Um Pouquinho Perversa

28 Cap de peso na consciencia


Pov Autora

A Casa dos Weasley's nunca estivera tão silenciosa, o garoto chorava por sua avó, enquanto os outros tentavam consolá-lo. Todos menos uma certa castanha, os pensamentos dela estavam longe.

POV Hermione

– Um doce pelos seus pensamentos.

– Não acho que eles irão ser vendidos por um preço tão baixo. — Eu ri junto a um dos gêmeos.

– Porque você não está lá babando o ovo do Neville? — Perguntou Fred, com uma pitada de ironia na voz.

– Fred, ele acabou de perder a avó, ele esta triste, tente entender.

– Você perdeu seus pais, e nem por isso está todo mundo ao seu redor chorando com você. — Jorge retrucou. Eles estavam ofendidos com o excesso de atenção ao tosco do LongBottom.

_ Sabe, sua mãe pode brigar com você se te ouvir falar assim.

– Olha a nossa cara de quem está preocupado. — eles me abraçaram, um de cada lado.

– Posso saber o que está acontecendo? — Um Ronald com muita raiva.

– Estamos apenas conversando com a Hermione, algum problema? — perguntaram para mim.

– Claro que não, agora se vocês puderem me dar licença ,- sai e deixei os irmãos se olhando furiosamente.

Eu estava evitando falar com o Neville, não por estar com vergonha ou consciência pesada, mas por que eu não aguentaria mais choro, do que já tive hoje.

– Você não chegou perto do Nev, porque? — O Harry sentou ao meu lado.

– Não quero interromper as atenções que ele está recebendo.

– Não seja mesquinha Hermione, foi a família dele que ele perdeu.

– Eu sei, desculpa, é só que eu estou com a cabeça cheia, com a nossa volta para a escola, e tudo mais.

– Sim, eu também estou preocupado, mas isso não pode fazer com que você pare tudo.

–Como vamos fazer Harry, nós dois desconfiamos que o MM vai acabar enviando algum capacho para 'cuidar' da educação em Hogwarts, aquela sua audiência ridícula. Nós dois sabemos que algo vai mudar.

– É, mais ainda sim, estamos de férias, vamos tentar ser adolescentes normais. — ele riu fracamente. As vezes é muito fácil esquecer que ele vai morrer logo, logo.

– Bem, deixa eu ir falar com o Neville, antes que mais alguém decida que quer conversar comigo.

******

– Você não parece estar muito bem. — Neville me disse.

– Você também não, então estamos quites. — ele deu uma risada fraca.

– Já sabe onde você vai ficar?

– Sim, pelo menos vou ficar um tempinho por aqui nos Weasley, depois desse ano em Hogwarts, eu já não sei.

– Vai dar tudo certo.

Ficou um silencio muito constrangedor.

– Como você se sentiu, como foi, quando você descobriu que foi a Lestrange?

– Bellatrix, eu não sei, ainda doi, saber que eles eram pessoas que nem estavam ligadas a essa guerra imunda, e mesmo assim eu os perdi, mas vocÊ está falando de vingança não é? Não, eu não vou dizer que não pensei em matar ela bem lentamente, mas dai fazer é outra coisa.

– Eu vou destruir ela, assim como ela me destruiu, vou acabar com ela de dentro para fora.

– COmo Nev? — eu adoraria saber o que ele estaria pensando, e achando que minha mãe cairia.

– Vou falar primeiro com o Dumbledore, depois ele falará com todos, mas de uma coisa eu sei, vai ser bem ruim para ela.

Ele saiu me deixando preocupada, não com a minha mãe, mas no fundo com ele. Minha mãe vai despedaçar com ele bem devagar. Fui me preocupar com o que realmente importa. O fim do Potter.

****

NA MANSÃO RIDDLE

Estavam todos bastante quietos na casa do meu pai, acho que alguém estava de mau humor.

– Milord. — reverenciei-o com uma voz bastante calma.

– Entre e feche a porta.

Sim, ele realmente estava com raiva.

– Aconteceu algo?

– Sim, aconteceu algo, na verdade, vai acontecer.

– Seja mais claro, meu lorde, sou péssima na matéria de adivinhação. Uma aula inutil se você quer saber — falei frívolamente.

– Vai acontecer um casamento, minha cara.

– Oh que maravilha, adoro casamentos. — falei sarcasticamente — se esse for o motivo do seu mau humor, nem sequer serve a boa noticia que eu trouxe da Ordem. — Eu estava saindo da sala.

– Falo do Casamento de Draco Malfoy com a Srtª Greengrass.

– Como? Desde quando?

– O Noivado por enquanto será anunciado somente no fim do ano letivo de vocês, mas todos os comensais já sabem — eu não soube esconder minha cara triste, Draco se casaria e sequer falou comigo.

– E é por isso que você está com tanta raiva?

– Alguns comensais estão comentando que ele te traiu com ela.

_ Ah por favor, poupe-me, com tanta coisa seria acontecendo o senhor preocupado com isso? Quer algo a se preocupar? A morte da Srª LongBottom não foi muito boa, todos estão muito, ansiosos em colocar as mão na minha mãe.

– Como se eles fosse conseguir.

– Não sei, mas ao que parece o LongBottom mirim anda muito concentrado em se vingar, acho bem melhor ela romar cuidado agora.

Sai e nem sequer esperei ele mandar eu ficar, seria muito ruim para qualquer comensal, mas eu não sou qualquer um.

***********

Eu estava no quarto do Draco, sentada apenas esperando.

Ele entrou e levou um susto.

– Droga hermione, até parece a sua mãe.

–Obrigada, menino Malfoy — dei uma risada seca. — Devo dizer que fiquei tão surpresa quanto você com as notícias de hoje.

– É sobre meu noivado com a Astória. -ele não me perguntou.

– Oh, ainda bem que foi a mais nova, aquela tal de Dafne é intragavel.

– O que você veio fazer aqui Hermione?

– Vim te dar os parabéns.

– Não seja irônica, não comigo.

– Não pensei que te perderia tão rapido assim.

– Você está com meu padrinho, não seja mesquinha.

– Como se eu não voltasse para você sempre, não é.

– O que você quer Mione?

– Não quero que você case, não faz isso comigo. Não me faça ver isso, porra Draco.

– Para. Não comece. A gente precisa seguir em frente, cada um vivendo a sua vida.

– Eu te amo.

– Eu sei Mi, o pior é que eu também te amo, mas nunca ficaremos juntos, só aceite que foi bom, mas tem que acabar, e acabar de vez.

Levantei de onde eu estava, e aparatei.

****

CEMITÉRIO DOS MALFOY

Fui ao lugar onde eu tinha evitado a todo custo, o tumulo do tio Lucio.

"Oi tio, nossa que estranho! — eu estava ficando louca, falando com um tumulo. — Não sei como cuidar do Draco, ele não ajuda, sabe com oé complicado com ele cooperando e agora que ele se recusa? Mas eu vou tentar, mesmo de longe. Agora ele vai se casar, da pra acreditar? Se casar! No meio de uma guerra, e com uma menina tão frágil, boa, mas frágil, fico com medo por ela, acredita? Ah tio como eu sinto sua falta!"

Chorei sentada em cima do tumulo do primeiro pai de verdade que eu conheci