Um Malfoy em minha vida
15 Tudo o que eu preciso saber!
Notas iniciais
Capitulo 15
Tudo o que eu preciso saber!
Capítulo anterior...
... _ Cala a boca_ Gritou ela já vermelha de raiva_ Você sabe muito bem que ele só não está comigo agora por sua culpa. Você me obrigou a terminar com ele e depois me sequestrou. Se não fosse por você nós ainda estaríamos juntos.
Draco cai na gargalhada.
— Ora me poupe Granger se ele se importasse mesmo com você ele teria te procurado, e já vai fazer quase duas semanas que você esta desaparecida e até agora ele não moveu um dedo. E sabe por quê? Por que ele não dá a mínima pra você...
—_____________________________________________________
..._ Você precisa ver isso_ disse ele por fim indicando com o olhar para o jornal que estava na mesa de centro bem de frente pra eles. Enquanto Draco se inclina sobre a mesa e pega o jornal Blásio continua falando_ Todo o castelo está falando sobre isso e você precisa fazer alguma coisa.
Draco olha o jornal e logo na primeira capa esta uma foto de Harry sorrindo dando tapinhas nas costas de Rony que também estava sorrindo e acenando para o público que os aplaudiam, eles estava na frente do o ministério e cada um tinha um crachá que Draco logo reconheceu de que empresa pertence quando viu o símbolo da Ordem. E em cima da foto estava escrito “BOAS VINDAS AOS MAIS NOVOS INTEGRANTES DO MINISTÉRIO”. E logo em baixo da foto estava a grande notícia:
“Hoje nessa segunda feira pela a volta das oito da manhã foi com grande prazer que o ministério exibiu a inauguração dos Senhores Harry James Potter e Ronald Abílio Weasley estudantes do colégio de magias e bruxarias de Hogwarts, para a grande palestra onde os dois foram apresentados como os mais novos integrantes da ordem com o Objetivo principal de participarem das buscas no resgate da aluna Hermione Jeane Granger que desapareceu uma semana e dois dias sem dá vestígios do seu desaparecimento. E depois dessa grande inauguração com a permissão de todo o ministério os dois iniciaram as buscas a partir de hoje as 17h00minhs da tarde e só terminarão as..."
Draco amassa a grande pagina entre as mãos e joga com força no chão...
—_____________________________________________________
— O que você faria pra passar uma noite comigo?
Pansy sorriu esperançosa.
— Qualquer coisa_ Respondeu.
— Ótimo_ diz o loiro seriamente ao ver Harry abraçar Gina. E logo em seguida olha pra jovem ao seu lado_ Tenho um servicinho pra você_ E sorri pra ela.
Pansy franziu a testa meio com fusa, mais assim que ia abrir a boca para questionar, uma sirene alta soou alertando para que todos os integrantes da Ordem entrassem na Floresta.
Harry dá um ultimo beijo a namorada enquanto que Rony abraça Molly Weasley. E assim que os dois se despedem de todos, seguem para dentro da Floresta junto com o resto dos integrantes. Draco sorri e vira de costa indo até o castelo sendo seguido por Pansy.
Continua...
—__________________________________________________
Agora...
O sol estava se pondo na linha do horizonte do grandioso lago lá fora, o ambiente estava de um tom alaranjado, o gramado do jardim continuava verde não perdendo a beleza de sua natureza. A brisa do vento fazia com que algumas folhas amareladas das arvores caíssem, esvoaçavam as maravilhosas pétalas das flores dançantes do grande jardim assim como também esvoaçavam os cabelos castanhos de uma jovem Grifinória que agora estava na sacada observando os movimentos do sol a cada descida que dava sobre o lago.
“Ora me poupe Granger, se ele se importasse mesmo com você ele teria te procurado, e já vai fazer quase duas semanas que você esta desaparecida e até agora ele não moveu um dedo. E sabe por quê? Por que ele não dá a mínima pra você.”
Durante seu tempo presa na cabana, a castanha tentava não pensar em Rony, tentava não pensar em seus cabelos ruivos, em sua maneira de falar, naqueles olhos azuis entristecidos. Mais depois de ter ouvido tais palavras de Draco é que a fez pensar. Será que ele estava preocupado com ela ao ponto de querer procura-la? E Harry, vai fazer alguma coisa sobre o seu desaparecimento? Afinal, algum dos dois ao menos pensava nela?
Esses pensamentos se penetravam em sua cabeça quase sem intenção de sair, aumentando suas esperanças de que os dois estariam procurando por ela agora. Sempre foram amigos inseparáveis em todas as lutas, sempre apoiando uns aos outros. Sim, ela tinha certeza, eles nunca a abandonariam, nem que pra isso eles terem que atravessar a Floresta Negra.Hermione desvia seus orbes castanhos do lago azul para examinar ao longe a grande Floresta.
Há muitos dias ela tinha imaginado como seria possível os Malfoy conseguirem construir uma cabana que ficava perto de uma floresta como essa?
Mesmo vendo de longe ela pode sentir uma grande ameaça se derivar sobre as grandes árvores balançantes com as leve brisa do vento.
Imaginar qualquer um desarmado andando sobre ela e imaginar os variados tipos de alucinações que uma pessoa pode ter até ser levado à loucura onde também as chances de sobrevivência são nulas. Não conseguia.
Imaginar como seria possível uma floresta ter vida?... Como seria possível ela se alimentar dos medos das pessoas?... Não conseguia.
Nada do que poderia pensar ou imaginar conseguia chega perto do Óbvio.
Seus pensamentos foram obrigados a serem suspensos quando a morena ouviu um “tilintar”vindo da maçaneta da porta. Já sabendo quem poderia ser a jovem castanha sai da sacada a tempo de ver Draco entrar.
— O que você está fazendo aqui?_ Pergunta meio séria cruzando os braços.
O loiro olha pra ela com uma expressão cínica (Como sempre) estampado do rosto.
— Você poderia ao menos fingir ficar feliz em me ver?_ Ironizou.
— Eu poderia. Mais não cabe a mim em exercer tanto esforço_ ela jogou de volta.
Draco da um leve sorriso de canto e anda até o sofá em formato de L.
— Malfoy eu não sei por que você veio_ diz ela quando viu o loiro se jogar no sofá e apoiando os dois braços nas bodas superiores do móvel_ Mais eu não preciso de você aqui pra me dizer coisas desagradáveis ao meu respeito ou dos meus amigos_ Ela se vira de costas pra ele ainda de Braços cruzados ficando de frente pra sacada que ainda estava com suas portas duplas de vidro abertas_ Não estou com paciência nenhuma de ouvir as coisas patéticas que você sempre diz, então seja lá o motivo de você ter vindo, é bom que saiba de que veio perder seu tempo.
Silencio. Draco ainda continua no mesmo lugar olhando pra ela e sorri divertidamente.
— Hum_ começa o loiro ainda olhando pra castanha que ainda estava de costas pra ele_ Então o que você acha que eu vim fazer aqui mesmo?
Hermione dá de ombros.
— Eu não sei, e nem quero saber_ responde ela teimando em não se virar pra ele_ Tudo o que eu sei é que você só vem aqui com o propósito de fazer eu me sentir mal, e eu cansei disso tudo. Cansei de ser apenas um brinquedo para sua diversão. Então seja lá o que você veio me dizer eu não darei ouvidos.
— Mesmo?
— Sim.
— Que pena_ Draco suspira fingindo estar desapontado e se levanta do sofá_ Pois eu achei que você estaria interessada em saber o que Voldemort disse na ultima reunião.
Hermione descruza os braços e se vira pra ele imediatamente surpresa.
— Era com ele que você estava?
— Era_ responde o loiro que agora dá de ombros sarcasticamente_ Mais como você não está interessada e nem pretende dar ouvidos no que eu tenho pra dizer então... Eu acho que não tenho mais o porquê de ficar aqui.
O loiro sabia que era tudo o que ela queria saber, e começou a andar de vagar esperando que ela tome a iniciativa de chama-lo de voltar. E como o esperado logo que o loiro estava passando da bancada ouve a castanha o chamar.
— Malfoy espera!
Ele para com um sorriso vitorioso e se vira com cara mais sínica do que antes.
— Sim?
Hermione revira os olhos.
— Você sabe muito bem que fizemos um trato, e também sabe que tem que fazer a sua parte.
— A culpa é sua_ Disse ele_ Você é que disse que não queria saber sobre o que eu vim dizer.
— Eu sei mais pensei que...Argh... Esqueça_ Bufou já sem paciência e cruza os braços como uma criança mimada faz quando é contrariada, mais logo descruza_ Espera_ disse logo em seguida ao se lembrar de algo_ Não deveria estar aqui, está quase na hora do jantar.
Draco ergue uma sobrancelha.
— E?
— Não tem medo que percebam a sua grandiosa ausência?_ disse ela sarcástica.
— Não_ disse ele dando de ombros_ embora seus amiguinhos Potter e o Weasley esteja me secando ultimamente.
— Secando?
— É eu sei, eu deveria está lisonjeado ao saber que o meu charme está cada vez mais irresistível a ponte de atrair pessoas desagradáveis, mais infelizmente vou ter que desaponta-los ao dize que o meu time...
— DRACO.
— Tudo bem já parei_ Draco ergue as mão em redenção_ Não tocarei mais no assunto.
Hermione revira os olhos novamente.
— Mais já que eu toquei_ Draco continua tirando um grande papel meio amassado de dentro do terno_ Eis o motivo deles não pegar no meu pé hoje_ ele ergue a pagina pra ela.
Meio receosa ela anda até ele e pega o jornal de suas mãos. Enquanto ela lê as ultimas notícias Draco tira o paletó preto e joga em cima do sofá onde estava sentado á alguns minutos e anda até a geladeira e pega uma das garrafas que estavam no refrigerador e se serve em uma taça.
Quando toma o primeiro gole espera ela terminar de ler pra depois ver sua reação ao ver a grande notícia.
Enquanto os orbes castanhos passeavam ansiosos pela primeira pagina á medida em que ela lia, ele vê ela expressa sua emoção apoiando sua mão no peito e desvia os olhos do jornal em direção e a ele. Draco já estava se preparando pra ouvir gritos, ver pulinhos e sorrisos exageradamente desnecessários, mais ficou surpreso ao ver que não foi assim.
—P-por favor_ diz ela procurando não se emocionar muito em vão_ Me diz que você não alterou essa noticia pra tirar uma com a minha cara.
Draco faz uma careta pra ela.
— E qual seria a graça nisso?
— E-eu não sei, eu só..._ Não conseguiu terminar, a emoção foi tão grande que sentiu que iria chorar mais não o faria, não na frente dele. Há alguns minutos atrás estava preocupada com o fato de seus amigos a esquecessem e agora se encontrava feliz em receber a noticia de que eles agora estavam arriscando suas vidas para encontra-la.
Um sorriso começou a surgir em seus lábios e abraçou a primeira página expressando sua felicidade, assim como fazia aos 11 anos com seus livros quando encontrava algo interessante pra se ler.
Agora ela se vira pra sacada novamente e avista a floresta ao longe que agora estava mais escura pelo sol ter se pondo totalmente.
— Então... Então agora eles estão me procurando nesse exato momentopela floresta?_ E começou a rir de novo que nem uma boba respirando pesadamente pelo grande alívio_ Oh meu Deus, eu não acredito_ sussurrou mais pra si mesma.
— Não se anime muito_ Diz Draco serio e meio fascinado com aquele sorriso, a ultima vez que a viu sorrindo assim foi quando ela estava bêbada no banheiro, mais agora não. Ela estava sóbria, o que de alguma forma deixava seu sorriso mais radiante. Em fim ele conseguiu disfarçar sua fascinação com sua seriedade e continuou_ Você sabe que eles não têm chance de passar pela floresta_ Draco ainda com a taça na mão até a cama e se encosta sobre os travesseiros_ mesmo estando armados, ela sempre cava o que há de mais profundo em sua mente e usa isso contra eles.
— Não importa_ diz a Grifinória ainda com a expressão esperançosa no rosto_ O que importa é que eles ainda me amam e se importam comigo pra assumir tal responsabilidade_ ela afasta o jornal de seu peito e olha pra foto dos amigos que agora estava pousando pra foto, abraçados e sorrindo orgulhosos_ Harry nunca deixaria que nada de ruim acontecesse com as pessoas que ele ama, sempre colocou sua vida na frente daqueles que ele se importa, e Rony?_ diz ela dando uma pausa e olha pro ex-namorado suspirando_ Ah Rony, você nunca me esqueceu_ ela sussurrou_ mesmo estando longe, eu sinto que você ainda me ama_ e com um sorriso ela abraça o jornal novamente, até que ela ouve alguém limpar a garganta a tirando do seu transe emocional.
— Muito bem tudo isso é muito lindo, mais será que agora já podemos voltar no assunto em questão?
Hermione olha pra ele, que agora estava com as pernas cruzadas por cima da cama, olhando seriamente pra ela.
— O que?_ pergunta ela meio fora de transe.
Draco revira os olhos.
— Os planos Granger, os planos de Voldemort_ diz ele bravejando_ Eu não vim até aqui pra ver você suspirar até desmaiar por aquele pobretão traidor de sangue, então se você não se importar de não fazer a minha vinda até aqui ser em vão eu ficaria muito agradecido.
Hermione olha pra ele e sorri de canto.
—Ciúmes querido?_ brincou.
Draco olha pra ela sem humor nenhum.
— Nem morto!_ respondeu ele severamente.
Hermione não se importou com o olhar que Draco lançou a ela, naquele momento ela estava tão feliz que pareceu que nada iria tirar sua alegria. Mais sabendo como Draco era, preferiu não prolongar a sua paciência que por sinal era muito curta. Então mudou de assunto.
— Ninguém vai notar seu desaparecimento?
— Como eu disse, eu não me importo com isso, alias os únicos que vão sentir minha falta são Blásio, Potter e o “Weasleyzinho” _ disse ele com certa pontada de desprezo no ultimo nome.
— A claro, e sem contar o Snape e a sua querida “Pansy” _ diz ela fazendo aspas com os dedos da mão direita (enquanto a mão esquerda segura o jornal) imitando a vozinha irritante de Pansy ao insinuar o nome dela.
Draco da um sorriso cínico.
— Ciúmes querida?
— Morrendo_ diz ela sarcástica.
Draco da um sorriso vitorioso.
— Bom Blásio sempre me deu cobertura enquanto eu venho aqui, e quando á algum imprevisto ele me avisa por Taylor, então eu acredito que se parar de ficar de blábláblá e começarmos a levar o assunto em questão em conta, eu acredito que terminaremos daqui a meia noite.
— Meia noite?_ diz ela espantada_ Vai demorar tanto assim?
— Pois é, sou seu até a meia noite, então..._ ele deposita a taça no cômodo_eu acho bom pararmos de perder tempo_ e com isso ele dá umas palmadinhas ao lado da cama sugerindo que ela sentasse_ Podemos começar?
Hermione não diz nada só revira os olhos colocando o jornal na poltrona mais próxima, e do contrario do que Draco sugeriu ela sentou na beira da cama ficando de frente pra ele.
— Pode começar!
—_______________________________________________________
— Uma oitava horcruxe?_ diz a castanha chocada olhando pro nada_ Então foi por isso que ele sobreviveu?... Mais... Como?
— Eu não sei_ diz Draco meio concentrado no assunto_ Voldemort fez uma reunião com todos os comensais antes da guerra. Parecia que ele tinha alguma ligação com o Potter que o fez hesitar, então por precaução ele fez mais uma oitava horcruxe.
— Mais pra fazer uma horcruxe é preciso matar alguém certo?
— Sim, e foi o que ele fez.
— Tá bom... Draco_ disse ela com as mãos na cabeça confusa_ Começa de novo, mais dessa vez me conta desde o inicio.
Draco joga a cabeça pra traz impaciente e olha pra ela, não disse nada, só pega a taça que estava na cabeceira ao lado e toma o ultimo gole que restou e continuou.
— Tudo o que eu me lembro é que estávamos todos reunidos em minha casa, na antiga sala de jantar que agora é onde ele faz reuniões.
“Minha tia Bellatriz ainda estava viva, e Voldemort discutia sobre como deveria matar o Potter, foi quando ela se ofereceu pra mata-lo, mais Voldemort é claro, recusou, ele disse que somente ele poderia mata-lo. Snape também estava lá, como um espião, nesse momento ninguém desconfiava nem mesmo Voldemort.”
“Ele disse que Harry e seus amigos já estavam por perto, ele mesmo podia sentir, foi quando ele falou na “Grandiosa” ideia que ele já havia pensado há um tempo”.
— A oitava horcruxe!_ continuou Hermione.
— Sim_ confirmou Draco_ O plano seria roubar a varinha das varinhas, o que tornaria o plano dele infalível... Mais mesmo obtendo o poder na grandiosa varinha ele ainda estava receoso de que de alguma maneira Harry conseguiria vencer essa batalha. Então ele queria mais, mais segurança, mais poder, mais exércitos. Então ele nos treinou, nos treinou pra sermos mais fortes, mais ágeis e sem temor a nada. Ele queria ter certeza de que dessa vez iríamos vencer, mais os treinamentos não duraram muito quando Harry se entregou por si só na floresta. Foi quando Voldemort viu a batalha vencida.
— Mais... E a horcruxe? Pergunta a castanha perplexa.
— Ele nunca nos contou esse plano. Desde que ele descobriu que Snape estava sendo um espião ele não confiou em mais ninguém, não nos disse em qual objeto está impregnada nem mesmo nos disse onde está escondida. Só nos disse que ela está escondida em um lugar quase impossível de achar. Mais nunca nos deu uma pista se quer sobre como encontra-la.
— E..._ ela hesitou um pouco_ Quem ele matou pra obter a horcruxe?
Draco suspira com a lembrança que teve.
— Uma professora, no dia da reunião. Era a nossa antiga professora de estudo dos trouxas... Voldemort a matou ali mesmo, na mesa em que estávamos reunidos, só a alma dela foi o suficiente.
Hermione coloca as mãos na boca espantada.
— Que horror_ disse ela após a baixar a mão, ela mal conseguia processar direito o que estava acontecendo, ela podia esperar qualquer coisa sobre como Voldemort poderia ter sobrevivido, mais nunca, em momento algum, uma oitava hocruxe passou pela sua cabeça. Embora aquilo a tenho chocado bastante, ainda tinha uma duvida que estava martelando desde o inicio das aulas _ E Snape?
Draco ergue uma sobrancelha.
— O que tem ele?
— Como ele sobreviveu ao ataque de Voldemort, ninguém além de Harry sobreviveu a um ataque dele, como é que Snape poderia sobreviver?
— Voldemort o matou através de Nagini, e Nagini não era uma cobra comum, ela era uma horcuxe, e como uma horcuxe seu veneno só tem poder em quanto estiver viva, e como ela foi destruída seu veneno foi revertido, como se nunca tivesse existido, e sem veneno através das veias Snape não pode morrer. Voldemort soube que ele sobreviveu, decidiu dar uma segunda chance a ele, e agora Snape se vê sem saída, porque a única esperança era que Harry vencesse a guerra. Mais ele não venceu, e o lorde das trevas ainda desconfia que ele possa querer trai-lo de novo. Por isso ele lê a mente dele todos os dias, sem descanso. E por isso que eu não contei nada a ele, se ele souber que você sabe de alguma coisa, Voldemort também saberá.
Hermione engole em seco, ela queria perguntar o que Voldemort faria com ela se ele soubesse que ela sabe de tudo. Mais não perguntou, porque já sabia a resposta. Ele a mataria.
— E..._ Continuou a perguntar_ manter você e ele em Hogwarts faz parte do Plano?
— Sim, ele nos colocou como espiões para o caso de alguém desconfiar de alguma coisa a mais, e para darmos as coordenadas de como podemos começar a atacar. Snape ainda é considerado um espião de Dombledor por isso o ministério o aceitou de voltar em Hogwarts, e eu..._ disse ele olhando pro nada meio pensativo.
— E você?_ Hermione tenta o incentivar a continuar.
— Minha mãe lançou um império no ministro, e Minerva mesmo hesitante concordou em me colocar, o mesmo fez os pais de Blásio.
— Blásio também é um comensal?
Draco assentiu.
— Mais alguém no castelo é um comensal?
— Não, só nós três.
Hermione suspira, e volta a perguntar.
— E onde ele está agora?
Draco não precisou pensar muito pra saber de quem ela estava se referindo.
— Ainda está na mansão, escondido.
— E... O que aconteceu depois que ele sobreviveu?
—Ele ainda esta fraco, vive na mansão até suas forças se reunirem, a cobra era a última hocruxe, a única que o mantinha vivo, nela ele depositou a maior parte da sua alma, a oitava horcruxe é que o mantem vivo, mais ela só mantem uma pequena parte da sua alma, o que pra ele é uma única chance pra vencer, ninguém sabe quando ele vai se recuperar por isso ele tem nos treinado durante todo esse tempo, nos tornando mais fortes, imbatíveis.
— E qual é o plano dele agora?
Draco não soube como responder a essa pergunta sem se sentir incomodado. E pela primeira vez Hermione o vê abaixar a cabeça entrelaçando os dedos nervosamente.
— Draco?_ Chamou mais ele parecia perdido em seu pensamentos_ Draco, por favor, me diz.
Dessa vez ele olha pra ela.
— Ele ainda está muito fraco para comandar o exercito de comensais, então ele elegeu outro bruxo pra governa-los e treina-los em quanto ele não se recupera.
— Um governador..._ sussurrou ela baixinho_... Mais... quem?_ disse ela olhando pra ele
Draco se remexeu por cima da cama desconfortavelmente, “Mais que Draco era esse?” Hermione pensou, pois não o conhecia, o Draco que ela conhecia não hesitava e nem abaixava a cabeça. Mais o que é isso? O que será que está acontecendo com ele agora? Não o via mais como o Draco de antes, controlador, obsessivo, seguro de si. Pela primeira vez, agora, ele demonstrou insegurança. E isso não podia ser bom.
— Draco?_ o chamou novamente_ O que está acontecendo?... Quem é o governador de Voldemort?
— Isso não importa_ diz ele se levantando da cama pega a taça vazia de cima da cabeceira e vai até a bancada colocar mais vinho.
— Importa sim._ diz Hermione o seguindo_ Draco seja lá quem seja essa pessoa, ela pode ser perigosa. Voldemort está controlando ele agora e coisas ruins podem acontecer daqui pra frente.
Ela o vê depositar a taça na mesa com força e ver os movimentos de seus ombros subir e descer aceleradamente conforme ele respirava.
— Draco?
— Eu já contei o que você queria saber, não contei? Já não é o suficiente?_ a voz dele estava rouca quase falhando.
— Não, até me contar quem ele é_ ela falou decidida.
Mesmo de costas ela pode perceber que ele não estava com raiva e nem perdendo a paciência, ele serrou as mãos que estavam apoiadas na bancada e abaixa a cabeça suspirando pesadamente, era isso que Harry fazia quando estava nervoso. Mais porque Draco estaria nervoso? Tudo que ela queria saber era quem seria o governador de Voldemort, não tem por que...
Sua mente se acendeu e tudo ficou claro. Foi ai que ela entendeu.
— Draco?_ Chamou novamente depois de alguns segundos de silencio_ Draco olha pra mim.
Ele continuou ali, parado no mesmo lugar, até que ela viu seus ombros relaxarem e ele virou pra ela, a expressão dele era séria, seus cabelos estavam tão compridos que caia nos olhos e seus olhos estavam vermelhos, não porque ele estava chorando, mas ela sabia que era mais um efeito da bebida.
— É você... Não é?
Draco continua olhando pra ela, e depois assentiu.
— Ah meu Deus, Draco você faz ideia do que vai acontec...
— Eu sei o que vai acontecer_ diz ele alterando a voz cortando ela_ Eu sei o que ele pretende. Acha que eu sou tão estúpido pra não ter percebido? Eu sei muito bem que ele quer me usar como mais uma ferramenta. Mais eu não tive escolha_ a voz dele falhou_ Ele ia machuca-la, e eu não podia permitir que isso acontecesse, porque ela é tudo o que eu tenho.
Hermione não precisou pensar muito pra saber de quem ele estava se referindo.
— Sua mãe? Perguntou.
— Sim_ ele respondeu engolindo em seco.
E agora o silencio pairou entre eles dois. Hermione não conseguiu rebater, sua situação com seus pais não chega nem perto do que ele está passando agora. E agora pela primeira vez ela o entendeu. E olhando pra ele agora, pela primeira vez, sentiu que estava falando com alguém normal.
Mais o que faria se estivesse na mesma situação que ele está agora? E se seus pais estivessem nas mãos de Voldemort, e a única solução seria ser uma comensal e lutar contra seus amigos?... Não conseguia.
Os orbes castanhos desceram dos orbes cinza para baixo onde a camisa branca estava com alguns botões abertos, e mais uma dúvida a incomodou.
— Essas marcas._ começou ela_ O que significam?
Draco olha pra ela por alguns estantes que fez a castanha corar por ele está a encarando agora sem desviar os olhos. Por um estante ela achou que ele iria dizer alguma coisa, algo do tipo“porque você quer saber sobre isso?”. Mais desistiu quando viu ele, erguer as duas mãos até o resto dos botões que estavam abotoados, abrindo-os um por um.
Quando finalmente sua camisa estava inteiramente aberta, a castanha pode ver as marcas começando dos ombros até o abdômen (E que abdômen!).
— Isso_ começou ele indicando as marcas_ são marcas de reconhecimento. Depois de cada treinamento, Voldemort marca aqueles que ele julga estarem mais ricos em habilidades, aqueles que concluírem todos os treinamentos é marcado com a última marca_ ele deixa cair a parte de cima da camisa e se vira de costas mostrando a grande tatuagem em formato de duas cobras entrelaçadas_ Isso significa que todos os treinamentos foram cessados.
— Então você concluiu_ sussurrou ela mais pra si, mas Draco ouviu e logo em seguida assentiu. Algo dentro dela se remoeu, ela não sabia o que era em nem porque, mais estava incomodada com isso_ E esses cortes? Foi ele que fez?
— Não _ diz ele abotoando os botões novamente_ Todas as tarefas são mortais, não era possível concluir uma sem sair ferido, ou morto._ ele finalmente terminou de abotoar.
— Alguém já morreu durante as tarefas?
— Muitos, eu fui um dos poucos que concluíram.
— Então foi por isso que ele te escolheu?
—Eu acho que sim_ Draco ainda sério, vai até o sofá em formato de L e pega seu terno que estava jogado por cima do sofá e o coloca_ Eu acho que o nosso tempo acabou. Então se isso era tudo, eu preciso ir_ disse ele seguindo até a porta.
— Draco espera_ Hermione o chamou.
O garoto para antes mesmo de chegar à porta e olha pra ela.
— O que?
Hermione entrelaçando os dedos e se aproxima um pouco e o olha nos olhos.
— Eu sinto muito_ Disse ela sem deixar de olhar pra ele_ Por tudo o que está aconteceu.
Draco olha naqueles orbes castanhos a procura de algum sinal de sarcasmo ou ironia, mais não achou. Ela olhava pra ele com o mesmo olhar que sua mãe lançou assim que chegou ao encontro de Voldemort. Um olhar de quem realmente se importava, ele reconheceu. Era sincero. Mais porque ela se importaria com ele?
E depois de tanto tempo de silencio sem saber o que dizer ele finalmente respondeu:
— Não sinta_ ele fez uma pausa e depois prosseguiu_ Não faz parte do trato_ e com isso ele deu as costas e saiu pela porta.
Hermione continuou parada. Seu olhar era de tristeza e preocupação. Ela andou até a poltrona onde estava o jornal, o pegou nas mãos e colou os olhos nos seus amigos que ainda estavam sorrindo pra ela. Ela suspira e abraça o jornal novamente e se deita na cama de lado ficando de frente pra sacada que ainda estava aberta. A lua brilhava lindamente no céu estrelado.
Ao fechar suas pálpebras por um minuto Draco surgiu em sua mente. Draco com raiva, Draco gritando, Draco sorrindo, Draco confuso, Draco triste... De todas as maneiras ela podia pensar em Draco agora. Mais porque ouvi-lo a fez se sentir assim? Como se partes deles dois estivessem interligadas.Porque algo na expressão dele o fez parecer tão... Perdido? E Porque esse Draco de agora, não pareceu com o mesmo Draco de antes? Por que, Por quê?...
E por mais que ela tente imaginar o porquê de Draco ter mexido tanto com ela essa noite... Não conseguia.
Continua...
Fale com o autor