Um Lugar Para Recomeços
1 Prólogo
Definitivamente hoje não era o meu dia, acordei atrasada, estava um frio terrível provavelmente por ser o último desse inverno. Observação pessoal: eu Allyssa Brant odeio, odeio e odeio o frio, a não ser o dia que posso dormir até tarde, desculpe pessoas que amam o frio, pra piorar tudo tinha que levar Izabel minha irmã pequena para creche. Só uma coisa boa estava acontecendo, hoje era meu último dia de aula, ou seja, adeus escola, bem vinda faculdade.
Vesti o primeiro uniforme, calça jeans e casaco grosso (porque odeio frio) que vi pela frente fiz um nó no cabelo, e fui terminar de arrumar Bebel. Com Bebel no colo chegamos na cozinha, minha mãe estava arrumando o lanche apurada.
-Vamos, vamos meninas vocês já estão atrasadas! Minha mãe Mary fala. Já meu pai como sempre calmo, com sua xícara de café, apenas sorri e beija nossas bochechas.
-Bom dia princesas! Nos comprimenta.
-Bom dia papai! Respondo.
— Papa! Minha irmã diz.
-Vamos logo, Elvis Grant! Tenha um bom dia meninas! Amamos vocês! Beija nós rapidamente e já puxando papai junto.
-Tchau! Amamos vocês também! Digo gargalhando e fazendo minha irmã bebê rir conosco.
Mal sabia que aquele seria o último abraço e eu te amo que receberiamos deles.
***
Entrei correndo na sala de aula, depois de deixar minha irmã na creche, sento ao lado de Megan minha melhor amiga desde quando entrei na escola.
-Atrasada! O que aconteceu? Ela pergunta energética e animada como sempre, o que combina bem com seu cabelo ruivo longo e liso, em contraste com olhos verde musgo e, sua pele branca cheia de sardas, ela é alta e magra totalmente o contrário de mim morena, cabelos pretos e ondulados, mais baixa uns 7 centímetros e cheia de curvas. Explico a ela o que aconteceu, mau humorada.
-Nossa! Hoje de novo? Já não foram ontem? E que humor é esse? Hoje é nosso último dia de aula! Ela me bombardeia de perguntas.
Meus pais são professores de faculdade, e sempre no fim do semestre, por causa das reuniões tem que ir na faculdade da cidade vizinha, que é a matriz.
-Sim, é fim de semestre, sempre é aquela burocracia toda. Quanto ao mau humor hoje, está um frio terrível e começou a chover. Mas, e daí já recebeu a resposta de alguma faculdade? Comento mudando de assunto.
-Você e o frio. Fala rindo. Mas quanto a faculdade...
Continuamos conversando, ela ainda não havia recebido uma resposta, assim como eu, hoje era uma confraternização dos alunos, por ser o último dia de aula, até que a diretora Sra. Finn entra na sala.
-Bom dia alunos, professor! Diz séria. Allyssa, será que poderia me acompanhar até minha sala.
-C claro! Gagueijo, me levanto. Meg me lança um olhar interrogativo, o qual respondo com outro assustado, e sigo a Sra. Finn.
-Sente-se! Diz quando chegamos a sua sala.- Allyssa não sei como começar a explicar isso... Mas... Seus pais... Sofreram um acidente, o carro capotou... Foram levados para o hospital... É bem... Não resistiram aos ferimentos e morreram... Ela segue falando mas eu não escuto absolutamente nada, não sinto absolutamente nada... Meu mundo desabou ruiu... Me sinto anestesiada. Quando desperto dessa bruma, meu primeiro pensamento é: o que será de minha irmã e eu?
***
7 dias depois
Já se passaram sete dias, sete dias sem meia pais, sete dias, os quais passaram, e eu nem cheguei a perceber.
Agora estou no carro de Meg, indo resolver os últimos papéis da guarda da Bebel, muitas pessoas pensariam antes de assumir uma criança, de um ano e três meses mas eu só quero ficar com a minha irmã, a única coisa que os meus pais me deixaram.
E Meg, o que dizer dela? Que vem sendo meu porto seguro além de minha melhor amiga, passou a ser minha irmã, e sua mãe? Dona Greta que, mesmo com a saúde debilitada, está cuidando da Bebel para mim e nos dando abrigo por enquanto, já que não tive coragem de voltar para minha casa, só Meg que foi arrumar minhas coisas, e levou para a casa dela, eu nem conseguiria voltar lá, eram muita lembranças...
-Ally?! Meg chama minha atenção.
-Sim?! Desperto de meus pensamentos.
-Chegamos. Diz apontando para o escritório do advogado. Suspiro cansada.
Meg me acompanha até o escritório e, logo somos mandadas para sala do Dr. Carlos, advogado de meus pais.
-Bom dia, sente-se. Nos comprimenta de maneira educada, enquanto abre o envelope e, organiza os papéis que precisarei assinar.
Depois de assinar os papéis, fui almoçar com a Meg.
-O que eu faço, Meg? Digo angustiada e com lágrimas nos olhos, já chorei tanto nos últimos dias, que não sei como não estou desidratada.- Estou sozinha com uma criança de 1 ano para cuidar, não tenho uma casa, nem dinheiro!
-Calma Ally! Quem disse que você está sozinha? Diz indignada.- Você tem a mim a minha mãe e Bebel! E pode se mudar lá pra casa definitivamente! Diz mais animada.
-Não quero me aproveitar de você e sua mãe! Digo contrariada.
-Você sabe que não está se aproveitando é só por um tempo.
-Tudo bem! Falo me rendendo.- Mas só por um tempo.
Mal sabia, que nesse tempo a vida daria um jeito de nos ferir novamente, e também nos daria uma chance para recomeçar.
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