Um Possível Fim Para Nemink.
3 Desenho.
Notas iniciais
"Uma arvore aqui e a calçada aqui!" Sorriu. "É isso, está pronto!"
–Olhando para esse projeto de jardim, eu fico com saudades dos meus antigos desenhos, árvores em triângulos, ou pessoas de palitinhos...-
"Kyrie, seu pai no telefone!" Ouvi a voz de Carter me chamar.
–Sim, Carter o menino que me levou ao baile, agora é meu marido. Derek o fez jurar que nunca iria me deixar, e acredite ele cumpriu. Imagina você aturar uma mulher com a hiperatividade de Stiles Stilinsk e o gênio de Derek Hale, é ele merece ir pro céu!-
Peguei o telefone.
"Oi!" Disse animada.
"Oi filha, como você está?" Era a voz de Derek.
"Estou bem, e você e o papai?" Disse terminando dando uns toques finais na meu projeto.
"Eu estou bem, velho, mas bem. Seu pai está preocupado com você!" Disso rindo. "Ele diz que você passa sua vida fazendo jardins e não olha o seu..."
–Stiles sempre disse pra Lowon e eu que não existe nada melhor que curtir a natureza, talvez por que tínhamos uma floresta como quintal ou o fato de sermos lobisomens e precisar de espaço.-
"Que isso pai! Papai sempre exagera!" Me despreguicei bocejando.
"Ele só quer cuidar de você!" Disse calmo.
"Deixa eu falar com ele!" Pedi olhando o relógio.
–Meu Deus, cinco horas no escritório sem sair nem para ir ao banheiro, talvez Stiles tenha razão.-
"É... Bom, eu acho que você realmente deve visitar seu jardim agora!" Ele.
–É, eles adoravam fazer isso, aparecer de surpresa, na verdade não era tão surpresa, por que só do jeito que eles falavam eu sabia, eu tinha me mudado de Beacon para faculdade de Arquitetura e urbanismo, com pós em paisagismo, nada muito haver, mas as palavras de Stiles sempre ficavam na minha mente, fiquei por aqui mesmo cidade tranquila e boa vizinhança, Derek surtou, disse que um Pack tinha que se manter unido, mas Stiles o convenceu, não sei como, de que eu poderia viver longe e ainda ser do Pack–
"Vocês estão aqui não estão?" Suspirei.
"Não fala Derek!" Disse uma voz atrás dele, papai.
"Eu não falei nada." Recuou rindo.
–Então eu sai, primeiro do escritório depois passei pela sala, agora no Hall de entrada, respirei fundo e abri a porta, estava preparada para um enorme abraço, mas...–
"Cadê vocês?" Perguntei surpresa.
"Aqui horas!" Derek riu.
Sai da casa.
"Não estou vendo vocês!" Olhei para todos os lados, até para o telhado.
Voltei para varanda.
"Pai!" Disse rindo quando ouvi um suspiro no telefone.
"Procurando alguma coisa?" Um sussurro no meu ouvido fez eu virar e encontrar Stiles sorridente atrás de mim.
"Papai!" Gritei abraçando ele.
Logo vi Derek aparecer atrás dele.
"Oi filha!" Derek me abraçou.
"A quanto tempo estão aqui dentro?" Disse guiando-os para dentro da casa.
"A uns quinze minutos Carson disse que você iria demorar então resolvemos entrar!" Papai explicou sentando ao lado do pai no sofá.
"Como estão as coisas?" Derek firmou a voz e olhou torto para Carter.
–Ele realmente nunca foi muito fã do meu casamento com Carter, mas sabia que ele era bom pra mim.-
"Tudo bem, estou terminando alguns projetos, e o Lowon?" Perguntei rindo pegando a xicara que meu marido me dava.
"Seu irmão resolveu viajar por ai, para socializar com outros Pack." Stiles falo desaprovando, sabia que Derek havia mandado o filho mais para se divertir do que para politicar com outros Pack, e isso ficou explicito nas aspas feitas com os dedos.
"Eu estou morrendo, alguém precisa manter as alianças." Derek revirou os olhos.
"Um: você não está morrendo, está melhor que muito adolescente por ai, dois: Se você acha que Lowon vai ser Alpha, desculpa te decepcionar meu amor." Stiles riu.
–É definitivamente todos do Pack sabiam que eu seria a Alpha, mas isso é outra história.-
"Como está o tio Klaus e o tio Peter?" Perguntei.
–Tio Klaus, nossa! A quanto tempo não falava com ele, ele ensinou para Roslie, minha tia-prima, tudo sobre bons modos e etiqueta, e tio Peter, ah... Esse dava dor de cabeça, para o titio, mas era impossível imaginar os dois separados, papai disse que Klaus já ficou longe do tio Peter a ponto de faze-lo querer se matar.-
"Seu tio Klaus está como sempre, sendo o enfermeiro numero um no hospital com a mãe de Scott. E Peter está velho curtindo a aposentadoria." Pai deu os ombros zombando da velhice do outro.
–Tio Peter era velho, mas tinha tudo em cima, sério! Continuava charmoso e bonito, ainda tirava suspiros de algumas menininhas amigas de Roslie.-
"Roslie?" Perguntei.
"Esse ai está perdida no mundo!" Papai riu, recebendo um olhar critico de Derek.
"Ela está viajando fazendo uma segunda faculdade de artes." Explicou Derek.
–Esqueci-me de contar, Roslie se tornou uma artista, deixando tio Klaus orgulhoso, era boa pintora e tocadora de piano, Peter jura que em seu enterro, os dois vão tocar de alegria.-
conversamos mais um pouco, e papai pediu para eu mostrar meu novos projetos, levei-o até o escritório, deixando meu pai com Carter, Derek adorava amedronta-lo.
"Nossas! Olha esses desenhos!"
–Impressionante como ele sempre falava isso dos mesmos desenhos toda vez que entrava lá, era os meus preferidos que ficavam nos quadros das paredes, aqueles da época da faculdade.-
"Pois é..." Eudisse rindo.
"Você sabe por que eu estou aqui?" Ele perguntou mais sorridente.
"Não... Mas acho que não é pelos desenhos..."
–Seu sorriso me dava segurança, mas um tantinho de medo.-
"Você sabe todo aquele lance de ligação do Pack e etc..." disse revirando os olhos.
"Sim, você vivia me dizendo..." fui cortada.
"Então, tia Erika sentiu algo." Ele entortou a boca.
"É... O que ele sentiu."
–Ok, agora eu estava com medo e ansiosa.-
Ele se aproximou do meu ouvido, como se fosse contar algo sigiloso, mas gritou.
"Você está grávida!"
Pegou meus braços e juntos começamos a pular pelo quarto, se era verdade, eu não sei, mas cara! Grávida!
"Você já contou!" Derek disse chateado.
"Eu não estava aquentando!" Ele sorriu correndo para abraçar Derek.
"Aconteceu alguma coisa?" Carter apareceu desesperado.
"Eu estou grávida!" Gritei ainda sem confirmação.
O rosto de Carter foi do preocupado para o mais feliz do mundo acompanhado com um abraço forte e um beijo.
"Mas isso é maravilhoso!" Ele disse.
"E ai Carter, acha que dá conta de tudo isso?" Derek perguntou abraçando a cintura de papai.
"Que isso sogrão, já foram quase dez anos ainda acha que não?"
–E era assim que Carter tratava meus pais, não era mais Senhor e Senhor Hale, era sogro para papai e sogrão para o pai.-
Derek sorriu, ele sabia que meu marido daria conta.
"Preciso jantar!" Derek passou a mão no abdômen.
"Carter faz o jantar!" Celebrei.
–Até por que ele adorava se mostrar útil quando meus pais nos visitavam.-
Começamos a olhar algumas fotos antigas e um desenhos que papai sempre guardava no meio dos álbuns, que sempre trazia.
"Olha esse!" fiquei surpresa, era um álbum dos meus primeiros desenhos.
Pai o pegou e começou a folha-lo rindo de alguns desenhos em que as pessoas eram palitos e as arvores triangulares. Então uma folha caiu, papai e pegou e começou a chorar, logo foi acudido por Derek, que odiava ver ele assim, mas depois de ver o desenho, sabia que as lágrimas eram de felicidade.
"O que foi?" Perguntei desesperada, sem me mover do sofá.
Os dois juntos viram a desenho, e meus olhos encheram de lagrimas.
foi o meu primeiro desenho na escola, o que eu fiz no dia dos pais, a professora, tinha dito para desenharmos nós e nossos pais, empolgada eu desenhei a nossa mansão atrás, com arvores ainda em forma de triângulos, desenhei-me com meu vestido rosa favorito, papai com seu óculos acariciando um lobo de olhos vermelhos, que era claro meu pai Derek. Não tinha desenhado Lowon, afinal eram eu e meus pais. A professora ao ver o desenho não entendeu, o por que de estar escrito "Pai" em baixo do lobo, ela sabia que eu tinha dois pais, até deu em cima de Derek quando foram me matricular, quase sendo socada por papai. Ela sorriu e disse que estava lindo, mas ainda acho que se pergunta, quem era aquele lobo?
Corri abraçando meus pais. Peguei e desenho e juntos fomos para o escritório, tirei um dos meus projetos de um dos quadros e coloquei o desenho, bem de frente para porta.
Um desenho simples, colorido e irregular de uma criança no meio de vários outros com formas determinadas e cores opacas, linhas retas, nada torto, achava meu escritório o melhor lugar da casa depois do meu quarto, mas agora, com aquele desenho que sempre lembrou minha infância, posso considerar o melhor.
Um abraço de três e juntos observamos o desenho por um tempo, depois descemos jantar.

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