Um Novo Futuro

21 Melanie - Parte 1


Notas iniciais
Fiquei meio triste com a quantidade de reviews deixada no último capítulo, mas não vou deixar de postar a história por causa disso.Queria agradecer a DudiinhaCheney por ter comentado! =D

Neste capítulo, vocês vão conhecer o passado de uma personagem que muitos odeiam! ASHAUSHAUSHA~ Mas vocês já sabem quem é!

Boa leitura!

Pov Melanie~

Eu nunca fui uma pessoa certinha e santa, isso é um fato. Tenho certeza de que quando as pessoas me vêem pela primeira vez costumam pensar que talvez eu seja só mais uma filhinha mimada...não é bem assim. Na verdade, nunca foi assim. Não posso dizer que eu tive infância, porque eu não tive. Pelo menos não igual as outras crianças da minha idade. Nunca fui rica, nunca fui mimada, eu só tive uma vida difícil, por isso tenho uma personalidade um tanto chata, mas não tive culpa, eu passei a odiar as pessoas de uma maneira quase incondicional depois que vi minha mãe ser brutalmente e covardemente assassinada na minha frente quando eu tinha apenas 9 anos de idade. Foi um tempo difícil pra mim. Ainda me lembro do assassino frio que a matou, não sei seu nome, apenas seu rosto e, tenho absoluta certeza, que nunca vou esquecer aquele maldito rosto.

FLASHBACK ON:

" Era noite. Eu e minha mãe andávamos calmamente pelas ruas iluminadas de Nova York. Eu gostava das luzes que haviam na rua, deixava tudo mais alegre, embora a noite estivesse fria e o céu sem estrelas. Eu segurava firmemente na mão da minha mãe, ela sorria, e eu também, sempre gostei de passear com ela. Mas nunca havíamos saído a noite, quer dizer, não tão tarde.

— Mamãe, cadê o papai? Por que ele não veio com a gente? — perguntei, sem tirar os olhos das casas bonitas que haviam naquela rua. As casas tinham pisca- pisca espalhados pelas janelas e árvores, a decoração natalina deixava tudo ainda mais perfeito. Minha mãe estava prestes a responder quando eu a interrompi.- Já sei! É natal! Ele foi comprar presentes!!! Acertei!?

Ela riu.

— Querida, o Natal ainda não chegou...É amanhã. E sim, ele foi comprar alguns presentes.- Ela respondeu as perguntas da filha carinhosamente.

Todos diziam que eu sou igual a minha mãe, temos os mesmo cabelos loiros e os mesmos olhos verdes,mas pra mim, minha mãe é muito mais linda do que eu.

— Eba!!! Presentes! — gritei, alegre. Ela riu mais uma vez. — Mamãe, aonde estamos indo?

— Visitar uma amiga minha, você ainda não a conhece. Estudamos juntas muito tempo, nos encontramos recentemente, e ela me convidou para irmos jantar em sua casa hoje.

— Ah...- respondi simplesmente.

O passeio prosseguia em silêncio. Eu estava hipnotizada pelas luzes coloridas que decoravam praticamente todas as casas. Percebi que minha mãe segurou minha mão com mais força... Sua mão estava suando frio. Eu a olhei, mais ela permaneceu olhando fixamente para frente, meio preocupada. Mas porque? Eu estava confusa. Minha mãe parou rapidamente e olhou pra trás. Nada. Voltou a andar, mais apressadamente dessa vez. Ela estava andando bem mais rápido do que antes, quase correndo. Seu rosto estava visivelmente preocupado.

— Mãe, o que foi?

— Nada querida, deve ser só coisa da minha cabeça. Não se preocupe.- ela respondeu. Voltou a olhar rapidamente para trás, mais uma vez, nada. — Querida, vamos por aqui.

Andamos até outra rua, um pouco mais iluminada, o expressão do rosto da minha mãe ainda era de alguém preocupado. Olhou pra trás e ofegou.

— Vamos Melanie! Temos que sair daqui.

— Porque mamãe?

-...- Ela não respondeu, me puxou e agora corríamos. E eu não sabia o porque daquela situação. Estávamos correndo de quem afinal?

Corremos por um bom tempo e eu podia jurar que ouvi passos apressados atrás de nós, aquilo me deixou com medo. Será que alguém estava correndo atrás da gente? Olhei pra minha mãe. Ela corria pra qualquer direção, parecia com medo também.

— Mamãe, o que tá acontecendo? — perguntei, com medo.

— Tem alguém nos seguindo. Melanie, quero que se esconda debaixo daquele carro, está bem? Não saia de lá até que eu diga que pode sair, ok? Se eu demorar muito quero que fique bem quietinha e só saia quando achar que não tem mais ninguém na rua,tá bom?

— Tá, mas mãe, e você?- perguntei, olhando fixamente seus olhos iguais aos meus. Ela sorriu, como sempre fazia pra me confortar.

— Não se preocupe comigo, Mel. Agora vá! Se esconda.

Eu concordei e, com medo, fui para debaixo do único carro que estava estacionado na rua. Minha mãe continuou a andar, eu podia ouvir seus passos. Percebi que os passos da minha mãe não eram os únicos. Me encolhi e olhei pra rua. Não dava pra ver muita coisa só os pés da minha mãe que continuava andando. Mais passos e, mais uma vez não eram os dela. Virei lentamente a cabeça, para não fazer qualquer tipo de barulho e vi mais pés, na verdade vi somente a bota preta manchada de barro que a pessoa que estava nos seguindo usava.

Eu não entendi bem o que aconteceu.

Foi rápido.

Mas, pelo que eu entendi, e pelo que eu ainda me lembro, foi um assalto. Minha mão deu tudo que tinha...Carteira, jóias, celular, bolsa e até mesmo o casaco que ganhara do meu pai em seu aniversário. Eu não vi o que aconteceu. Mas percebi que ele tinha a puxado e em seguida ouvi um barulho. Na verdade foram dois. O grito da minha mãe e algo sendo cortado.

Um segundo depois, outro barulho e um corpo no chão.

Era ela...minha mãe...

Eu queria gritar de pavor e tristeza, mas lembrei do que ela me pediu. "Fique bem quietinha..." e obedeci. Mas as lágrimas eram impossíveis de conter. Eu queria ir até ela, mas ele ainda estava lá. Parecia estar observando o corpo da minha mãe, que agonizava no chão, ele olhou por alguns segundo e então voltou a andar, ainda com os pertences da minha mãe em mãos. Bem devagar, me inclinei pra frente e foi então que vi seu rosto, por sorte ele não olhava na minha direção... Eu só o vi por um segundo, mas jamais iria esquece-lo. Esperei alguns minutos. Ainda por debaixo do carro olhei se não tinha ninguém. Nada. Resolvi ir até minha mãe.

— Mamãe!!!- a chamei entre lágrimas.- Mamãe!!! Vamos, abra os olhos! Não me deixe, mamãe, por favor!

— Shh...q-quetinha...lembra?- ela disse, fraca. Eu olhei em seus olhos.

-Mamãe, vamos, temos que ir pro hospital! — eu disse, ela sorriu fracamente.

— N-não...posso...mais,mel.

— Mas mãe!

— Shh...Q-quero que...fuja. Vá...Vá...- ela repetiu algumas vezes. E fechou os olhos, um segundo depois não respirava mais.

— Mamãe!!! — eu chorei baixinho. Eu queria gritar, chamar por ajuda, mas decidi fazer o que a minha mãe mandou...Eu fuji.

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Por dias eu andei sem rumo, tentando achar minha casa. Mas, por alguma razão eu nunca encontrava. Se pelo menos eu soubesse aonde a amiga da minha mãe mora eu poderia pedir ajuda pra ela. Eu já tentei voltar pra o lugar onde estava o corpo da minha mãe, mas por alguma outra razão inusitada, eu também não encontrei.

Eu estava com fome, com sede... Me sentei na calçada, que por sinal estava coberta de neve. Estava frio. Por sorte minhas roupas esquentavam. Não havia muitas pessoas na rua, todos ainda devem estar com as famílias ja que ontem foi o natal. Sim, o natal foi ontem. E foi o pior natal da minha vida. Eu estava sem mãe...Não consegui achar meu pai...Estava perdida na rua, sem comida e água. Tenho certeza que vou morrer logo.

Mais dois dias se passaram até que eu, fraca de fome, consegui encontrar uma viatura de polícia. Expliquei minha situação na delegacia. Eles disseram que sabiam da minha mãe e que o corpo dela tinha sido encontrado no mesmo dia do crime, ou seja, pouco depois de eu sair de lá. Também me disseram que não pegaram o assassino e que pensavam que eu havia sido sequestrada, já que meu corpo não foi encontrado. Eu disse que queria ir para casa, eles disseram que eu não podia, que eu iria para um orfanato.

— Mas, como assim uma orfanato? Eu ainda tenho uma pai! — exclamei, em meio as lágrimas...Falar da mamãe é difícil pra mim.

— ... — Ele não disse nada,apenas baixou a cabeça. Eu não entendi o porque daquele gesto.- É, parece que você ainda não sabe.

— Não sei do que?

— Quando o corpo da sua mãe foi encontrado e seu pai foi reconhecer o corpo ele ficou desesperado. Queria saber aonde você estava. Não tinhamos nenhuma pista sobre você. Eu estava liderando a equipe de investigação quando, ontem, eu recebi a notícia de que seu pai não havia aguentado perder a esposa e filha...ele cometeu suicídio. Sinto muito, Melanie.

Eu não consegui acreditar nas palavras dele. Como minha vida mudou tão de repente?

Eu chorei, chorei pelo meu pai e pela minha mãe.

No outro dia eu fui visitar o túmulo dos dois... Naquele dia eu decidi mudar. Não seria mais a Melanie quietinha e boba. Não seria mais uma criança. Eu iria mudar, para sempre.

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Fui para um orfanato em Bowling Green. Era uma bela cidade.

Nunca me adaptei aquele lugar.

Os anos se passaram. Eu me tornei uma adolecente meio "deliquente", rebelde... Saía escondida com os amigos do orfanato e da escola, ia a festas, bebia e até aprendi a fazer ligação direta nos carros. Fazíamos isso para pegar alguns carros legais para dirigir a noite toda e depois jogá-lo em algum lugar no meio do nada.

Essa foi a minha adolescencia....problemática, pertubada...

Mais aí veio a salvação... para me tirar do tédio daquela vida monótona e chata de aventuras perigosas e ridículas...

Veio o apocalipse...

FLASHBACK OFF"

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Notas finais
Gostaram?
Só eu que senti pena da Mel?