Um Mero Olhar Um Romance pra Vida
24 Afinal, lembranças?
Notas iniciais
Alcançado os 8 reviews, tá aí o que eu prometi =D. Último capítulo, depois desse só os agradecimentos. Boa leitura.
Eu acordei, abrindo os olhos lentamente. Estava tudo embaraçado. Minha visão voltou ao normal e eu pude ver que estava deitado em uma cama num quarto todo branco. Também vi Tom sentado em uma cadeira, um pouco distante, mas ao meu lado. Ele estava com os cotovelos sobre os joelhos, as mãos em frente à boca e com a feição de quem estava muito preocupado.
-Tom. –disse num sussurro por estar fraco.
Ele desviou o olhar, que era para o chão, e olhou instantaneamente para mim.
-Bill, que bom que você acordou. Eu pensei que tinha te perdido cara.
-Cadê a Kayla? –pedi. Era lógico que eu queria ver a minha namorada.
-Que Kayla?
-Como assim “que Kayla”? Eu to falando da minha namorada. –falei com a voz um pouco alterada, pois não estava gostando da brincadeira.
-Bill, você não tem namorada a mais de 6 anos.
-Pára com isso Tom. Não to gostando dessa brincadeira.
-Não é nenhuma brincadeira.
E realmente ele não parecia estar brincando.
-Peraí, eu tenho fotos e mensagens da Kayla no celular... –disse pegando o celular no criado-mudo e procurando as fotos e mensagens. –Ué, cadê? Alguém mexeu no meu celular?
-Não. Bill, você ta bem?
-Claro que eu to. Eu só quero saber onde ta a minha namorada.
-Não, você não deve ta bem. Afinal, ficou um mês em coma...
-O quê?!
-Isso mesmo. Você ficou um mês em coma.
-Nossa. E o que aconteceu com o cara que me atropelou?
-Atropelou? Você tava dirigindo quando sofreu o acidente...
-Como dirigindo? Eu tava indo buscar o presente da Mayara no apartamento quando fui atropelado...
-Mayara? Apartamento? Eu vou te contar o que eu sei. Nós tínhamos voltado de um dos shows da turnê e você disse que ia num mercado, ou loja, não lembro direito, pra comprar alguma coisa.
-Eu me lembro disso. Eu tava indo comprar uma coisa pra mãe... E sobre o acidente?
-Bom daí eu não posso afirmar com toda a certeza, porque eu fiquei em casa. Mas, segundo testemunhas, um caminhão estava ultrapassando outro caminhão em uma curva, e pelo que viram, o carro capotou, porque tinha uma ladeira do lado em que você jogou o carro.
Quando Tom me contou, as imagens apareceram num flash na minha cabeça. Eu consegui lembrar de tudo até a parte em que eu joguei o carro para o acostamento e ele capotou. Depois disso eu devo ter ficado inconsciente e acordei só agora. Mas e aquilo que eu “vivi”? Foi tudo um sonho? É bem provável, porque eu consegui “lembrar” de situações praticamente absurdas e situações em que eu não estive. Saber disso me deixou muito triste, porque eu sonhei o meu maior sonho e foi tão real... Claro que Tom percebeu.
-O que foi Bill?
-Sabe essa Kayla que eu citei?
-O que tem?
-Eu percebi que foi tudo só mais um sonho. Só que esse eu poderia jurar que foi real...
-E você ta triste por isso?
-Você não sabe como é a sensação de ter vivido o seu maior sonho e no final era só isso mesmo... Um sonho.
-Ta bom, me desculpe. Eu não sabia que isso era importante pra você.
-Tudo bem. No final não passam de lembranças de uma mentira.
-Você logo vai voltar ao normal. Vai se sentir melhor quando for pra casa. –disse ele colocando a mão sobre o meu ombro. –Eu vou lá chamar o médico.
Ele seguiu para fora do quarto e logo voltou com o médico. Eu fiz vários exames e ele disse que depois de cinco dias eu poderia ir para casa. Tom sabe como eu odeio hospitais, então pediu ao médico que deixasse eu me recuperar em casa. No outro dia eu teria que fazer mais uns exames de manhã e se tudo desse certo eu poderia ir para casa.
Tom disse que ficaria aquela noite no hospital comigo, mas eu pedi que ele fosse pra casa.
O pior lugar em que eu já estive é no hospital. No hospital não tem nada pra fazer. A não ser, talvez, escrever alguma coisa. E foi isso o que eu fiz.
I follow the life seeking you,
But only in dreams can I find you.
How is it possible feel to miss someone,
Without knowing exactly who?
(Bridge)
I believed in dreams,
I believed in lies.
When will I be able to find you
Without I need to dream?
(Chorus)
How is it possible to live a dream?
How is it possible to dream a life?
At such times it goes for healing a wound.
It is worth everything to continue life.
You can\'t just dream,
We must to live, too.
For one day you can believe
That everything in life can happen.
(Chorus)
I feel great sadness,
I feel loneliness.
Only you is who can
Heal the wounds of my heart.
(Bridge)
(Chorus)
Depois de ter terminado a letra, eu fui dormir. Acordei pelas 08h30min, me troquei, arrumei o que eu tinha pra arrumar e fui fazer os outros exames. Tom chegou pelas 10 horas e como o médico me deu alta, eu fui para casa.
Logo estávamos em casa. Era estranho pra mim. Estar no Brasil à tarde do dia anterior e na manhã seguinte na Alemanha.
Chegando em casa eu mostrei a letra da música que eu havia escrito para o Tom. Ele gostou e chamou o Georg e o Gustav para mais tarde passarem lá em casa para verem a letra e também para verem como eu estava.
Nós comemos alguma coisa só para enganar o estômago, conversamos e assistimos TV. Depois os G’s chegaram lá em casa com baixo, bateria, caixas de som e muito entusiasmo.
Eles pediram como eu estava me sentindo, viram a letra, e também gostaram. Nós montamos tudo, ajustamos as caixas de som etc, tudo num cômodo que nós tínhamos para isso.
Os garotos e eu chegamos num acordo e conseguimos fazer o arranjo musical para a letra. Já estava escurecendo quando Jost ligou. Ele queria saber como eu estava (isso só depois da minha mãe, claro) e disse que então no próximo sábado nós faríamos um show na França, Isso queria dizer que teríamos duas semanas para ensaiar e preparar tudo.
Minha cabeça estava muito ocupada, e como eu havia escrito uma música sobre, nem lembrava mais do sonho da minha vida.
As semanas passaram rápidas, logo nós estávamos na França. Nesse show que fizemos sorteamos 30 fãs para a after-party-show.
O show foi muito bom. Isso me deixava feliz. Logo era hora da festa.
-Oh Bill, eu não to legal. Eu vou pro hotel ta. –disse Gustav, que parecia estar muito mal.
-Eu vou com ele. –falou Georg. –Não tem problema né Bill?
-Não, podem ir. Eu e o Tom ficamos aqui.
-Ta, tchau. –disseram ambos.
-Bill, pega alguma coisa pra eu beber? –pediu Tom.
-Ta, já volto. –disse e fui procurar alguma bebida.
Quando eu estava voltando, uma garota esbarrou em mim, pediu desculpas super-nervosa e sumiu dentre as outras pessoas. Como os olhos daquela garota me encantaram. Não era a cor, era o olhar. Depois de levar a bebida para o Tom, eu decidi procurar aquele olhar. Meus olhos olhavam para todos os cantos e como se houvesse um imã, o olhar dela atraiu os meus olhos.
-Oi, qual o seu nome? –perguntei sorridente me aproximando da garota. E ela respondeu também sorridente?
-Oi, meu nome é Kayla.
-:Fim:-
Notas finais
Então o que acharam? Que medo de vocês não terem gostado. Se quiserem saber sobre alguma coisa que não entenderam peçam, mas espero que tenha dado para entender tudo. Agradecimentos postarei amanhã, acho. Bjss.
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