Notas iniciais
desculpem-me por sumir, mas aconteceram coisas que me impossibilitaram de escrever, e a falta de criatividade também ajudou...
hoje eu estou postando, mas não me agrada o resultado final :(

- Agarra ela ué. Fácil.

Sim, quem acaba de me dar essa incrível ideia foi a Santana. Eu e o meu erro em pedir ajuda à ela. Não me arrependo de ter lhe contado sobre minha sexualidade e minha paixão por Rachel há alguns meses atrás, – claro que aguentar essas piadinhas e certos “conselhos” como esse me fazem repensar se não me arrependo mesmo – ela me ajudou muito, pois tinha passado por isso, com a Britt. Ela realmente foi uma amiga, e foi a partir desse episódio que criamos um vínculo de verdade, uma verdadeira amizade, hoje já a considero minha melhor amiga.

- SANTANA! Não é simples assim: Agarra ela.

- Por que não?

- Até a última vez que conferi, ela é hetero.

- Gayberry hetero? Acho que não. No mínimo bi ela é.

- Mesmo assim, ela não gosta de mim dessa forma. E eu sei que você vai falar que não precisa gostar pra ficar, mas eu não sou assim S.

- Tudo bem Q. vamos falar sério agora. Recapitulando: A ManHands...

- Para de chamar ela assim.

- Ok. A BERRY está te ajudando e você não consegue se segurar dentro das calças. – impossível não revirar os olhos com o modo de Santana falar – Basicamente é isso?

- Resumindo, sim, é isso.

- Então faça ela se apaixonar por você, seduza-a, cative-a, usa esse charme Fabray e seja galanteadora.

- Você está dizendo para eu conquista-la?

- Isso, essa é a palavra que eu estava procurando. Conquiste aquele anão de jardim, faça ela querer você loucamente.

- Okeey Sant, mas como?

- Chame ela pra assistir um filme, uma comédia romântica, encoste a mão “sem querer” na mão dela, fale como ela está linda e essas coisas bobinhas.

- Santana, está esquecendo algo bem importante. – ela faz uma careta que demonstra certa confusão – Eu não ando, como vou levar ela no cinema?

- Melhor ainda Quinn, vai ter que ser na sua cama mesmo! – e nesse momento, com esse sorriso diabólico e esse brilho no olhar, eu tenho certeza que Santana é descendente de Satanás.

- Oh não Sant.

- Começa agora a operação “Conquistando um Hobbit”.

----------------------------*-------------------------------

- Bom dia Q. – até que enfim ela chegou, já não aguentava mais a ansiedade.

- Bom dia linda. – como a Satã disse a operação começou.

- Linda? – ela disse envergonhada, mas com um sorriso no rosto, o que só me deu mais certeza para continuar.

- Claro, você é linda Rachel, tanto por dentro como por fora. – ela levanta os olhos pra mim que haviam abaixado no começo da minha fala e eu posso vê-los brilhando de um modo intenso, totalmente diferente de tudo que já vi nela, e seu rosto está todo vermelho – Não fique constrangida, apenas estou citando um fato.

- Você não está ajudando. – ela conseguiu ficar ainda mais vermelha. Com um momento de silencio desconfortável ela fala – Obrigada, eu acho... e isso é estranho vindo de você.

- Por que? – como assim estranho? Será que ela não considera a minha opinião?

- Porque você é tipo assim: perfeita. Cabelos louros, com essas longas madeixas, seus olhos são indescritíveis, seu sorriso tira o fôlego de qualquer um, seus traços suaves mas bem demarcados, isso sem falar no seu corpo né, que não tenho palavras, e olha que isso é difícil hein, me deixar sem palavras. – agora era eu quem estava vermelha que nem um tomate – E por tudo isso, ouvir você falando que eu sou linda é estranho, pois você é a personificação da própria beleza! Alguém que gosta de mitologia grega diria que você é Afrodite que desceu na Terra para quebrar alguns corações.

Quando foi que houve a inversão de papéis? Era pra eu estar falando essas coisas pra ela. Tenho que retomar o controle então.

- Eu quebro o seu coração?

- Com certeza. – ela respondeu no impulso, mas assim que falou colocou a mão na boca, como se fazendo isso as palavras voltassem pra dentro. A coloração que estava desaparecendo voltou fortemente as suas bochechas.

- Fico feliz com isso. – eu tinha que tranquiliza-la, pois senão era capaz dela fugir.

Ficamos em uma troca de olhares silenciosas por algum tempo, procurando informações escondidas nos olhos uma da outra. Até que não aguentei mais.

- Hoje a programação é uma Maratona de Saga, Harry Potter, pode ser? – eu prefiro Harry Potter à algum filme romântico, desculpe Sant mas sou uma geek enrustida.

- Eu ainda acho que todo mundo deveria saber sobre esse seu lado nerd, é fofo.

- Eu não sou nerd. – claro que pra eu mesma, eu admito, mas para os outros não, tenho minha reputação – Eu só gosto de Harry Potter ué.

- Uhum tá, e também de O Senhor dos Anéis, e de Naruto, Percy Jackson... e por aí vai.

- Coloca o filme por favor, depois deita aqui e fique quieta sua chata.

- Até a pouco tempo atrás era “linda”. – ela sussurrou e provavelmente não era pra eu ouvir, e enquanto ela colocava o primeiro filme eu falei.

- O que você prefere: chata linda ou linda chata? Eu particularmente prefiro o segundo.

- Desculpe, mas é para eu me deitar e ficar quieta.

Assim ela deitou ao meu lado e começou a olhar diretamente para a tela, fingindo estar super concentrada. Eu me irritei e a imitei, prestei atenção até os primeiros dez minutos, depois disso foi praticamente insuportável o silencio.

- Rachel, desculpa, eu não quis dizer desse jeito, é só que você estava falando um monte de coisa sobre eu ser nerd e eu não sou. Eu falei sem pensar, me desculpe. E o que eu falei é insano porque eu não sei mais viver sem ouvir sua voz. – com essa última declaração ela virou para mim e soltou aquele conhecido sorriso de 1000 watts.

---------------------------------*-----------------------------------

Estamos quase no fim do segundo filme e eu ainda não criei coragem pra tentar simplesmente encostar minha mão na dela. Mas então eu vi o tempo de filme, e só faltavam uns 25 minutos, eu tinha que agir agora, ou seria tarde demais.

Como sou o exemplo de coragem para todos, o máximo que consigo fazer é entrelaçar minha mão na dela. Pela minha visão periférica a vejo abrir um sorriso, e a acompanho automaticamente.

Ao longo do final do filme eu passei a acariciar suas mãos com meus dedos e com esse primeiro contato fomos nos aproximando, até que quando passaram os créditos, ela estava me usando de travesseiro, apoiada no meu peito. Nesse momento meu estomago ronca de forma vergonhosa.

- Hora de uma pausa para o lanche?

- Com certeza. – estou com uma fome monstro, por mais que não queira sair daqui, estou com muita fome.

Na cozinha minha mãe mais que perfeita já tinha preparado um lanche para nós duas, que comemos com gosto. Claro que minha mãe tinha de me deixar sem graça, por que senão não seria minha mãe. Histórias de como você era uma fofura comendo quando era pequena, é constrangedor, muito constrangedor.

Terminamos de comer e voltamos para meu quarto, ela colocou o filme e como se não tivéssemos interrompido de assistir, ela voltou a posição em que estávamos, apoiada sobre mim. A única diferença é que agora eu acariciava seus cabelos. Assistimos mais dois filmes até decidirmos parar e continuar no outro dia, então estávamos deitadas olhando uma para a outra e eu falei:

- Gostou dos flmes?

- Quinn, você já sabe a resposta. Quem não gosta de HP?

- Desculpa foi só pra puxar assunto.

- Haha, que fofa! – lá vem ela com esse fofa de novo.

Essa pode ser minha chance, sei que devo falar-lhe sobre meus sentimentos por ela.

- Não fala assim, isso é bullying. – minha frase de efeito

- Bullying? – rimos – Por que bullying?

- Por que não deve falar desse jeito comigo.

- Por que não Quinn? – ela fala de um jeito que me arrepia toda, voz rouca e baixa, e inconscientemente vamos nos aproximando.

- Por que assim eu me descontrolo e falo coisas que provavelmente você não queira.

- Que eu não queira? Quem disse que eu não quero?

Imagina, eu e ela deitadas na minha cama, uma de frente para a outra, com uns dez centímetros nos separando. Olho no olho, que as vezes caia para os lábios da outra. Imaginou? Pode entender como estou agora? Sim, exatamente assim. Estomago cheio de borboletas, minha vontade nublando meu raciocínio; se agra estou indo pra frente, para diminuir a distância? Ah sim, com toda certeza, mesmo minha razão gritando para eu voltar.

Fixo meu olhar no dela de novo, e vejo desejo, como resistir a isso? Impossível.

Ela quem toma a iniciativa, corta a distância. E sentir os lábios de Rachel é uma sensação incrível. Como se fosse meu primeiro beijo de novo. Assim como Finn descreveu como era me beijar, eu descrevo como é beijar Rachel, eu sinto fogos de artifícios, era como NY na noite de Ano Novo. Correndo o risco de ser clichê, beijar Rachel é a melhor coisa do mundo. E é exatamente nisso que penso no momento que consigo raciocinar. Não tem como alguém ser mais perfeito que ela, nem em um milhão de anos.

Notas finais
enfim, vou tentar postar o mais rápido possível :)