Um Novo Damon Salvatore ?
2 A Cherry está de volta.
Notas iniciais
O Brasil era um país bom para morar, mas Mystic Falls me atraia e principalmente pelo fato de Elena morar lá. Eu tinha acabado de chegar em Mystic Falls, peguei um taxi e fui em direção a casa de Elena, ela me esperava em frente a casa, junto com um garoto, ela veio correndo até mim e me abraçou.
- Cherry, quanto tempo!
- Elena, que bom te rever, minha vaca.
- Também te amo.
- Stefan, essa é Cherry. – O garoto dos olhos verdes sorriu e me deu um breve abraço.
-Cherry ? Cereja ?
- Por causa da música Cherry Bomb, da The Runaways e pela minha tatuagem, mas me chame de Nanda.
- Tudo bem, Nanda.
- Nanda ? O que aconteceu? Não gosta mais de ser chamada de Cherry ? – Elena perguntou.
- Sei lá, acho que atualmente sou menos explosiva. – Sorri.
- Vem, vamos entrar, Stefan ajude Nanda com as malas, por favor ?
- Claro. – Stefan respondeu.
Stefan me ajudou com as malas, levamos para o quarto em que Elena disse que seria meu, o quarto era enorme, com paredes roxas, uma cama de casal, um guarda – roupa, uma escrivaninha. Stefan foi embora com a promessa que a noite iria vim jantar com a gente.
Eu e Elena ficamos conversando a tarde inteira, quando chegou perto das 19:00 ela resolveu ir fazer o jantar, dividimos as tarefas, eu faria a sobremesa e ela o jantar, eu só teria que fazer brigadeiro. Fiz o bendito brigadeiro, e enquanto esfriava eu fiquei enchendo o saco da Elena, até que peguei uma colher e comecei há comer um pouco, ela brigou comigo, então pegou um pouco de brigadeiro e passo na minha bochecha e quando eu percebi, estava cheia de chocolate na bochecha.
Elena botou The Runaways para tocar, logo eu ouvi a voz de Joan tomar conta do ambiente, a música “I Love Rock N’ Roll”.
Fui até o meu quarto, limpei o rosto e botei essa roupa, afinal eu sou uma garota que gosta de estar sempre arrumadinha, só que ao contrário. Desci as escadas correndo, foi quando ouvi a campainha tocar, logo na hora do refrão, Elena cantava na cozinha, eu fui dançando atender a porta, quando abri, dei de cara com Stefan que ria, acho que ele escutou Elena cantando.
- Ignore a cantora que se localiza na cozinha. – Ele riu, na mesma hora começou a tocar Cherry Bomb. – Sua música está tocando ?
- Sim,sim. – Eu ri e Stefan entrou, revelando atrás dele um homem, ele tinha cabelos negros como à noite e olhos azuis como o mar.
- Você deve ser a Nanda. – Ele pegou minha mão, e a beijou suavemente.
-Sim,sim. E você é ? – Fiquei realmente encantada com aqueles olhos azuis, eles me deixaram hipnotizada.
- Damon, Damon Salvatore. – Ele sorriu e entrou.
A música Cherry Bomb, ainda tocava quando eu entrei na cozinha, Elena estava com uma colher na mão, fingindo ser um microfone.
- “Hello Daddy, hello Mom
Nanda is ch ch ch ch ch cherry bomb
Hello world, She is wild girl
Nanda is ch ch ch ch ch cherry bomb” – Ela cantava e eu ria, até que me juntei a ela e comecei a cantar, Elena batia nas panelas como se fossem bateria, e eu cantava como se fosse a pessoa mais afinada do mundo.
A música acabou, eu e Elena ficamos nos olhando e começamos a rir, “Bad Reputation” começou a tocar logo eu me lembrei que Stefan e Damon estavam presentes, fiquei vermelha.
- Então, pagamos pelo show na saída? – Damon disse.
- Pode ser, vocês iram ver uma caixinha na porta, deixem o dinheiro nela. – Falei e todos começaram a rir.
Essa noite iria ser muito divertida, era a única certeza que eu tinha, eu realmente estava certa foi uma das melhores noites da minha vida, principalmente por Damon esta lá, eu não fiquei de vela para Elena e Stefan.
- Nanda, como é o nome disso ? Bri – ga — o que ? – Damon me perguntou enquanto comia o brigadeiro que eu tinha feito, estávamos todos jogados nos sofás, Elena estava deitada no sofá com a cabeça nas pernas do Stefan, Damon estava deitado no sofá e eu sentada no chão.
- Bri – Ga — Deiro. Entendeu? – Perguntei olhando para ele, que negou com a cabeça.
- Vou chamar de Briga mesmo, é mais fácil. – Ele riu, o que me fez rir.
- A noite está boa, mas já deu a nossa hora, né Damon? – Stefan falou.
- Mas já ? São apenas... – Ele olhou no relógio — Duas horas da manhã.
Eles se levantaram, Stefan e Elena saíram, eu comecei a juntar as coisas e levar para a cozinha, até que senti alguém atrás de mim, me virei e dei de cara com Damon.
- Eu pensei que você tinha ido embora. – Ele sorriu.
- Vim me despedir. – Ele se aproximou, abriu os braços e eu sorri. – Dizem que os brasileiros tem os melhores abraços do mundo, eu gostaria de saber se é verdade.
- Veja você mesmo. – Eu me aproximei e abracei-o, me senti protegida, como se nada pudesse me atingir. Eu desfiz o abraço, meio a contra gosto.
- Realmente, os brasileiros têm os melhores abraços. Dizem que as brasileiras têm os corpos mais bonitos do mundo. – Ele sorriu malicioso.
- Haha. – Ri sinicamente. – Sério? Mas infelizmente você terá que ir ao Brasil para comprovar essa teoria. – Pisquei para ele.
Saímos de casa e fomos em direção ao carro, Damon sussurrou no meu ouvido:
- Eu ainda vou comprovar essa teoria e vai ser com você. – E riu baixinho, foi em direção ao carro, onde Stefan já o esperava, logo o carro partiu.
Elena olhou séria para mim e disse:
- Não se aproxime demais do Damon, ele não é uma boa pessoa.
- Por quê? — Perguntei confusa.
- Simplesmente, não se aproxime demais.
Ela entrou em casa, me deixando ali na rua, confusa. Fiquei parada alguns segundos, mas logo entrei, pensei no que Elena disse a noite inteira.
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