Notas iniciais
Aqui está a "nova" história. Provavelmente alguns leitores ainda não sabem, mas eu estou repostando ela, com capítulos maiores, muito menos mudanças de P.O.V., menos erros de português e melhor narrativa. Espero que gostem! Algumas vezes eu posto, outras a Nobody... Depende muito. Esse provavelmente é o capítulo com menos palavras que teremos, por ser o início da história. Antes ele tinha 245 palavras, mas milagrosamente eu consegui aumentar. Até as notas finais.

Vanessa, desde os doze anos possuía memórias que não esqueceria nunca, lembranças que a atormentavam até mesmo em seus sonhos mais puros, transformando-os em pesadelos horrendos dos quais ela não conseguia acordar. Pesadelos que consumiam cada gota de felicidade que ela ainda tinha.

Esse era o dia. O dia do primeiro dia de aula em um colégio com rapazes e garotas. Não era um colégio feminino, como no qual passara os últimos dois anos, tentando superar, onde ela sentia estar segura. Levantou-se, e foi para o banheiro tomar um banho relaxante. Tomou banho e fez sua higiene matinal. Optou por uma camiseta preta, folgada, com o nome de uma série, das tantas que ela assistia. Uma calça jeans meio folgada, mas que antes era justa e um casaco escuro bem maior do que ela, com capuz e um all-star preto surrado e antigo. Ela desceu para o café da manhã, que antecederia aquele primeiro dia, num local diferente, estranho, novo.

– Bom dia querida! — Disse Anne, a mãe de Vanessa que tinha na voz um falso tom de animação. Ela sabia o quão difícil seria aquele dia para sua garotinha, que já sofrera tanto outrora.

– Oi. — respondeu Vanessa num tom seco. Vanessa e sua mãe não costumavam conversar muito, ainda mais depois do que acontecera dois anos antes, com Vanessa.

–Ansiosa? Olha, querida, eu imagino o quão difícil pode ser.... — Anne foi interrompida por Vanessa, que como sempre carregava um olhar sem brilho, sem vida. Um olhar de dor.

– Não mãe, você não sabe. Não sabe o que é não conseguir olhá-los nos olhos lembrando-se do que aconteceu! Não sabe o que são dois anos sofrendo, sentindo-se suja, imunda, podre. Quase três anos sem de fato viver, sem conseguir ver a beleza da vida, sem conseguir esquecer, sendo todos os dias torturada por seus pensamentos, lembranças, quase três anos se sentindo apenas um corpo ambulante, sem ninguém que consiga ajudar, fazer essa dor, esse sentimento parar. Então, por favor, eu te peço, não fale nada, tudo bem?

– Querida, mesmo você tendo sofrido tanto, o que eu posso falar? Que eu te entnedo? Na verdade eu até entendo. Minha vida foi muito diferente do que você imagina. Mas, uma hora você vai ter que superar, e aprender a viver com seu passado, sua história, por mais que vá doer. E, hoje você já vai superar um pouco, principalmente por quê já está na hora da aula.

Vanessa se dirigiu ao carro sem sequer ter comido, mas nem conseguiria, seu estômago ficava embrulhado simplesmente com a ideia de estudar com muitos deles de qualquer jeito. Um deles já a ferira, e ela acreditava que outros fariam o mesmo.

Notas finais
Então? Logo estarei publicando o próximo capítulo. Talvez hoje mesmo. Acho que vou começar a fazer perguntinhas para vocês. A de hoje é simples: você já escreveu (escreve) alguma história ou apenas lê? E se forem histórias boas me deixem os links nos reviews... Kissus, Uma SerialKiller Estranha/Nobody.