Um Misterioso Desaparecimento
2 Capítulo 2 - Um Achado No Parque
Notas iniciais
Obrigada Lis Justice Tarver, minha primeira leitora.
Boa Leitura
Fox saiu da casa de Kendall seguido pela turma e desceu a Rua Quinze em direção ao parque que existia na esquina. Vez por outra ele parava repentinamente e todos ficavam atentos. Mas ele estava apenas escolhendo um poste para urinar.
- Você acha que isso vai dar certo, Nathan? — perguntou Carlos desconfiado.
- Pelo menos o Fox está levando a gente para algum lugar, e pode ser uma pista.
- Pois eu estou achando que ele só está passeando — comentou Logan, que também desconfiava da idéia de Nathan.
- Calma, gente. Vamos ver primeiro onde ele está indo — interrompeu Kendall.
Fox entrou no parque acompanhado de perto pelos meninos. Caminhou pelas alamedas floridas e parou em frente ao lago que existia no centro do parque. Os garotos ficaram esperando. Ali, o cão começou a cavar: primeiro devagar, e depois com rapidez, ao mesmo tempo que passava a ganir.
- Meu Deus — disse Logan assustado -, o que ele está querendo nos mostrar?
- Deve ter alguma coisa enterrada aí. Vamos ajudar a cavar — sugeriu Carlos, abaixando-se.
Enquanto Kendall segurava Fox, que bastante agitado latia, os três se agacharam e começaram a cavar no local apontado pelo cachorro. Usavam as mãos nessa tarefa, pois a terra fofa indicava que havia sido remexida recentemente.
- Calma, Fox, já vamos encontrar o que você está querendo mostrar — falou Carlos.
Mas o cão continuava a debater-se nas mãos de Kendall. O buraco ia se aprofundando e os três cavavam com mais rapidez. De repente, Carlos gritou:
- Achei, gente. Olhem o que o Fox estava querendo mostrar — e ergueu um osso enorme.
Fox escapou do controle de Kendall e tomou o osso da mão de Carlos. Depois partiu em disparada em direção à rua Quinze. Ninguém conseguia segurar as risadas.
- Eu sabia que essa idéia não idar certo, Nathan — comentou Carlos.
Os quatro garotos estavam sentados na rua Quinze, enquanto Fox roía seu osso calmamente.
- É, o Fox é inteligente, mas não é um cachorro policial — observou Logan, disfarçando o sorriso.
- Mas a gente tinha de tentar alguma coisa. E a idéia foi boa u-u — rebateu Nathan.
- Foi sim, para o Fox, que está jantando mais cedo — falou Logan, provocando o riso dos companheiros.
- Olhem que figura estranha vem vindo lá na esquina — disse Kendall, interrompendo a conversa do grupo.
O homem era alto, magro e vestia um paletó escuro, apesar do calor do fim de tarde. Tinha um bigode estreito, e pouco abaixo do seu olho esquerdo havia uma cicatriz que descia até perto da boca. Carregava uma maleta, que parecia deixá-lo ainda mais esquisito. Ele caminhava firme, sem olhar para os lados, ignorando completamente os meninos sentados na calçada do outro lado da rua. Eles não conseguiam desprender os olhos do homem, como se todos estivessem hipnotizados. E ninguém conseguia dizer uma palavra.
De repente, Fox largou seu osso, levantou-se e, atravessando a rua, investiu contra ele, latindo alto. O cão e o homem se olharam por um instante e, curiosamente, foi o animal quem pareceu demonstrar medo. E recuou, embora continuasse a rosnar. O homem, como se nada tivesse acontecido, continuou sua caminhada até o fim da rua, onde entrou no casarão da esquina. Só então Fox parou de latir e retornou para junto dos meninos, que pareciam ter saído de um transe. Tanto que ninguém esboçou o menor gesto para deter o cachorro, que avançava contra um estranho sem nenhum motivo aparente. Um comportamento incomum, já que Fox era manso e dócil.
- Puxa, que coisa esquisita. Vocês viram como o Fox recuou? — perguntou Kendall, o primeiro a quebrar o silêncio que envolvi os eles. — Por que será que ele não gostou desse homem?
- Vai ver esse cara fez qualquer coisa para o Fox algum dia — arriscou Nathan, olhando para o cachorro.
- Pode ser. Dizem que os cães não esquecem nunca mais as pessoas que os maltratam — disse Logan.
- Nunca vi o Fox tão bravo. Até pensei que ele ia morder o homem — falou Kendall, afagando o cão, que voltara a atenção para seu osso.
- Então é esse o homem que alugou o casarão da esquina. Minha vizinha comentou que a casa da dona Olívia tinha sido alugada por um sujeito estranho — lembrou Carlos.
- Estranho ele é mesmo. Vocês viram a cicatriz que ele tem na cara? — disse Logan, e todos concordaram.
- Eu pagava para saber por que o Fox ficou daquele jeito. Ele nunca avançou em ninguém aqui na rua — falou Carlos inquieto.
- E o que ele faz no casarão, mora lá? — quis saber Logan.
- Minha vizinha não sabe. Ela só sabe que ele alugou a casa da dona Olívia, que estava fechada desde que ela foi morar com a filha no Paraguai, no anos passado. Mas acho que ele não mora lá, não — explicou Carlos -, parece que ele vai abrir uma firma na casa e está trazendo os móveis e as máquinas devagar.
- Agora estou lembrando: Eu vi outro dia um caminhão que estava descarregando mudança no casarão — lembrou Nathan.
- Quando foi isso? — perguntou Logan curioso.
- Acho que foi na semana passada. Eu ia dar uma olhada, mas era hora de jantar e acabei não indo.
Notas finais
BTKisses
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