Um Pesadelo em Raccoon

7 Calmaria antes da tempestade


Notas iniciais
Demorou mas esta aki o 6º capitulo da Fic...
tah, tah...
eu sei que demoro pra escrever, mas o tercero ano é mt chato =x dah pra fazer quase nada...

O homem estava correndo, ia em direção à sua casa. Com as costas da mão secou a testa, estava encharcado de suor, o ritmo acelerado ao qual viera andando somado com o calor que o sol passava, ao estar pouco depois da metade do dia, foram suficientes para que o jaleco branco que Marshal vestia estivesse com enormes marcas de molhado, obra de suas glândulas sudoríparas. A casa ficava no final da rua e ainda tinha que vencer metade de sua extensão. Encostou-se em um muro, estava esbaforido, curvou-se e colocou as mãos nos joelhos em uma posição quase que fetal, a boca estava aberta, tentava absorver a maior quantidade de ar possível. Tentou pifiamente relaxar os músculos e então voltou á sua marcha.

Marshal era um homem bastante magro. Seus cabelos curtos e loiros estavam sempre bem aparados embora que, com aquela correria, estivessem bem desalinhados. Sua pele muito branca estava um pouco rosada por causa do insistente sol. Sua idade estava estampada em sua cara, pouco mais de trinta. Os traços do seu rosto eram duros e podia se observar algo de "rústico", como se ele fosse descendente de uma raça guerreira, embora o que exatamente não era possível definir. E tinha um ar de quem não era dos Estados Unidos. Talvez de algum país da Europa, mas definitivamente não da America.

Conseguiu chegar a sua casa. Parou na porta e procurou pelas chaves. Não achou, e por alguns desesperados segundos pensou tê-las esquecido no trabalho, mas, por fim achou em um dos bolsos internos do jaleco. A ansiedade de entrar logo na sua residência fazia com que suas mãos tremessem e por duas vezes ele errou o buraco da fechadura. Na terceira descobriu que tinha pego a chave errada, na quarta e ultima tentativa suspirou de alivio ao ouvir o trinco girar e então entrou na casa, batendo a porta atrás de si.

Deu um segundo suspiro, embora soubesse que a correria tinha apenas começado, e tirou o jaleco, que escondia uma camisa azul claro e boa parte de sua calça jeans, jogou-o displicentemente numa cadeira que estava na entrada da sala. De relance viu algo cair do bolso da vestimenta. E por impulso foi ver o que era. Era um cartão magnético. Marshal deu um risinho irônico e pegou o cartão. Nele podia se ler "M. Gunlaug — pesquisas" seguido do símbolo de um guarda-chuva e alguns números, como se eles formassem um código de barras. "Vou jogar essa merda no lixo... não... tem outra coisa que posso fazer..." Pensou o homem novamente exibindo um sorriso e se dirigindo para a cozinha. Chegou ao lugar e soube diretamente para onde ir, Marshal abriu o armário maior e pegou um de seus eletrodomésticos. Colocou o liquidificador numa bancada, ao lado da pia, e despejou um pouco de água dentro em seguida jogou também seu cartão. Ligou o liquidificador. A maquina começou o seu repetitivo trabalho de girar hélices, o plástico ia e vinha, sendo repelido ao se chocar com as laminas e sendo puxado de novo, por causa da água em que estava contido, aos poucos, o resistente material que constituía o cartão magnético foi vencido pela força das hélices e começou a se partir. O homem observava esse desenrolar com um brilho estranho no globo ocular, como se fossem olhos de um sádico. Quando os pedaços estavam tão pequenos que não eram mais quebrados, Marshal despejou o conteúdo do liquidificar no ralo da pia. Começou a rir, enquanto ouvia o triturador terminar o trabalho das hélices, um riso de alivio, satisfação, como se tivesse tirado um peso das costas ou realizado uma vingança.

Voltou para a sala de estar, pela primeira vez a observou como deveria e então pensou em todo terreno da residência. Três suítes grandes, dois andares, piscina no quintal, uma propriedade enorme. Nunca tinha reparado que a sala ou qualquer parte da casa tivesse tanto conforto. O conforto que ele sempre prometeu que daria para sua falecida esposa e ao seu filho, quando ainda era uma droga de químico em New Jersey e ainda não havia trabalhado para a atual empresa. Mas aconteceram todos aqueles problemas... E agora era tarde. Ele e Paul teriam que abandonar a residência, abandonar Raccoon City.

Subiu as escadas à procura do filho. Sabendo que este provavelmente estaria no quarto, ouvindo alguma banda Punk ou o chamado Viking Metal (talvez, o sangue nórdico tivesse trazido apego a esse estilo musical com lendas tão conhecidas por seus antepassados). Estranhou não ter ouvido nada enquanto estava no corredor. "Talvez o rádio esteja quebrado" pensou "Droga... Só espero que ele não tenha saído de casa..."

Bateu na porta. Não ouviu resposta alguma vinda de dentro do quarto. Insistiu no gesto... Nada. Levou a mão à maçaneta, esperou um segundo e abriu a porta. Entrou no quarto e a primeira coisa em que pousou os olhos foi o pôster que ficava logo em frente à porta que era, provavelmente, de alguma banda. Olhou em volta e viu a bagunça em que o quarto se encontrava, Paul nunca fora um exemplo de arrumação, alguns livros e revistas estavam espalhados pelo quarto, apenas um dos tênis estava visível, o outro estava em algum lugar desconhecido do quarto, algumas partes da desmontada bateria estavam no fundo do quarto, certas vezes refletindo um pouco de luz no rosto de Marshal. As cortinas estavam semi-cerradas e de tempo em tempo iluminava um pouco o instrumento. O cientista decidiu sair do quarto. Assumiu que Paul não estava em casa, fato que o fez ficar desesperado, estava já se virando para ir sair do recinto e procurar pelo filho, quando reparou na cama desarrumada e no lençol que estava no chão. Viu que o forro estava quase todo no chão. Isso não importaria muito, já que não era a primeira vez que acontecia de Paul deixar os lençóis jogados ao chão, mas, Marshal percebeu que havia algo, ou alguém, por baixo de todo aquele pano. O homem ficou um tempo olhando para aquele amontoado de tecidos, uma mistura pequena mistura que parecia consistir em uma coberta, um lençol, e alguns poucos travesseiros, alem do forro que antes cobria o colchão. Olhou com certo espanto, tinha medo do que iria encontrar, deu alguns, vacilantes, passos em direção à cama e parou à dois metros de seu objetivo, sua respiração estava acelerada e descontrolada, seus olhos marejavam, para tentar conter a preocupação, Marshal, mordia os lábios. Concentrou, firmemente, seu olhar em direção para a pilha e se decidiu. Iria até ela. Seus passos ainda estavam tensos, mas dessa vez estavam decididos. Abaixou-se e olhou mais detalhadamente. Com certeza lá, embaixo de tudo, havia uma pessoa... Ou, um corpo. O Homem de jaleco começou a levantar os lençóis, mas, ainda tinha uma terrível duvida. O que iria encontrar? Paul ou um deles?

Tirou todo o pano do amontoado e jogou em cima da cama. Embaixo de tudo aquilo estava Paul, no mínimo desacordado. Mas, o pai viu o ombro enfaixado e não precisou tirar as ataduras do filho para saber que tipo de ferimento ali havia. Não tinha outra hipótese. Ele havia sido mordido. E Marshal teria que fazer algo a respeito. Bem rápido.

...

Na mesma hora em que Marshal abria a sua porta, outra pessoa também entrava na casa em que morava, mas, diferente do cientista, o garoto de cabelo verde não sabia o que realmente estava acontecendo, embora desconfiasse que algo estava errado.. Muito errado.

Kotarô abriu a porta de sua casa e, depois de entrar, bateu-a atrás de si. Andou pela sala de sua casa e jogou a mochila em frente ao sofá amarelo-ouro, que ficava em frente à TV. Sentou-se em uma das três cadeiras que rodeavam o tapete, cruzou os braços atrás do pescoço e esticou as pernas. "Sem aula até que as coisas normalizem..." Imaginou o garoto. "Isso é bastante reconfortante... Mas não deixa de ser sinistro..." Dessa vez ele sorriu como se algo grandioso tivesse se concretizado, no fundo ele queria algo de diferente... Pelo menos por agora... Que não sabia das implicações que o diferente teria em sua vida.

Ficou mais um tempo sentado, olhos voltados para a mesa de centro, porem, não estava realmente olhando para o local, sua cabeça estava bem longe dali. No momento ele pensava. Pensava nas coisas que estavam acontecendo, telefones cortados, cidade em relativo caos, policia omissa, pouco contanto com o exterior, assaltos constantes... Pensava em Dave, o que teria acontecido com ele, por que mordera Paul, o que diabos era aquele machucado, onde ele estaria., se ele estava bem... Pensava em Zack, se ele tinha chegado em casa, se estava seguro... Pensava em seu Pai, no porque dele estar trabalhando integralmente com toda essa bagunça acontecendo, no porque dele não ter ido para casa desde que os primeiros casos de epidemia começaram. Não que estivesse muito preocupado, de toda cidade com certeza o lugar mais seguro e bem guardado eram os laboratórios da Umbrella... Foi pensando e pensando, até que se cansou de pensar, estava com um pouco de sono e queria parar de se preocupar. Levantou-se da cadeira e entrou no corredor, que dava para os três quartos da casa. Iria avisar para a mãe que tinha chegado agora no colégio, provavelmente ela estaria no quarto dela, terminando de escrever o livro que estava trabalhando, ou lendo algum outro titulo.

- Maaãe, Mãe! Cheguei em casa. — gritava Kotarô enquanto andava pelo corredor.

Sayu abriu a porta de seu quarto e se dirigiu ao filho, estava com óculos de leitura, o que dava a ela um ar de seriedade. Segurava um livro em uma das mãos, O pistoleiro, titulo que o nissei esperava para ler, a mãe tirou os óculos e os deixou pendurados pela cordinha que estava envolta do seu pescoço. Sorriu para o filho, fazendo com que os seus olhos puxados e pequenos parecessem menores ainda. Ela era uma mulher forte, em seu caráter e personalidade, e jovem, de certa forma uma combinação um pouco perigosa. Era uma mulher austera e na sua voz era possível perceber certa autoridade nobre. Autoridade ás vezes confundida com arrogância. Autoridade que Kotarô aprendeu a respeitar. Normalmente, a mãe mandava e Kotarô obedecia, não cegamente, ele retrucava e dizia sua opinião, mas, se ela mantivesse a ordem ou pedido ele fazia. O que o irritava, era que ela sempre dizia que o filho não fora bem educado por ela, isso o irritava profundamente, porem ele nunca comentou isso. Sabia que era um pouco problemático, a seu modo.

- Então, como foram as aulas?

- Normais — mentiu o estudante ao lembrar-se do episodio na cantina. — Não teve nada de diferente hoje.

- Hmmm... Sei... — Ela sabia que o filho não estava sendo verdadeiro. Mas preferiu não comentar nada.

- Bem, vou para o meu quarto, trocar de roupa.

- Tudo bem, daqui a pouco vá para a cozinha, já já terminarei o almoço. — Respondeu a mãe.

- Ok — o garoto já estava se virando quando lembrou-se de algo que tinha que dizer, tinha um grande sorriso no rosto — Mãe, quase esqueço de uma OTIMA novidade.

- E o que seria?

- "Sem-aulas-até-a-cidade-voltar-ao-normal"! — Sussurrou Kotarô enquanto sorria, como se estivesse contando um grande segredo.

Sayu suspirou, não gostava da idéia das aulas serem canceladas, mas do jeito que a cidade estava... No dia anterior os militares começaram a bloquear as saídas... Parecia um verdadeiro estado de sitio, só que sem guerra ou revolução.

- Acho que foi o certo a se fazer, até mesmo para a segurança dos alunos, do jeito que as coisas andam, ninguém sabe o que vai acontecer depois. — respondeu Sayu pensativa — Mas, como sei que você é um ótimo aluno, tenho certeza que estudara esses dias que estiver em casa... E com afinco!

- Claro que sim mãe! — Disse ironicamente — Na verdade acho que vou começar agora mesmo!

Ficaram rindo por alguns segundos, ambos sabiam que Kotarô não iria estudar, sabiam que ninguém estudaria (salvo raras exceções). O que ninguém sabia, é que: Mesmo querendo estudar, mesmo querendo fazer qualquer coisa em casa, não conseguiria. Os acontecimentos, que estavam por vir, não permitiriam.

- Bem, vou me trocar... — disse o garoto, ainda rindo.

Kotarô virou-se e foi andando para seu quarto. Sayu, sua mãe, ficou olhando para o filho. Ela o amava, não só pela obrigação maternal, adorava o jeito do filho, acharia bom se ele gostasse mais de escola, mas nem tudo é perfeito. Admirava até mesmo o que o garoto fizera com o cabelo, por mais que ela mesma não gostasse daquilo, ela sabia que ele fez o que queria e não teve medo. Mas não deixava de achar estranho.

Por fim, quando o filho entrou no quarto, ela desviou seus olhos da direção á qual olhava, e foi para cozinha, iria terminar de preparar o almoço.

...

O garoto tinha acabado de comer o almoço que a mãe dele preparara, logo após isso, foi ao seu quarto e instantaneamente ligou o computador. Enquanto uma sucessão de números e letras piscavam na tela, indicando que o sistema estava se inicializando, Kotarô, ligou a televisão, queria saber se alguma novidade havia sido divulgada. Deixou a TV em um canal local e voltou-se para o computador, este já havia terminado de carregar todas as suas funções. Com maestria e rapidez, possuída apenas por aqueles que há anos usam o computador, entrou em uma pagina da internet, que para sorte do nissei não possuía uma conexão discada e sim uma a radio, e foi para um fórum. Um fórum freqüentado por muitas pessoas de Raccoon, lugar onde se eram comentadas as novidades e estórias da cidade.

Com seus treinados olhos de "rato-de-internet" perscrutou o site e achou um titulo que lhe chamou à atenção, um titulo que ele sabia que poderia lhe dar algumas explicações. "Cidade Amaldiçoada!"

Rapidamente deslocou o ponteiro do mouse até o link, clicou e esperou pouco tempo. A pagina abriu. O garoto se aprumou na cadeira, queria ler melhor o texto. Leu novamente o titulo, ia começar a ler o corpo quando, subitamente, a tela do computador ficou totalmente escura, apagou-se, trazendo um chiado, de desmagnetização.

Kotarô olhou surpreso para a tela. Tudo ocorreu tão subitamente que só após alguns segundos ele foi perceber o acontecido e reparar que a tela do computador havia desligado. Na verdade, o computador inteiro havia desligado. O estudante olhou ao redor, as pás do ventilador giravam devagar, quase parando, a televisão estava escura, nem o standby se encontrava aceso. Não precisa saber mais para constatar uma coisa. Estava faltando eletricidade.

O rapaz levantou da cadeira e, sem dizer uma palavra, caminhou até a cama e largou-se em cima dela, produzindo um som abafado ao encontrar-se com o colchão. Olhou para o relógio. Eram 04h30min. Virou-se e olhou pela janela, já estava escurecendo. Mas as luzes no outro lado da rua estavam desligadas. Provavelmente estavam sem energia também. No entanto, Kotarô percebeu que alguns prédios, a uns 2 quilômetros de sua casa, estavam todos acesos.

- Isso que dá morar em um bairro afastado... — disse em voz alta, com a voz distorcida já que a bochecha estava pressionada contra a cama.

Continuou deitado, no escuro, com olhos bem abertos. Olhava para as escuras casas na rua da frente. Ouvia o "tic-tac" do relógio de parede. Ficou daquele jeito, esperando a luz retornar. Passou-se meia hora... Uma hora... Após isso, garoto já estava dormindo.

A eletricidade ainda não havia retornado.

...

Marshal estava sentado em uma cadeira. Olhava para o filho, que ainda se encontrava sem sentidos, agora deitado na cama, seu pai o havia retirado do chão.

O homem estava preocupado, muito preocupado. Ele sabia o que acontecia com quem era mordido por eles. Olhou para uma seringa, agora vazia, no chão.

"Tem que funcionar! As margens de erro foram mínimas... Não pode dar errado agora... Mas... Não esperava ter que usar isso tão cedo... As coisas estão muito piores que o imaginado, tudo saiu do controle. Não era para ter se espalhado deste modo."

Pegou no chão a ampola, que havia usado em Paul, e a tamborilou entre os dedos. Olhava para ela com pesar, como se o liquido que ele usara em Paul fosse muito precioso. Como se fosse uma das coisas mais importantes no momento.

De fato era. E só haviam mais duas doses.

M.Gunlaug deixou o objeto cair e este se quebrou ao tocar o chão do quarto. Mas, Marshal nem ligou para o ocorrido. Paul estava se mexendo. O pai levantou-se de modo abrupto e ficou olhando para o filho, olhando fixamente, tinha que ver as ações do rapaz. Tinha que saber se ele ainda conservava sua humanidade.

Assim que acordou, Paul, ainda sonolento, piscou os olhos algumas vezes, estava um pouco confuso, olhou em volta com ar de quem não entendia muita coisa. Não se lembrava de ter dormido. A ultima coisa em sua mente era ele mesmo entrando no quarto e não fazia a mínima idéia de porque seu pai estava em casa a essa hora. Olhou para ele apertando os olhos e percebeu que o pai estava com uma expressão estranha, olhos esbugalhados e congelados na direção de Paul. E então, numa clara ação humana, Paul sorriu.

- Que cara é essa, pai? — Disse em tom brincalhão, porém rouco por causa da sonolência.

Ao ouvir a voz do filho, Marshal caiu de joelhos no chão, por cima dos cacos as seringa, mas não reclamou e nem percebeu a dor. Estava ocupado agradecendo a uma entidade que não acreditava, mas ele teve que agradecer a alguém. Pois, seu filho estava bem. Mas, ele sabia que não tinham tempo algum para perder. Levantou, com sua calça suja de sangue à altura do joelho, foi em direção á Paul e colocou as mãos sobre os ombros do filho

- Paul, temos que conversar

...

Nem Kotarô, nem ninguém de sua rua, ficaram sabendo o que aconteceu, pelo menos não naquele dia. O garoto e sua mãe haviam dormido bem cedo, por conta da falta de eletricidade. E os dois tinham um sono de pedra.

No jornal havia passado uma noticia, a ultima transmissão das televisões de Raccoon. Uma noticia que fez os cidadãos se chocarem e se desesperarem. Algo suficientemente forte para fazer com que a maioria tentasse fugir da cidade, no meio da note, mas já era tarde. E ninguém sabendo exatamente o que estava acontecendo. Apenas que estava acontecendo.

Muitos, assim como Kotarô, estavam alheios a isso tudo. Alguns não acreditaram no jornal, mesmo tendo visto as cenas do que estava por vir. Mas, ouviram os tiros gritos e uma ou duas explosões, isso era algo que não podiam ignorar.

No entanto ninguém da rua do garoto de cabelo verde ouviu os ruídos dantescos. Moravam em um bairro um tanto quanto afastado das áreas mais movimentadas de Raccoon City e estavam sem luz elétrica. Dormiam sem saber o que acontecia.

E, lá fora, o pesadelo começava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.