Notas iniciais
Gente, tô vivaa! Eu sempre com a promessa de escrever rápido, mas não dou conta! Vamos como vamos xD Feliz ano novo pra todo mundo, minha meta de 2015 é terminar essa fic haha. Hoje é só um dia comum na Ecomoda, da Betty querendo ser antiMarcela e quase entregando o Armando de bandeja xD. Enfim, boa leitura =3 E, gente, amo demais os coments de vocês, eu tô nessas de responder os coments, viu? Tô respodendo de todas as histórias, então pouco mais de paciência aí que eu já respondo. Amo cês tudo, suas maravilhosas!!!!

Betty entrou para seu escritório mais calma, sem dúvidas. Ao que parecia, Mireya não parecia uma ameaça... Lembrou-se dos primeiros dias dela própria na Ecomoda, da sua entrevista junto com Patrícia na sala de Armando, no desdém de Doñ..., de Marcela... Isso trouxe à memória recente o fato de que sequer havia cumprimentado Mireya e sentiu-se mal por isso, ela que não queria ser como sua antiga rival, já começava a agir como ela. Porém, não era bem assim, Betty não o fizera por susto e pelo alvoroço do quartel em volta da moça. De todos os modos, esse pensamento fez com que ela se projetasse para fora de sua sala e fosse em direção à mesa de Aura Maria, cegamente. Encontrou o posto de sua secretária vazio e pensou que elas estavam reunidas no seu famoso 911, mas não chegou a terminar o raciocínio, pois Armando saía de sua sala nesse mesmo minuto acompanhado da nova secretária, que tomava notas compulsivamente em um caderninho, parecendo captar tudo o que ele queria. Mireya parecia bastante cômoda com a situação e a figura de Armando não a intimidava como já havia intimidado tantas vezes a própria Betty.

– Algum problema, mi amor? — Betty escutou o eco da voz de Armando e a realidade foi se tornando nítida ao redor de si.

– Oh, Armando, perdão, não quis te atrapalhar...

– Não atrapalha, Betty, de jeito nenhum que atrapalha...

– Eu só queria cumprimentar a nova secretária. — E, dirigindo-se a ela, estendeu-lhe a mão direita. — Prazer, Mireya, eu sou a Beatriz. Seja bem-vinda de volta à Ecomoda. Esperamos que você possa nos ajudar a desenvolver nosso trabalho da melhor maneira possível e também que você se sinta bem e confortável na empresa.

– Prazer, Dona Beatriz...

– Não, por favor, me chame de Beatriz, ou Betty, que é a maneira como todas me chamam.

Mireya sorriu timidamente:

– Prometo dar tudo de mim para que o trabalho possa render o máximo possível, Beatriz. Qualquer coisa de que precise, pode contar comigo.

– Você conseguindo apoiar o Armando, já será uma grande ajuda. É tudo de que precisamos no momento — ela lançou a ele um olhar terno. — Os projetos dele são os de maior prioridade na nossa empresa, sem dúvidas.

– Certo. Podem contar comigo. — Mireya também olhava Armando, o que incomodou um pouco a Betty que chocou as mãos fazendo barulho.

– Então, voltemos aos nossos postos, verdade? — disse soltando sua risada característica.

E aquele foi um dia movimentado. O telefone da presidência soou o dia inteiro, e seu Hermes corria para lá e para cá, fazendo contas e verificando números com os respectivos setores da empresa, checando documentos (obviamente, ele poderia
pedir as secretárias que o ajudassem com essas diligências, mas cada uma estava afogada no próprio trabalho que mal tinham tempo para dar atenção aos próprios chefes).

Era bem verdade que o caos do dia era resultado de todo o trabalho realizado na Venezuela, o que era muito bom, mas triplicou o volume de trabalho, além de que era um trabalho muito diferente do realizado com a filial de Palm Beach, sendo esta apenas uma extensão da parte comercial da Ecomoda. Na Venezuela, as coleções seriam também produzidas lá, apresentadas lá, tudo sob o olhar de Alejandra. Mas isso não anulava o fato de que tudo precisava passar pelo aval da presidente, ou seja, ela própria.

Quando a hora do almoço chegou, Betty olhou para o relógio e ficou esperando que Armando aparecesse na porta para chamá-la a almoçar. Sabia que poderia ir lá e fazer o convite ela mesma, porém não queria atrapalhar o trabalho deles. Queria menos ainda parecer intrometida, ir até lá só para ver o que eles estavam fazendo, verificar a outra, cena de que fora vítima tantas vezes no passado. Como havia muito trabalho a fazer, principalmente no que dizia respeito a toda estratégia referente à próxima coleção, ligou para Aura Maria e pediu-lhe que, antes que a amiga fosse almoçar, pedisse um almoço para ela e o pai. Pediu também que ela fizesse-lhe o favor de avisar Armando que almoçaria na empresa, que ele ficasse livre para almoçar sozinho, ou com Mireya se fosse necessário. Tendo desligado o telefone, sentiu que tirava um peso do peito. Pelo menos daquela ansiedade de esperar por ele e ele não aparecer, havia se livrado. Voltou ao seus afazeres.

Bem verdade, o dia passou como um raio. E ela só se deu conta quando Don Hermes saiu de sua saleta e disse que era hora de ir. Seu Hermes olhou em volta:

– E onde está Armando?

– Não sei, papai. Mas penso que ele deva estar cheio de coisa para fazer. Há muito que colocar em dia, e muito que projetar também.

– Pelo menos, com a contabilidade está tudo bem. Se Deus quiser, Betty, esse é o último mês de embargo da Ecomoda. Com as entradas da Venezuela, vamos, finalmente, nos livrar desse suplício.

Betty suspirou. Era verdade. Havia estado tão contente na Venezuela que esquecera-se de que aceitara o pedido de casamento de Armando com a Ecomoda ainda em seu poder. O que diriam todas as pessoas disso? Era melhor que esperasse estar tudo certo com a empresa para oficializar esse noivado... Só precisava dizer isso para ele.

Nesse momento, Armando apareceu, pedindo licença a Seu Hermes:

– Já vamos? — Seu Hermes disse, mais uma vez consultando o relógio.

– Don Hermes, eu vim pedir desculpas, não tenho condições de levar vocês hoje, estou ainda um pouco atolado de trabalho e...

– Você quer que eu fique para te ajudar? — Betty perguntou querendo que ele dissesse "sim".

– Vá para casa descansar, mi amor, não se preocupe, Mireya vai ficar aqui. Eu preciso muito que ela esteja afiada, porque, imagina, meus pais estão vindo depois de amanhã e quer uma ideia do que foi a Venezuela e um reporte do meu projeto... Você entende, não é? MEU projeto.

Betty entendeu que, muito mais do que saber da empresa, os pais de Armando queriam saber do desempenho dele na empresa.

– Mas se Don Roberto e Doña Margarida vêm — intrometeu-se Don Hermes — farei também um reporte detalhado sobre as finanças da empresa com Nicolas!

– Não tem necessidade, Don Hermes — Armando estava constrangido. Explicar-se nesse sentido era simplesmente embaraçoso. Sempre lembrar-se da incompetência, de tudo o que houve...

– Mas é claro que tem necessidade! Eles precisam ver que os dois estão indo bem! Além disso, estava agora comentando com Betty, tudo está dando certo, e se tudo continuar assim, esse é o último mês de embargo da empresa. Vocês estarão livres da TerraModa, e eu estarei livre desse peso nas minhas costas de uma vez por todas.

– Fico feliz, Don Hermes. E sinto muito por...

– Mi amor, não quero te segurar mais, então vá continuar seu trabalho, eu vou chamar um táxi.
Betty levantou-se e sua vontade era de pular no pescoço de Armando, mas se reteve, pela presença do pai. Pegou o telefone e pediu a Aura Maria que lhe chamasse um táxi.

Armando, então, foi até ela e lhe deu um selinho. Sua vontade era imensamente maior que isso, mas teve de se contentar, na presença incômoda do sogro. Em seguida saiu.

Quando Aura Maria ligou de novo avisando que o táxi já estava na porta, Betty e o pai saíram sob os olhares curiosos do quartel. Betty ainda teve tempo de ver Armando absorto no seu trabalho com Mireya, na sala que mantinha a porta aberta. Quis sorrir diante da concentração dele, mas não pôde.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Mais uma vez, obrigada pela leitura e pela paciência, gente linda e maravilhosa