Um Mês Em Um Resort
9 Especial de Natal NaLu
Notas iniciais

Especial de Natal – Um mês em um Resort
ATENÇÃO: Essa fic não condiz no tempo em que a fic ocorre, é SÓ um especial que não muda a história INTENSAMENTE! Apenas uns presentinhos a mais e é focada no casal NaLu.
Lucy POV
O Resort estava contaminado com um espírito natalino. O pessoal que cuidava do lugar contratou incríveis magos elementares para amenizarem o intenso calor que a ilha recebia nessa época. As piscinas foram tapadas com lona para não receberem a neve artificial que os decoradores usaram para enfeitar o local.
Os enormes tobogãs piscavam graças as luzinhas natalinas que os enfeitavam. Todos os estabelecimentos estavam lotados de decorações para o natal. Não saguão da pousada onde eu estava podia-se ser visto um enorme pinheiro, totalmente decorado com os mais riquíssimos detalhes.
Era véspera de Natal e todas as guildas se encontravam no salão de festa principal que também estava decorado, principalmente das cores: vermelho, verde e dourado. No meio do salão havia um enorme pinheiro que chegava quase ao teto, cheio de bolas natalinas do tamanho da minha cabeça.
Eu trajava vestes da época. Um tope vermelho assim como as luvas que no fim tinham um forro de algodão branco e a saia, também vermelha, também possuía um forro parecido e eu calçava botas brancas. A Fairy Tail toda também estava vestida ao estilo natalino assim como outras guildas.
Já cansada de ficar sentada sem fazer absolutamente nada (apenas observando Erza devorar um bolo de morango, Natsu e Gray discutindo e a bagunça costumeira da Fairy Tail) eu levanto e vou em direção a saída. Deparando-me com lindos flocos de neves a cairem sobre o solo já branco. Não estava frio, assim como não estava quente, estava agradável.
– Você está linda com essa roupa Blonde. – Um arrepio subiu pela minha espinha ao ouvir o apelido. Nem precisei me dar ao trabalho de ver quem era.
– Feliz Natal, Sting. – Suspiro.
– Para você também. – Ele chegou ao meu lado, estendendo uma pequena caixinha dourada envolvida com um belo laço branco perolado.
– Sting...
– Eu disse que ia comprar algo para você de Natal, não disse? – Ele sorriu de canto.
– Mas eu não comprei nada para você. – Admito que fiquei emocionada, mas nem tinha algo para dar a ele e, infelizmente, nem cogitei a ideia. – Não posso aceitar.
– Lucy, presentes não são algo para serem cobrados e sim para serem uma forma de gratidão, até eu sei disso. – Ele deu um passo para mais perto de mim, nossos pés quase se chocaram com a pouca distância. Novamente Sting estendeu o presente, dessa vez eu aceitei. Abri a caixinha e de lá havia uma linda pulseira rosada, com vários tipos de pingentes, um mais delicado que o outro (Link nas notas finais).
– Oh Sting, muito obrigada, mas ainda fico triste quando penso que eu não comprei nada para você.
– Se não tem nenhum presente, pode apenas me agradecer. – Ele sorriu, inclinando-se para mais perto, dessa vez nossas respirações chocavam-se e eu fitava os orbes azuis profundamente, podia ver ali uma centelha de desejo e talvez até mesmo, algo mais. Ambos os nossos lábios estavam quase se chocando.
– Oe. – Uma terceira voz invade meus ouvidos, o loiro a minha frente se afasta e faz uma cara de desgosto. Olho para a nova pessoa que eu já sabia quem era.
– Natsu. – Minhas bochechas coram. Ele TINHA visto aquele... aquele QUASE beijo. Como eu olharia para ele agora? Ele tinha uma antipatia especial com Sting, e, provavelmente, ver o loiro ali, quase a me beijar, não fazia daquele o Natal mais perfeito para o rosado.
– Humf. – Ouso Sting murmurar ao meu lado. – Vou voltar lá para dentro. – Ele vai em direção a Natsu que ainda o fuzilava com o olhar, ao passar pelo rosado os ombros de ambos se chocam, fazendo o Dragon Slayer de fogo ceder um passo para trás. Sting já havia saído, deixando eu e Natsu, a sós. Ele vai até meu lado, encostando-se a murada que separava a sacada do jardim que cercava o salão.
– Sabe que não gosto quando fica com ele. – O rosado foi o primeiro a falar.
– Sabe que não gosto quando fica com ciúme. – Retruco e vejo que o rapaz fica levemente corado, contenho uma risada.
– N-não é ciúme. – Silêncio.
Suspiro levemente e olho para o céu estrelado, vejo um risco branco cruzar o céu. Uma estrela cadente. Fecho os olhos afim de fazer o pedido “Desejo que esse silêncio acabe”. Sim era um desejo bobo, mas era MUITO constrangedor. Infelizmente nada aconteceu, nem um murmuro. Isso pelos próximos dez (torturantes) segundos.
– Lucy eu... – Viro para o rosado, porém, quando o avisto, ele estava vido em minha direção, muito rápido por sinal. Natsu segura firmemente meus ombros, mas com delicadeza. Os lábios do rosado roçaram contra os meus e uma sensação nova me invade. Fecho meus olhos quase que no automático e deixo-me ser envolvida pelo singelo beijo. Sinto Natsu morder levemente meu lábio inferior, pedindo passagem que logo foi concedida por mim e então sinto a língua quente do rosado adentrando em minha boca, explorando todos os novos locais com a mesma até encontrar a minha e começarem a se entrelaçar sincronizadamente. As mãos do rosado vão em direção a minha cintura, puxando-me para mais perto, e eu apoio minhas mãos em suas costas.
Meus pulmões já imploravam por ar, porém Natsu continuava com o beijo sem pestanejar, me desvencilho dos lábios do rosado corada e respirando pesadamente assim como ele que me olhava com olhos duvidosos.
– Feliz Natal, Lucy. – Ele sorri meigamente e eu devolvo o sorriso. Em um piscar de olhos eu já puxava Natsu para outro beijo, menos intenso, porém deixando a mostra minha felicidade.
“Que isso não sege um sonho.”
FELIZ NATAL!
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