Um Pesadelo em Raccoon
2 Mais uma manhã em Raccoon
CAPITULO 1
Ouviu chamarem pelo seu nome. Será um sonho? Pensou.
- Kotarô.
Escutou novamente. Não era um sonho. Abriu os olhos e olhou na direção de onde a voz estava vindo. Sua mãe o estava chamando. Demorou pelo menos um minuto até levantar-se da cama, culpa da noite mal dormida e de horas na internet.
Após sair da cama foi até o banheiro, lavou o rosto para terminar de acordar e mirou-se no espelho e como em todos os dias observou sua própria aparência, era franzino e embora fosse neto de japoneses, por parte de sua mãe, não herdara nenhuma de suas características, a não ser seu nome e cor de pele, nem os famosos olhos rasgados ele tinha, seus olhos eram iguais ao de qualquer morador de Raccoon City a cidade em que vivia, mas com profundas olheiras. O que mais chamava atenção em Kotarô era seu cabelo, que de tão verde que, ao longe, passava a impressão de ser preto.
Muitas pessoas o perguntavam sobre o porquê daquela cor esdrúxula, a resposta? Ele simplesmente balançava os ombros e dizia que havia perdido uma aposta, o que não deixava de ser verdade, mas ele acabou gostando da cor.
...
— Não vai tomar banho? — perguntou Sayu, a mãe de Kotarô, ao ver seu filho entrando na cozinha sem ter se higienizado.
— Banho? Eu não! — respondeu sem olhar para mãe — Alem de ter tomado banho ontem à noite, logo antes de dormir, a água há essa hora ta fria pra caramba!
— Não vai nem lavar o cabelo — disse olhando para os cabelos verdes e desordenados que Kotarô possuía.
- Eu gosto dele assim. — Sorriu. E com a mão no couro cabeludo fez questão de bagunçar ainda mais sua cabeleira.
Sayu torceu o nariz para a atitude do filho, ele era um bom garoto. Mas ela não gostava nenhum pouco do jeito desleixado do filho e gostava menos ainda daquele cabelo verde-escuro. Balançou a cabeça e saiu da cozinha.
"Como são estranhos os jovens desta época. Se pelo menos Laurent não tivesse que ficar o dia todo na empresa, a Umbrella, poderíamos ter educado Kotarô muito melhor." Pensou.
Com a mãe fora da cozinha Kotarô começou a preparar seu café-da-manhã, mas não sem antes ver a data do dia, coisa que ele sempre fazia, era vinte e quatro de setembro. Fazia dois dias desde que sua colega de sala, Shanna Williason havia sido atacada enquanto andava de bicicleta, sorte que ela conseguiu fugir do agressor e chegar até a casa dos tios, mas desde esse incidente coisas estranhas começaram a acontecer. Cada vez mais pessoas diziam ter sido atacadas, houve casos de moradores desaparecendo, os hospitais estavam lotados de gente, vitimas do que aparentava ser uma epidemia, os telefones haviam sido cortados e ninguém estava conseguindo sair da cidade, a policia havia feito barricadas e quem tentava sair era mandado de volta, sem receber nenhuma explicação .
Mesmo com todos esses eventos estranhos ocorrendo, as aulas não haviam sido canceladas, para o desgosto de Kotarô.
Ele suspirou e ligou a TV da cozinha, estava passando o jornal da manhã, provavelmente alguma remontagem de noticias passadas. Desligou o televisor. Então voltou à desinteressante tarefa de preparar seu pão.
"Por que tenho quase certeza que alguma coisa bem estranha vai acontecer nesse 25 de setembro?"
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