Notas iniciais
Oi meus amores! Fiquei realmente muito feliz de terem aparecido tantas pessoas novas. Sei que muitas mais ainda estão aí escondidinhos, mas espero que vocês apareçam. Obrigada SrtaHyuuzu, polegazinha, thai carvalho, Kizzy, Hyugaeuzumaki, hinadiva, Shadowgirl, Regilange, UzumakiHyuuga17, Thais Marques, Karine Gonçalves, UzumakRuby, Um anônimo qualquer, Lolinha138, Briden, Tatti Rodriguez, thin 14, Nana chan, Summer Hyuuga, Jackehina, Helenhina15, Luciana Neves, Bruna Hyuuga, Emi Namikaze, Isabel Fernanda, Wesley e Brenda Fluffy M. Um agradecimento especial para UzumakiHyuuga17 por sua linda recomendação! Como sabem, essa short é especial por ser um presente para minha linda amiga hinadiva. Eu espero que você tenha gostado tanto quanto eu gostei de escrever. Foi um presente de todo o coração e carinho. Enjoy!

Fim

“Se um dia fui domada pela paixão que arrasa, é por amor que hoje vou para casa, onde sem pressa quero descansar.”

Ao entrar em casa com o rosto banhado em lágrimas de um choro que nada fazia para conter ou mesmo silenciar, Hinata não esperou que alguém estivesse acordado. Mas este era o caso. Mal passou pela porta e viu a luz da cozinha acesa. Sua vontade era se esconder. Não queria ver Hanabi e talvez, por estar nervosa, fosse ela a estar ali. Mas mal começou a caminhar para as escadas que dariam acesso a seu quarto quando seu pai surgiu ali.

Hiashi não ficara esperando Hinata, apesar de parecer. Ele estava com insônia, sabendo que no dia seguinte sua filha mais nova não estaria ali. A festa da casa, a mais agitada das filhas estaria indo e ele e Hinata estariam mergulhados em seus silêncios, até que a mais velha também se fosse, como sabia que logo aconteceria. Porém, quando ouviu a porta, o senhor ouviu tambem soluços e curioso foi até lá para saber o que acontecia. Sua surpresa em ver Hinata naquele estado não apenas o pegou desprevinido como também o quebrou por dentro. Hiashi nunca gostara de ver as filhas sofrendo e era por isso que ditava tantas regras, que agora pareciam tão inúteis.

— O que ele fez com você? – por mais que tivesse aprendido a gostar dos genros, Hiashi nunca exitaria em acusá-los de tudo.

— Não quero falar sobre isso hoje... – Hinata tentou subir, mas logo Hiashi a segurou pelos braços e a menina voltou a chorar, o abraçando.

— Me conte Hinata. O que houve? Eu só a vi assim uma vez e nunca imaginaria que seria assim de novo.

— Ele... ele me enganou. – confessou. – Ele e todos os outros.

Foi com essa frase que se iniciou toda a confissão. Era de se esperar que com todo o jeito que o Hyuuga tratava as filhas elas seriam afastadas dele, mas não era o caso, especialmente de Hinata. Em momentos como esse, a mulher contava tudo ao seu pai e ele era o maior confidente. A ouvia com atenção e não importava com quanta raiva ele estava, sempre esperava ela terminar.

— Não acredito que Hanabi foi capaz de algo assim... – ele comentou, agora mais desiludido do que com raiva.

— Eu não consigo acreditar. E ela sabia que eu estava me esforçando para não ser assim, para que ela pudesse realizar o sonho dela. Ainda assim...

— Eu vou falar com essa menina... – Hiashi se afastou, mas a mão de Hinata o impediu.

— Não, pai... Isso é algo que eu preciso fazer.

— Se ela acha que vai se casar depois disso...

— Não! – Hinata agora entrou na frente do pai na escada. Seu rosto estava inchado e vermelho, ela estava completamente borrada por conta da maquiagem, mas pouco se importava. – Você vai deixá-la se casar, pai. Depois disso tudo acha que algo a impedirá?

— Hinata...

— Se ela é capaz de tudo para isso, então deixe. Tanto melhor... – murmurou e dessa vez foi ela quem começou a subir.

Por mais que quisesse impedir que Hanabi fizesse o que prentendia, Hiashi compreendia que Hinata ainda tentava realizar o sonho da irmã. Magoada, machucada, mas agora também como motivo de ficar longe da mais nova. Não havia como o senhor negar, ele estava decepcionado. Sua família, a que ele tentara sempre manter unida agora começava a se afastar, por uma escolha que sua regra causara, mas que fora puramente de um coração egoísta.

Hinata não se importava de atrapalhar o sono da irmã. Agora era ela quem estava com raiva, era ela que precisava falar. Assim, entrou no quarto da mais nova e acendeu a luz. Hanabi não parecia estar dormindo e sim no telefone, chorando. Quando a luz se acendeu ela olhou para a irmã assustada. O estado de Hinata era deplorável, seus olhos tinham perdido o brilho e não havia raiva, como imaginou. Havia uma completa desilusão ali, junto com toda uma maquiagem borrada e olhos e nariz vermelhos. E ela era a culpada.

— Então já lhe contaram? – Hinata soube quem era no telefone e sabia que fora Naruto quem avisara. – Que bom que ainda mantêm contato para ter sempre informações atualizadas. – irônica, um pouco venenosa. O veneno lhe doía, porque não vinha puramente de si. – Ah, não desligue. – ela falou quando Hanabi fez menção de desligar. – Quero dar a notícia para os dois ficarem bem calmos. O plano pode ter dado errado no final, mas vocês ainda vão se casar, não se preocupem.

Não esperou qualquer resposta da irmã. Sabia que Konohamaru a ouvira, falara alto o suficiente para isso, mesmo sem gritar. Saiu pela porta, não conseguindo prolongar aquela visita, não conseguindo olhar muito mais tempo para a irmã. Ao chegar no quarto o choro recomeçou. Como seu pai dissera, ela ficara assim apenas uma vez antes e nunca imaginara passar por aquilo novamente.

Hanabi apareceu na porta instantes depois. O coração da mais nova estava apertado. Ela nunca tinha visto Hinata daquela forma e a culpa a assolava completamente. Entrou, mesmo sem o convite e se aproximou da irmã, ainda um pouco receosa.

— Hinata, eu sinto tanto...

— Sentir não vão adiantar, Hanabi. – agora a mais velha não se importava se a vissem desmoronando. – Eu nunca imaginei que você pudesse ser tão cruel, tão egoísta.

— Eu estava desesperada e confesso que um pouco ressentida com você.

— Isso era motivo? Ainda mais para manter a farsa? Você soube logo que eu estava me esforçando. Por que não nos apresentar normalmente? Eu não era capaz de fazê-lo gostar de mim se não fosse obrigação dele o fazer? – a possibilidade, além da traição, fez novos soluçoes lhe escaparem. – Por que insistiu quando viu o que eu sentia? Quando todos os três viram...

— Hinata, ele a ama de verdade. Se não tivesse saído de lá logo depois, ele ia dizer.

— Ele tentou, mas não acredito. Ele quer salvar o seu casamento, mas pode avisar que amanhã terá. O plano não foi em vão.

— Não, Hinata, preste atenção, ele realmente se apaixonou por você, por isso te contou!

— Ah, claro! Pelo menos alguém teve a decência de o fazer, já que minha própria irmã deixaria eu me machucar cada vez mais, não é mesmo?

— Hina...

— Hanabi. O seu casamento irá acontecer amanhã, você poderá ser feliz para sempre com o seu amado. Não há o que falar. Amanhã serei a madrinha de casamento que quer, falarei as coisas certas e irei sorrir, mas hoje... hoje você é egoísta, exatament como ela.

— Ela quem?

— Saia daqui, Hanabi. Por favor, saia. Eu não quero ver você até amanhã.

Com essa declaração, Hanabi saiu não para seu quarto, mas atrá de seu pai. Quem seria o “ela” a que a irmã se referia? Por mais que quisesse continuar ali e confrontá-la, sabia que seria pior. Hinata estava magoada e irritada e uma briga era a última coisa que queria. Hiashi parecia inquieto, andando de um lado para o outro na lada e quando viu a filha mais nova caminhou furioso na direção dela.

— O que pensa que fez? Como pôde fazer isso com sua própria irmã? Eu achei que estava criando duas boas filhas, não uma menina mimada e egoísta.

— Egoísta como ela? – Hanabi logo lançou e teve certeza que Hiashi soube quem era, pois vacilou. – Quem é ela? Hinata sabe e eu não, você sabe e eu não. Queremos discutir honestidade? Então vamos, o que vocês dois me escondem?

— Fiz sua irmã prometer não contar nada pra você. – e definitivamente Hinata não contara. Aquele fora o seu momento de raiva e quando percebeu, tentou simplesmente afastar Hanabi.

— Então você me conte. Quem é ela? – a raiva era mais característica em Hanabi que explodia fácil, que se mostrava mais.

— Sua mãe. – Hiashi admitiu em um sussurro. – Sua verdadeira mãe.

— Verdadeira? O que quer dizer com isso? – Hanabi conhecera a mãe e, apesar de no final ter preferido ficar sozinha no hospital, sem ver ninguém, ela nunca fora egoísta.

— Mayuri não era sua mãe, nem sua nem de Hinata. – havia uma dor naquelas palavras, mas havia uma maior em Hanabi que descobrira aquilo naquele momento. – Você não se lembra da sua mãe verdadeira, pois era muto pequena quando ela foi. Mayuri foi uma grande amiga e se juntou a mim para criá-las, nós apenas casamos tempos depois.

— Minha mãe morreu e vocês não acharam que eu deveria saber? Que eu não merecia saber quem era minha mãe de verdade?

— Kaori não é sua mãe de verdade, Hanabi, Mayuri sempre foi e sempre será. Foi por isso que pedi Hinata para não contar, fiz ela jurar e ela tentou me convencer do contrário, mas não posso permitir que outra pessoa tome esse lugar.

— Que direito tem?

— Kaori teve sim vocês duas, mas quando você fez 5 anos ela foi embora. Ela não morreu, Hanabi, ela simplesmente nos deixou. A mim e a vocês. Porque ela podia fazer questão de vê-las ou até mesmo de levá-las, mas não fez. Ela simplesmente juntou as coisas dela e foi embora e eu percebi que já que Hinata iria levar esse traumático dia com ela, você não precisaria.

— Isso não dá o direito... – ela murmurou, mas estava sem forças agora. A pessoa que pensara ser sua mãe, que chamara de mãe, que cuidara dela quando estivera doente inúmeras vezes e intercedera por ela com seu pai não era sua mãe biológica. – É por isso que não temos foto com ela.

— Sim. E é por isso que você nunca viu Hinata como hoje.

— Eu vi... ela tinha quase dez anos. Eu me lembro disso. – Hanabi murmurou, deixando-se cair no chão. – Eu me lembro que nem mesmo você conseguia acalmá-la, pois ela só chorava.

— E foi por isso que ela se permitiu se abrir com Toneri, uma única vez, e quando ele foi embora... Hinata nunca se abriu. Foi um trauma para ela, um trauma que nada a fez superar, exceto um garoto insistente de chato.

— Eu estraguei tudo... – agora era a vez de apenas a culpa tomar contar da jovem. Ela não se sentia bem com toda aquela verdade e seu choro foi uma mistura de rejeição, dor e culpa. Hanabi poderia morrer com aquela dor e não perceberia, pois sua mente vagava no meio de tais pensamentos, mas sempre voltando-se para Hinata.

Agora entendia tudo o que a irmã dizia sobre casar ser fácil e acabar mais ainda, agora entendia todas as vezes que a irmã perguntara muitas coisas estranhas para Konohamaru e a aconselhara a não se apegar demais até ter certeza. Agora ela entendia as várias vezes que Ino ia ali e as duas ficavam trancadas em sussurros no quarto da irmã, coisa rara já que Ino era tão escandalosa sempre. Hinata, sua irmã mais velha, tinha um trauma que não podia nem mesmo compartilhar com ela. E ela, Hanabi, tinha acabado de piorar tudo aquilo.

Quando ligou para Konohamaru ao ficar novamente sozinha, contou tudo o que estava acontecendo, tudo o que acontecera e perguntou como poderia se casar com uma situação assim, depois de ter magoado tanto a própria irmã. Um dia sempre melhora depois da tempestade, ele dissera e pedira que ela não desistisse, nem do casamento, nem da irmã. Apenas com o cansaço que aparecia após horas de choro é que Hanabi dormiu, mas então o dia estava quase nascendo.

Foi por volta das nove que Hinata a acordou, chamando-na para ir ao salão que marcaram. Por um instante imaginou que a irmã a tivesse perdoado, mas se enganou completamente, percebendo isso quando olhou nos olhos tristes. Se lembrou que Hinata dissera que seria a madrinha perfeita para o casamento, e começara a ser.

Tomaram o café em silêncio, logo em seguida as duas seguiram para o salão onde ambar fizeram as unhas e maquiagem. Um longo dia. Fora lá que comeram algo como almoço tambem, após seguirem para a casa, onde ambas se trocariam e duas moças do salão iriam até lá fazer seus penteados. Quase todo o momento Hinata ficara com o telefone na mão, mandando mensagens e Hanabi podia apostar que era com Ino. Torcia para que a loira a ajudasse com alguns conselhos de calma e perdão para com ela, mas duvidava ao mesmo tempo.

O silêncio entre as duas só era quebrado quando Hinata contava algo sobre o casamento, alguma coisa que fora confirmada, alguma coisa que estava pronta já e o horário, que pareciam cumprir muito bem apesar do atraso inicial. Muitas foram as vezes que Hanabi tantara falar com ela, mas no mesmo instante era cortada e o silêncio seguia novamente.

Foi no final da tarde, enquanto ajudava Hanabi a se vestir, que Hinata fraquejou. Ao ver a irmã no belo e esvoaçante vestido de noiva as lágrimas vieram. Por mais que não quisesse chorar e estragar todo o trabalho feito naquele dia, foi impossível para a mais nova não o fazer também.

— A mamãe teria gostado de te ver assim... – murmurou a mais velha, tentando se conter.

— Ela não era nossa mãe, eu sei...

— Ela era sim! Mayuri sempre será a nossa mãe. Ela ficou doente e se afastou para que não sofrêssemos, mas nos escrevia sempre com alegria. Ela se importou conosco, Hanabi, ela era nossa mãe. E você tem sorte de se lembrar apenas dela.

— Ela não me quis também, Hinata... a outra...

— Sim. Nenhuma de nós, nem o papai. Isso muda o que pra você? Você não se lembra dela, Hanabi e está melhor assim, posso te afirmar. Não exija uma mãe por conta do sangue quando teve sempre uma que lhe amou demais.

— Mayuri não lhe amou?

— Sim. Para mim foi mais complicado. Eu me fechei mais com ela, eu ainda tinha medo de ela também ir embora. Todos sempre vão... No fim, ela nem mesmo teve escolha.

— Hinata eu... – Hanabi começou. Seu cabelo estava pronto, mas as meninas tomavam café com seu pai para qualquer emprevisto, que no caso seria, sem dúvidas, a maquiagem. – Eu juro que não quis lhe magoar. Eu iria acabar com isso se estivesse sofrendo, eu iria mesmo pedir para Naruto se afastar, eu juro, mas ele... Ele me garantiu que te amava.

— E por isso me contou que foi tudo uma farsa?

— Eu não acho que seja por isso. Hinata... por favor, eu sei que vai demorar para voltarmos a sermos como antes, eu sei que o que fiz deve ter lhe magoado profundamente, mas por favor, se permita me perdoar e eu prometo que vou fazer tudo certo daqui para frente. Eu nunca vou lhe abandonar, Hinata, nunca... Por favor, não me abandone. Me dê mais uma chance de não ser como ela...

Por mais magoada que estivesse, Hinata não conseguiria virar as costas para a sua irmã, a sua irmã mais nova. Sem dizer nada a abraçou. Foi assim que Hinata aprendeu que perdoar não era algo que acontecia no mesmo instante, que a dor não sumia de uma hora para a outra, mas tornava mais fácil respirar, tornava mais fácil viver. Ela tinha apenas decidido o fazer e para conseguir seria necessário esforço e tempo, mas só aquele primeiro passo bastou para deixar o dia da mais nova um pouco mais especial.

Porém, foi no meio das lágrimas que as maquiadoras chegaram, gemendo e avisando que demorariam. Hinata pediu que dessem atenção à Hanabi enquanto ela ia falar com o pai e assim fez, sem se demorar. Porém, logo estavam atrasadas. A noiva se atrasaria.

Hanabi escolhera um espaço aberto, e por sorte estava uma bela noite. Era um local que tinha a própria adega, assim como uma cozinha onde o buffet se organizaria. Hiashi ficara louco no início por não ser em um templo, mas Hanabi era assim e não havia nada que a fizesse mudar de ideia. Com a decoração correta, o local estava bem arrumado, assim como os dois cômodos que abrigaria os noivos, separadamente. Por esse motivo, Hanabi só foi levada para lá após ser garantido que Konohamaru estava lá dentro, sem acesso a nada do lado de fora.

Duas batidas na porta alertaram as moças, que agora além das duas Hyuuga também estavam as damas de honra que alguém queria entrar. Ninguém reconheceu aquelas batidas a não ser Hinata. Hanabi soube pela expressão da irmã e a empurrou na direção da porta por conta disso. A mais velha negou com a cabeça e silenciosamente começou uma dicussão em que Hanabi apontava pra si mesma e fazia cara impaciente e Hinata continuava negando. O que Hanabi queria dizer é que se Hinata fora capaz de perdoá-la, porque não a Naruto?

— Não vou me casar enquanto os dois não conversarem e posso fazer uma das meninas avisarem Konohamaru disso. – e a mais velha não duvidava, pelo contrário. Com um suspiro vencido, após ouvir mais duas batidas, ela abriu.

O que encontrou foi um Naruto um pouco descabelado e com olheiras. Ela deveria estar melhor graças a maquiagem, vantagem que ele não tinha. Porém nada disso fez com que o homem parado a sua frente de terno fosse menos incrível do que era. Ao ver Hinata a reação de Naruto foi de pura admiração ao fitá-la no longo vestido vermelho, cor secundária de toda a festa e, por isso, da madrinha e das damas, que usavam vestidos vermelhos de modelos diferentes do dela.

— Preciso falar com você. – falou com a voz baixa, os olhos nos dela. – Hanabi... – ele esticou a cabeça para o lado, mas antes que terminasse a mais nova acenou, confirmando, com um sorrisinho. – Obrigado. Vamos, Hinata? Por favor?

— Não podemos demorar. – avisou, saindo daquela pequena sala e fechando a porta logo após dizer que não era pra deixarem Hanabi sair ou falar com Konohamaru. Em silêncio ela seguia o loiro pela área aberta do casamento, atravessando até a adega. – Por que tão longe?

— Por que aqui eu sei que ninguém vai nos interromper. – e para a surpresa de Hinata ele estava com a chave, a qual usou para trancar a porta por dentro. – Você só sai daqui após me ouvir.

— Naruto, é o casamento da minha irmã e do seu primo, será que podemos deixar isso pra depois?

— Não. Eu já falei com ele e pelo o que vi, Hanabi aprova a demora. Você pode perdoá-la, mas não a mim, é isso?

— Ela é minha irmã, é minha família e eu a amo.

— E eu amo você! – ele disse alto, mas não ainda um grito. – Isso não conta?

— Naruto... – ela começou, ficando um pouco engasgada.

— Não. Eu disse, você vai me ouvir. Desta vez vai ser a mesma quieta Hinata do início, é a minha vez. – ele se aproximou, colocando o corpo contra o dela e ela contra a parede perto de algumas prateleiras de vinho. – Eu fui lhe conhecer porque não tinha nada a perder. Eu precisava da ajuda de Konohamaru para ficar aqui, mas não queria pedir porque era muito orgulhoso. Com esse acordo idiota e tive o que precisava. Eu ficaria, eu sabia. – ele parou, observando o rosto da mulher a sua frente. – Hinata, minha profissão na minha cidade me colocou em uma situação complicada. Me colocaram pra fazer uma matéria de alguém perigoso que era caçado por alguém ainda mais perigoso e eu vi tudo, vi toda a morte. Me aconselharam a sair, a ir para a cidade mais longe e inóspita que pudesse. A única cidade pequena com parentes era essa e eu vim, e meus pais virão se nada disso melhorar. Eu precisava ficar e esse acordo foi a minha chance.

— Você precisava ser tão orgulhoso?

— Não. Mas eu fui. Não posso mudar quem eu fui, mas eu mudei e me tornei o que sou agora. Alguém que se apaixonou por você durante esses meses ao seu lado, que ficou completamente enfeitiçado pelo seu jeito e te quer tanto que não quis fazer nada com você sem que fosse real, completamente real e sem mentiras.

— Não me contou isso pra terminar comigo?

— Claro que não! – ele chegou a rir, pressionando mais o corpo contra o dela enquanto lhe segurava o rosto entre as mãos. – Eu te amo, Hinata. É por isso que todos ficaram quietos, porque se tornou real pra mim.

— E pra mim... – ela confessou, o tom de voz baixo e os olhos fechados.

— Tente me perdoar também, como fez com eles. Por favor...

— Você me ama? – ela perguntou, os olhos fixos nos dele, ainda que marejados.

— Amo. Totalmente e completamente. – apesar dos advérbios exagerados ele falara com intensidade e, mesmo sem saber qual seria a resposta da mulher, a beijou com volúpia, encaixando os lábios nos dela e imediatamente fazendo a língua ir ao encontro da dela.

Hinata não negou o beijo, pelo contrário, ela o puxou para si, o abraçando e correspondendo ao beijo ardente que lhe tirava o fôlego e lhe fazia pegar fogo a cada vez que o quadril de Naruto pressionava o dela.

— O... vestido... – ofegou ela, referindo-se ao fato de que ficaria completamente amassada.

Imediatamente Naruto a puxou para longe da parede e a virou de costas para si, descendo o ziper do vestido e colocando sobre um tonel de vinho, para não ficar no chão. Admirara a mulher de costas com uma lingeria também vermelha e no mesmo instante jogou o paletó no chão, assim como a gravata. Hinata ouvia, mas não se virava. Ela estava nervosa, mas não queria pensar no que faria, ela apenas sabia que queria, tanto quanto ele, o que não puderam continuar na noite anterior.

Naruto a puxou para junto de si novamente, sentindo as nádegas chocarem-se contra suas coxas. As mãos imediatamente passaram pelo corpo dela e, pelo cabelo estar preso, ele lhe beijou a nuca sem qualquer restrição, aproveitando para olhar os belos seios ainda escondidos sob o sutiã. Quando a ouviu suspirar, as mãos foram para o fecho do sutiã, o tirando e este sim foi para o chão enquanto as duas mãos foram para os mamilos estumecidos. Ele apertava e massageava enquanto roçava o quadil nela, ainda a abraçando por trás, e a beijava nos ombros, nunca e orelha.

— Não podemos... demorar... – ela sussurrou, a respiração mais ofegante.

— Não vamos, eu prometo. – ele sussurrou, levando a mão até a calcinha dela, esfregando entre as pernas da mulher e notando a umidade ali. Hinata estremeceu e ele sorriu. – Também prometo outra vez mais romantica que esta... hoje a noite.

E como que para finalizar o assunto ele a virou novamente de frente pra si e a colocou novamente contra a parede com o próprio corpo enquanto abria a calça e abaixava junto com a cueca que usava. Os lábios dele encontraram os de Hinata antes que ela pudesse dizer algo, mas ela vira. Vira o membro rijo vindo ao seu encontro antes mesmo que ele lhe tirasse a única peça que usava, o que não demorou.

Quando ele a preencheu, após erguer sua perna direita e segurar no alto, Hinata gemeu, apertando os braços dele ainda sobre a blusa, a única peça que ambos esqueceram de tirar dele. Naruto a contemplou naquele instante, imersa no prazer e sorriu. Ela tinha como ficar ainda mais linda e souber ser naquele instante. Enquanto investia o corpo contra o dela, Hinata abrira os olhos e o fitara. Ambos se olhavam, ambos sacudiam no ritmo que seus corpos se chocavam, primeiro de forma lenta, depois mais forte.

Naruto então pegou a outra perna da morena e a ergueu, fazendo com que se prendesse a ele pelo quadril enquanto investia mais forte e mais rapidamente. Ele se sentia faminto, faminto dela e precisava de mais. Ela também parecia o querer, pois logo o enlaçou e abraçou, ajudando que Naruto enterrasse o rosto em seus fartos seios e os chupasse, um pouco sem controle por estar, aos poucos, perdendo a noção de si mesmo, se entregando a ela.

Hinata, por outro lado, movia-se contra ele e a parede, o corpo se chocando contra o dele da mesma forma faminta, sedenta. Se entregava a ele como só após uma reconciliação era possível. Apertava-o contra si, rebolava, ofegava e foi quando seu corpo pareceu entrar em combustão espontânea que ela gemeu, liberando aquela sensação que ele lhe causara.

Naruto investiu uma última vez ao ouvi-la e então ficou quieto enquanto um urro de prazer saiu, abafado por estar ainda com o rosto enterrado nos belos seios. Nenhum dos dois se moveu pelos minutos seguintes, apenas ouvindo um a respiração ofegante do outro e tentando controlar a própria. Quando os olhos perolados se abriram, encontraram os azuis já lhe fitando com um brilho diferente e logo os lábios do loiro tomaram os seus em um selar.

— A próxima será como merece... – ele prometeu novamente. Mas Hinata achava que aquela era como merecia, pois ele se entregara, assim como ela.

— Essa vale como a primeira que mereci. – ela disse enquanto o afastava e começou a se vestir. Quando olhou para ele, Naruto estava apenas com a cueca no lugar e a encarava, confuso. – Nós temos um casamento pra ir e somos os padrinhos. Anda! – ela riu. Tinham tido uma aventura quase adolescente, e agora estavam ambos bem suados, amarrotados e até descabelados. Mas estavam felizes.

Após se vestirem e se apressarem para as salas onde os noivos estavam, Hinata o arrumou melhor e ele tentou organizar o cabelo que tinha bagunçado, colocando algumas mexas atrás da orelha dela. Ambos riram novamente, como dois adolescentes e quando Hinata se virou para encontrar a irmã dentro da sala ele a puxou para mais um beijo.

— Acho que consegui mandar embora de vez a megera. – ele brincou, a mantendo em um abraço após o beijo.

— Apenas não estrague tudo de novo... – ela se desvencilhou dos braços dele e caminhou ainda virada para o mesmo para a sala. – Não existem muitas adegas na cidade. – e com a brincadeira ela corou e abriu a porta.

— Sempre existem outros lugares exóticos. – ele falou alto enquanto todas as outras os olhavam. – Lhe vejo daqui a pouco, minha doce megera.

Apesar de o casamento ser de Hanabi, quem se sentia felizes como noivos eram o casal que fora escondido para a adega, que fora motivo de cochichos e que entrara como padrinhos, se arrumando e limpando batom borrado um no outro em meio a risos. Mesmo com um começo ruim, com traumas que demoraram a ser superados e medos passados, os dois tinham se completado, como ninguém poderia prever. E terminaram aquele dia com uma promessa, não apenas de reconciliação, mas também de amor.

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Conheçam minha longfic NaruHina: Following the Heartbeat

Notas finais
O que vocês acharam? E o que acham de deixarem sua opinião sobre a fic nesse último capítulo? Por favor, digam-me. Irei adorar responder todos vocês. Agradeço a todos que leram a fanfic e que comentaram! Vocês me fizeram imensamente feliz por isso. Obrigada de todo o coração! Beijinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!