Notas iniciais
Espero que gostem ♥

Mia pov's:

Eu estava indo para a escola, já faziam uns 2 anos desde quando me mudei de Miami para a Califórnia, realmente aqui tudo é mais diferente, mas até que eu me adaptei rápido, deixei tudo do passado no passado. Vim buscar o Nate para irmos pra escola (meu melhor amigo).

—Vamos logo Nate, a gente vai se atrasar.

—Ninguém mandou demorar um século pra chegar aqui. -Nate dizia enquanto entrava no carro. -Hum, esse banco não estava desse jeito ontem quando voltávamos da escola. -eu dei uma risada enquanto ele me olhava. -Não acredito que você trouxe o Henry pra cá de novo, você não toma jeito.

—E quem disse que foi o Henry que eu trouxe? -eu me segurava pra não dar uma gargalhada da cara do Nate.

—GAROTA, você já ta assim? Sabia que tinha superado o Henry, mas não sabia que tinha sido tão rápido assim.

—Ai garoto, você só não é mais burro por falta de espaço, foi a minha mãe, carro dela tava sem gasolina e ela pediu uma carona até o mercado. -Enquanto eu dizia, Nate fazia uma cara de alívio.

—Você está bem? -Nate dizia e me abraçava, aquele garoto era o irmão que eu nunca tive, juro que ele foi a melhor coisa que eu trouxe de Miami junto comigo.

—Estou, por quê a pergunta?

—Soube que a Jes...

—Shhh, não quero saber de nada sobre Miami, estamos na California agora, nossa vida é isso aqui, e estamos juntos nessa, seu chatinho. -eu disse isso enquanto abraçava ele, saímos do carro e entramos na escola, nós tinhamos aulas diferentes ao longo do dia e as vezes nos encontrávamos no meio das aulas.

Bateu o sinal do intervalo e eu fui logo comprar algo pra comer, comprei uma coca e sentei num banco e fiquei mexendo no meu celular, vi pelo reflexo que o Nate estava chegando com mais uns garotos, ignorei a presença deles ali e continuei fazendo o que eu estava fazendo.

—Virei estátua agora? -Nate fazia uns movimentos na minha frente, levantei o rosto e agora sim pude observar quem estava com o Nate, não acredito que ele anda com os popularzinhos da turma dele.

—Pensei que gostaria de dar atenção aos seus amigos. -e voltei a olhar pro celular.

—Entendi, quer que eu apresente eles pra você?

—Claro que não. -eu disse baixinho.

—Está se fazendo desfeita de nós?- o único garoto que eu não conhecia veio falar comigo.

—Não, mas é que eu conheço vocês.- e eu realmente conhecia, e esse menino também, ele não me é estranho...

—Se me derem licença, vou ter umas palavrinhas com a minha melhor amiga. -Nate disse me puxando. -Você está maluca? Consegui me socializar com os caras e você ja quer espantar eles? Qual foi, você é bonita, mas de boca calada.

—Você conhece aquele loirinho da onde?

—Do colégio.

—Nate, você é imprestável, vai embora comigo ou com os garotos?

—Com você.

—Ótimo, até a hora da saída então.

Eu fiquei até o final da manhã tentando lembrar da onde eu conhecia aquele garoto, com certeza ja o encontrei por Miami...

Justin Pov's

—Aquela sua irmã ein, marrentinha mas bonitinha.

—Ela não é minha irmã. -Nate disse me encarando. -Ela é minha melhor amiga.

—Não sabia que garotos tinham melhores amigas.

—Mas tem, aliás, olha ela ali.

A amiguinha do Nate (que eu descobri que se chama Mia) estava encostada em um carro preto.

—Valeu moleque, vou ralar!

—Beijão Nate, até amanha.

Segui meu rumo e fui pra casa.

Mia Pov's

La vinha o Nate e aquele amiguinho dele.

—Amiga, minha unha quebrou.

—Fala que nem homem, porra. -eu falava enquanto abria o carro.

—Só queria te fazer rir, está toda chata ai.

—Não fala comigo então. -Eu disse e segui o resto do trajeto quieta.

Chegamos na casa do Nate e ele não tinha falado nada ainda.

—Quer almoçar? Minha mãe não está em casa. -Nate dizia enquanto tirava o cinto.

—Se eu não fosse tão sua amiga eu iria achar que você estava dando em cima de mim. -Nós dois rimos e eu entrei na casa dele.

Nate era muito bonito e todas as meninas babavam por ele, mas nossa amizade falava mais alto.

—Justin falou de você hoje.

—Quem é Justin, garoto? -eu disse enquanto me jogava no sofá.

—Ah, o loirinho que você disse que conhecia de algum lugar.

—E conheço, só não me lembro da onde.

—Enfim, ele comentou de você.

—Bem ou mal?

—E desde quando você se importa?

—Ah, ele é bonitinho, e eu to precisando de alguém né, muito tempo que não namoro. -eu disse enquanto entrava no quarto do Nate. -Vai ficar ai na sala pra sempre?

—Mia, você está bem?

—Como nunca estive.

—Que bicho te picou?

—Nome disso é carência, meu amigo.

Eu e Nate almoçamos, eu tomei banho e botei uma camisa dele, aproveitei pra tomar um banho porque eu amava os sais de banhos da tia Ju, deitei na cama do Nate e acabei caindo no sono.

Acordamos e estavamos deitados feito namorados, eu levantei com cuidado e sentei na ponta da cama, Nate acordou e tomei um susto com ele, ele caiu da cama e eu fui ajudar ele a levantar, até que ele me puxou também.

—Seu filho da puta, eu fui te ajudar. -Ficamos a poucos centimetros das bocas um dos outros.

E do nada pintou um clima, tudo ficou em silêncio e eu sentia a respiração do Nate e vice versa, estávamos cada vez mais proximos um do outro...

Notas finais
E ai, gostaram?