Notas iniciais
A quem chegou aqui, meus sinceros agradecimentos.

Brasil – século XXI

—... Eu odeio magia. Quem foi o idiota que decidiu que precisava de uma rainha das sombras para controlar as forças das trevas? São sombras!

Fazia mais de vinte minutos que a garota de treze anos discursava calorosamente sobre a inutilidade de regentes no mundo mágico. Ela fora escolhida aos sete anos para ser Senhora das Sombras e nos últimos seis entrara em uma montanha russa emocional, ora adorava ser bruxa ora odiava, ora amava magia ora queria que magia fosse coisa de livros e filmes. Os cabelos crespos castanhos com reflexos azuis de vários tons e tranças com penas se agitava quando ela virava a cabeça de um lado para o outro e balançava os braços em gestos explosivos.

— Terminou? – perguntou a sombra que lia As Crônicas de Nárnia.

— Sim majestade – respondeu com nariz empinado.

— Que bom, agora restaure os espelhos.

Ela olhou ao redor, estavam em uma sala de treinos de feitiços, através da claraboia se via o céu estrelado da noite de lua nova, os vitrais representavam criptos. Ela gostava da planta que comia pessoas, da criatura marinha com ilha nas costas, e do chupacabra. Mas não havia espelhos.

— Senhora, não há espelhos aqui.

— Invoque, destrua-os e conserte.

— Por que eu tenho que fazer isso?

— Belladonna!

— Eu não pedi para ser bruxa – resmungou a garota cruzando os braços.

Morticia sorriu brevemente voltando á leitura. Quatrocentos anos antes, ela agia da mesma forma diante da ideia de ser rainha.

Notas finais
Espero que não tenha decepcionado ninguém.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!