Notas iniciais
Gente, eu tardo, mas não falho! Aquelas, quero terminar essa história esse ano ainda, socorro! xD Suas lindas e maravilhosas, mais uma vez agradeço os coments lindos, vocês são fofas demais, não mereço tanto carinho ♥. Tenho as melhores leitoras do planeta, já cansei de falar =D. Espero que vocês gostem desse capítulo. Trouxe a Camila, gente xD, cheguei numa cena que eu queria ter escrito há muito tempo, a do aeroporto ♥, dela se encontrando com... Nha, leiam aí ♥ BJo, suas lindas!

O Eldorado estava incrivelmente cheio naquela tarde, as pessoas se apinhando no desembarque a esperar os recém-chegados. E Betty não podia acreditar que estava ali, com Armando, para esperar a chegada de Camila, cujo voo estava um pouco atrasado... Cedera por um momento às ideias mirabolantes do noivo, atitude da qual se arrependia como nunca... Mas Armando fora de uma rapidez para arquitetar tudo que o arrependimento veio tarde demais.

Não era à toa, no entanto. Se bem se lembrava, o último momento de tranquilidade que teve com ele foi naquele mesmo dia em que se reuniram com seus pais, para falar do casamento. Seus lábios se desdobraram em um sorriso:

Lembrava-se de chegarem ao apartamento de Armando, dele jogando a chave do carro em qualquer lugar e abraçando-a por trás. Em seguida, levantou-lhe a mão e acariciou o dedo com a aliança posta:

— Agora é pra valer, verdade, Betty? Quero que resolvamos isso o mais brevemente possível. Por mim, fugiríamos agora para os Estados Unidos e nos casaríamos nem que fosse em Las Vegas...

Betty sorriu:

— Eu seria deserdada se o fizesse, você sabe. Mas mentiria se dissesse que não tenho essa mesma vontade...

Ele virou-a para si e deslizou a mão para os botões da sua blusa, desabotoando um por um, enquanto ela desfazia-lhe o nó da gravata.

— Imagina, Betty, que, em breve, estarmos juntinhos será uma rotina...

Dito isso, e deitando sua blusa e sua saia ao chão, ele carregou-a direto para a cama.

Por mais que o desejo o devorasse por dentro, não teve pressa em explorar-lhe o corpo e deixar ser igualmente explorado. Betty já o conhecia o suficiente para saber do que ele gostava e de como o gostava Ele também o sabia; e sabendo-o, pensava em como poderia se cansar de vê-la contorcer-se à mercê dele da maneira que o fazia sempre que ele a tocava em um ponto fraco. Impossível, apenas! Chegava a ser perigoso uma pessoa conhecer outra assim, tão a fundo. Mas não ela, nunca ela.

Depois de colocar o preservativo, ele deitou-se na cama e trouxe-a por cima. Montando-o, Betty ditou o ritmo daquele momento, surpreendendo-o pela paixão com que se movimentava, ao borde da perda de si e do controle. Se não chegaram ao orgasmo juntos, a sincronia foi perdida por poucos instantes.

Betty voltou à realidade com o som do beijo estalado que ele lhe deu na testa.

— Em que parte você estava, mi amor?

Ela beijou-lhe o rosto em resposta:

— Estava justamente naquele dia em que fomos para seu apartamento depois de nos reunirmos com seus pais.

Armando deitou a cabeça em seu ombro, escondendo-se em seus cabelos:

— Ah, mi amor, leva-me para lá também!

Betty sorriu, ainda que um pouco doída. Desse dia até aquele momento já passara um mês, e por uma ou duas “rapidinhas” que fizera com Armando em lugares não apropriados (como na reunião para orçar o buffet, junto com os pais dele, e num dos possíveis locais da festa, que foram com os pais dela), a verdade é que já não dispunham de tempo juntos sem que as brigas constantes pelas discordâncias entre sua família e a família de Armando não os desgastasse por completo e não os fizessem eles mesmos brigarem várias vezes defendendo seus próprios lados.

E seu Hermes insistia o tempo para que as duas famílias se reunissem, de modo a poder discutir isso juntos, fazer isso juntos. Na cabeça de Betty era como declarar a 3ª guerra mundial e acabar de vez com o noivado deles. Nisso, de certo modo, concordava Armando. Ele estava acostumado com as loucuras do sogro, mas sabia que tinha sido devidamente preparado para isso por longos períodos. Poderia ser um choque grande forçar uma convivência plena, ainda mais nessas situações.

De modo que propôs que viesse a irmã a dar uma ajuda. Ela poderia estar com Don Hermes sem que isso lhes custasse o casamento. Camila tinha bom gosto, era paciente e econômica como ninguém. Só não poderiam contar que, do outro lado, Doña Margarita estava a par de tudo. Mas isso era apenas um detalhe...

— Armando, isso pode quebrar sua família no meio — Betty disse poucos momentos antes de ele ligar para a irmã.

— Não vai acontecer nada de mais, Betty! Vai dar tudo certo! Basta que Camila acompanhe a Don Hermes, e o ajude. Nós continuamos passando as ideias do lado dele para minha mãe. Ela nunca nem vai saber que a Camila estará envolvida nisso. E para a Camila, contamos que gostaríamos que ela nos ajudasse. Ela também não precisa saber que mamãe está cuidando dos preparativos. Isso vai nos ajudar a limpar essa atmosfera horrível à nossa volta e vai nos ajudar a concentrar no trabalho, que está uma desordem em vista do nosso desgaste. Sem contar que... ay, Betty, preciso estar contigo...

Como resistir àquela expressão abandonada que ele lhe dirigia?

— Mas que diabos aconteceu com esse voo? — ele resmungou olhando para o relógio e trazendo-a outra vez para aquela realidade.

— Você quer se informar de novo com a empresa?

— Sim, porque diz no painel que ele chegou, mas nada da Camila até agora...

Betty então se virou para sair dali, mas estancou onde estava. Viu-se incapaz de se mover diante da figura que notou a poucos metros dali: Daniel Valência. Seu sangue gelou imediatamente. Desde o dia em que ambos o expulsaram da empresa não tiveram mais notícias suas. Naquele agora ele se materializava ali. Ele olhava o relógio insistente como Armando até que seus olhos se encontraram com o dela, o que o fez revirar os seus.

— Betty, mas o quê... — Armando ia dizendo, até que viu o mesmo que ela.

— Ah, mas é muita cara-de-pau... Que cruz!

Ela sentiu o braço dele puxando-a em direção a Daniel. No entanto, nesse intervalo mínimo, Armando viu alguém lhe acenar desde o desembarque: era Camila, por fim! Isso o fez voltar as atenções todas para ela, que se aproximou dele correndo, puxando o carrinho com uma mão e um menininho por outra: deveria ser Miguel Ângelo.

O abraço foi bem mais rápido que ele esperava. Deveria ter o quê?, uns cinco anos que não se viam, de fato? No entanto, ela simplesmente pediu que olhassem o menino rapidinho que ela já voltava.

Armando semicerrou os olhos, enquanto via-a se precipitar sobre a multidão. Por isso ele não esperava, dentre todas as coisas.

— Como ele soube que ela viria?

Betty apenas não entendeu.


***

— Daniel! — Quando Camila o alcançou, ele já estava no meio do estacionamento do aeroporto.

Daniel respirou fundo: seria muito mais prudente continuar caminhando. Seria muito mais prudente, na verdade, sequer haver ido... Mas o retorno dela a Bogotá era impossível de ser ignorado. A presença dela era algo impossível de ser ignorado... Droga!, e depois de tanto tempo...!

Virou-se, no que sentiu os braços femininos em volta do seu pescoço e não quis pensar em nada que não fosse prendê-la junto de si, pelo tempo que fosse, já que nunca era muito.

— Pensei que você não voltaria nunca mais... — foi o que ele conseguiu dizer, a maior verdade dentre todas.

— Cheguei a pensar o mesmo — ela disse ligeiramente ofegante. — Mas que bom que voltei e nos encontramos.

— Foi uma coincidência — mentiu, descarado. — Acabei de deixar uma comitiva de empresários para retornar a seus países.

— Entendo... Uma feliz coincidência — os olhos marejados contrastavam com o sorriso.

Ele chegou a avançar um passo para ela, diante do desenho de seu rosto, porém viu, com uma força muito maior do que podia suportar, a criança que ela trouxera enlaçando sua mão. Viu, em seguida, Betty e Armando aproximar-se para terminar de compor aquele quadro aterrador, o que o fez olhar o relógio sem o ver.

— Estou atrasado para um compromisso com ministro das finanças, de modo que preciso ir.

E saiu sem olhar para trás.

Betty escutou-a respirar fundo, como que tirando forças de algum lugar bem difícil, e então ela se virou, dando outro abraço no irmão, demorado dessa vez. Só ali ela havia realmente chegado.

— Camila, promete que você não vai se aproximar desse traste! — Armando disse, enciumado. — Ainda mais depois de tudo o que ele fez para mim e para Betty, é impensável que você ainda possa nutrir qualquer consideração por ele.

Betty estranhou as palavras de Armando. Naquele cenário em que os dois estavam pintados não cabia uma mera “consideração”.

Camila deu um beijo estalado no rosto dele:

— Não se preocupe, cariño. Não creio que ele vá querer se aproximar de mim, de todos os modos. — E, virando-se para Betty. — Você deve ser a Beatriz, a que resgatou meu irmão do inferno.

Foi só então que Betty teve tempo de olhá-la com calma, constatando, com um sorriso, a semelhança dela com Armando: o cabelo curto, negro, os olhos grandes e a boca pequena... Ela só parecia muito mais calma que ele, e nisso seu semblante se aproximava um pouco ao de Doña Margarita.

— Prazer, Camila, muito prazer mesmo em finalmente te conhecer.

— O prazer é meu, minha querida. Fiquei muito honrada com o convite para ser a madrinha de casamento de vocês. E como uma boa “bridesmaid” pretendo ajudar no que for preciso. E gostariam que vocês conhecessem meu bebê, o Miguel Ângelo.

Betty se abaixou na altura dele:

— Esse já acabamos de conhecer! Um perfeito cavalheiro!

Armando então o pegou no colo, fazendo brincadeiras com ele. Não o conhecia, mas foi como se o conhecesse, porque o menino se sentiu muito à vontade com o tio desde o início. Em seguida ele agradeceu o elogio de Betty com um sotaque francês pesado, musicado em um espanhol perfeito para uma criança de 4 anos.

Finalmente foram para casa, com Beatriz atualizando Camila sobre tudo o que tinha sido feito e tudo o que faltava fazer a respeito do casamento, tomando o devido cuidado de excluir a participação de Doña Margarita do que quer que fosse.

Notas finais
Espero que tenham gostado, gente! Mais uma vez desculpem a demora, mas eu não vou abandonar a história, apenas demoro mesmo XD Obrigada por seguirem comigo, vocês são perfect demais