Um Novo Mundo
2 Benjamin e Sophie
Notas iniciais
Localização: Celtus – Mundo 3
Horário: ???
Quando me levantei, olhei para aquele gato azul que estava se limpando. Me perguntava onde estava e o que era aquele gato:
— Você não olha onde cai, seu folim mal feito! — ele berrava enquanto eu estava congelado de confusão
— Onde eu estou? O que é folim? — perguntei e o gato parecia não se importar com minhas perguntas
— Que barulheira é essa? — uma garotinha levitando sai dos arbustos vindo em nossa direção
— Este folim miserável caiu em cima de mim! — o gato disse pulando no colo da garota
— Oh Benjamin...ele não é um folim, pois não tem pele esbranquiçada e não estamos nos tempos de tirutium — ela respondeu o gato
— O nome do gato é Benjamin? E o seu, garotinha? — perguntei e ela riu
— Eu sou Sophie. Prazer — ela respondeu com simpatia
Eles foram meus dois grandes companheiros naquele tempo que vivi ali. Benjamin era um gato de cor azul e olhos totalmente pretos e pupila branca, tinha um topete que o fazia parecer um senhor da alta classe, já a Sophie, ela podia parecer uma garotinha, mas tinha uma idade alta. Ela era telepata e tinha a água rosa de lá levitando em sua cabeça, formanda uma forma de coroa que ficava se mexendo, suas roupas eram longas e mal dava de ver seus pés por causa de seu macacão feito de recursos da natureza.
— Bom, de onde você vem? Dá para notar que não é daqui de Celtus. — Benjamin perguntou de forma convencida
— Eu sou do Planeta Terra, de um país chamado Brasil e na sua cidade mais famosa: Rio de Janeiro — respondi
— Planeta Terra...Via Láctea? — Sophie me perguntou e eu fiz que “sim” com a cabeça — Então você está a vários anos-luz longe de casa...
— Pera aí. Isso não é um sonho estranho? — perguntei preocupado e os dois se entreolharam, depois responderam que “não”. Não lembro mais de nada, apenas que minha visão ficou turva e eu apaguei
Localização: Celtus – Casa de Sophie
Horário: 123:090 AD (Adlir Deyu – Da Manhã)
Acordei deitado em uma espécie de rede, porém ela era erguida por um tipo de drone azul com branco. Sophie estava conversando com Benjamin e eu fiquei atrás da parede ouvindo:
— Olha, Sophie, isso é muito arriscado. Não podemos levar um terráqueo por esse mundo totalmente diferente do dele! — o gato dizia a Sophie
— Eu sei! Por isso digo que devemos dar uma espécie de aula sobre esse mundo a ele — ela rebateu a Benjamin que se calou — Agora, por favor, pare de se esconder atrás da parede — ela disse e me puxou para sua frente
— Opa...eu só...vim pegar uma água — disse tentando dar uma desculpa e ela arqueia a sobrancelha — Tá, eu estava espionando vocês
— É isso que eu digo! Nós não podemos nem conversar em paz que ele fica espiando! — disse Benjamin dando com a pata na mesa
— Vocês estavam conversando sobre mim! Me intrometer é praticamente um direito. — rebati
— Não existe direito em um mundo onde chove bolinhas de gude no sábado!! — ele berrou
— Bolinhas de gude? — questionei
— Por que acha que temos duas camadas extras de telhado? — o gato disse apontando para o teto
Ficamos os dois discutindo por um bom tempo, até que Sophie atinge seu limite:
— Já chega!!! — ela gritou jogando nós dois para longe — Já deu! Essa briga de vocês tá chata e enjoativa! Benjamin, pare de ser agressivo com nosso convidado e... — a mesma olhou para mim — Qual é seu nome? — ela pergunta e Benjamin bate na própria cara
— É-é Nicolas. — respondi amedrontado
— Que ótimo! Então, Nicolas...você não conhece nada por aqui e viraria comida de Lono em menos de 1 minuto. Se quiser viver aqui e não lá fora, um lugar perigoso e cruel, privacidade é uma regra! — ela disse vindo de frente para mim e eu apenas fiz que “entendido” com a cabeça
— Hehehe, otário! — Benjamin riu e se calou após ver a cara da Sophie
1 hora depois...
Estava em uma grande aula sobre o mundo de Celtus. Celtus era uma dimensão diferente da Terra e continha a existência de criaturas que nenhum humano faz ideia que existe:
— Quase todos os monstros são pacíficos desde que não invadamos seus territórios — disse Sophie — mas, existem 3 espécies de monstros que não são nada da paz — completou puxando um pequeno livro em que na capa está escrito “Celtus: Lista de Monstros e Natureza”
— Bom, os Prars são criaturas de pequeno porte, mas podem ser bem rápidas e se uma delas te morder você passará as próximas horas preso em um mundo de dor inimaginável! — disse Benjamin apontando para a foto do monstro
— Os Lonos tem a forma de um tigre, são poucos violentos e possessivos. Caso você chegue perto de algum, fique parado e ele vai julgar se você é ou não confiável — Sophie explicou
— E o que acontece se eu for confiável? — perguntei
— Eles vão te pegar e você vai ser posse deles — Benjamin me respondeu
— E se eu não for...? — perguntei nervoso
— Eles vão te mandar embora — o gato disse eu me acalmei — mas é provável que eles te arranquem uma pera ou um braço
— Que?! — disse cambaleando para trás
— É brincadeira! — Benjamin disse rindo — se você ficar parado até ele sair, você vive
— Benjamin, para de aterrorizar ele senão eu te ponho no teto pra servir de luz — Sophie disse e eu fiquei confuso
— Não entendi — disse
— E não precisa! — Benjamin disse meio envergonhado
— Benjamin é um gato da espécie Luzius, melhor dizendo, ele reflete luz — Sophie disse
— Eu quero ver! — falei empolgado
— Querer não é poder. — ele empurrou minha cara e subiu para a prateleira mais alta. Minha atenção volta a Sophie
— Então...como eu volto para casa? — perguntei e a mesma respirou fundo
— Bom, primeiro precisamos de um mapa — ela disse e Benjamin lhe joga um mapa de Celtus — aqui é onde você está: na Floresta Flone, nossa casa. Você deve chegar nesta parte nessa parte em roxo
Ela me disse que devíamos atravessar o Rio Glorewich e subir no Monte Ripen, para assim, chegar na Vila Moit. Nessa vila a gente pegaria a balsa para chegar na Nascente do Rio TiniWaka.
— O percurso é enorme e cheio de perigos, por isso, iremos com você — ela disse e Benjamin logo se meteu
— Ah não vamos, não. Estava tudo bem antes dele chegar, agora ele tem ensinamentos e um mapa. Ele pode se virar sozinho — ele disse de forma convencida.
— A gente vai, e ponto. — Sophie bateu o pé e pegou Benjamin — Ele agora é nosso amigo
— Seu amigo — ele disse e cruzou os braços
Saí da casa deles e olhei o mapa e as coisas a frente e comecei a localizar os lugares.
— Vocês vêm ou não? O Rio está a 1km. — disse apontando para a cachoeira do rio. Então, partimos.
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