Um Natal para relembrar
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Dia 4 de Dezembro de 1977
Remus Lupin podia esperar muita coisa do seu último ano, afinal ele finalmente e contra todas as espectativas tinha chegado ao último ano, o melhor aluno da turma, perfeito, enfim, o sonho de qualquer pai e mãe babados, obviamente os seus não era exceção, retomando a sua linha de raciocínio, Remus Lupin, esperava imenso trabalho, longas horas na biblioteca e ainda madrugadas mais cansativas que as de lua cheia de volta de pesados e velhos livros, de pergaminhos riscados e anotados, esperava até sentir por esta altura de natal uma imensa saudade e nostalgia do primeiro natal que ele e os amigos passaram ali. Esperava tanta coisa, exceto o que sentia naquele momento, Lily Evans começara a namorar com James Potter a apenas um mês e o palerma do seu amigo tinha conseguido destruir o que levou anos a conquistar em apenas um mês, e o resultado de toda esta brincadeira… James Potter sentado a um canto, murmurando (e Remus podia apostar que haviam umas quantas lágrimas rolando também) porque a namorada (ou quase ex-namorada como ele murmurava constantemente) tinha pedido um tempo para pensar, e pior, planeava retomar a casa dos pais para passar o natal o que deixava James Potter mais destroçado, choroso e completamente apático, claro, Remus Lupin percebia tudo aquilo, mas um James Potter, choroso, apático e completamente melancólico era a pior versão do melhor amigo que ele já tinha visto, ele já nem lhe dizia nada, porque de cada vez que o fazia ou James Potter não respondia ou limitava-se a encolher os braços. E o pior de tudo era ter de ouvir a própria namorada, que cada vez está ‘insatisfeita’ com a atitude de James Potter nos treinos, como se ele tivesse alguma culpa nisso, mas se havia coisa que Remus Lupin tinha mais medo, era de uma Emmeliane Vance furiosa.
Remus Lupin tinha de fazer alguma coisa, só restava saber o que era… E tinha de fazer alguma coisa rapidamente!
— Remus deixa de estar na lua, Monny! – Sirius Black disse ao amigo, parou depois alguns segundos e começou a rir a bandeiras despregadas, acompanhado de Peter Pettigrew com aquele tão característico riso estridente, capaz de partir espelhos. E ele, não pode evitar rir do amigo e da piada, que era seca mas com graça. Sim, Remus Lupin estava enlouquecendo de vez.
Dia 10 de Dezembro de 1977
Para começar, Remus Lupin tinha estoirado o seu limite, a pouca paciência que ainda tinha (a qual se lembrava constantemente a si próprio, em nome da longa amizade que tinha com James Potter) acabado! Para além do amigo na última semana estar ainda mais melancólico, triste e sem vontade de viver, e embora tudo isto fosse até demais para ele, James Potter tinha definitivamente batido no fundo do poço, bem fundo, agora nem queria sair da cama! Pelas cuecas folgadas do velho Merlim, aquilo era demais. De varinha em punho, Remus Lupin e Sirius Black, disseram ao mesmo tempo, aguamenti uma enorme tromba de água é expelida das pontas das varinhas deles e caí diretamente em cima de James Potter que acorda imediatamente de rompante e sai da cama mais depressa que a velocidade da luz.
— Prongs, em nome dos Marauders e da nossa longa amizade, ACABOU! – Disse Remus em tom professoral – Chega dessa melancolia, até a coruja do Sirius está a ficar melancólica de te ver, por amor de Merlim, levanta-te dessa cama, toma um banho… quente de preferência, e vai para a rua, sorri e reconquista a Evans, porque não é nessa cama, sem tomar a banho e a chorares as injustiças da vida que ela vai voltar para ti.
— Eu não estava a chorar. – Disse ele e a sua voz voltou a ficar melancólica e antes que James Potter pudesse retrocar mais alguma coisa, é imediatamente interrompido por Sirius.
— Veado… Sai dessa cama imediatamente, não voltas a dormir nela até eu ver a Evans agarrada a ti, faz o que quiseres, mas chega desta estúpida melancolia, até eu já não te suporto ver nesse estado!
E Remus Lupin achou finalmente que o seu problema estava acabado, com James Potter encheu o peito, despenteou ainda mais os cabelos e seguiu para a casa de banho, ele iria reconquistar a Lily Evans, ou pelo menos estava determinado a isso. Não sabia ele que o pior ainda estava por vir.
Dia 15 de Dezembro de 1977
Ao invés de andar chateado com meio mundo os últimos cinco dias tinham sido de intensa calma, a lua cheia ainda estava longe, para três dias depois do Natal, ele já tinha comprado um colar a namorada — a sua prenda de Natal para ela, James Potter tinha-se acertado de vez com Lily Evans e andava feliz e contente pelo castelo, cantarolando músicas de Natal como meu querido hipogrifo de natal quando não andava a passear pelo castelo, agora coberto por um espesso manto branco, de mão dada com a namorada. O que no entanto intrigava Remus, era Sirius que ao contrário do que seria de esperar, pouco ou nenhum tempo passava com os amigos, nem sequer o viam durante o tempo livre que tinham, com exceção das horas de treinos de Quidditch e do horário da aulas, nenhum dos amigos via Sirius e o pior é que quando questionado, Sirius tinha as maiores desculpas, cada uma mais esfarrapada que outra, como tinha estado com uma menina cujo nome não se lembrava bem (conveniente), que tinha ficando a conversa com o irmão (pouco normal) e até mesmo que tinha ficado de detenção (algo quase impossível se James Potter não tivesse metido ao barulho) e a que tinha acabado de dar então ainda mais surreal de todas: Sirius Black, a estudar sozinho na biblioteca! Não, aquilo era uma mentira chapada.
— Sirius Black – Começou Remus – Não insultes a minha inteligência ao dizeres que estiveste a estudar, por amor de Merlim! Afinal o que é que andas a tramar e é bom que desta vez digas a verdade, ou então…
— Estive a estudar! – Disse ele nervosamente.
— Muito bem, estiveste a estudar o quê exatamente? – Perguntou ele ao que Sirius respondeu imediatamente – Poções.
— Chega! A última coisa que falta dizeres é que estiveste a estudar com o Snivellus – Disse James Potter, intervindo – Padfoot, podes confiar em nós, só não digas que estiveste a estudar, porque isso meu amigo é completamente mentira!
— Ok, ok, eu estive com uma rapariga, mas não posso dizer-vos que é… mas eu assim que puder eu digo logo, juro! – Disse Sirius pesadamente. – Palavra!
— Melhor assim! – Disse Remus – Mas sabes que não te julgamos, nunca Sirius, podes confiar em nós, quem é?
— Desculpem, mas vão ter de esperar até que ela esteja pronta.
— Assim sendo meu amigo, iremos esperar…
E antes que Remus Lupin pusesse fim a mais um mistério de Sirius Black, atrás deles um vulto negro sai da porta da biblioteca, a pesada capa negra esvoaçava entre as sombras da noite e nenhum deles teve tempo de ver quem era. Até Sirius ficou surpreso, afinal, a amada tinha saído antes dele e ele podia jurar que a biblioteca estava vazia. Aquilo podia dar asneira…
Dia 16 de Dezembro de 1977
Na manhã de Sábado, assim que os quatro amigos desceram para tomar o pequeno-almoço por volta das dez da manhã, Lily esperava James a mesa. Mas, o que mais os surpreendeu foi o reboliço que o salão nobre se encontrava, mais do que era habitual. Assim que se sentaram, Lily esboçou um enorme sorriso, trocou um beijo rápido com James e disse aos três – O professor Dumbledore quer falar com os alunos que fica para o passar o Natal em Hogwarts ainda esta noite.
— O castelo já está deserto. – Remus acabará de constatar o óbvio, não estariam mais de vinte pessoas no castelo, a maioria finalistas, que decidiram passaram o último natal em Hogwarts.
— Aposto que é outra vez aquela baboseira do amigo secreto. – Disse Sirius – Mas aquilo tem algum sentido… dar prendas a Slytherin.
— Estás chateado, porque o ano passado calhou-te o Rosier. – Disse James
— E tu todo feliz porque ficaste com a Evans. – Sirius respondeu.
— Enfim, este ano vamos participar outra vez. – Disse ele — Se houver é claro.
— Bom dia – Emmy chegou ao pé deles, e trocou um beijo com o namorado, Remus, sentando-se ao seu lado. Ele ainda não se habituara a Emmy, a sua personalidade era cheia de vida, alegre e descontraída, algo longe do seu eu. Mas ela deixava-o feliz, completo, e nem mesmo a revelação do seu segredo a mantivera longe dele. – A troca de prendas não é o segredo, está ali o pote com os nossos nomes, o sorteio é quase obrigatório, para tirarmos o nosso nome dali temos de falar com o nosso chefe de equipas e dizer porque não queremos participar no espirito natalício. Óbvio que ninguém vai ter o nome tirado dali. – Ela explicou e Sirius desesperou, o que mais lhe faltava era tirar o nome de Snivellus, era dessa que ele se deitava abaixo da torre de astronomia. — Não tarda nada, já sabemos o que o professor Dumbledore quer falar connosco, no entranto, hoje a tarde podemos ir a Hogsmead. – Disse Emmy – Remus nós vamos não é?
Remus Lupin esboçou um doce sorriso confirmando a namorada que a acompanharia na sua visita a Hogsmead. Aquele ia ser um bom dia, sem dúvida.
— Sirius, vais ter com a tua ‘amiga’ secreta? – Disse James entre risos perante os olhares curiosos.
— Sirius voltaste para a Marlene? – Perguntou Lily esperançosa. Marlene e Sirius namoraram brevemente, isto se aquilo se pudesse chamar de namoro, Marlene gostava realmente de Sirius mas ele gostava mais dela como amiga, o que no fim acabou com um Sirius acabando com ela sentindo-se culpado e uma Marlene de coração partido.
—Não, não voltei para a Marlene, Evans e não andem a espalhar isso. Não quero magoar mais a Marlene. – Disse firme, mas ninguém ficou convencido.
E antes que mais alguma coisa fosse dita, Sirius olhou de relance para o nosso relógio de pulso, e deu um salto no lugar, estava atrasado para se ir encontrar com a namorada. – Até logo malta, vemo-nos ao jantar, sim? – Sem esperar pelos amigos saiu do salão nobre com destino perdido, provavelmente uma das salas do castelo que estavam desertas.
A tarde passou-se entre amigos, todos beberam uma cerveja amanteigada enquanto passeavam pelo vilarejo bruxo, agora com um tom mágico de natal coberto por um manto branco. Lily e James estavam cada vez mais juntos e felizes, o natal fazia-se sentir em cada canto do castelo e eles mal podiam esperar pelo jantar, onde seriam sorteado os nomes do amigo secreto de cada um. E foi mesmo ao cair da noite que reencontraram Sirius.
— Então amigo, a Sra. Padfoot, está finalmente pronta para nos conhecer? – Disse James em tom de brincadeira.
— Meu velho veado… — Disse ele que foi rapidamente corrigido por uma James irritado
— Cervo, Black, C-E-R-V-O! Seu cão sarnento!
—Retomando, a minha rainha vai conhecer-vos no dia do jantar de natal, parece-vos bem! – Disse ele imitando uma voz serena que não tinha. – Até vão ter de esperar.
— Vamos é sentarmo-nos, que o professor vai falar. – Disse Lily ao que os amigos retomaram a mesa de jantar, ocupando os lugares ao topo da mesa.
— Boa noite a todos – Disse o professor numa voz serena e calma, sorrindo ternamente, lembrado em parte aquele que era de origem muggle, o velho barbudo, o pai natal. – Este ano são tão poucos, que achamos que seria uma excelente ideia, juntarmo-nos todos, sem haverem mesas de equipas, a uma só mesa, para que possamos deixar de lado rivalidades de equipas e no juntemos no verdadeiro espirito de natal, de amor, compaixão, partilhar e sobretudo de amizade, porque esse é o verdade significado, não só do Natal, mas também da vida. Sem mais demoras, junto de cada um de vocês irá aparecer um papel com o nome do vosso amigo secreto, novamente vamos remembrar algumas regras… Nada de presentes mal-intencionados, para evitar problemas como os do ano anterior, conferimos os nomes de cada um de vós e saberemos e obviamente castigaremos, que intensionalmente magoar/ ferir/ ridicularizar o seu amigo secreto. E não, não divulguem os nomes! Estraga propositadamente o espirito da troca, que é de amigo secreto! Sem mais demoras, os vossos amigos secretos.
Remus não podia ter mais contente com o nome que lhe saiu, no bocado de pergaminho, com uma caligrafia fina e delicada podia ler-se Lily Evans e ele sabia perfeitamente o que comprar a amiga, o novo livro de poções avançadas utilizando apenas flores, de certeza que iria adorar. Sirius sorriu a abrir o seu papel, aquele sorriso meio feliz meio maroto, que os amigos conheciam bem demais, só podia indicar que ele tinha tirado o nome da Sra. Padfoot, como era agora conhecida. Lily Evans olhou para o papel dela diversas vezes, incrédula talvez fosse a palavra certa, mas fechou o papel e colocou-o a sua frente. – Um desafio, portanto. E sorriu segura de si.
— Já todos leram os seus papéis, decorem o nome – Disse o professor que com um estalar de dedos, fez todos os papéis desaparecerem da frente dos alunos. – Daqui a uma semana, teremos então a nossa troca de prendas, até lá apreciem esta época, disfrutem das amizades e descansem. Todos precisamos um bocadinho disso.
Dia 24 de Dezembro de 1977
Por questões logísticas, a troca de prenda ficou para ser feita no jantar de dia 24, seria a primeira que a maioria das pessoas abria naquele natal, por isso, e apesar de só haver uma mesa no centro do salão nobre, o ambiente esta leve, natalício e aconchegante, a mesa não teria mais de trinta lugares, já a contar com os professores, que decidiram juntar-se aos alunos e ocupar um lugar também na mesa ao centro ao invés da mesa de professores, que havia sido substituída por mesa de apoio repleta de doces, entradas e outra iguarias maravilhosas. A equipa de Salazar Slytherin era constituída por seis alunos apenas, entre eles James distinguiu imediatamente Severus Snape. Bellatrix e Narcisa Black, as primas de Sirius também estava presente assim com Evan Rosier, e mais dois dos capangas pessoais de Lucius Malfoy.
Apenas mais umas raparigas dos Ravenclaw e três rapazes de Hufflepuff constituíam os alunos que estava no castelo para as férias de natal. Sirius sentou-se entre James e um rapaz do Hufflepuff que lhe sorriu – Jackson, ótima defesa no jogo com os Ravenclaw.
— Obrigada Black, deve dizer que metade foi um golpe de sorte – Disse o rapaz humildemente sorrindo e antes que pudessem trocar mais alguma palavras foram interrompidos pela voz do professor Dumbledore – Antes de começarmos a desfrutar deste maravilhoso jantar, queria deixar em meu nome, e de todos os outros professor, votos de um feliz natal e que este último ano, para os finalistas, marque o início de mais uma jornada, e que daqui a um ano, dez anos, e mais, se lembrei deste último natal com saudade e com uma nostalgia de mais um momento feliz que viveram neste castelo. – Podia ver-se alguns alunos visivelmente emocionados com as sábias palavras do diretor. – Que comece o banquete de natal.
A mesa de madeira rapidamente ganho cor, com imensos pratos tipicamente natalícios, acompanhados das mais maravilhosas iguarias, o jantar decorreu calmamente, entre risos e trocas de histórias natalícias. Até os restantes Slytherin estavam a gostar do jantar, o ambiente aminado decorreu por todo o jantar e quando bateram as dez horas da noite, deu-se então inicio a tão famosa troca de presentes.
— Alguém quer começar? – Perguntou a professora McGonagall, ela que trajava um pesado manto vermelho escuro, tão adequado a quadra que celebravam. James Potter imediatamente levantou o braço, animado (talvez da cerveja amanteigada que tinha bebido). – Sr. Potter, pode começar então.
O embrulho de James era no mínimo surpreendente, um caixa retangular com um papel de embrulho mágico de pequenos cachorros com gorros de natal corriam o papel animadamente. Não havia já grandes dúvidas. – Seu cão sarnento, a tua prenda! – E estendeu a Sirius o embrulho perante o olhar surpreso do amigo, olhar que rapidamente foi substituído por um sorriso meio de lado – Obrigada meu veado.
Mas Sirius podia esperar muitas coisas de James, mas ao abrir com um cuidado, incomum nele, os seus olhos encheram-se de lágrimas, aquele era sem dúvida o presente que lhe trouxe as lágrimas aos olhos, um álbum… estava repleto de fotos desde do primeiro ano até aquela data, junto de cada foto, havia palavras escritas pela letra de James que comentavam a foto, lembrado um momento, uma frase ou até mesmo uma piada, e algumas folhas em branco com uma mensagem que dizia.
Agora podes continuar a preencher este álbum, com as memórias futuras que partilharemos.
Do teu melhor (e mais gato) amigo, James Potter.
Não havia muita coisa que Sirius deixava que o tocasse daquela maneira, e antes que algumas lágrimas rolam-se do seu rosto, Sirius abraçou o amigo, agradecendo o presente que lhe tinha aquecido o coração.
— Agora vamos retomar a ordem assim, Sirius podes dar então o teu presente. – Disse a professora McGonagall. Sirius tirou do manto um embrulho pequeno, embrulhado num papel prateado, tinha um aspeto delicado, ele sorriu ternamente. – Feliz Natal Bella.
E o salão parou, Sirius estendeu o presente a prima que os tomou nas mãos visivelmente emocionada, ainda que tentasse disfarçar. Ela abriu cuidadosamente, e de dentro do embrulho uma caixa encrustada e de lá de dentro um bonito colar com um pendente em forma de estrela brilhava. – Obrigada Six. É lindo. – Ela disse sorrindo ternamente a ele. Entendendo-lhe o colar, sorriu-lhe, levantando os longos cabelos negros, para que ele lhe colocasse o colar. Os amigos dele estavam pasmos, e segundos depois de na mente de Remus se fazer o tão famoso click Sirius e Bellatrix trocaram um beijo leve nos lábios, que foi acompanhado por um uauu geral.
O resto da troca foi feita rapidamente enquanto Sirius e Bellatrix ainda estava abraçados a observar a troca de prendas. No final, e enquanto todos os amigos estavam reunidos, Sirius pode finalmente apresentar a namorada aos amigos “Pessoal, esta é a Bella, a minha namorada”.
E Remus Lupin podia esperar muita coisa do último Natal em Hogwarts, mas a verdade é que facto, aquele foi memorável.
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