Um Pai Para Meu Filho

25 Sou sua futura nora?


–Como?

–Ah, você entendeu Annie, não se faça de boba, porque sabemos que você não é isso. Já está conquistando a cunhadinha, pra poder chegar mais fácil na sogra é? Pois vou fazer questão que vocês sentem lado a lado no cinema!- Clarisse respondeu e senti meus rosto em brasas, e não tive coragem de falar nada.

–Clarisse, deixa de ser má, você está constrangendo os dois!- Rachel murmurou, se aproximando de mim.- Oi Laninha linda, tudo bem? Vem com a tia Rachel, vem!

A menina riu com o jeito bobo de Rachel, e foi para seu colo sem questionar. Olhei de soslaio para Percy, que parecia tão desconfortável e vermelho quanto eu.

–Eu acho que a menininha aqui não pode ver o filme conosco.- Rachel murmurou, enquanto Lana brincava com seu cabelo.

–Minha mãe já vem busca-lá. Já decidiram qual vai ser o filme?

–Atividade Paranormal!- Clarisse e Rachel disseram em uníssono.

–Apesar de eu ser totalmente contra.- Thalía murmurou.

Sentamos na mesa, enquanto a conversa se expandia, e logo Luke e Nico passaram a comentar as desvantagens de morar juntos, e Thalía parecia verdadeiramente interessada, o que foi algo muito interessante de observar como ela sorria ao olhar pra Luke.

Logo meu celular começou a tocar uma musica muito chata, que havia sido chiclete alguns anos atrás, o toque da minha mãe. Todos pararam para me observar abismados. Pelo jeito não era só pra mim que a aquela musica já tinha perdido a graça.

–Annabeth, você faz idéia de como é ficar dias sem notícias da minha única filha? Pelo amor, menina, custa você ao menos mandar uma mensagem?

Pude ver todos na mesa segurando o riso. Ela estava falando alto demais, e eu não queria que isso fosse compartilhado com os meus novos amigos.

–Mãe, fala baixo por favor. Estou ótima, obrigada por perguntar. E a senhora? Aconteceu alguma coisa?

–Ah, você quem me responde. Antes de viajar, minha filhinha prometeu ligar todos os dias, contar como estavam indo as férias, mas, adivinhe só, ela não fez isso.

–Desculpa mãe, mas será que podemos falar mais tarde? Agora não é um bom momento.

–Não… não é um bom momento? Por Deus Annabeth, eu sou sua mãe, e você está em outra cidade. Esse é um bom momento, sempre deve ser um bom momento pra mim.

–Mãe, serião, agora não é um bom momento.

–Onde você está? Está com alguém? O que Nova Iorque fez com você, meu bebê?

–Eu estou ótima, obrigada. Eu estou no cinema, e o pessoal está reclamando do celular.- Menti. Eu não queria prolongar essa conversa. Pude ouvir Thalía rindo com Lana agora em seu colo. -Eu te ligo amanhã, tudo bem?

–Nada disso, você me liga hoje, assim que chegar em casa! E não se esqueça de mandar fotos, quero saber se está sendo bem alimentada.

–Pode ter certeza que está. -Percy disse ao meu lado esquerdo.

–Quem disse isso?

–Ninguém mamãe, te ligo assim que chegar em casa. Tchau. — E desliguei sem esperar resposta alguma. — Você sabe que ela vai me encher demais quando eu tiver que ligar pra ela mais tarde, certo?

–Imaginei.

–Então, o que você vai dizer? -Thalía perguntou, e então a pequena mãozinha de Lana entrou em sua boca, causando risadas em toda a mesa, abafando sua pergunta.

O que eu diria? “Mãe, era o meu vizinho gato, que cozinha muito bem e todos me empurram pra cima dele, por tanto ele é um pai em potencial pro neto que você sempre quis ter” ? Não, isso não ia rolar.

***

–Percy, meu amor?- Perguntou uma senhora, a mesma da foto, se aproximando da mesa. Me senti desconfortável, afinal a filha dela estava dormindo no meu colo e ela nem me conhecia.

Todos estávamos com os ingressos comprados, faltando menos de dez minutos para entrarmos, e realmente considerávamos entrar com a pequena Lana.

–Mãe, ela acabou dormindo, mas eu não dei janta pra ela, ok. — Ele murmurou, se levantando e cumprimentando a mãe. Eles pareciam ser bastante ligados.

–Aqui.- Murmurei, acanhada, me levantando também e entregando a menina adormecida.

–Essa é a Annabeth, e Annie, essa é a minha mãe, Sally.

–É um prazer conhecer você, Annie.

–O prazer é todo meu.

–Olá, meninos.- Ela acenou desajeitadamente para o pessoal que também havia se levantado.

–Pelo jeito já conheceu sua futura nora, dona Sally!- Clarisse murmurou, dando risada. Eu estava com o queixo no chão.

Desejei ser um avestruz para me esconder e nunca mais aparecer na frente dessa senhora.

Notas finais
Galerinha, semi-deuses, leitores… Não tenho palavras para me desculpar com a falta que dei com vocês! Me sinto tão mal por demorar tanto - quase um ano- pra finalmente atualizar a fanfic novamente! Me desculpe, sério. Dessa vez não vou prometer uma coisa que não tenho certeza se vou poder cumprir, e talvez demore um pouco pra atualizar novamente a história, mas eu prometo que não esqueci dela, e ainda vou termina-la, mas com a correria do vestibular e provas do colégio cada vez mais próximos e avassaladores, fica complicado. Não espero que me perdoem, mas peço me compreendam. Continuem aí, que a fic vai ser concluída!