Um Novo Motoqueiro Fantasma
4 Capítulo 3 – A verdade não dita sobre a minha família
Notas iniciais
Não! Não poderia ser verdade! Joh-Joh... Joh-Johnny Bl-Blaze? Cuidando de mim? E se ainda disse que era o Motoqueiro Fantasma?
Nã-não! Eu só poderia estar sonhando! Eu ainda estava com febre! T-tendo a-alucinações e...
— Que foi, garoto? — ele perguntou vendo meu desespero aparente — Você está assustado. — eu não conseguia nem responder. Eu estava assustado demais para saber o que era verdade e o que era mentira. Ele me observou mais um pouco — Olha... garoto. Eu sei q você fez o pacto. O demônio vai vir atrás de você cedo ou tarde. Ficar fugindo não vai adiantar nada.
— O que vai acontecer é o mesmo que aconteceu com você um dia? — perguntei curioso.
— É sim, garoto. Ãhn... Como eu posso te chamar? Não gosto de chamar você só de “garoto”.
— Pode me chamar de Cam — eu disse sorrindo, pois vi que ele era bem-humorado — Sou Cameron Stewart.
— Você é parente do Stewart Little? Aquele ratinho do filme? — ele perguntou assustado.
— Não. — eu falei rindo — Sou parente dos grandes fazendeiros Stewart de Ohio. Creio os conheça ou que já ouviu falar deles.
— Claro. Claro. — ele disse rindo — Onde eu estava com a cabeça? Seu avó era Alban Stewart e seu pai era Lery Stewart. — “Era”? — Eu os conheço assim como a palma da minha mão. — ele disse sorrindo — Você é igualzinho seu pai quando mais jovem.
— Sabe — eu disse —, há um bom tempo não vejo meus pais. — confessei com os olhos cheios de lágrimas — Sabe me dizer onde eles estão, Johnny? — perguntei ficando sentado na cama.
— Bem, Cam, seus pais fizeram uma coisa terrível e... não sei se devo contar a você.
Uma coisa terrível...
— Conte. — eu pedi — Preciso saber.
— Bem... Blackheart veio atrás deles antes de Mephistopheles vir atrás de você.
— Quem é Blackheart afinal? Um dos caídos?
— Isso mesmo. Eu o enfrentei uma vez e o mandei para os quintos dos infernos, mas parece que agora ele voltou. E não voltou sozinho. E muito menos sem serviço. Mas dessa vez é pior. — ele disse preocupado.
— Por que pior? — perguntei.
— Da outra vez, ele estava contra o Mephistopheles, certo? — eu fiz que sim com a cabeça, pois eu conhecia a história — Mas dessa vez, ele está a favor do Mephistopheles. — eu comecei a tremer e senti que fiquei pálido — Mas o pior da história é que você vai ter que se unir ao Gerssil, ao Wallaw e ao Abigor, os também caídos.
— Jesus Cristo. — eu disse me benzendo com a mão esquerda.
— É, garoto, vai se benzendo aí porque eu ainda não terminei a história!
— Tudo bem. — eu disse engolindo seco — Continue, Johnny.
— Bem, como o Blackheart está a favor do demônio, ele deu um jeito e “visitou” seus pais antes de você fazer o pacto.
— E o que ele fez? — perguntei já prevendo o pior.
— Ele atraiu seus pais para um lugar muito estranho... Aquele lago gigantesco que fica na fazenda deles...
— Represa. — eu disse rindo — Aquilo é uma represa, Johnny.
— Isso. — ele disse — Represa. Atraiu eles pra lá e invocou uma coisa muito estranha como se fosse o monstro do lago Ness e... a partir daí eles não deram mais notícia ou sinal de vida. Eu liguei para os empregados da casa e eles disseram que seus pais não deixaram recados ou algo do tipo.
— Meu Deus. — eu disse e uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
— E sabe qual o mais estranho daquilo tudo? Onde provavelmente seus pais foram mortos, tinha uma igreja lá. E você sabe que se um anjo caído pôr o pé em solo sagrado, ele morre queimado, certo? — eu fiz que sim com a cabeça, pois eu lembro da Marie me contando sobre aquela saga Fallen, em que o Daniel tem mandar a Luce pegar uma coisa na igreja porque se ele entrar lá ele queima tudo, pois ele é um anjo caído — E ele queimou, mas não morreu.
— O quê?
— Mephistopheles, Cam. Mephistopheles e seus truques.
— Mas... Então eles morreram queimado e depois foram engolidos pela coisa na represa e o Blackheart...
— ...não morreu. — Johnny continuou.
— Filho da...
— Acalme-se! — ele me interrompeu — Já você vai poder matar ele. Mas primeiro... — ele se levantou e pegou umas ervas e umas coisas muito malucos em cima de uma mesinha atrás dele — Vamos chamar seus aliados? — ele piscou e eu aceitei o convite.
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