Notas iniciais
sei que demorei, de novo... mas a inspiração está tão longe quanto Lorien, ou a possibilidade de ter Dianna de volta em Glee

Já se passou uma semana do ocorrido, ou como eu prefiro chamar “o primeiro beijo entre Rachel e eu”, e aqui estava eu esperando a Santana para conversar. Para se ver como estou desesperada, estava precisando conversar com a Satã.

— Santana, vai vir?

— Q, eu estou com a Britt. – Ela falou com uma voz que demonstrava que estava contrariada.

— Mas S, eu preciso falar com você. – Falei com voz manhosa, apelando para o lado sentimental dela.

— Tudo bem Fabray, mas a Britt-Britt vai comigo.

— Melhor ainda, amo vocês.

— Me conta uma novidade.

Depois de desligar o telefone, fui para a cozinha falar com a minha mãe, disse a ela que as meninas estavam indo em casa, como sempre ela não se importou, pelo contrário, ela adorou. Nunca vi, minha mãe gosta mais da Britt que de mim, fala sério.

Hoje a Rachel só viria de tarde, por ser sábado e ela ter aula de ballet na parte da manhã, então eu aproveitei isso e chamei a Sant para conversar e me ajudar a fazer algo especial para a minha baixinha.

Elas chegaram quando eu estava comendo, e aquelas folgadonas aproveitaram e comeram também. Mas não posso culpa-las, minha mãe tem uma ótima mão para cozinhar.

Depois que comemos fomos para o meu quarto.

— Como assim, vocês estão juntas e você não me fala nada?

Essa é a primeira coisa que escuto quando passo pela porta.

— Calma B, aconteceu esses dias, não tive nem tempo para te contar.

— Mas você pediu a ajuda da Sant, ela já sabia que você iria tentar.

— Desculpa, é que eu estava apavorada e queria que tudo acontecesse rápido e não pensei direito, — nessa hora Santana soltou um “Hey” que foi totalmente ignorado – a única que me veio na cabeça foi a S, por que ela já passou por isso, entede? – ela assentiu – Me desculpa mesmo Britt. E como eu já pedi a ajuda da Santana na hora de tomar o primeiro passo, eu quero te pedir ajuda no segundo, que eu quero que seja bem especial.

— Nossa Q, você não perde tempo mesmo hein; já vai leva-la para a cama?

— Claro que não Santana, vou pedir ela em namoro.

— Já? – As duas falaram ao mesmo tempo, uma em tom de surpresa e a outra em expectativa.

— Eu já esperei tempo demais para ficar com ela, então eu vou fazer tudo certo, e eu não vejo a hora de mostrar a todos que ela é minha.

— E esse “todos”, é alguém em especial? – Brittany falou sugestivamente, e eu sabia o que ela estava insinuando.

— Em partes, eu quero mesmo esfregar isso na cara dele. Mostrar que ele perdeu a pessoa mais incrível do mundo. Só que mais que tudo eu quero mostrar para ele que ela é minha agora, e que ele não pode mais dar em cima dela.

— Quinnie ciumenta? Nunca tinha visto isso.

— É porque eu nunca tive motivo B, mas ela é muito importante para mim, e agora eu não posso suportar perde-la.

— Hey, para tudo aí. Quinn, vocês ficaram faz só uma semana, coloca os pés no chão. Eu sei que isso que vocês citaram é o mundo perfeito, mas não vivemos em um mudo perfeito, você tem que conversar com ela primeiro, ver como vai ficar a situação de vocês duas. Sei que já esperou muito tempo por isso Q, então vai com calma; como você mesma disse, faz tudo certo. Tenho certeza que ela não vai te rejeitar, porque também, quem em sã consciência faria isso? – revirei os olhos enquanto as duas bobonas riam. – Mas tem que ir devagar. – Santana realmente é incrível quando ela quer.

— Não acredito. – Eu falei com um espanto fingido.

— O que foi? – As duas me perguntaram preocupadas.

— Santana está demonstrando o quanto me ama, que fofa!

— Para de ser idiota Fabray, só estou falando porque depois se caso acontecer alguma coisa, sou eu quem vai ter que aguentar você lamentando pelos cantos.

— Uhum, sei. Mas relaxa S, eu sei de tudo isso. Vou fazer tudo perfeito, e vou tê-la para mim. Mas sei também que tenho que conversar com ela primeiro. É o mais importante.

— Exatamente.

— Já que vocês já acabaram, será que dá pra gente começar a planejar o pedido perfeito? – Britanny nos fez voltar ao foco.

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Depois de planejarmos tudo, e comermos, as meninas foram embora. Estava tudo certo para o próximo fim de semana.

Eu tinha almoçado a algum tempo e já estava ansiosa, claro, por que Rachel ainda não tinha chego. Ela me disse que estaria aqui de tarde, e já é de tarde. Será que ela desistiu de mim? De ser minha amiga, ela finalmente notou que eu não a mereço nem como amiga, depois de tudo que fiz para ela?

Minha linha de raciocínio foi interrompida por uma morena, baixinha, com lindas pernas, adentrando no meu quarto.

— Sentiu minha falta? – ela pergunta vindo para a minha direção com um sorriso maravilhoso.

— Parece que faz uma semana que não te vejo.

— Eu fiquei aqui até tarde ontem Q, pare de ser dramática.

Ela veio até mim, me deu um selinho, que é como nos cumprimentamos agora, e se sentou ao meu lado.

— Eu aqui tentando ser romântica e você estragando tudo, valeu hein.

— Calma Quinnie, estou só brincando, também estou morrendo de saudade de você.

Eu a puxei pela cintura e a beijei, ela levou as mãos até o os meus cabelos, com isso fui incentivada e passei minha língua pelo seu lábio, pedindo permissão para aprofundar, permissão que foi concedida rapidamente. Nos perdemos uma na outra, perdemos a noção do tempo e de tudo, até que o ar nos falta. De uma semana pra cá a nossa “relação” evolo

— Então, cinema hoje?

— Está me chamando para um encontro Srt. Berry?

— Com certeza Srt. Fabray.

— E que filme vamos assistir?

— Por mais que eu queira te levar para assistir um filme romântico, nessa cidade não tem nenhum em cartaz, o melhor que tem é uma comédia chamada The Family, o resto são todos de terror. Sendo assim, vamos assistir a comédia.

— Já ouvi falar, está recebendo ótimas críticas.

— Oh, minha nerdizinha.

— ‘Sua” eu concordo, mas nerdizinha, não. – fiquei emburrada por causa do apelido.

— Nem ligo, é minha nerdizinha e pronto. E você está enrolando demais, vamos?

— Vamos baixinha.

— Que vingativa! – ela fala indignada. Rachel sai empurrando minha cadeira, nós falamos com a minha mãe e fomos para o cinema.

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Nós assistimos o filme, rimos um bocado e o mais engraçado era que a Belle Blake, a filha do casal do filme, interpretada pela atriz Dianna Agron, era extremamente parecida comigo. Tipo, muito mesmo.

Estávamos indo para a praça de alimentação do shopping de Lima quando Rachel fala:

— Eu não gostei desse filme. – eu já tinha percebido que ela não estava tão feliz quanto ela normalmente fica quando vamos ao cinema.

— Por que Rach?

— Por nada, só não gostei.

— Hey, eu conheço você, o que teve no filme que você não gostou?

— É por causa daquela parte que a Belle... sabe... com o professor. A atriz é muito parecida com você, e eu não parei de achar que era você lá com o cara.

Assim que ela terminou de falar eu não me aguentei, eu ri, ri tanto que as pessoas ao redor começaram a me olhar como se eu fosse louca. Rachel estava com ciúme, e era um ciúme insano, por que não era eu no filme. Mas então a realização se fez presente: Rachel estava com ciúme de mim. Ela realmente gostava de mim. E saber disso só me fez ter mais certeza do que fazer no próximo final de semana.

Notas finais
espero que tenha agradado