Um Novo Despertar

4 Paranóia - Denise?


Notas iniciais
Espero que gostem *-*

O caminho para o baile foi calmo, sem mais aparições da Denise fantasma.

— Cebola... — Carmen começou a dizer.

— O que foi?

— Você também ouviu o que a Denise fantasma disse?

— Não. — Ele mentiu. Não queria comentar sobre o que ela havia feito com sua cabeça.

— Ela me chamou de traidora. — Carmen afastou o olhar. — Mas eu nunca a traí.

Cebola olhou para trás, procurando algum ser sem rosto.

— É porque ela não era sua Denise. — O olhar dele estava longe. — A Denise que a gente conhece tem rosto, bem bonitinho por sinal.

— Você não tem jeito mesmo. — Carmen empinou o nariz. — parece que você só olha a beleza das meninas...

— Nem vem com essa. — Ele reclamou. — Se eu só olhasse a beleza de uma menina, ficaria com você.

— Está me dizendo que só vê meu corpo? — Carmen estava perplexa.

— A Mônica é forte e cheia de atitude, a Denise é inteligente e malvada, a Irene é fofa e a Xabéu... — Ele suspirou. — Ah a Xabéu...

— E eu? O que eu sou para você?

— Você é bonita, mas fresca e metida. É só o que você mostra.

— Seu... Seu descarado! — Ela gritou. — Não me surpreende não ter conseguido namorar ninguém por mais de três dias, é assim que fala com as garotas?

— É a verdade! — Ele a encarou. — Mas eu não digo isso para as garotas, digo para você.

Seu semblante estava fechado.

— Do que você está falando?

O garoto franziu o cenho.

— É você "Calminha" você! Acha que não notei? Você vai me lrair, você quer ficar aqui onde é rica, famosa e casada comigo! Você não quer voltar para o limoeiro!

— Eu nunca disse isso! — Ela o olhou com raiva. — Você não me conhece Cebola, não pode sair afirmando o que não sabe!

— Eu sei muito bem o tipo de gentinha que você é. Só se preocupa com estética, só se preocupa com você. Vê se cresce Carmen, você não é o centro do mundo!

— Acalmem-se os dois. — Xaveco resolveu interferir, colocando a bengala entre Cebola e Carmen. — O Sr. Cebola está sob o efeito de Paranóia, não vai confiar em ninguém a menos que seja curado.

— Essa criatura já nasceu doente mental. — Carmen cruzou os braços. — Dominar o mundo... Tá achando que é algum vilão de desenho animado?

— Para de me avacalhar!

— Quer o mundo para si e depois eu é quem sou egoísta. Se olha no espelho.

— Eu mandei parar. — Xaveco repetiu. — Vocês tem que confiar um no outro para vencer, é o único jeito.

— Dá pra explicar o que está acontecendo? — Cebola colocou a mão na testa. — Eu não sei o que está acontecendo comigo.

— Eu acho que o Demônio está de volta.* — A expressão de Xaveco era sombria.

— Explica direito. — Carmen já estava perdendo a paciência.

— Lembra da história da bruxa e do demônio? O nome do Demônio é Paranóia. Ele não é mal como todos pensam, só confuso...

— Então o Demônio está em mim? — Cebola apertou o próprio pescoço. — Sai Satanás! Deus é maior! Sai desse corpo que não te pertence! Exorcizo te omminus espiritus...

— Fica frio. — Carmen interviu. — Ninguém quer chegar perto do seu corpo, nem mesmo um demônio.

— Sua...

— Deixa eu explicar: Cebola vai ficar paranóico e isso vai piorar, até ficar louco de vez, violento, te matar e te devorar.

— Eu não quero que ele me coma, em nenhum sentido! Como a gente para isso?

— Sacrificando seu primeiro filho.

Carmen ficou sem palavras. Não... ela jamais faria isso.

— Hey Careca! — A voz vinha do final da rua. — Finalmente a gente achou vocês.

—Cascão? — Cebola estranhou.

— Em carne, osso e glamour.

—Não rouba minha frase, vacilão!- Denise deu lhe tapa.

— Precisava mesmo disso?

— Claro, porque...

O abraço interrompeu a fala.

— Obrigado meu Deus! Que saudade de você!- Disse o Xaveco Vitoriano. — Achei que tinha te perdido pra sempre! Como conseguiu escapar da...

Denise o empurrou e deu-lhe um tapa no rosto.

— Que palhaçada é essa? Tá achando que Denise é bagunça pra versões seduzentes do Xaveco vir e pegar é?

— Você é nossa Denise! — Exclamou Cebola.

— Por que...

O abraço interrompeu-a novamente. Dessa vez foi de Carmen.

— Foi ho-horrível. — Ela soluçou. — Estou feliz em te ver...

— Calma amiga... — Ela disse. — O que aconteceu contigo mulher?

— Você... Morreu.

Os olhos de Denise arregalaram.

— Então você é um fantasma? — Cascão perguntou. — Que maneiro! Conta aí como é ser o Danny Phantom.

— Deve ser massa! — Ela sorriu. — Aí eu posso atravessar paredes, voar e...

— Não, Srta. Denise. — Xaveco entrou na conversa. — Não é uma experiência agradável.

— Bengala, terno, cabelo penteado... — Ela o encarou. — Qual é a do Xaveco elegante?

— É muita coisa para explicar. — Disse Cebola. — Te conto no caminho.

— Caminho pra onde?

— Não importa. — Disse Sophia. — Desde que tenha comida, vou com você pra qualquer lugar.

— Vai ter muita comida. — Carmen disse, ainda agarrada à amiga. — Afinal é nossa festa de noivado.

~'*-*'~

A festa estava bombando, era refinada e com a melhor decoração que o dinheiro pode comprar. Taças de cristal enfeitavam a mesa, os vestidos mais bonitos se encontravam ali, porém...

— Por que tem tão pouca gente? — Carmen questionou.

— Vai ver o Cebola só convidou a galera em que confia. — Observou Denise. — Na lista tem apenas o nome dele.

— Para de me avacalhar, criatura. Eu estou bem agora! — Cebola a encarou.

— Então por que tá revistando o Cascão?

Cebola olhou para suas mãos, que estavam no bolso do amigo.

— Qual é Careca... Você sabe muito bem que o dinheio fica dentro da cueca...

— Eu não precisava saber disso. — Carmen o olhou corando.

— Eu precisava. — Denise sorriu. — Isso vai pro meu blog, tira uma Selfie comigo, melhor amigo.

Ela pegou o celular e forçou o Cascão e o forçou a aparecer na foto.

— Eu ja disse que ele é o meu melhor amigo! — Cebola reclamou.

— Você roubou a minha, tá até noivando com ela.

— Então eu sou sua melhor amiga? — Carmen a encarou. — Não tinha me trocado pela baleia ambulante?

— Ah, eu troquei. — Denise se mostrou indiferente. — Só disse isso porque ela tá ocupada comendo seus doces ali e não vai ouvir. Alem de que quero esse vestido MA-RA-VI-LIN-DO para mim.

— Você acaba de perder o vestido. — Carmen decidiu cumprimentar os poucos convidados que sobraram.

— Pega leve com ela, Denise. — Cebola reclamou. — A Carmen não tá acostumada a enfrentar fantasmas ou realidades alternativas, isso tudo é muito novo pra ela e...

— Ah vegetal, não enche. — Denise o empurrou. — Mesmo você sendo o noivo dela aqui, ela ainda é minha melhor amiga, eu sei o que estou fazendo.

— Machucando-a? Porque é o que parece.

— Ela precisa disso.

— Precisa o escambau! — Cebola explodiu, mas sua voz não passava de um sussurro. — A Denise que conheço jamais faria mais que um leve Bullying. Você está desprezando-a, ela não merece isso.

— Ela me abandonou.

— VOCÊ a abandonou. A culpa é sua. Que tipo de monstro você virou, Denise?

— Eu monstro? Calma aí monamu, foi você que pegou o gato encapetado lá, não eu.

— Você vai me trair não é? É uma peça do Crocodilo querendo me ferrar, você não pode ser a Denise...

— E você não pode ser mais retardado. Qual é, você me conhece.

Cebola apertou seus ombros com força.

— Você tá me machucando! — Ela reclamou.

— Careca, pega leve! — Cascão o afastou. — Ela é uma menina, se esqueceu.

— Pode até ser, mas ela não é a Denise. — Cebola afastou o Cascão. — Se você machucar a Carmen, eu vou acabar com sua vida.

Após a ameaça, ele saiu, deixando Denise e Cascão para trás.

— Isso foi assustador... — Disse Denise.

— Nem me fala. — Cascão ajudou a massagear seus ombros. — Você está bem.

— Bem melhor do que ele. Está acontecendo, vê?

— Acontecendo o que? — Cascão não estava entendendo.

— O futuro do qual o Xavecão veio. Ele não virou um Ciborgue, mas está ficando mal e... Louco.

— Por isso vocês tem que levar o paranóia. — Xaveco apareceu do nada, com o Blazer aberto e a gravata voando. — Ele não tem tanto poder fora desse mundo.

— Como sabe que somos de outro mundo? — Denise perguntou. Duvidava que Cebola disse isso para ele.

Xaveco se limitou a sorrir.

~'*-*'~

Uns 15 minutos depois, os convidados do baile começaram a chegar. Uma Mônica alternativa acompanhada por uma Magali alternativa vieram cumprimentá-lo. Nenhuma das duas se assustaram com Denise, porque ninguém sabia que ela havia sido levada a não ser Xaveco.

Estava divertido, até começarem as músicas.

— Avril Lavigne, covers de Avril... — Cascão estava procurando discos de vinil melhores para colocar, mas só tinha Avril Lavigne. — Poh Careca, não tem Reacionais? Região urbana ou Sistema pra Cima? Aqui só tem música de menina...

— Nesse mundo não toca nada que não seja Avril Lavigne. Eu não te disse?

Denise olhou para seu celular.

— Nem me fale... Minhas músicas do Zé Beto e Cispriano desapareceram, so Ruan Cantana, Até da Lady Fala... Buaaaaaa!!

— Affs, para de chororô. — Reclamou Carmen. — Vai acabar com o Clima da festa.

— Come algo pra animar, amiga. — Sofia enfiou um pedaço de batata quente com queijo em sua boca.

— Isso tá uma delícia... Ó grande deus dos Potatoes, obrigado por essa maravilha...

— De nada.

Denise se virou.

Quim estava usando terno e segurando uma bandeja.

— Amiga me segura! Eu não resisto à homens que cozinham...

— Tá parecendo a Magali... — Cascão afirmou.

— Por que não prova isso? — Ele lhe entregou um mini pratinho que continha uma espécie de doce. — Eu o chamo de...

— Não interessa como você chama. — Magali o puxou. — Preciso de você agora para aquela... coisa importante.

— Eu tô trabalhando, amor.

— Não importa! — O ciúme era evidente em sua voz. — Vem dançar.

Ela praticamente saiu arrastando-o.

— Isso é muito feio, Denise... — Comentou Sophia.

— Feio o que? Comer esse... O que é isso?

— É feio porque você já tem o Xaveco.

— Deus me livre. Vai jogar mandinga em outra, não tenho nada com ele.

— Conta pra ele.

Sofia, discretamente, esticou o braço e apontou para a direção do garoto loiro, que fitava Quim com uma expressão assassina.

— Er...

— Srta. — Uma voz se fez ouvir. — dança comigo?

Denise olhou para o homem, que era a cara do Titi.

— Eu adoraria e...

— Perdão Srt. Denise. — Ele se curvou. — Mas me referia à sua amiga.

Ele estendeu a mão para Sophia.

— Me concede essa dança?

— Tudo bem para você, Denise? — Ela perguntou.

—Er... Cla-claro. Vai com tudo amiga.

O casal recém formado estava partindo rumo à pista de dança.

"Que micão..." Pensou Denise. Ela havia esquecido de que suas dicas de moda compensavam a antiga feiura da amiga, vestida em um daqueles vestidos caros da Carmen então... Sophia era linda.

— Srt. — Chamou uma voz conhecida. — Parece que sobramos nós dois, seria o destino.

— Não acredito em Destino. — Denise não o encarou.

— Bem... de qualquer forma, dance comigo? Seria falta de educação não dançar na festa de sua melhor amiga.

— Ela não é minha melhor amiga.

— Sim, ela é. Não minta para si mesma.

— Se eu aceitar essa dança, você cala a boca?

— Vou tentar.

A dança começou, ao som de Let me Go da... Acho que não preciso nem dizer.

Cebola bailava com Carmen com um sorriso no rosto, parecia ter esquecido o Paranóia. Magali mantia Quim o mais longe possível de Denise, Cascão dançava com uma menina que ela não conhecia, muito mal aliás, mas a Mônica... Ela estava sentada no canto tomando aquele líquido vermelho. Era a única que não tinha par. Denise achou estranho.

— Então boy... Como era a Denise daqui?

— Ah, ela era linda... Igual a você.

— Isso é meio estranho... — Ele a girou. — A Magali daqui é ciumenta, a Mônica é delicadinha, o Titi é cavalheiro e você é elegante. A Denise daqui tinha que, no mínimo, se vestir mal...

— Não era assim que eu me lembrava...

— Claro, você não se lembra de nada sobre ela, porque não viveu com ela.

— Do que está falando exatamente?

— Nessa festa tem um homem para cada mulher, exatamente. Sei disso porque a Carmen é perfeccionista demais, mas está sobrando uma. Sabe explicar o por quê?

— Não...

— Mas eu sei. Não era para eu estar aqui e você tinha que ser o par dela. O Xaveco morreu também, não é?

Risos se ouviram.

— Ora Ora, você é mais esperta do que eu pensava.

— Claro, afinal você é o único que me subestima, não é? Do Contra.

Xaveco a soltou e ficou de costas para ela. Sua forma se mudou para a de um rapaz bem diferente, que usava uma camiseta preta da Avril Lavigne ao contrário, tinha cabelos arrepiados e usava calças Jeans.

Ela pôde ouvir risinhos, mas não viu seu rosto.

— Isso vai ficar bem divertido. — Disse o Jovem.

Notas finais
Espero que tenham gostado mesmo, tô bem feliz que alguém esteja lendo, mesmo não deixando reviews kkk. Contr me o que achou, um beijo indecente na sua boca e até o próximo. *Referência a Take me Down - The Pretty Reckless