Um Mero Olhar Um Romance pra Vida
1 Um novo dia
Notas iniciais
Era manhã de inverno. Os irmãos Kaulitz estavam em casa, pois essa semana não haviam shows programados. Estavam, digamos, de férias.
-Bill! –gritou Tom com voz de desespero.
-O que foi?! –disse Bill pulando da cama assustado e indo em direção ao cômodo onde o irmão se encontrava.
-Não podia ter se trocado antes de descer? –pediu Tom, avistando o irmão já na cozinha e só de cueca.
-Bem...você me assustou, nem tive tempo de me arrumar. Além do que são só 5 da manhã! Mas o que você queria? Parecia tão desesperado...
-Ah! Eu só queria saber quando você iria levantar. Sabe, eu estou com fome! –disse Tom observando o cômodo. Talvez à procura de comida.
-Você me chamou a essa hora só porque está com fome? Achei que fosse algo mais sério. Se vira. –disse o gêmeo mais novo andando em direção ao seu quarto.
-Algo mais sério? Como o quê? –perguntava Tom a si mesmo, já que seu irmão voltara ao quarto. Provavelmente para dormir, já que faziam 3 meses que estavam em turnê sem descanso e eram apenas pouco mais que 5 horas da manhã.
Tom continuava à procura de comida, quando pensou em fazer waffles, algo prático e saboroso. Quando terminou de prepará-los, ouviu passos vindo em direção à cozinha, mas não se assustou, pois sabia que era o Bill querendo degustar dos waffles pena feitos.
O sol já se encontrava no céu, brilhando forte, mas o clima era frio, pois ainda era inverno.
-Bill, estou indo no mercado, quer que eu lhe traga alguma coisa? –gritou Tom já na garagem.
-Ah sim, eu quero que você compre açúcar, pois está acabando, e eu quero uma barra de chocolate! Daquela que eu adoro! –respondeu Bill com voz de ansiedade pela sua barra de chocolate.
Tom entrou no carro, deu um sorrisinho baixando e balançando a cabeça como se quisesse dizer “Só o meu irmão mesmo” e foi ao mercado.
Bill trabalhava em uma letra nova, mas estava difícil terminá-la. Apenas havia escrito o começo dela:
Andando na rua sem lugar para ir,
Encontro pessoas correndo.
Eu fico as observando, olhando, me perguntando...
Pra que correr? Um incêndio está acontecendo?
Não, não é nada disso.
As pessoas apenas deixam de viver como deveriam
Deixam de sentir a vida, deixam de amar...
Claro, Bill concordava que isso não parecia uma música... Mas mesmo que parecesse ele não conseguia terminá-la.
Tom chegou em casa e viu aquele caderno aberto ali na mesinha da sala. Era uma tentação. Ele não resistiu e leu. Ao terminar de ler a breve poesia fez cara de espanto, pensando se fora realmente o Bill quem escrevera aquilo, pois viu a data de quando o escrito havia começado... E já havia passado um ano do ocorrido.
Tom ficou pensando na “poesia”, porque seu irmão jamais demorara tanto tempo escrevendo. Claro que se Bill estivesse escrevendo um livro demoraria muito mais, mas isso não vem ao caso.
-Tom! Cadê meu chocolate? –perguntou Bill descendo as escadas.
-Está aqui. E aqui o açúcar. –disse o mais velho lhe entregando duas sacolas. –Bill.
-O que foi Tom? –disse o mais alto abrindo desesperadamente a embalagem do chocolate.
-Bem... Eu sei que pode parecer estranho, mas... –Tom sentia quando seu irmão não estava bem.
-Diga Tom! –falou Bill abocanhando o chocolate.
-Você está bem? Eu sinto que você está diferente... Parece esconder alguma coisa.
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