ali: Andrew. Ele já havia se declarado e oferecido a moça casamento, mas a morena negou-lhe o pedido, não porque gostava daquela vida ou porque não o amava, mas sim por ter uma divida a pagar. Cada jovem que vivia ali devia uma quantia aos proprietários do lugar, por terem investido em roupas e acessórios para usar a cada noite com um cliente, cada mulher ali valia uma quantia que servia para aos poucos pagar a divida, algumas moças deviam quantias altas, que era o caso de Magali, a moça chegou aquele lugar em uma situação deplorável que fez com que os donos do Harém tivessem muitas despesas.
__Percebo que mesmo estando aqui vossa alteza parece preocupado. – indagou Welch, quando estavam apenas ele e o príncipe a sós na mesa. __E creio que é sobre a jovem Anastásia.
__Sim, soldado. Aquela maldita não me sai da cabeça, sempre que penso no que ela fez com meu irmão meu coração enchesse de ódio.
__Tens que manter a calma precisamos de mais informações sobre o que aconteceu naquela noite para poder condena-la.
__Eu sei, mas por quanto quero mantê-la sobre o alcance de meus olhos, irei fazer com que aquele demônio que achei que fosse um anjo confesse. – Welch encara o príncipe com uma sobrancelha arqueada e pergunta:
__Anjo?
__Sim, já a tinha visto antes e a achei uma mulher muito bela, uma das mais belas que já vi. Até pensei que fosse um anjo por tamanha beleza, mas me enganei.
A conversa foi encerrada depois que as gêmeas francesas Mari e Martina, as preferidas de Welch se materializaram em sua frente, restando apenas o príncipe que procurou prazer nos braços de uma das novatas Suzan, que fez o príncipe urrar de prazer durante horas com sua técnicas orais, encerraram a noite com um sexo selvagem. Ali apenas se ouvia os gemidos e urros de prazeres, todos se divertiram, cada um a sua maneira, com uma, duas, três ou até mesmo quatro mulheres em uma noite só, tudo para alcançar o ápice do prazer.
***
Anastásia dormiu um sono pesado resultado de todo o trabalho que teve. O sol começara a nascer mais ainda estava escuro, batidas na porta de seu quarto a fazem despertar abriu os olhos pensando que poderia ser o príncipe para atormenta-la.
__Quem está aí?
__Abra Ana, sou eu a Sra. Jones.
Anastásia destrancou a porta e viu Gail ainda de camisola com uma lamparina na mão iluminando o quarto, mas o que ela queria tão cedo? As vacas tinham começado a serem ordenhadas no curral.
__Bom dia, Sra. Jones.
__Bom dia menina Ana. Preciso de tua ajuda para preparar o desjejum dos príncipes.
__Mas ainda é tão cedo.
__Os príncipes saíram cedo para visitar alguns domínios do castelo.
__ Tudo bem, já vou.
Anastásia enche a pequena bacia de cobre em seu quarto lavando o rosto pálido espantando o sono fez sua higiene matinal amaldiçoando o príncipe Christian em seus pensamentos trocou de roupa e seguiu para a cozinha.
A plebeia e Gail preparam umas três variedades de pães, bolos e tortas doces e salgadas, sucos, ferveram o leite trago do curral pela jovem e colocaram em seus devidos lugares nas bandejas dos príncipes.
__Agora leve ao príncipe Christian e eu levarei ao príncipe Elliot.
Anastásia concordou, pois não havia opção, mas em seus pensamentos planejou uma pequena vingança por ele está fazendo-a de escrava. Era uma vingança insiguinificante dado em consideração o que ele estava fazendo com ela, mas ainda assim era uma vingança.
Esperou com paciência Gail virar as costas para servir o príncipe Elliot pegou o recipiente com o leite do príncipe Christian e cuspiu não uma mais três vezes, sorrindo pegou o vidro com pimenta do reino desejando que fosse um veneno mortal temperou o máximo que pode a torta de frango a predileta do príncipe. Apoiou a bandeja em seu corpo e subiu os degraus, empurrando a porta grande dupla de madeira entrou no aposento do príncipe que estava esparramado na cama cansado da noite passada. Anastásia não pode deixar de notar sua beleza, seus cabelos cor de cobre revoltos caindo sobre sua testa o corpo atlético, ombros largos, pernas cumpridas e seu rosto másculo nariz arrebitado e boca carnuda avermelhada, um verdadeiro Deus grego.
O príncipe abriu e sentou-se na cama vendo Anastásia parada ao pé da cama segurando uma bandeja.
__Bom dia, alteza, prefere leite puro ou adoçado com mel? – disse cinicamente, sorrindo fazendo o príncipe estreitar os olhos e estranhar a simpatia da jovem com ele.
__Mel. – Anastásia adoçou o leite e o serviu ainda sorrindo, observando-o cada golada satisfeito. Não conseguiu evitar que uma risada escapasse de seus lábios.
__Qual é o motivo do riso, criada?
__Nada meu senhor. — Ela serve um farto pedaço da torta de frango ele dá boas grafadas e mastiga percebendo um gosto diferente cospe os restos da torta no prato.
__Mas que diabos de gosto é esse? – pergunta ríspido.
__Gosto estranho, alteza?
__Sim picante, muito picante.
__Ah, deve ser teu paladar.
__Não isso ardeu meus lábios, dê-me o suco.
__Aqui está majestade.
Depois te terminar de servir o príncipe ele a dispensou para os seus serviços matinais e sai com seu irmão Elliot.
Anastásia arrumava o quarto da princesa Mia quando viu um livro grande, grosso com uma capa dourada com letras grandes bordadas e chamativas admirou o livro passando a mão com delicadeza sobre as grandes letras.
__Já terminei de ler Ana se quiseres te empresto. – diz a princesa ao adentrar no quarto.
__Seria uma gentileza, mas não sei ler. – diz a moça envergonhada.
__E tens vontade de aprender?
__Sim, mas não pude estudar quando criança.
__Se quiser posso te ensinar. Porque não conversamos sobre isso enquanto tomamos um chá eu, você e Kate.
__Chá com uma escrava? – pergunta incrédula.
__Ora e porque não?
Anastásia tratou de preparar um chá de camomila e bolachas, ela mesma serviu na sacada do quarto de Mia. Ela e Kate foram muito simpáticas com ela e não descriminaram e disseram ajuda-la a aprender a ler e escrever. Da sacada avistaram os príncipes em seus cavalos retornando.
__Voltaram tão cedo, será que algo aconteceu? — disse Kate.
__Vamos ver.
Anastásia as acompanhou até o salão de entrada viu o príncipe Christian entrar tossindo, com manchas vermelhas em seu rosto emoldurado e seus lábios finos um pouco salientes coçava os braços.
__Por Deus! O que se passou com Christian?
__De repente ele ficou assim mãe e tivemos que retornar. – disse o príncipe Elliot.
__Isso está ficando feio, empolando parece ser uma alergia o leve para o quarto Elliot. -disse o rei e seguiram sua ordem.
__Alergia a quê? Meu pai. – perguntou Christian tossindo.
__Comestes alguma coisa no caminha?
__Não comemos nada nem paramos pelo caminho, só tomei meu desjejum aqui no palácio.
__Chamem um médico, bem rápido. — disse a rainha
Anastásia observou tudo calada com os olhos arregalados correu para a cozinha e não disse nada a Gail. O médico veio e concluiu que era alergia a algo que o príncipe ingeriu Anastásia não viu sinal do príncipe o resto do dia, podendo assim concluir seus afazeres em paz.
****
Na manhã seguinte foi mandada para o estábulo para cuidar dos cavalos, enquanto Hannah estava servindo o desjejum. Passava a mão na crina de uma bela égua enquanto lhe dava um pedaço de cenoura.
__Gosta disso mocinha? — Conversava com o animal quando sentiu algo apertar seu pescoço lhe tirando o ar olhando para trás se estremeceu ao ver o príncipe.
__Já se sente melhor majestade? – ele aperta mais seu pescoço __Solte-me está me machucando. -disse com a voz espremida.
__Sínica tentou me envenenar.
__Não alteza.
__Confesse a única além de Gail que tocou no meu desjejum foi você, agora está envenenando minha égua também?
Anastásia começa a negar e se debater como um animalzinho acuado. Desequilibra e cai levando junto o príncipe que cai por cima da jovem e resolve assusta-la se encaixando no meio de suas pernas apertando sua cintura com firmeza prendendo apertando seu corpo contra a palha. Os animais relincharam com os gritos de Anastásia que temeu o olhar e o pequeno sorriso de malícia de seu senhor.
__Solte-me, me deixe ir.
__Não, sabe se eu quiser posso fazer o que eu quiser contigo. – sussurrou em seu ouvido.
Anastásia estremeceu e começou a se debater tentando escapar do príncipe e quanto mais ela tentava ele a apertava contra seu corpo, além do medo Ana pode sentir a ereção do príncipe contra seu sexo o que estava lhe causando pânico, pois tinha medo do que ele poderia fazer. Christian estava adorando ver o medo no rosto da jovem ele percebeu o medo da jovem e estava usando aquilo como arma, mas não podia negar que aquele joguinho estava deixando-o excitado.
Ana começa a empurra-lo com as mãos e ele as prende acima de sua cabeça, deixando-a em pânico.
__Por favor, solte-me! – implora.
__Não, brinque comigo mocinha, agora confesse! – ordena.
__Sim, foi eu, eu coloquei pimenta na torna e cuspi no seu leite. Sabe porque? Porque você é um miserável, que está me fazendo trabalhar aqui como uma escrava me condenando por um crime que não cometi. – grita exasperada.
__Maldita! – como se fosse possível ele a aperta mais e começa a se esfregar levemente nela, fazendo a mesma se contorcer. __Gosta disso não é? – pergunta com malicia deixando a jovem corada com olhos arregalados.
Ele aproxima seu rosto do dela fitando seus imensos olhos azuis mais azuis do que o mar em um breve momento o príncipe se perde na imensidão de seus olhos. Anastásia observa cada movimento de Christian fitando seus olhos acinzentados, os mais belos que já viu, por um momento o medo é esquecido e ela apenas observa seu rosto chegando cada vez mais perto do seu, ela senti seus corpos quentes, sua respiração acelerada, nunca havia sentindo isso antes. Mas o momento é interrompido quando alguém entra no estabulo e presencia a cena.
__MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?
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