Acordar cedo,não existem palavras melhores para descrever algo doloroso.Nunca foi meu ponto forte levantar antes do sol,eu sempre gostei de ficar na minha cama quentinha até meu corpo começar a doer,mas esses dias raramente aconteciam graças ao trabalho que havia se tornado intenso.A única diferença era que hoje,isso seria mais do que uma obrigação.

Não me lembro ao certo quando fui acordada esta manhã,só me lembro de cair da cama quando minha mãe gentilmente o fez.Minha mãe,Margareth Dellawer.Uma seis,assim como eu era a mulher com o gênio mais forte que já vira,que despertava raiva às vezes (na maioria delas),mas em geral um amor de mulher.Ela e meu pai sempre se dedicaram a cuidar de seus filhos e ensina-los o melhor da vida,mesmo o quão difícil ela pudesse ser.Nós os filhos,somos em quatro:Gregory o mais velho,eu Aillyn a segunda mais velha,Janny a segunda mais nova e Beatrice a caçula.

—Aillyn!- Gritou minha mãe,do andar de baixo.-Não me obrigue a jogar um jaro de água em você!

Como eu disse,gênio forte!

Terminei de colocar meu vestido simples -como todos os outros que tinha -, e corri para pentear meus cabelos e colocar as madeixas ruivas com ondulações no lugar.Depois desci apressada para tomar meu café da manhã.

As escadas rangiam toda vez que pisava nelas e desta vez não foi diferente,rangendo ainda mais desta vezes.Quando cheguei na cozinha todos estavam sentados nos seus lugares com uma pequena quantidade de pães,leite e algumas frutas sobre à mesa.

—Bom dia Aillyn!-disse meu pai olhando-me nos olhos ao me ver passar por trás dele.

Dei um beijo na testa dele e me sentei ao lado de Beatrice.

—Bom dia seria se o sol já estivesse aparecido!-Brinco,erguendo-me para pegar um pão.

—Soube das novidades?-
Perguntou minha mãe,parecendo animada demais.Negei avidamente com a cabeça enquanto mordiscava um pedaço do meu pão.-Hoje o príncipe atinge sua maior idade...

Desde o começo deste ano,eu sabia o que viria depois daquela informação que para ela era tão valiosa,e acredite,eu não estava nem um pouco empolgada ou interessada com o que viria depois.Sendo assim me fiz de desentendida,como se ela nunca tivesse tocado no assunto.

—E o que isso vai fazer por nós além de nos dar mais trabalho?-Pergunto bebendo o leite e olhando cansada para mamãe

Ela me mandou um de seus olhares reprovadores,antes de voltar ao seu humor normal.

—A seleção vai começar logo logo!-Alertou Janny entusiasmada.Desde pequena,minha irmã entrou para o fanclube que adorava o príncipe de Illéa,ao contrário de mim,que nunca fui com a cara dele.-Mãe,eu quero me inscrever na seleção!-observou confiante.

Olhei para ela incrédula por querer participar deste concurso para chegar a nobreza.A seleção,ao contrário do que anunciam no jornal de Illéa,é só uma forma de forçar duas pessoas a se casarem sem vontade com a motivação de títulos maiores para as damas e sua família.

—Mas é claro que vai!-respondeu minha mãe,sendo contagiada pelos ânimos de Janny.Coloquei o copo em minha boca e comecei a beber o leite mais devagar,tentando não me pronunciar quanto a isso.-Teremos mais chances de sermos escolhidas se duas de nossa família se candidatarem!

Engasguei ferozmente e comecei a tossir quando ouvi seu anuncio.Duas?Como assim duas?

—Como assim duas?-perguntei em voz alta,deixando clara minha indignação.

—Ora,você e Janny!Não achou que seria Beatrice?-Perguntou rindo e apontando para a caçula.-Agora vamos vocês duas,temos muito trabalho com os preparativos da festa do príncipe e sabem disso!

Minha mãe se levantou e pois-se a caminhar até a porta da casa,com graça e animação.Levantei da mesa pegando uma das três maçãs e fiz o mesmo que ela,seguindo pelo mesmo caminho que Janny.

Nós morávamos em Angeles,capital de Illéa e assim dizendo nós eramos Seis e trabalhávamos na cozinha do palácio.Alguns minutos depois nós estávamos chegando ao palácio,os enormes muros amarelos ficavam cada vez mais altos conforme nos aproximávamos da entrada dos empregados nos fundos.Os guardas,que estavam todos em seus postos na estrada de cascalho,ficaram para trás quando passamos pelo portão que dava acesso ao jardim usado para o cultivo de várias hortaliças e frutas,e assim para a cozinha industrial em que trabalhavamos.

Fomos em direção aos ganchos perto da porta para pegar os aventais.A cozinha já estava agitada e com muitas coisas sendo feitas,mas meus olhos curiosos estavam a procura de Ellaina,minha amiga mais antiga.Ela era uma das criadas pessoais do príncipe,e assim como eu era indiferente a ele,mas nós eramos poucas ou talvez as únicas que pensassem assim.As outras garotas eram como Janny,adoravam-no com o pretexto de que seu charme e educação eram incomparáveis,o que para mim era ridículo, o príncipe não passava de um garoto mimado com um poder enorme nas mãos.

—Ah meu Deus!-Ouvi uma garota gritar e me tirar rapidamente de meus devaneios.

O som veio do vestiário,Janny e eu trocamos olhares antes de corremos para ver o que havia acontecido.Ao passar pela porta,meus olhos bateram na garota caída no chão e logo me juntei a ela agachando ao seu lado.

—Ah meu Deus ,Ellaina o que houve?-Perguntei assustada por vê-la no chão.Observo-a de cima a baixo.-Olhe para o seu pé!

Ela olhou para mim como se dissesse mentalmente:"acha que eu não vi?".

—Não sei o que vou fazer agora!-Ela diz,exacerbada.

—Que tal amputar?-Sugere minha irmã.

Janny normalmente tem sérios problemas com aqueles que não curtem o mimadinho lá.

Olho para ela e bufo,com raiva de sua sujestão.Janny consegue ser incoerente à todo momento.

—Que tal amputarmos a sua língua?-Pergunto a ela,que saí andando para a cozinha com o cenblante fechado.Volto a me concentrar em Ellaina.-Você tem que ir para enfermaria agora mesmo,talvez com sorte pode ser só uma torção!-digo.

—Torcido?-pergunta tentando levantar-se.-Não posso ter torcido!Tenho muito trabalho hoje e você sabe disso!

Olho para ela dando-lhe uma bronca silenciosa,apesar de entender sua preocupação.Mas manda-la esquecer não ajudaria a melhorar seu dia,então disse rapidamente revirando meus olhos:

—Eu faço!- Todas as mulheres da sala me olharam curiosas.Ellaina levantou a sobrancelha.-Isso mesmo que ouviu!Você precisa de um médico e eu não vou oferecer minha ajuda de novo!-Completo,balançando a cabeça.

—Tudo bem...Mas só se prometer ser gentil!-Barganha,mesmo não podendo.

Reviro os olhos,com sua acusação.

Eu sou gentil!

—Tudo bem!-Concordo,pensando que ela perderia seu emprego caso não concorda-se.Ella e sua família precisavam desse emprego.-Vamos vou leva-la para enfermaria!

Eu a ajudo a se levantar e apoio seu braço no meu ombro,para que possamos andar minimamante rápido,pois o caminho era longo e a realeza estava prestes a acordar para o café da manhã.

No caminho Ellaina fez questão de me informar sobre tudo o que eu deveria fazer e como eu deveria fazer.E quando eu digo tudo,quero dizer tudo mesmo,até comoeu deveria respirar perto dele ela me instruiu "-pausada e lentamente,sem ficar ansiosa!".Ela falou também onde pegar as roupas engomadas do príncipe e como ajuda-lo a coloca-las.Ter de vestir um homem adulto de 21 anos,era tão constrangedor quando tropessar em frente a todos em rede nacional.

—Ah,já ia me esquecendo...-Começou,enquanto se sentava na maca e alguém examinava seu pé.-Vai ter que fica com ele o dia inteiro...É que...Bem,as outras criadas só chegaram amanhã.

O que?Eu não sabia dessa parte.Não seria fácil passar o dia inteiro com,ah...O principe.

—Por que não....Quer saber,deixa para lá.Fique aqui e se cuide,eu vou trabalhar!

Dou-lhe um beijo em sua testa.

Voltei a andar e depois de pegar o uniforme e decorar a agenda inteira de vossa majestade,eu me direcionei até o quarto de Gideon.Se passaram alguns minutos até eu estar pronta,e em pouco mais de uma hora o sol nasceria.Enquanto issonão acontecia, eu estava perdida nos corredores em formato de labirinto desse enorme palácio.Passando pela mesma estátua cerca de mil vezes até que decidi parar e perguntar a um dos oficiais que guardavam uma das portas.

—Olá,eu-Começo,sem saber exatamente o que dizer.-...Sabe,eu estou perdida.Pode me ajudar?-perguntei.

Ele ficou parado,olhando para frente sem mover um músculo sequer,ignorando-me totalmente.Afastei-me dele e movi os braços para um lado e para o outro tentando chamar sua atenção,mas isso parece impossível.Nem sorrir ele sorri.Se fosse eu,já estaria rindo dessa situação.

—Não gaste seu tempo com Jacob,-Uma voz surge no silêncio.- ele não vai dizer uma palavra.- Olho para o lado,procurando o dono daquela voz grossa e doce.Viro meu rosto e eu o vejo caminhando pelo corredor até mim.-Desculpe se à assustei.-Diz o rapaz educadamente.Ele parecia ter 20 anos,seus cabelos eram pretos, curtos e bem arrumados,seus olhos eram azuis em um tom bem vivo e sua boca fins e contornada por um maxilar quadrado.Eu fiquei paralisada.-Meu nome é Dominic.Estava passando e notei que precisa de ajuda.

Seus lábios estavam contraídos em um sorriso gentil e nada debochado.

—Qual o seu nome?-perguntou,ao se aproximar de mim.

Ele é tão lindo e charmoso e...

—Lindo!-O meu pensamento em voz alta me acorda para vida,fazendo com que meu rosto core violentamente.-Aillyn...Eu me chamo Aillyn.

—Seria um prazer ajuda-lá Aillyn.-respondeu.

Passo alguns segundos tentando compreender sua frase.Eu disse segundo?Quis dizer minutos!

—Ah,sim.Eu preciso chegar ao terceiro andar.-disse levantando as roupas em minhas mãos para que suponha o motivo.-Claro,vou acompanha-la até o quarto do príncipe.

Começamos a andar e sem saber para onde ir,eu apenas o segui corredor a dentro.Enquanto caminhávamos eu não pude deixar de olha-lo várias vezes,seu uniforme estava impecável e seu andar era totalmente firme e decidido.Ele era mais alto que eu e tinha uma cicatriz na região do pescoço.Me pergunto como deve ter conseguido ela?Começo a imaginar o que pode ter acontecido com Dominic para ter algo daquele tamanho.

Andamos mais um pouco e chegamos na escada principal.Subimos e ele olha para mim e surge um sorriso explendido em seu rosto,talvez pelo fato de eu o estar observando desde que começamos a caminhar,pela cara de tacho que devo estar fazendo agora,ou quem sabe,pela dança ridícula do corredor?

—Tem um belo sorriso Aillyn.-Observa.Seus olhos azuis se fixaram nos meus,que eram cor de mel com um toque sutiu de verde.Meu rosto foi ficando cada vez mais quente,até ferver.Não me lembrava de estar sorrindo.-Desculpe se a constrangi,não foi minha intenção.

Saímos da escada e entramos no corredor do terceiro andar,em silêncio por um tempo.

—Não constrangeu,é que não costumo receber elogios.-Exponho,resaltando o que era obvio.Além dos meus pais,não havia mais ninguém que me fizesse elogios.

Ele não responde,apenas paramos e passamos algum tempo olhando um para o outro,mas quando ele estava prestes a dizer algo,outro oficial o chama.

—Dominic,estava te procurando.-disse o rapaz de cabelos castanhos ralos e pele negra.-Trouxeram o material do palanque e do salão de baile e preciso da sua ajuda para fiscalizar a descarga.-Completou animado apontando para trás com o polegar,como se aquela fosse uma atividade super importante.Ele enfim me notou e depois olhou para Dominic.-Perdoe-me pela intromissão.Eu sou Cory.

Ele estende a mão para que eu aperte e sorri timidamente quando eu o cumprimento.

—Aillyn.

Dominic lançou um olhar para o amigo para o amigo (pelo menos acho que são) e depois para mim.Cory logo saiu,despedindo-se de mim e dizendo que o esperaria no piso de baixo.

—Fui um prazer conhecê-la,Aillyn.O quarto do príncipe é o último do corredor a direita.-Com delicadeza,ele pega minha mão e a beija suavemente.-Espero vê-la novamente.

Ele se afasta,e sem me dar a chance de responder ,olha-me novamente e vai embora andando pelo corredor até virar novamente na escada,fazendo com que eu o perca de vista.

Precisei de alguns minutos antes de pegar o folego necessario para continuar,sem que eu tropesse em meus próprios pés na frente do príncipe.Não que isso seja importante, mas seria vergonhoso com certeza.

Noto ao olhar em um dos relógios enormes de pendulo no corredor que já estou ficando atrasada,então começo a correr até a direção indicada por ele.Em menos de um minuto já estava lá,ofegante e parada em frente a porta ao lado de dois oficiais que guardavam os aposentos do príncipe Gideon...Ah,do príncipe.

Quais eram as instruções mesmo?Bater duas vezes e esperar ele abrir,ou bater duas vezes e entrar...Ou entrar e não bater?Começo a ficar confusa.A conversa com Dominic me deixou totalmente avoada,e as opções pairavam em minha cabeça sem com que eu me lembrasse totalmente da certa,mas acho...Creio eu que é a última.

Olho para os lados me sentindo uma total criminosa ao abrir a porta e entrar no quarto do príncipe sem que ele saiba.Mas pensando bem talvez ele saiba,aliás isso acontece todo dia.Por precaução eu entro no quarto com passos leves e cuidadosos,tentando me lebrar de todo resto.Levanto meu olhar e para minha estranha percepção já está claro,as cortinas douradas e vermelhas estão abertas e a enorme cama vazia e arrumada.Meus olhos se arregalam e minha mente começa a idealizar as punições por atraso.Quando me lembro:

Droga,onde ele está?

Caminho pelo longo e bem decorado comodo.A cama está maravilhosamente organizada,e na poltrona estofada estende-se um casaco preto de couro.A lareira está desligada mais a enorme TV em cima dela não,e por mais incrível e egocêntrico que possa parecer,estava ligada no canal real onde só se passavam noticias da realeza de Illéa.Olhei com mais atenção para a TV,a notícia de agora se referia ao Príncipe e continha imagens em video dele saindo,por volta das 4:30 da manhã de uma boate chamada Royals,que ficava á dois quarteirões da praça central de Angeles.Aproximei-me mais da Tv para ver a data que foram feitas as imagens e eram de...Hoje.Claramente o rosto do príncipe flagrado apareciam na tela enquanto ele entrava em um carro preto.Com elas eu estava apenas mais convencida de quem eu achava que ele era e o que fazia quando não estava fazendo mais um de seus discursos nos condados menores de Illéa.

De repente a televisão se apagou,ficando totalmente escura e a imagem de quem antes ela reproduzia agora era refletida com perfeição.Assustei-me ao virar e ver o príncipe encostado em uma das pilastras de mármore com os braços cruzados e olhando atentamente para mim.Seus cabelos loiros estavam bagunçados e molhados o suficiente para saber que ele acabara de sair de seu banho,e a falta de panos em seu peitoral só evidenciava isso.Seu maxilar quadrado dava a ele um visual másculo juntamente com seus cabelos levente longos e olhos verdes cintilantes.Até que ele é boni...Tolerável.

Ele desencostou da pilastra descruzando os braços e caminhando até mim.Fiz uma reverencia rápida e aguardei até que ele dissesse algo.

—Está atrasada.-Evidenciou o príncipe,seriamente.

—Perdoe-me,aconteceu um imprevisto.-Desculpo-me,tentando soar o mais delicada e gentil possível.

—Sem problemas.Apenas me ajude.-Ele diz caminhando até a frente de um enorme espelho,como tudo naquele quarto.

Sussurro um "sim" e caminho até ele de forma rápida e calma e assim começo a ajuda-lo a se trocar.

Depois de passar a maior parte da minha manhã apenas ajudando o príncipe a se vestir adequadamente,quase voltei para aquela enfermaria com uma vontade enorme de enforcar minha amiga por ter quebrado o pé justo hoje,quando me lembrei de que teria que ficar o resto do dia com ele,o wue devido as primeiras horas da manhã,seria uma tarefa quase impossível.

O príncipe -apesar de eu ter certeza que seus dias eram vagos e sem muitos deveres-,estava sempre de um lado para o outro planejando reformas e melhorias,contratos de serviços e o mais importante:planejando uma estrategia de defesa contra os rebeldes que sempre viviam tentando atacar Illéa de algum modo.

Ainda sim,com tantos afazeres a serem cumpridos o príncipe fez questão de que eu o acompanha-se,talvez ele teria notado que eu não dou a minima para ele e quisesse me irritar,obrigando-me a segui-lo desnecessariamente por todos os cantos.

—Quero ter certeza de que não faltará nada para concluir todas as minhas atividades de hoje.-Argumentou,quando deixei por minha insatisfação aparente por um segundo.

Ele queria dizer então que eu era sua garantia?Seu braço direito,seu burro de carga?

Infelizmente não pude fazer nada além de concordar e apoiar sua decisão,afirmando que eu estava lá para servi-lo.Enquanto andávamos pelo lado oeste do castelo,em um dos seus muitos andares o príncipe ficou pensativo pondo-se em seguida a indagar:

—Ellaina,-disse pausadamente.-O que aconteceu com ela?

Limpei a garganta e me aprecei nos passos para fica ao seu lado,mesmo estando surpresa por ele se preocupar.

—Ela sofreu um acidente e acabou machucando um pé.-Relatei derepente.

—E ela está bem?

—Creio que sim.-respondi.

E essa foi toda a conversa que tivemos até chegar a uma sala que mais parecia um quartel.Cheia de mapas,livros,informações de batalha e até maquetes em cima de uma mesa gigante e oval iluminada por um sistema integrado.Haviam poucas pessoas na sala.Apenas oficiais,um general e além de mim e do príncipe o rei em pessoa,Maxon Schreave.Ele me olhou e sorriu por um ssegundo,estranhando o fato de eu estar ali.Compreensível eu ,também estranharia.

—Relatório de batalha.-Ordenou o príncipe ao general.

Ele começou a explicar os últimos acontecimentos e que os rebeldes estavam quase a conquistar maiores números de soldados,beirando a ultrapassagem dos nossos oficias em guerra nas fronteira.Ouve também algumas sugestões e discussões e nelas o rei apenas observava,opinando poucas vezes e apenas dando sua palavra final depois da do príncipe,que provavelmente estava sendo treinado e intruido para saber o que fazer quando seu pai estivesse ausente.E depois de mais um longo discurso do general,Gideon tomou a frente e disse:

—Talvez esteja na hora.

O rei o olhou por alguns instantes depois disse:

—General Horvat.Antecipe as inscrições para o recrutamento de novos soldados imediatamente.

Maxon foi sucinto e eficiente,supondo que seu general já estivesse ciente dessa ordem.

—Sim,senhor.-respondeu o general deixando a sala.

Eu não tinha que ter ouvido o que eu ouvi.Nem mesmo queria saber dessa informação.O recrutamento, era algo que eu não queria ter qualquer tipo de contato e me causava calafrios só de pensar que Gregory irá fazer questão de preencher a papelada e por seu nome na urna hoje mesmo.Já dava até para prever a situação:Mamãe de coração partido por ter a chance de nunca mais ver seu filho,papai orgulhoso por ver seu filho mais velho e único menino alistado e o resto de nós com saudades do nosso irmão mais velho.

—Precisamos ter uma conversa a sós Gideon.-Disse o rei sem rodeios.

Assim que ele o fez todos os oficias saíram da sala e eu fiquei em dúvida se deveria,mas assim que Gideon olhou para mim confirmando que era minha deixa para deixar a sala,eu o fiz.Saí da sala e me alojei no corredor para espera-lo.

O tempo foi passando e ao mesmo tempo a conversa foi ganhando um clímax.Eu sei, é errado escutar conversas,principalmente as da realeza mas estava impossível de não ouvir a voz de ambos,que estavam um tanto alteradas.E consistindo o motivo dessa alteração estava,sozinha e única,a seleção.Eles estavam discutindo sobre o acontecimento de mais uma delas,para encontrar a futura princesa de Illéa.

Pelo que ouvi,-e olha que ouvi bem- o príncipe não queria se casar por que seria o fim de sua mordomia e saídas no meio da noite,mas é claro que ele não comentou esta parte,somente o fato de não querer se casar.O rei não gostou da atitude do filho e tomou uma mais especifica envestida do tipo “Ou você casa ou não terá reino para governar!” o príncipe ficou em silêncio por um tempo e depois disse “Se assim deseja o rei,eu o farei”.

Eu estava chocada com o que ouvi.Pasma,única e totalmente pasma.

As portas se abriram e rapidamente eu me recompus.O príncipe saiu enfurecido da sala e apertou os passos, transformando-os em firmes e rápido.Lutei os primeiros minutos para acompanha-lo,mas assim que o fiz ele parou de andar e se virou.

—Está dispensada por hoje,preciso ficar sozinho por um tempo.O máximo que puder.-Resmungou,mas para si mesmo do que para mim, antes de tornar a andar.

Eu fiquei parada por um tempo respondendo a sua ordem,virei para as escadas e comecei a andar a caminho da cozinha,para tentar aliviar-me deste clima tenso e ao mesmo tempo cozinhar ajudando os outros com suas tarefas,pois essa rotina de surpresas ,concorrências e disputas não eram para mim!

Notas finais
Estão gostando???
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.