Um Pedaço de Nós - Dramione

6 Capítulo 6 - Um pouco de caos


Notas iniciais
Mais um para vocês ♥

Capítulo 6Um pouco de caos

Draco segurava Helena pelas mãos enquanto caminhava com a mesma pelo ministério a procura de sua mãe. Hora outra olhava de relance a criança ao seu lado e nada tirava de sua cabeça que ela lembrava alguém que ele conhecia, mas quem exatamente? Bom, aquilo não importava no momento, o importante era achar a responsável pela garota e ir diretamente para casa em seguida, não suportaria encontrar Hermione novamente e se isso acontecesse, a mesma escutaria algumas verdades dessa vez. Embora seu coração ainda batesse por ela, não significava que estava tudo bem, afinal ela desapareceu justo no dia em que contaria a todos sobre o seu relacionamento com ela. Como poderia ir sem dizer adeus?

— Tio Draco? — Chamou Helena puxando levemente sua mão o acordando de seus devaneios.

— Pois não? — Draco a olhou de cima e sorriu rapidamente enquanto caminhavam.

— Pode ir mais devagar? — Reclamou a criança visivelmente cansada.

— Desculpe — Disse ele sem jeito, não notou o quão rápido andava e arrastava a criança.

— Eu quero colo — O olhou pidona e sorriu marotamente colocando as mãos para trás enquanto balançava o corpo de um lado para o outro.

— Que folgada — Bufou ele sem acreditar e se abaixou pegando a criança no colo.

— Obrigada — Helena o abraçou pelo pescoço e encosto seu rosto no dele quase o sufocando com receio de cair, afinal, o bruxo era tão alto quando Daniel.

— De nada — Respondeu incomodado com a aproximação da criança, mas não a afastou, pelo contrário, a acomodou melhor em seus braços e por breves segundos sentiu seu coração bater mais rápido lhe causando um nó estranhamente ridículo na garganta.

— Tio Draco? — Helena o chamou novamente — Como faz para voar igual essas folhas? — Apontou para diversos aviões de papel que hora outra passavam por eles.

— Quando você for mais velha poderá fazer isso — Explicou ele sorrindo levemente a ela.

— Olha, é tio Harry e o tio Rony! — Helena apontou para Harry e Rony que conversavam seriamente logo mais à frente, intrigados com algo.

— Você os conhece? — Indagou o bruxo confuso parando de andar para observar de longe os dois bruxos.

— Sim, é o tio Harry e o tio Rony — Repetiu ela feliz em ver alguém conhecido.

Harry e Rony passaram a seguinte hora procurando desesperadamente por Helena e teriam que a encontrar antes de Hermione terminar a reunião com o ministro. Se viesse ao público que a filha de uma bruxa desapareceu dentro do ministério, as identidades de ambas estariam expostas e não demoraria para Lucius Malfoy vê-las na primeira página do jornal. Contudo, quando o desespero bateu e vencidos pelo cansaço e pela derrota, sabendo que era hora de acionar os funcionários e pedir reforços, os dois bruxos avistaram Helena aproximar-se deles no colo Draco aclamando pelos seus nomes.

— O que raios Malfoy faz com Helena no colo? — Perguntou Rony gelando completamente — Será que ele descobriu tudo?

— Eu não sei — Murmurou Harry sem reação com a cena a sua frente.

— Será que ele nos viu? — Disse o ruivo olhando para os lados a procura de algum lugar para fugir — Acho que devíamos nos esconder, assim iremos evitar responder qualquer coisa que prejudique Hermione.

— Onde? Não há lugar Rony — Protestou Harry procurando também um lugar para se afugentar, contudo só havia um vasto corredor longo e sem portas.

— Talvez se nos virarmos de costas ele passe reto, não é? — Rony sugeriu vendo o loiro cada vez mais próximo, então virou-se encarando um quadro.

— Tem razão — Harry virou-se também e fechou os olhos apreensivos contando que talvez o plano de seu amigo desse certo, embora fosse completamente idiota. Malfoy não era cego.

— Hey, seus idiotas! — Chamou Draco aproximando-se e parando atrás dos dois bruxos sem acreditar que os mesmos fingiam não o ver.

— Sim? — Harry respondeu descontraído olhando o bruxo por cima do ombro.

— Não era para responder, lembra? — Rony dá um tapa na cabeça do amigo.

— Mas ele está atrás de nós, o que eu deveria fazer? — Harry diz irritado — Ignora-lo?

— Eu não sei qual é a de vocês dois panacas, mas eu preciso saber se vocês conhecem a mãe dela — Draco respirou fundo e apontou para Helena que olhava para os três, curiosa.

— Quem? — Rony virou-se olhando para a criança — Ela? Não, não conheço — Cutucou o braço do amigo — Harry?

— Ela? — Harry virou-se rapidamente e encarou Helena que o olhava sorrindo feliz — Não mesmo, desculpe — Negou com a cabeça tossindo seco.

— Então porque raios ela sabe o nome de vocês? — Disse arqueando uma das sobrancelhas.

— Ora, porque somos heróis de guerra, não teria outro motivo, não é Rony? — Agora era Harry quem cutucava Rony.

— Sim, claro — Concordou o ruivo sério — Somos figurinhas de sapo de chocolate até.

— Que legal, tio Harry e tio Rony são heróis — Disse Helena afoita no colo de Draco.

— Vocês dois precisam aprender a mentir melhor — A loiro ajeitou Helena no colo novamente a trocando de lado — Sério!

— Ual, como são parecidos — Rony sussurrou no ouvido de Harry reparando que Helena e Draco eram loiros quase prateados, idênticos e seus olhos eram acinzentados, contudo, o nariz, e a boca eram definitivamente de Hermione.

— Cala a boca Rony — Falou Harry perplexo com a audácia do ruivo.

— Desculpe — Rony rapidamente corou em perceber que poderia ou não ter dito algo que Malfoy pudesse desconfiar deles.

— Ela estava na minha sala, debaixo da minha mesa assustada e chorando — Falou Draco sem mais paciência — Se não a conhece, podem ao menos me dizer quem eu poderia estar falando para avisar que tem uma criança perdida?

— Ninguém — Harry respondeu rapidamente quase impedindo do colega de terminar a frase — Comigo, a deixe comigo.

— Sim, a deixe conosco — Rony sorriu nervoso.

— Eu não sei — Disse o loiro pensativo — Seria trocar seis por meia dúzia, e outra, vocês são irresponsáveis, apesar de serem heróis de guerra, a maioria dos problemas que vocês encontraram, foram vocês mesmo que procuraram.

— Apenas a me dê Malfoy — Harry exigiu nervoso deixando de lado seu semblante simpático. Tinha que tirar Helena dos braços de Draco antes que Hermione visse.

— Tudo bem, acho melhor não — Disse desconfiado afastando-se um pouco com a criança no colo.

— Malfoy, prometemos que tudo ficara bem e assim que ela for entregue a mãe, iremos te avisar — Rony dizia tentando amenizar a situação, mas já era tarde demais.

— Quem é a mãe? — Perguntou novamente já compreendendo toda situação. — Vocês a perderam, não é? E agora não querem ser responsáveis por isso, ou estou errado?

— Acertou, completamente certo — Harry e Rony responderam quase que ao mesmo tempo.

— E precisam resolver isso rápido antes que a mãe apareça, né? — Embora sério, Draco usava seu tom de voz irônico e zombeteiro.

— Isso, agora pode dá-la? — Harry esticou a mão apreensivo exigindo novamente Helena.

— Não, vou aguardar a mãe dela e direi a ela que vocês dois são dois irresponsáveis — Disse sorrindo maleficamente.

— Malfoy, não me faça usar a força — Falou Harry sacando a varinha.

— Nossa, que agressivo e na frente da criança? — Draco balançou a cabeça negativamente — Façamos melhor, perguntaremos a Helena com que ela quer ir, que tal? — Desafiou.

— Tudo bem — Nervoso, o moreno guardou a varinha e virou-se para a criança — Então Helena, tio Harry ou tio Draco?

— Eu quero a minha mãe! — Helena gritou birrenta se debatendo nos braços do loiro e começou a chorar novamente.

— Olha o que você fez Potter! — Rosnou Draco irritado balançando Helena em seus braços tentando acalma-la.

Hermione deixou a sala de Kingsley um pouco passada e ao mesmo tempo animada, pois lhe foi oferecido um emprego no ministério, algo que sonhava desde que se descobriu bruxa. Após o ministro lembra-la o quanto ela fora eficiente na segunda guerra e com o histórico notas que veio a conseguir, ele estava surpreso como ela ainda não estava trabalhando para ele, contudo deixou claro que ela deveria começar debaixo, em um cargo administrativo já que a mesma estava um pouco atrasada nas leis de magia, mas que em um ano ou dois seria devidamente promovida. Estática com a notícia, o notificou que em menos dias lhe daria uma resposta definitiva.

Andando pelos corredores do ministério enquanto levantava os prós e contras de toda situação, lembrou-se envergonhadamente de Helena e que a mesma estava desaparecida ainda quando foi para reunião. Sentindo-se uma péssima mãe, desesperada, começou a correr entre os departamentos a procura de Harry, que lhe garanti-o a filha após o termina de seu encontro com o ministro. Após uma longa caminhada, ouviu vozes altas virem de um corredor próximo e juntamente com elas, um choro de criança. Reconheceu imediatamente Helena e sua típica birra.

Quando ficou visível para ela, toda situação, seu coração parecia ter desistido de bater e seu sangue desapareceu de suas veias. Sua boca fora ficando seca aos poucos e teve que infelizmente se segurar na parede para não cair, pois havia acabado de perder o equilíbrio. Tudo que temeu, tudo que estava evitando a uma semana, aconteceu em exatos minutos que passou fora. Draco segurava Helena em seus braços tentando acalmar seu choro enquanto discutia com Harry interminavelmente, e embora a cena fosse chocante demais para os olhos de Hermione, ela ficou feliz por alguns breves segundos, pois só Deus sabia o quanto desejou aquele momento. Acordando de seus devaneios, seus sentimentos passiveis se tornaram agressivos e antes que pudesse notar, andava apressada pisando forte em direção ao loiro. Quando ficou próxima o suficiente dele, por trás, puxou Helena de seus braços e a abraçou forte fuzilando o bruxo a protegendo dele.

— Mamãe! — Aos prantos, a garota praticamente voo nos braços da mãe.

— O que pensa que está fazendo? — Perguntou Hermione alterada a Draco.

Lentamente, Draco virou-se para ver quem tinha tirado a criança de suas mãos e ao ver Hermione Granger o encarando igual uma leoa quando protege a cria, seu coração disparou diversas vezes antes de fazer seu peito doer. Engoliu a saliva para umedecer sua garganta que estava seca e abriu a boca para dizer algo, já que havia prometido falar umas verdades a morena se a visse de novo, contudo, seus lábios finos apenas permaneceram imóveis o deixando sem reação. Em silencio, ele deu uma rápida olhada para Harry que estava boquiaberto assim como ele e deu as costas novamente a ela, sua mente estava confusa demais para enfrentar a bruxa agora e ela segurando a garota como segurava, só lhe fez sentir-se mais mal do que estava.

— Me desculpe Mione, me desculpe mesmo — Harry começou a falar assim que o loiro ficou longe o suficiente para não o ouvir.

— Harry Potter, você está tão fodido! — Disse ela irritada encarando o moreno que estava branco com toda situação.

— Não brigue com ele Mione, foi Draco quem começou — Rony que estava em silencio esse tempo todo, se pronunciou de cabisbaixa com medo da amiga.

— Não interessa quem começou, vocês têm noção do que fizeram? — Bufou transtornada.

Nem Harry ou Rony responderam a amiga, embora a mesma estivesse alterada e exagerando em algumas partes, ela tinha razão. Eles deixaram a situação chegar em um limite que nem mesmo um vira tempo pudesse arrumar. Sem dizer mais, Hermione deixou o ministério e foi para casa com a filha, contudo ao fechar a porta atrás de si, desabou em lagrimas sentando-se no chão frio do hall de entrada. Como uma criança, abraçou os joelhos enterrando o rosto entre eles sentindo cada músculo de seu corpo relaxar enquanto soluçava. Já era a segunda vez no mesmo dia que Draco a olhava indiferente sem dizer uma única palavra, e mesmo depois de tanto tempo achou que ele não fosse faze-la sofrer quando o revesse, mas fez.

— Mamãe, você bateu o dedinho do pé de novo? — Perguntou Helena passando a mão na cabeça de sua mão a cariciando.

— Sim querida — Hermione levantou o rosto e olhou — De novo.

— Não chora mamãe — Com suas pequenas mãos, Helena tocou o rosto da bruxa e limpou as lagrimas.

— É que dói demais — Diz tentando sorrir.

— A dor vai passar — Helena se abaixou e coloco as mãos no sapato da mãe fazendo carinho.

— Eu te amo, sabia disso? — Segurou a filha a puxando para seu colo e a cobriu de beijos.

— Eu amo você também mamãe — Falou a criança sorrindo dando um beijo na ponta do nariz de Hermione.

Notas finais
E ai? Gostaram? Quero deixar avisado que no próximo capitulo terá finalmente uma conversa civilizada entre Draco e Hermione...ops, spoilers kkkkkk