Notas iniciais
Oi pessoal... Gostaram do primeiro capítulo? Espero que sim. E obrigada a jenni que comentou. Bjs especiais para você. ^-^

–Senhorita!!!!- April suspirou não contendo o alívio quando viu Violetta descer de seu cavalo junto de Diego- Por favor... Não desapareça assim novamente...

–Aí, April... Fui só dar uma volta.- Violetta interrompeu estremecendo ao se lembrar do incidente que acontecera em Leeds- Está tudo bem. Encontrei Diego pelo caminho para casa.- sorriu para o primo que o retribuiu.

–Felizmente menino Diego... O que o Senhor Castillo me faria se perdesse o seu tesouro mais precioso?!- April perguntou a Violetta que logo tratou de se aborrecer com a conversa que já acontecera mais de mil milhões de vezes.

–Isso eu não sei ama querida...- Villu rebateu- Mas o que eu sei, é que preciso de um banho. Diego, poderia levar meu cavalo para a cavalariça, por favor?- pediu ao primo que assentiu.

–Claro minha pequenina.- Diego falou utilizando o apelido usado normalmente para irritar Violetta que odiava que a subjugassem.

–Eu me vou já embora para você nem começar, pode ser Dieguinho?- Villu sorriu triunfante enquanto que subia as poucas escadas que davam ao salão principal da mansão.

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–Eu estou vos dizendo!!- falava um homem numa taberna não muito longe da casa dos Castillo- Thomas pegou na moça e quase a matou.

–E qual é a diferença das outras pessoas. Thomas só fica de bom-humor se matar pelo menos uma pessoa por dia. Disso todos sabemos.- outra pessoa fala e rí.

–Há quem diga que a garota podia ser parente do Castillo.- o primeiro homem sussurra.

–Isso é impossível! Há quanto tempo não vemos ninguém daquela casa andar nesta cidade?- outro homem pergunta se levantando.

–Bem visto, mas se pensarmos que um garoto que chegou esta manhã ao porto da cidade e afirmou ser sobrinho de German. Ele poderia muito bem esconder mais alguém naquela casa. Está longe de tudo e de todos e não deixa ninguém lá entrar.

–Sim, talvez, mas eu acho que com aquela fortuna, nem eu confiava em ninguém.- um bêbado fala e rí, caindo da cadeira de seguida fazendo os outros gargalharem.

O que os homens não sabiam é que estava um capitão e o seu marinheiro mais confiado a ouvir tudo.

–Próxima paragem...- falou o marinheiro.

–Casa Castillo.- conclui o capitão sorrindo- Vamos chamar os outros.

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Era de madrugada quando Violetta sente alguém a abanar, fazendo a garota acordar sobressaltada.

–Menina!! Menina!! Por favor, acorde!!!!- April pede desesperada.

–Sim, sim, April, já acordei. O que se passa? Porquê tanto alarido?- perguntou Violetta.

–Piratas menina!!!- Violetta gelou ouvindo essas palavras- Eles entraram na fazenda e se dirigem para aqui!!- sua ama puxa Villu que quase cai da cama.

–Mas como conseguiram eles entrar?- pergunta a garota, assustada.

–Não sei menina!!- uma April desesperada espreita pela porta do quarto a fechando logo de seguida- Está alguém subindo as escadas!!- Villu sentiu seu corpo começar a tremer. A garota puxa April para baixo de grande cama de casal na qual há menos de uma hora estava dormindo descansada.

–Quieta April...- pediu Violetta tapando a boca quando sentiu alguém tentar abrir a porta que estava trancada.

–Meu Deus nos ajude!!- sussurrou April juntando as mãos e fechando os olhos.

De repente a porta é aberta e uma pessoa entra apressada. O quarto estava muito escuro e nem Violetta nem sua ama conseguiram ver a cara dessa pessoa.

–Villu...- fala uma voz que a garota conhece bem.

–Diego.- Violetta sossurra enquanto que saí debaixo da cama seguida pela ama.

–Villu!!- Diego exclama visivelmente aliviado quando vê a prima aparecer- Temos de saír daqui!!!

–Eu não vou deixar April.- a garota declara agarrando a mão da mulher ao lado dela.

–Mas nós temos de ir!!- Diego se aproxima das duas frustrado.

–Menina, vá com seu primo.- April se vira para a sua senhora- Eu só os atrasarei.

–Mas eu não a posso deixar!!- Villu começa a chorar- Você é como uma segunda mãe para mim...

–Minha pequenina, eu te adoro muito.- a mulher coloca a mão na face da menina- E por isso te digo para fugires, está bem?- Villu assente ainda com os olhos marejados.

De seguida Diego puxa sua prima para as escadas, as descendo a correr e rumando para a cavalariça, mas antes mesmo de chegar perto da porta dos fundos é surpreendido por alguém que lhe acerta um golpe no olho.

–Ah- o garoto geme de dor e olha na direção de onde veio o murro. Mesmo com a visão turva Diego conseguiu distinguir um homem por volta dos 60 anos com uma longa barba branca e coxo de uma perna, logo o garoto persebeu que se tratava de um pirata. O mais rápido que conseguiu, o garoto colocou Villu atrás de sí e sacou de sua espada se colocando em posição de defesa. O homem riu.

–O que estava tentando fazer garoto?- perguntou o pirata ainda gargalhando- Não pensavam em fugir, ou sim?- Diego sentiu a prima estremecer e logo a tentou acalmar juntando-a mais a sí- Ha ha... Olson, Scott, encontrei alguma coisa aqui!!- gritou o velho enquanto tirava uma arma do bolso e a apontava em direção de Diego e Villu.

–O que foi?- inquiriu um rapaz com alguns 25 anos de pele morena e cabelos castanhos escuros enquanto entrava na sala.

–Que é isto?- perguntou outro homem, este um pouco mais velho, enquanto olhava com desejo para Villu que se encontrava de camisa de dormir.

–Olson, pelo menos disfarça um pouco, não é?- o velho gargalhou enquanto via a figura dos amigos que se divertiam com o medo os "prisioneiros".

–Não consigo.- o homem nomeado de Olson disse sorrindo para Violetta que o olhou enojada.

–Nos deixe saír.- ordenou Diego para o velho.

–Bem, eu até deixava garoto, mas não sou eu que dito as ordens aqui.- o velho respondeu- Um de vocês que chame o capitão.

–Por favor.- pediu pela última vez Violetta que estava aterrorizada com a ideia de ficar refém dos piratas.

–Vou buscar o capitão.- Scott falou e saíu.

Eu já disse que não sou eu que dito as regras.- o velho tentou se chegar mais perto deles, mas Diego voltou á posição de defesa.

–Não se aproxime.- rosnou o garoto. Passado menos de um minuto Scott volta, mas desta vez com um outro homem. Este tinha um porte mais altivo, como se se fosse superior a todas as pessoas que se encontravam presentes. O homem olhou surpreso para Violetta e Diego e em seguida para os outros que se encontravam na sala.

–Qual é o problema?- inquiriu para Olson que rapidamente olhou para o velho seguido pelo homem desconhecido pelos garotos- Qual o problema Lawrence?

–Capitão... Eles- Lawrence olhou para a frente, onde se encontravam os garotos- queriam saír daqui.

–Eu dei ordens especificas para que ninguém fugisse da casa enquanto que nós cá estávamos, não dei?- o capitão não alterou sua voz durante um só momento- Qual a dúvida então?- perguntou para o velho.

–Nenhuma senhor, vou os prender então.

–Mas espere.- Lawrence parou no seu lugar. O capitão se dirigiu á frente dos garotos e com um golpe tirou a espada da mão de Diego que recuou alguns passos- Quem são vocês?- inquiriu aparentemente calmo. Nem Diego nem Villu responderam- Não irei perguntar mais vez nenhuma, por isso é melhor responderem.- o olhar do capitão começou a se tornar frio a Diego logo respondeu.

–Eu sou o sobrinho de German Castillo, o dono desta casa.

–E você garota?- o capitão perguntou e Villu baixou o olhar.

–Eu... Eu sou a filha de German Castillo.- os marinheiros se entreolharam espantados. Afinal os boatos na cidade estavam certos. German sempre mantinha um segredo escondido na mansão. O capitão pensou durante algum tempo, provavelmente sem saber o que faria com o sobrinho e a filha de German. Quando a porta é aberta e aparece um novo membro da tripulação.

–Capitão!! Capitão!!- o homem ofegante entrou nervoso na sala- Guardas...- o capitão arregalou os olhos- Não sei como aconteceu, mas eles estão vindo...

–Então do que estão esperando??- gritou- Busquem o dinheiro e temos de desaparecer daqui!!

–É esse o problema.- o homem ainda ofegante tentou encontrar palavras para dar a notícia ao capitão- Procurámos em cofres, em todos os quartos da mansão... O dinheiro não está aqui.- o capitão refletiu um segundo e logo olhou para Violetta.

–Onde está o dinheiro?- perguntou se aproximando dela que estremeceu- Me fale agora.

–Eu não sei.- Villu puxou Diego mais para perto de si e o garoto entendeu isso como um sinal de medo. Que na verdade era.

–Me fale agora onde está o raio do dinheiro!!- o homem se aproximou mais deles é Diego logo soltou Violetta e se virou para o capitão.

–Ela não sabe.- o garoto respondeu.

–Não sabe? Está bem.- o capitão se virou para Olson e Scott- Prendam o sobrinho do Castillo.

–Não!!- Violetta gritou segurando forte o braço do primo. Logo a garota foi empurrada para trás enquanto que via as mãos de Diego sendo pendidas atrás das costas e os dois piratas prendendo os braços dele que se debatia fortemente.

–Já que a pequena não sabe onde está a grande fortuna do papai.- o capitão falou irônico- Então ela vai ser nossa prisioneira até que estejam 10 milhões de libras na ilha de Monte Cristo.- Villu sentiu alguém lhe apareceu por trás e lhe prender também os braços. A garota gritou desesperada.

–Não façam isso, por favor.- Diego suplicou- Ela é só uma criança!!!

–Garoto, nós precisamos de ter a certeza que saímos de Inglaterra sem sermos apanhados... E por agora, o menos que podemos fazer é levar uma prisioneira. Você tem a obrigação de enviar a mensagem ao Castillo se quer voltar a ver a sua prima. A tragam.-o capitão pegou o braço de Villu com força- Vamos embora!!! — gritou rumando para fora da casa montando num cavalo preto em seguida e logo colocando a garota na sua frente partindo a toda a velocidade para o porto onde um enorme navio os aguardava com vários marinheiros lá dentro.

Notas finais
Quero que comentem, ok? Posso demorar algum tempo a postar o próximo porque vou ter de o escrever e revisá-lo. Bjs. Los quiero!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.