Um Novo Mundo, Uma Nova História

14 Arco I: O Caminho de Cada Um!


Notas iniciais
Aqui está o final do Arco I, próximo capítulo embarcamos no Arco II.

Naruto Pov’s

Andava calmamente por aquela enorme floresta, era tranquila e bem arejada, conseguia ouvir o som dos pássaros cantando, animais rugindo, alguns cachorros latindo, depois que meu grupo e eu nos separamos cada um seguiu por um lado, Zoro foi procurar um mestre de espadas para treinar e fortalecer seu poder, Mingo foi a procura de um antigo amigo dele, Law foi até a residência de sua família procurar seu Pai para que este o treinasse e o ajudasse a desenvolver sua magia, Ace foi até as montanhas mais quentes desta terra para fortalecer seu corpo e sua magia, Haru foi atrás de seu clã para que estes o ajudem a desenvolver suas técnicas e fortalecer-se e Ban disse que iria treinar com um velho amigo seu, me pergunto o quão velho este amigo é, já eu estou indo até a caverna gravitacional ao sul da terra do reino dos demônios, foi onde Nexus disse para eu ir, caso precisasse de algum treinamento, neste momento já havia passado pelo reino dos demônios tudo quieto, quieto até demais para mim, foi quando senti uma intensão assassina grandiosa que fez meu corpo inteiro tremer, era assustadora, era quase do mesmo nível da de Nexus, espalhei minha magia pelo local na tentativa de lutar a intensão assassina.

–QUEM ESTÁ AI? – perguntei gritando e soando frio, meu corpo tremia de medo, foi quando vi feixes de luz pela floresta, eram rápidos como a luz, eu piscava e eles estavam cada vez mais próximos, deixei minha mochila cair no chão e um círculo mágico apareceu em baixo de meus pés. – SENSORYUU:HOKO. – gritei utilizando de minha magia, soprei usando grande quantidade de minha magia, levando parte das árvores próximas ao chão, minha respiração estava pesada, depois que o golpe se decepou procurei por algum corpo caído, mas a única coisa que achei foi o cadáver de um Lobo gigante, foi quando sem esperar levei um soco em meu estomago, o que me fez perder completamente o ar e cuspir sangue, logo em seguida uma joelhada em meu queixo o que me fez cambalear, vi ele tentar me acertar um cruzado foi quando elevei minha guarda, mas para minha surpresa o golpe mudou de caminho e acertou meu rosto em cheio, o golpe não continha magia, apenas força bruta, mas apenas aquela força bruta me jogou contra uma das árvores, logo em seguida levei um soco mas este com a palma aberta, como um golpe de um tigre, bem no peitoral o que me fez praticamente vomitar sangue, antes que eu pudesse abrir meu olho alguém acertou uma joelhada na minha cara e depois enfiar a mesma na terra, meu corpo não estava mais me respondendo, já? Fui derrotado em poucos segundos?!

–Como Nexus diz, esse moleque é fraco e sem qualquer preparo, não notou nossa presença, não conseguiu nos acompanhar e muito menos medir força contra nós. – ele disse, Nexus? Foi isso que eu ouvi, ele conhecia meu Pai? Fiz força em meus braços e me virei para encara-los, mal encarados, tinham o dobro do meu tamanho, um de camisa marrom e uma cicatriz de uma bochecha a outra cabelos pretos, calças azuis e um sapato comum, já o outro cabelos brancos e arrepiados, o rosto estava escondido por alguns fios de cabelo, camisa regata, meio amarelada, bermuda e estava descalço, eram muito mais altos que eu, isso eu tinha certeza.

–Q-quem são vocês? – perguntei com um pouco de dificuldade. – Como conhecem meu Otou-san? – perguntei respirando fundo.

– Naruto Uzumaki, o Death que o conselho tanto procura e o “filho” do velho. – ele disse o de cabelo preto disse. – Você é um merda, sua magia está tão fraca que me dá vergonha, sua força é tão baixa que não consegue segurar meu ataque mais fraco, não consegue nos acompanhar, não consegue nos sentir, a não ser que fiquemos emanando nossa intensão assassina por ai. – ele disse com um pouco de ressentimento em sua voz.

–Quem é você? – perguntei tossindo um pouco de sangue.

–Me chamo Sakaki Armstrong e este é Apachai Armstrong. – ele disse calmamente. – Quer saber como conhecemos o velhote Nexus, certo? – afirmei positivamente a ele. – Nexus é um velho amigo nosso, sabe de setenta anos atrás, então seis anos atrás ele veio até nós e disse “Sakaki, Apachai, tenho um pirralho que diz querer conquistar a paz, vencer Zeref, Yoake e qualquer um que o impeça de conquista-la, só que este moleque não tem qualquer preparo, ele é fraco e despreparado, sua força é ruim, ele sabe todas ¼ de magias, mas sabe usar a Dragon Force e a Dragon Fury, com toda e certeza absoluta do mundo, ele vai ser derrotado, por Zeref, ou qualquer outro, mas que seja, no momento em que isto acontecer, ele irá deixar a arrogância de lado e olhar como um verdadeiro homem olha e conhece sua própria natureza, Sakaki, Apachai, quero que o treine com tudo que sabem, conhecem e que ajude-o a desenvolver nossas magias (N/A: Para quem não entendeu, Nexus refere-se a Naruto e a ele próprio, apenas uma nota, continuem a leitura) e para isso que quero peguem o mais pesado possível com ele.”– ele disse tudo calmamente.

–Nexus disse isso? Não é possível, ele disse que eu sou forte, que eu conseguiria derrotar Zeref. – disse surpreso. – Você está... – fui interrompido por um chute em minha barriga, novamente sem qualquer magia apenas força bruta, fui jogado contra várias árvores.

–Não diga que estou mentindo, pirralho, Apachai e eu o observamos a bastante tempo, VOCÊ MATOU INÚMERAS PESSOAS, SEJAM ELAS INOCENTES OU CULPADAS APENAS PARA DESCOBRIR QUAL ERA O SER QUE CRIOU ZEREF E NÃO DESCOBRIU MERDA NENHUMA, você matou tantas pessoas por nada, você foi massacrado pelos filhos de Yoake, fez uma promessa idiota. – ele jogou tudo em cima de mim, mordi meu lábio inferior, e me coloquei de pé. – Você tem garra e força de vontade, mas lamento não pode nos derrotar moleque, um pirralho fraco como você, me derrotaria somente daqui mil anos. – ele disse calmamente a mim.

–Eu não tenho mil anos. – disse concentrando magia em meus punhos. – Irei derrota-lo. – disse me preparando para avançar em cima destes, foi quando percebi que o outro homem de cabelos meio azulados e meio branco havia sumido, foi quando senti algo acertar o centro de minha cabeça, me senti indo ao chão, afundei dentro do chão como um saco de merda, cai no mesmo instante, meu corpo paralisou, não conseguia me mexer, comecei a forçar mas nada, comecei a grunhir como um porco.

–Você é fraco garoto, entenda isso, estivemos esperando o momento certo para que percebesse isso e está ai, você percebeu, mas ainda não admitiu para si mesmo que é fraco, se continuar desse jeito, irá continuar perdendo mais e mais amigos, até que no fim, não sobre nada e ninguém a você. – ele disse tudo tranquilamente, este se agachou a meu lado e colocou as mãos em cima de minha cabeça. – Você quer a redenção, não é isso? Você ainda não a encontrou, mas nós podemos adiantar esse caminho a você. – ele terminou de falar.

–O q-q-que eu tenho que f-f-fazer? – disse forçando minha voz, estava acabado.

–Treinar e estudar. – ele respondeu simplesmente. – Treine e estude sua magia, seu corpo, sua velocidade, sua inteligência, suas estratégias, treine tudo que você já aprendeu, estude o corpo humano, estude as fraquezas que a nele e o principal, treine e estude a você mesmo, sua mente, como você pensa e como age. – ele disse tudo de uma vez. – Você ficou arrogante achando que o treinamento que Nexus lhe deu havia sido o suficiente. – ele disse me encarando friamente.

–Não é.... –eu tentei falar mas fui interrompido.

–Não é verdade? Achou que poderia derrotar Yoake, achou que poderia derrotar Zeref, Acnologia e principalmente aqueles que o atingiram no passado... E sim moleque Nexus nos contou sobre sua história. – ele continuou tudo duramente.

–Apachai vai falar somente uma vez. – o outro cara que não havia se pronunciado, falou calmamente a mim. – Naruto-chan aceita que nós o treinemos? Apachai e Sakaki irão deixa-lo mais forte, mas isto depende de você. – ele perguntou tranquilamente a mim.

–Caso aceite, iremos transformar sua vida em um inferno, iremos causar um trauma na sua vida, iremos destruir seu corpo e depois reconstruí-lo, para destruí-lo novamente e isso claro se você aceitar. – ele disse tudo aquilo, me lembrou o que o Nexus me disse quando começamos a treinar.

–Quantos anos? – perguntei calmamente.

–Anos?! – ele disse curiosamente a mim e gargalhou. – Apachai ele acha que levaremos anos para ferrar com a vida dele e deixar ele mais morte. – ele disse virando-se ao outro que gargalhou também. – Quando eu disse que transformaria sua vida em um inferno, não quis dizer um treino merda que qualquer um pode superar, iremos fazer você pedir para ir ao inferno, iremos transformar sua vida no inferno na terra pirralho, em vez de perguntar quantos anos, porque não pergunta, quantas semanas? – ele perguntou com um sorriso maligno em seu rosto, naquele momento eu senti como se o céu e o inferno estivessem acabado de se cruzar.

Zoro Pov’s

Uma semana havia se passado desde a separação, dividimos um dinheiro que havíamos roubado em uma de nossas “artimanhas” passava por um vilarejo com poucas pessoas, uma capa verde cobria toda a estrutura de meu corpo, junto a um capuz que cobria meu rosto, andava calmamente, o vento batendo por dentro de minha capa refrescava meu corpo, naquele dia infernalmente quente, não poderia entrar em confronto com ninguém, pois estava sem qualquer espada, apesar de eu lutar bem com meus punhos, não é mesma coisa, ficar sem espadas para um espadachim é a mesma coisa de perder os braços, continuei minha caminhada, apenas observando o movimento do vilarejo, era algo estranho, as pessoas pareciam mais alegres que o normal, entrei em uma taberna qualquer, não havia ninguém além a bela balconista que estava lá, cabelos castanhos, sobrancelhas meio estranhas, os detalhes de seu rosto eram bem desenhados, assim como a sua linha corporal, tudo em seu devido lugar e de um bom tamanho, uma bela mulher, tinha que admitir, andei até o balcão onde me sentei.

–O que queres? – ela perguntou friamente e sem se importar muito, pela energia dela, não era apenas uma balconista.

–Me dê o melhor sakê que tenhas. – disse no mesmo tom desta.

–Lamento mas não posso. – ela disse calmamente. – O jovem Asta do reino Partaras está vindo para cá e quer provar de nosso melhor sakê antes de ir para a conferência do conselho daqui uma semana, não queremos que ele destrua nosso pequeno vilarejo, então não posso dar nosso melhor sakê a você. – ela disse firmemente o que surpreendeu, mulheres sempre estranhas.

– “Então é isso, por isso o povo desta vila está tão animado” – pensei comigo mesmo. – Sabe se a alguém aqui que confecciona ou arruma espadas? – perguntei friamente a ela.

–Espadas não podem ser arrumadas, uma vez quebrada ela se torna inútil, meu jovem. – ela disse calmamente.

–Me dê um pouco de Rum. – disse calmamente a ela, ela pegou uma garrafa e uma pequena concha de madeira, ela colocou um pouco da bebida e empurrou até mim. – Apenas isso? – perguntei irritado com a quantidade.

–Você disse, um pouco e não muito. – ela disse sarcasticamente, a vagabunda estava me provocando na cara de pau.

–Muito obrigado. – disse friamente colocando um pouco de dinheiro dentro do resto rum e colocando no balcão, logo em seguida me retirei do local. – Vaca. – disse calmamente a mim mesmo já do lado de fora da taberna, voltei a andar pelo vilarejo, vários cartazes em paredes, com a foto de um jovem, “O JOVEM ASTA TATSUMI DO REINO DE PORTARAS ESTÁ VINDO, DIA 23 AO ANOITECER ELE ESTARÁ AQUI, TODOS OS MEMBROS DA VILA RECEPCIONEM VOSSO REI, ESTEJAM TODOS PRESENTES, QUEM QUISER VIVER.” Idiotice, Asta, quem será esse cara? Continuei meu caminho até parar em frente a uma casa de armas, adentrei dentro desta, era tudo bem organizado, bastões de madeiras, espadas de madeiras, foices, facões, tudo que poderia imaginar de arma estava dentro daquela loja, mas o que mais me chamou a atenção foi uma Katana grudada na parede branca, e assim como a parede ela era branca o cabo e a bainha, pareciam asas de um anjo, eram delicadas, mas ao mesmo tempo muito sedutora, me aproximei desta, como um idiota.

–Vejo que gostou de minha espada. – ouvi uma voz atrás de mim, um velho senhor com um grande sorriso no rosto.

–Sim, é muito bela. – disse calmamente a ele. – O senhor que a forjou? – perguntei calmamente a este.

–Sim. – ele disse com um belo sorriso em seu rosto. – A forjei a partir de um grande meteoro que caiu aqui vinte anos atrás, até hoje ela está ai, ninguém nunca a tocou, pois ela nunca aceitou um dono de verdade, eu a chamo de Lúcifer. – ele disse calmamente, o que me surpreendeu, um nome perante uma religião quase que dominadora atualmente, catolicismo, religião era muito complicado de se ver atualmente, mas estava crescendo devagar e calmamente, Lúcifer o anjo que desafiou a autoridade de Deus, era isso que falavam, e Deus com seu poder o puniu e o lançou ao inferno, o tornando um anjo caído e nesse momento ele se tornou aquele que dizem que não deve ter o nome pronunciado, mas para mim, tudo isso era besteira, alguns achavam que Deus era único ou que existiam vários Deuses, ninguém nunca irá saber o que é verdade e o que é ficção, afinal Deus é algo desconhecido, não se sabe se este existe ou não.

–Porquê Lúcifer? – perguntei curiosamente a ele.

–Segundo a nova religião que temos Lúcifer foi um anjo que não se rendeu as ordens de Deus, foi único que Deus não pode controlar. – ele disse calmamente. – E ninguém até conseguiu controlar esta espada. – ele terminou calmamente.

–Acredita nesta história que o catolicismo conta? – perguntei calmamente.

–Cada um acredita no que quiser, meu rapaz, todos temos nossas crenças, acredito nas histórias menos mentirosas, ou você acredita em Izanami e Izanagi? – ele perguntou-me, o que me lembrou da teoria mais antiga de Deuses e de Yoake.

–Não acredito em nada, tudo que as pessoas contam são balelas, mentiras para sentirem-se apoiados em algo que não existe, o ser humano percebeu que não pode apoiar-se em si mesmo no fracasso ou na vitória e escolhe e inventa coisas para poder sobreviver, para sentir que tem alguém com eles, não acredito em nenhuma história que estiverem contando, para mim, é apenas eu e meus companheiros. – disse friamente a este, vi ele abrir um enorme sorriso e soltar uma pequena gargalhada.

–Você é interessante garoto, para sua idade ter tantas opiniões formadas sobre o mundo e sobre as pessoas, mostra o quão maduro você é. – ele disse calmamente.

–Não é isso, pessoas que acreditam em qualquer história de Deus está preparada a parecer, uma história de Deus vem de outra e de outra tudo tem um começo, o catolicismo apenas colocou uma ideia fanática para convencer a tudo e a todos de que, eles não estão sozinhos e que seus pecados serão purificados, o ser humano, acha que Deus irá os livrar do mal. – disse amarguradamente. – Não seremos purificados e ninguém ira nos livrar do mal a não ser nós mesmos. – disse calmamente. – Não quero mais ficar discutindo, sobre qual é o Deus verdadeiro que existe, apenas quero saber qual o preço daquela espada. – disse friamente a ele.

–Pode leva-la. – ele disse com um sorriso em seu rosto.

–Como? – perguntei calmamente.

–Leve-a, acho que agora minha espada tem um verdadeiro dono. – ele disse calmamente.

–Mas, o que o senhor está falando? – perguntei calmamente.

–Pegue a espada, Zoro Roronoa. – ele disse com um sorriso tranquilo em seu rosto, como infernos ele sabia meu nome? No momento seguinte em que eu pisquei ele havia sumido, sem deixar qualquer vestígio, havia deixado mais duas espadas no balcão, contabilizando três.

–Quem era esse cara? – perguntei a mim mesmo, ainda não tinha conseguido processar tudo que havia acontecido, peguei todas as três espadas e as coloquei na cintura, e logo em seguida as cobri com a capa, mas o que havia acontecido, ele era real? Ou apenas uma ilusão minha? Sai da loja assombrado pelo que havia acontecido, mas havia conseguido as três espadas.

–Como conseguiu sair? – a pergunta veio de meu lado esquerdo, vi a garota do bar.

–Do que está falando? Apenas entrei e sai. – disse friamente a ela, a mesma pareceu surpresa com o que eu disse e virou as costas e começou a andar. – Hey onde você está indo? – perguntei irritadamente.

–Não é do seu interesse. – ela disse sumindo no mesmo instante, mas o que infernos estava acontecendo?

Andei pela vila atordoado, estava tudo confuso, não sabia me expressar, não havia entendido nada, tudo ficou confuso, vi gritos e fogos de artificio, o que merda, estava prestes a escurecer? Eu havia entrado dentro daquela loja era cedo, mas agora estava ao cair da tarde? Asta. Caminhei até o centro da cidade e me surpreendi com o que vi no lugar, um enorme portão aberto, e todas as pessoas do vilarejo estavam lá, pelo menos era o que parecia, foi quando ouvi o som estridente e agudo de um sino, o badalar era melancólico o que me deixou com um clima meio deprimido, foi quando aquela carruagem entrou, prateada com detalhes dourado, muitos cavaleiros ao redor desta, todas as pessoas que estavam ali ajoelharam-se, até mesmo a garota arrogante da taberna estava lá, ajoelhada a este, foi quando o mesmo pisou para fora, um casaco preto com uma gravata por dentro, junto com calçados pretos e uma calça social, digno de um lorde de um grande continente, ele saiu acompanhado de uma bela e sensual mulher, carregava duas espadas em sua cintura e um estranho anel em seu dedo, cabelos prateados e postura arrogante, devia ter em média de 1, 90 a 1,95 era bem alto, a primeira coisa que ele fez foi encarar a todos que estavam ali e logo em seguida mirar em mim, com um olhar de raiva e amargura.

–Ajoelhe-se. – ele disse friamente a mim, me surpreendi com o que eu havia acabado de escutar.

–Não. – respondi a ele calmamente, nossos olhos se cruzaram calmamente.

–Não foi um pedido, estou ordenando a você, ajoelhe-se e penso se o livro da morte. – ele disse calmamente a mim.

–Desculpe mas não sigo ordens de qu.... – fui interrompido quando senti meu pescoço ser acertado e eu ir ao chão, quase perdendo a consciência.

–Asta-sama, me perdoe. – era a voz da garota da taberna? Vagabunda. – Meu irmão tem alguns problemas mentais, ele é meio perturbado e ouve vozes. – ela disse tudo rapidamente e assustada, forcei meu corpo para reergue-se, mas ela forçou meu corpo para o chão.

–Deveria matar você e esse seu irmão retardado que tens. – ele disse cruelmente, minha raiva ficava cada vez maior, quem esse desgraçado acha que é? – Mas sou um homem bondoso e irei os deixar viver, mas isso não pode sair sem alguma punição certo. – ele disse se agachando e beijando a mulher da taberna, via o beijo cheio de desejo e luxúria, ela soltou um gemido quando este passou a mão em sua bunda, quem esse desgraçado achava que era? Porque não me levantava e o atacava, porque eu estava respeitando aquela mulher, eu ajoelhado perante um verme desgraçado destes, ele encerrou um beijo com um tapa na cara desta. – Vagabunda, ouça-me escolha uma criança ou velho de sua vila para pagar o que seu irmão idiota fez. – ele disse friamente o que me fez tentar tomar uma atitude ofensiva.

–Por favor não. – ela disse em tom choroso ao meu pé de ouvido, fiquei extasiado com a voz dela, não conseguia pensar em algo, comecei a tremer de ódio, queria destruir aquele maldito.

–Vamos sua puta. – ele disse pegando esta pelos cabelos e a arrastando. – Irei te dar uma escolha, esse moleque, essa velha ou esse bebê, qual você quer que eu mate? – eu ouvi tudo aquilo coberto por um tremendo ódio.

–Que tal a mim. – disse me levantando calmamente, vi os olhos deste virar-se para mim, seu olhar frio e calmo, este jogou a mulher no chão e olhou para mim friamente.

–Parece que o retardado mental no fim, não é tão retardado. – ele disse com um sorriso sarcástico em seu rosto.

Saquei duas das espadas que o velho havia me dado, mas para minha surpresa a branca não respondia ao meus comandos, eu comandava ela a ser mexida para direita e ela ia para a direção oposta, era tudo inverso, era indomável, fiquei assustado com aquilo, nenhuma espada era tão, estranha como esta.

–Ousa a sacar essas espadas para mim? Seu pirralho retardado. – eu iria responder o que este disse mas foi quando me senti sendo jogado contra uma árvore, levantei meu rosto para encarar quem havia feito isso e vi o velho que havia me dado a espada, o que diabos estava acontecendo?

–Perdoe meus filhos. – ele disse calmamente o que me surpreendeu. – Se for necessário tire minha vida por favor. – ele disse friamente o que me deixou ainda mais surpreso.

–NÃO SENHOR MIYAMOTO. – a mulher gritou desesperadamente, vi o tal do Asta se aproximar deste.

–Como queira, olhe bem seu retardado. – ele disse apontando uma de suas espadas para mim e logo em seguida aproximando o fio da espada do pescoço do velho, tentava me mexer, mas era inútil parecia que algum encantamento me prendia. – E aprenda algo, nunca mais deixe de se ajoelhar perante o seu Rei. – ele disse decapitando o velho e banhando-se de sangue. – Eu sou seu dono e dono de todas as pessoas daqui. – ele disse calmamente. – Porque EU sou o Rei dos Reis. – ele disse agressivamente o fez minha raiva explodir, queria mata-lo de todas as formas possíveis. – ele andou até sua carruagem e virou-se para o vilarejo. – Não irei provar de seu sakê, vocês não valem meu tempo, seus pequenos e malditos vermes. – ele disse adentrando a carruagem junto da mulher. – E você se caso algum dia eu veja você, irei mata-lo seu verme maldito. – ele disse com o rosto cheio de ódio a mim, logo que ele entrou meus movimentos começaram a ser destravados, eu cai dentro de uma magia que paralisou todo meu corpo, vi a garota da taberna olhar para o corpo morto do velho no chão, via lágrimas caírem de seu rosto, ela segurava a cabeça deste e balançava-se, me sentia culpado como nunca na vida, agi por impulso, mas não é disso que me arrependo, me arrependo por ter causado a morte deste homem, vi ela se levantar e caminhar até mim, com uma cara apagada e sem qualquer sentimentos.

–Me desculpe. – disse abaixando minha cabeça para demonstrar meus sentimentos, mas fui surpreendido por uma joelhada bem no meio de minha cara.

–Não sabia que o merecedor desta espada. – ela disse apontando para a tal “Lúcifer”. – Fosse ser um babaca sem qualquer escrúpulos, não sei o que o senhor Miyamoto viu em você, seu desgraçado. – ela disse friamente e logo em seguida começou a caminhar calmamente, arrastando o corpo do homem pelo braço e com a cabeça deste em seu braço, mas como assim merecedor?

Me levantei e comecei a andar atrás desta, ela arrastava o corpo dele pelo vilarejo inteiro, incrivelmente as pessoas não falavam nada, nem mesmo haviam se pronunciado que o velho morreu por minha culpa. Ela sabia que eu a estava seguindo, mas não fazia nada, ela andou até um templo com uma enorme porta de madeira, a mesma o abriu calmamente e adentrou, tentei a seguir mas fui barrado por um “gorila” enorme, deveria ter uns 4, 30 cm era maior que o Mingo, carregava uma espada enorme em sua cintura.

–Não vai poder entrar pirralho. – ele disse friamente. – É um templo particular do senhor Higazami Miyamoto, se não for conhecido deste, infelizmente ou felizmente não posso deixa-lo passar. – ele disse calmamente, apenas andei de costas e sentei – me no muro do templo ao lado da entrada e fechei meu olho. – Irá ficar ai? – ele perguntou no mesmo tom.

–Pretendo. – disse friamente a ele.

–Tch... Como queira, o problema é seu. – ele disse e adentrou, logo em seguida ouvi o som do enorme portão de madeira bater, queria saber o que estava acontecendo, quem era aquele velho, o que aconteceu dentro daquela loja de armas e o que ela quis dizer com “merecedor”, fechei meus olhos e esperei aquilo com certeza não iria se resolver apenas com um corpo morto, um mercenário como eu sabe muito bem disso ou ex. Sentia o vento passar por meu corpo era frio e tranquilo como um sussurro, aquilo relaxava meu corpo inteiro, era como estar flutuando, mas neste momento foi em que eu ouvi o portão de madeira ser aberto junto com um rangido fino e agudo, duas pessoas um dos passos era da garota e o outro era de um homem, era forte apenas pelo som de seus passos poderia dizer isso, passos firmes mas calmos, era um estrategista, ouvi passos por trás que reconheci como o gorila, mas a mulher e o homem se posicionaram em frente a mim, foi quando abri meu olho para encara-lo, era um velho, uma longa barba junto com um longo cabelo que era pelo menos na altura de sua bacia, uma espada preta repousada em sua cintura, ele me olhava calmamente.

–Santoryu. – ele disse calmamente. – Zoro Roronoa, Hunter. – fiquei surpreso por ele me conhecer e demonstrei isso estampado em meu rosto. – Não fique surpreso, você reinventou o estilo Santoryu, você acha que as pessoas não o conhecem, mas você é famoso. – ele disse calmamente, mas ainda assim estranhei. – Hunter usa o estilo Santoryu e você também Zoro, é fácil saber quem é você. – ele continuou calmamente.

–Poucas pessoas sabem que eu Zoro Roronoa usa o estilo Santoryu, Hunter é quem é conhecido por usar o estilo Santoryu. – disse friamente a ele.

–O seguimos a muito tempo, nós não, nossos homens. – ele disse usando o mesmo tom a mim.

–E como inferno você sabe sobre mim? – perguntei irritado.

–Hatsumi Miyamoto, a jovem que lhe ajudou anos atrás, no caso sua mentora e minha filha. – ele disse calmamente o que me fez ficar em choque.

Haru Pov’s

Estava sentado em cima de um galho de árvore, em posição de yoga, a chuva que batia em meu rosto me acalmava, não gostaria de ter que voltar ao meu clã, tantas memórias amargas; mas era preciso, de alguma forma eu deveria aumentar minha força, depois de tanto tempo que acordei para a realidade que eu não era e nunca fui realmente forte. Sou considerado um homem sem honra em meu clã, pois eu sou o único de lá que mudou de estilo de luta com a espada, a nossa regra é “Quando você têm a um estilo, nunca deve trocá-lo ele é seu guia para toda sua vida” e fui o único a quebra-la e isso faz com que as pessoas de meu clã não me vejam com bons olhos e isso era verdadeiramente chato e ridículo, meu clã por parte de mãe, Hagatazi, os Hagatazi, mas por algum motivo merda do destino eu acabei levando o sobrenome de meu maldito Pai, Mustang, Haru Mustang, como odiava isso, esse é outro motivo para meu clã odiar-me, o líder do clã aceitou-me pelas súplicas de minha mãe em seu leito de morte, cresci nesse lugar aprendendo técnicas de espadas, mas eu não era um homem para um único estilo, eu era um homem para conquistar vários estilos, tanto que já usei uma espada em minhas costas uma desonra a um samurai eu não era um espadachim e sim um samurai, mas queria testar de tudo que havia e todos os estilos possíveis, mas nesse momento acabei voltando ao meu estilo de origem o estilo do sol e da lua, quando uso o estilo do sol minha lamina fica tão quente como um vulcão e quando utilizo do estilo da lua fica tão gélida quanto um inferno gelado. Depois de horas a chuva passou, estava escuro, não conseguia ver praticamente nada, apenas ouvir corujas agitando-se nas árvores, andava perante essas árvores enquanto gotas das mesmas caiam perante meu corpo, era realmente relaxante, pensar que dois meses fossem o suficiente para minha mentalidade mudar completamente de um vingador a um cara que quer a paz?! Não tinha algum sentimento para expressar o que eu estava sentindo, mas era um misto de confusão com orgulho de mim mesmo, continuei andando no mesmo ritmo até avistar um portão de ferro com tambores ao lado destes, um enorme muro atravessando grande parte da floresta, para trás era possível ver várias construções, as paredes belamente brancas com algumas lamparinas acesas, junto a esta várias escrituras, honra, esperança, respeito, amor e paz as cinco coisas mais importantes para meu clã, nunca perca sua honra, sempre mantenha suas esperanças, ame a todos e não se importe com as diferenças e sempre mantenha-se em paz com seu corpo e com seu espirito, meu líder era um cara religioso diferentemente de mim, nunca contestei isso e muito menos contestei em Deus, até acreditava que ele poderia existir, mas fé é algo que não tenho, mas contesto as pessoas, porque inventam Deuses e várias outras baboseiras? Porque quanto mais o tempo passa, um novo Deus é inventado pelo povo? É algo que até hoje não consigo entender. Pegue o cabo de minha espada e bati com força em um dos tambores o que surgiu um enorme barulho, o tambor de meu clã era diferente, o barulho deste era como um alarme ouvi o portão ser aberto e de lá sair Jotaro um velho que cuidava da guarda deste a anos, nunca soube a proporção de sua força, mas boatos e lendas dizem que ele é a pessoas mais forte de meu clã superando até mesmo seu líder e até hoje me questiono se ele é tão forte, porque nunca tentou pegar o poder do clã para si? Encarei este que me olhava com um belo sorriso no rosto.

–Haru-kun, quanto tempo. – ele disse com algumas risadas por cima. – Fico feliz em ver que está bem, Mei vai ficar feliz em ver que está bem, ela está muito preocupada com você. – ele respondeu calmamente, Mei minha amada noiva, estava com tantas saudades dela.

–Olá, Jotaro-san. – disse calmamente. – Fico feliz em ver que o senhor está como antes, você é um velho muito forte. – disse com um enorme sorriso em meu rosto. – Por mais que eu queira ver a Mei, não posso me dar o luxo. – disse calmamente.

–Porque não? – ele perguntou curiosamente, adentre as residências de meu clã que estava muito maior, Jotaro me acompanhou calmamente e logo em seguida fechou o portão.

–Porque preciso ver o líder tem algo que preciso conversar com ele. – disse calmamente.

–Então você quer vê-lo, Haru-kun? – ele me perguntou atenciosamente, nunca procurei por Kyoto todo esse tempo, claro que era estranho depois de oito anos sem vê-los, voltar aqui para procurar por ele era algo completamente estranho.

–Sim, preciso vê-lo. – disse calmamente, Jotaro saiu caminhando calmamente na frente, alguns moradores de meu clã ainda estavam na rua, me encaravam com nojo, desprezo todo como um misto, Jotaro caminhava com passos calmos e tranquilos, casas grandes e bem pintadas, lojas, tabernas, aquilo havia se tornado uma mini vila, não imaginava que havia ficado tão grande, o velho foi até um enorme templo de madeira, com um belo jardim e no meio uma encruzilhada de dois rios dando em um pequeno lago era um lugar lindo, Jotaro tirou suas sandálias e eu fiz o mesmo, este deu duas batidas na porta feita de uma incrível e brilhando madeira, então está foi aberta por dois guardas.

–Jotaro-sama, pode entrar. – eles disseram se abaixando perante ele.

–Obrigado cavalheiros. – ele disse com pequenos risos, um enorme dojo junto a um pequeno altar de preces, neste um velho estava agachado, e com os olhos fechados. – Kyoto. – Jotaro disse calmamente a ele, o mesmo permaneceu em silêncio. – Kyoto. – o velho repetiu novamente.

–Sim Jotaro?! – ele disse friamente, a voz fria e calma como a lua.

–Meu senhor, uma pessoa quer vê-la. – este disse calmamente.

–E quem seria? – ele perguntou calmamente.

–Eu, Haru. – disse apenas meu primeiro nome.

–Haru Mustang. – Kyoto me corrigiu e logo em seguida se virou me abaixei perante este.

–Levante-se não precisa disso. – o mesmo respondeu calmamente. — Me diga, Haru Mustang, o que quer aqui? – ele disse calmamente sentei-me no dojo deste, Jotaro estava no canto com sua espada em mãos.

–Que me treine. – disse diretamente, o que fez este gargalhar.

–Quer que eu lhe treine? – ele perguntou a mim novamente. –Lembro-me que quando saiu daqui com seus dezesseis, dezessete anos, você virou-se para mim e disse “Não preciso desse clã, eu sou um bastardo aqui, não preciso das regras malucas, do código moral ou de qualquer merda que vocês tenham, eu não preciso de vocês e muito menos do treinamento inútil que vocês me dão” e hoje você me vem aqui dizer que quer ser treinado por mim? – ele perguntou irritadamente. – Apenas não o expulsei deste clã ainda pirralho porque você é filho de uma mulher muito forte e que eu tinha uma grande admiração. – ele disse calmamente. – Você roubou nosso pergaminho com nossas técnicas incluindo o Curter Divine, apenas isso é um bom motivo para lhe mandar para sentença de morte. – ele terminou friamente.

–Por favor meu líder. – disse praticamente suplicando. – Eu preciso aumentar minha força, preciso ficar mais forte, e conquistar meus inimigos. – disse duramente.

–Ousa dizer isso para mim? Você quer isso apenas para ir atrás de seu Pai, Roy Mustang e vingar a morte de sua Mãe. – ele disse no mesmo tom a mim. – Nossas técnicas não são para morte, SÃO PARA A PAZ SEU PIRRALHO. – ele gritou duramente.

–Eu sei, eu matei muitas pessoas com as técnicas do clã, e você já deve saber muito bem disso, eu sou um criminoso, que até hoje tentar matar o próprio Pai. – disse sentindo lágrimas escorrerem por meus olhos. – MAS EU CONHECI CARAS MUITO BONS, QUE QUEREM ENCONTRAR A PAZ, QUEREM TRAZER A PAZ PARA O MUNDO, QUEREM LIVRAR A TODOS DO MAL, ENTÃO POR FAVOR EU LHE SUPLICO, ME TREINE. – eu gritei sentindo lágrimas descerem teimosamente.

–Não. –a dura resposta veio como um turbilhão. – Você não merece ser treinado, Haru, um homem cruel, amargo e vingativo como você, não merece ser treinado apenas para nos causas mais dor. – ele disse friamente sem nenhum pudor. – Deixe eu lhe dizer algo, as pessoas nunca iram encontrar a paz com guerras, punições, dor, pessoas não conseguem entender o sofrimento das outras, pois todos são ingratos, sua tentativa de paz é falha o único modo que as pessoas iram ter paz é tendo tudo que querem. – ele disse friamente me encarando.

–EU NÃO VOU ACEITAR ISS... – eu iria despejar minha raiva mas fui interrompido.

–CALE A BOCA. – ele gritou a mim. – Você é o pior Haru Mustang, você quebrou nosso código, quebrou nossas regras, você não tem honra, não tem esperança, não tem respeito por nenhum, não sente amor por ninguém e muito menos está em paz consigo mesmo.

–Não diga o que não sabe... – tentei dizer mas ele me interrompeu novamente.

–Seu amor por Mei é apenas carnal, nada mais, você a deseja, se a amasse estaria aqui com ela, quando ela mais necessitou. – ele disse calmamente.

–Vamos nos acalmar. – ouvi a voz de Jotaro, ouvi os passos dele vindo. – Deixa-me dizer algo senhor? – ele perguntou friamente.

–Diga. – o outro respondeu no mesmo tom.

–Haru, não é o pior, pode ser um dos piores, mas não o pior, ele é um grande homem, até hoje nunca vi um homem tão focado em busca de sua vingança como ele, todos dias ele pensava apenas em matar o próprio Pai, pelo que fez com sua amada Mãe e hoje ele vem aqui dizendo que quer conquistar a paz. – Jotaro disse calmamente. – não acha isso incrível, como ele mudou? – a pergunta foi exposta no ar. – Ele quer sua redenção, quer que tudo que fez seja concertado, Kyoto sejamos sinceros, nós já matamos muitas pessoas e tivemos a chance de nossa redenção e estamos aqui hoje. –ele continuou dando algumas gargalhadas e pela primeira vez vi um sorriso no rosto de Kyoto. – Deixe-me treina-lo, irei fazer que ele busque a redenção, irei mudar a mente desse garoto, ele irá aprender o que é ser um verdadeiro homem. – ele disse friamente.

–E se ele não conseguir encontrar o caminho da redenção? – Kyoto perguntou friamente.

–Irei observar ele tentar encontrar a paz pelo próprio modo, caso ele falhe nisto, eu mesmo irei atravessar está espada, em seu coração. – ele disse sombriamente o que me assustou muito.

–Então é isso, o garoto é seu Jotaro, torne ele alguém melhor. – o mesmo respondeu e logo em seguida virou-se novamente, encerrando ali a discussão ou eu encontrava minha redenção ou eu estava morto, legal.

Ban Pov’s

O sol batia em minhas costas irritava até mesmo minha alma, era tão quente que dava agonia de andar, ainda mais por esse enorme país, parecia que não tinha fim, porque Hanzo resolveu morar logo aqui, será que ele não achou um lugar mais longe? Pessoas com kimonos, terno, gravata, era um país rico, via casais andando lado a lado e outros abraçados, era um país liberal, me pergunto como os outros estão se saindo, em meus duzentos anos andando nesse mundo nunca havia visto pessoas como eles, eram inocentes, mas eram bons caras eles podem trazer a paz para esse mundo que tanto sofre. Andei calmamente até uma casa velha meio isolada da vila, estava meio descascada e tinha uma aparência amarelada, não era a cor original da casa, que tinha um telhado azul e era média.

–HANZO. – gritei a ele, mas não ouvi resposta ou qualquer barulho. – HANZO, SEU BÊBADO MALDITO, SEI QUE ESTÁ AI. – disse caminhando até a porta azulada da casa e comecei a bater fortemente. – HANZO – gritava irritado, aquele desgraçado está de ressaca e não conseguia se levantar para abrir a porra da porta? Abri a porra da porta no chute o que fez esta atravessar a parede, andei pelo o lugar que parecia estar cheio de poeira, o que fez o ar ficar meio denso com o vento que veio de fora, não havia ninguém? Hanzo me passou uma informação errada? Não ele nunca faria isso! Parei para analisar as coisas, a casa estava meio triste, as coisas todas cheias de pó, aposto que deve fazer um mês que ele não vem aqui, o que aconteceu nessa merda? Tenho certeza que isso deve ter sido abandonado por ele depois ou antes de ele me enviar aquela carta, quando eu estava na casa do Senhor Niro e de sua filha Sakishi.

Estava almoçando com o Senhor Niro e com a Sakishi, parece que de todos nós eu sou o único que mostra um pouco de gratidão, Naruto-chi está louco, desde que fomos todos humilhados por aqueles caras, ele não para de treinar como um animal louco, não come, não bebe, não se comunica não sei como ele está aguentando, Zoro-chi está debilitado, seus músculos praticamente não se mexem, Law-chi e Haru-chi, tinham que ficar de repouso, mas os dois eram muito teimosos para seguir as ordens de alguém já o Mingo-chi e Ace-chi estavam fodidos, seus corpos foram os mais ferrados na batalha, não sei como estão vivos, depois de pensar de tudo que havia acontecido, abri minha jaqueta meio avermelhada e meio roseada de couro deixando meu corpo exposto ao vento, estava calor, aquela menina Sakishi, era realmente muito linda, cada detalhe de seu corpo era bem desenhado, mas tratei de tirar esses pensamentos de minha cabeça, terminei de comer e coloquei minha tigela em cima da pia e subi as escadas calmamente, para ver como os outros estavam, Zoro-chi estava dormindo, Mingo estava acordado, mas não conseguia se mexer e Ace-chi estava em coma, era realmente lamentável o estado físico e psicológico que todos nós estávamos.

–BAN-SAN. – Ouvi a voz do senhorita Sakishi e desci correndo achando que algo havia acontecido, foi quando vi uma bela águia branca em cima da janela.

–Kisei-chi. –disse o nome da águia que emitiu um som estranho, logo me lembrei de Hanzo, preto no pé da águia havia um papel, uma carta. “Ban seu maldito bastardo achou que eu não te encontraria? Já falei que te seguirei mesmo que for ao inferno, fiquei sabendo que levou um cacete de uns caras, informações correm rápido, por mais que tentassem ser discretos o governo já sabe de sua antiga localização, já que aqueles idiotas estão investigando o campo de batalha, irei falar rápido Ban, estou no reino de Partaras, sustentada por um maldito filho da puta chamado Asta, estou na vila mais rica do país, é enorme, mas eu fico em uma parte afastada, em uma casa velha, tenho informações sobre o Alu, se quiser sabe-las tens que vir aqui, e também tenho uma coisa sobre sua habilidade que quero te mostrar. Se morrer é só gritas, abraços, Hanzo”. A carta era precisa, nem tanto, mas era uma boa fonte, e um bom lugar para ir, informações sobre o Alu-chi, era tudo que eu necessitava.

E aqui estou eu, em uma maldita casa velha, e aquele bêbado não está aqui, puta merda, aquele desgraçado do Hanzo, foi quando senti uma pequena energia vinda do lado de fora, foi quando me virei rapidamente e dei de cara com uma linda mulher.

–Quem é você? – perguntei um tanto irritado.

–Sou uma amiga de Hanzo. – Hanzo? Com amigas e mulheres ainda?

–Quem é você? – perguntei novamente só que mais irritadamente.

–Já respondi, irei dizer o que aconteceu, Hanzo está morto, um tal general do conselho chamado Alucard, veio aqui e o matou, e disse ao nosso Rei, Asta, que levaria a cabeça dele a cidade imperial, e lá deixaria a cabeça dele exposta como um prêmio, já que Hanzo era um criminoso rank SSSS. – ela disse tudo rapidamente, o que deu-me tempo de assimilar apenas uma coisa por vez, Meu melhor amigo estava morto? O que merda você fez Alu, seu desgraçado filho de uma puta.

Ace Pov’s

O vento que batia em meu corpo só agitava mais o calor de meu corpo, ainda tinha minhas dúvidas sobre Naruto, mas ele parecia ser uma pessoa boa, se tudo que ele disse era verdade eu só tenho que agradece-lo, passei todo esse tempo treinando para nada, minha vingança era só algo que me cegava e não me permitia enxergar a verdade por trás de tudo, a inocência me fez fraco e isso não me permitiu amadurecer, isso fez com que eu me tornasse fraco quando eu pensei ter me tornado forte, minha magia encarna o fogo dentro de mim, eu sou a encarnação do próprio fogo, o fogo queima dentro de meu corpo, mas nunca consegui, andei até uma grande montanha, chamada de “Chamas Infernais” porque esse nome, pois essa montanha tem as lavas mais quentes e terríveis de todos os reinos da magia, seu calor é tão quente que a água é completamente pulverizada, não entendia muito sobre ela, mas desde que eu comecei a usar minha magia, comecei a estudar tudo sobre o fogo, mas essa é a primeira vez que venho aqui pois meu corpo treme apenas de sentir o calor daqui, é um calor que qualquer um estaria completamente acabado caso entrasse dentro disse, comecei a andar calmamente, meu pé era “fritado” mas era até que agradável, subi até o topo da montanha onde conseguia ver a larva borbulhando.

–Agora é o momento para decidir se eu sou ou não digno dessa magia, se sou forte ou fraco. – disse calmamente preparando-me para ir de cabeça dentro da larva.

–Você é fraco. – ouvi uma voz ao longe e me virei rapidamente, mas não havia nada. – Você é fraco demais Ace-chan HAHAHA, até mesmo Natsu Dragneel está à frente de você em questão de poder. – Natsu Dragneel? Quem infernos ser esse? E que voz maldita é essa.

–QUEM ESTÁ AI? – perguntei olhando para os lados.

–Advinha! – ele disse novamente.

–Se revele maldito. – disse irritadamente. – Tenno no hi – Hiken (Imperador do Fogo – Punho de fogo). – lancei o golpe na direção da voz, mas só fez eu ouvir uma gargalhada ao fundo.

–O que está tentando acertar, Ace-chan? O vento? – ele perguntou sarcasticamente.

–QUEM É VOCÊ DESGRAÇADO? – disse nervoso, foi quando vi uma enorme quantidade de fogo se formando em minha frente, e nesse sair um homem bem trajado com uma cara maligna e um sorriso psicótico.

–Me chame de Kugatsuchi, estou bastante interessado no homem que herdou diretamente meus poderes. – ele disse friamente e olhando maliciosamente para mim, assustei-me devidamente. – Sou o Deus de sua magia, eu sou aqueles que todos temem o elemento que todos temem, sou o Deus do Fogo. – ele completou com um sorriso calmo. – E eu estou devidamente interessado em você, Ace D. Portgas. – ele finalizou gargalhando loucamente.

Dez dias depois

Netero Pov’s

Andava gargalhando dentre as instalações da mansão imperial, estava atrasado para a reunião dos generais, magos santos, guildas e reis, minha reputação já estava baixa, pensar isso me fazia gargalhar, andava praticamente pulando, enquanto todos os soldados se ajoelhavam e diziam “Netero-Sama”, porra de Netero-sama porque esses boiolas não vão procurar uma mulher para foder, ficam se rastejando para outros caras isso irritava pra caralho, eu já estava velho, mas se estivesse em meus tempos de juventude, nenhuma dessas menininhas seria perdoada pelo velho pegador, Netero-Sama, gargalhei ainda mais com essas lembranças, foi quando cheguei a um grande portão dourado, chutei esse com força o que ele ser aberto e uma das portas quase serem quebradas, todo mundo já estava na porra do local, o que era uma verdadeira merda para mim, Mugen ia ficar enchendo o saco, vi o chefão me olhando e balançando a cabeça negativamente.

–Netero, atrasado como sempre. – ouvi a voz de Kurama, ele, Makarov e Itachi estavam no local, no outro lado vi a Phantom Lord com o Jose e Gajeel e outras guildas bostas.

–Foi mal chefão, eu “tava” dando uma cagada e esqueci da hora de vir pra cá. – disse gargalhando o que fez Kurama gargalhar e outros começarem a cochichar.

–Vá se sentar Netero. – ele disse calmamente e balançando a cabeça negativamente, andei até a cadeira ao lado direito da cadeira que Mugen.

–Idiota. – Mugen disse calmamente.

–Cala a boca. – respondi ele com um bocejo.

–Babaca. – Koida disse friamente.

–Gostosa. – respondi coçando o ouvido.

–Velho gagá. – Kered disse irritado.

–Puta do capeta. – respondi dessa vez coçando o saco.

–Volta pro asilo idiota. – Alucard disse ao meu lado direito.

–Volta a ser homem, imortal baitola. – disse soltando um peido, o que fez todos eles começarem a me xingar.

–CALEM A BOCA, SEUS IDIOTAS. – o chefão gritou fodido de raiva. – Como todos estão aqui, iremos começar a reunião anual de Confraternização e se você fizer alguma piada Netero eu vou te matar. – ele disse irritadamente.

–Ta bom velho baitola. – disse gargalhando, vi uma veia nascer na testa deste.

–Cala a boca, além de estar atrasado você fica interrompendo a todos. – o velho disse.

–Pode continuar. – disse dando um bocejo.

–Como sabem, criminosos foram vistos lutando contra um grupo de natureza desconhecida, nesse mesmo dia dois homens confrontaram, Alucard e Kered por um assunto que é desnecessário vocês saberem, mas tenho que dizer algo, por anos o conselho protege... – eu o interrompi.

–PASSA PRA PARTE IMPORTANTE. – gritei e gargalhei logo em seguida. – É a mesma porra todos ano, “Nós o conselho protegemos a todos todo santo dia, e sempre prezamos pela proteção de nossa população então se um de vocês fez tal coisa, irei dar uma multa”. – disse imitando a voz dele.

–Não, dessa vez não é um simples motivo, primeiramente, você deixou uma criminosa escapar e isso já abaixou sua reputação logo depois você ajudou um criminoso procuradíssimo, então Netero cale a boca. – ele disse friamente, o que me fez lembrar da Robin e de Law. – Continuando, se um de vocês malditos, atacou Alucard ou Kered, isso não vai ser apenas uma multa... VAI SER GUERRA, entendidos? – ele gritou o que me surpreendeu, não esperava que a relíquia da morte fosse causar tanta merda assim.

–Como é? – Asta perguntou irritado.

–Isso mesmo Asta, se você com seu reino, atacou nossos homens, você está metido em guerra, no momento está tudo em investigação e em segundo lugar tenho algo para falar a vocês, Fairy Tail. – ele disse friamente. – Vocês estão causando uma bagunça maldita em todas as missões SE NÃO CONCERTAR ISSO, MAKAROV DREYAR, IREI PUNI-LOS PESSOALMENTE. – ele gritou irritadamente. – VALE A MESMA COISA A VOCÊS PHANTOM LORD. – ele gritou ainda mais alto. – E mais uma coisa, a você Asta, se matar algum cidadão de alguma cidade, não importa onde for, irei caça-lo e mata-lo, entendeu. – ele disse friamente. – E para quem encontrar e matar, Doflamingo Donquixote, irei dar um prêmio. – ele disse e virou-se. – A reunião está por hoje, encerrada. – ele terminou calmamente.

Naruto Pov’s

Estava deitado os treinos começaram e meu corpo ficou cada vez pior, cada osso, órgão ou qualquer parte, conhecida ou desconhecida de meu corpo doía, e era uma dor infernal o treino era pesado demais, eles treinavam sem magia, treinar o corpo, depois a mente e por último a magia, o intervalo que eles davam para mim era de no maximo vinte minutos, nunca mais que isso, meu corpo, não conseguia nem se manter precisava aproveitar esses vinte minutos para descansar, foi quando eu acabei cochilando, não por muito tempo pois fui puxado para outro lado, que no caso era o local onde eu via Deus.

–Deus? está aqui? – perguntei calmamente, mas não ouve qualquer resposta. –DEUS. – falei mais alto.

–Naruto. – ouvi uma voz atrás de mim, e virei-me rapidamente e lá estava ele.

–Deus. – disse calmamente. – Porque me chamou aqui, achei que não iria mais falar comigo. – disse irritadamente.

–E não iria mesmo, você me irrita e desde de aquele dia você amadureceu um pouco mais, vim aqui apenas para de falar algumas coisas. – ele disse no mesmo tom.

–Diga. – disse friamente.

–Sasuke, Madara e Obito Uchiha estão aqui neste mundo, junto com suas amigas Hinata Hyuuga e Sakura Haruno, eles podem usar chakra, e antes que você pergunte, como eles podem, eu lhe respondo os Uchihas tem meus Pais com eles, Izanami e Izanagi. – Não tinha conseguido prestar atenção no que ele havia dito, apenas entendi e processei a primeira parte, Sasuke, Madara e Obito Uchiha estão aqui, junto com suas amigas, isso me fez despertar um sentimento que não me lembrava a muito tempo... Angustia.

Notas finais
Entre todos os capítulos dessa fanfic, esse sem dúvidas, questionamentos e outras coisas foi o capítulo mais dificil que eu pude escrever, foi muito dificil. Esclarecendo dúvidas que eu sei que vocês irão ter, porque o Law e o Mingo não tiveram ponto de vista, porque o treinamento dos dois interfere diretamente no enredo da fanfic, isso ira fazer com que vocês saibam muita coisa que ainda não é o momento para revelar, que porra é essa agora vai trazer assuntos de religião nos capítulos? Não, apenas trago discussão, primeiramente, os únicos capítulos que terão algo assim, serão aquelas mais afastados da trama principal que não afeta em nadaa trama que eu criei aqui, isso é algo apenas que se mistura com o enredo da fanfic, assim como muitos são satanistas, ateus, católicos e a porra a quatro, as coisas funcionam da seguinte maneira, você acredita e desacredita no que quer e no bem querer e fato do catolicismo estar aqui, não muda nada. Seu autor lixo você não vai explicar porque o Sasuke, Madara e Obito podem usar chakra e o Naruto nao pode, seu lixo, fica se contra dizendo, aindan ão expliquei jovem gafanhoto, mas quem ira explicar isso é o Kirogami no caso o Deus do mundo da magia, ele já deu uma "dica" no final do capítulo o motivo, quem percebeu percebeu, coisas da vida. Naruto vai pegar a Sakura e a Hinata? Não. Seu lixo porque você demora tanto? Eu demoro mas trago um bom capítulo pra vocês todas as vezes lerem! Tchau é isso e avaliem tmj sempre. Até o próximo