Um Jedi entre nós.
2 Novos visitantes.
P.O.V. Obi-Wan.
Menino teimoso! Desobediente!
—O que houve Obi Wan?
—Ele passou pelo portal! Entrou na sala proibida e agora está no passado!
—Temos que trazê-lo de volta.
—Uma das sacerdotisas vai nos levar para que possamos trazê-lo de volta.
—Trazer o jovem Skywalker de volta devem vocês. Algo muito perigoso fez ele.
—Sim Mestre.
Assim que passamos pelo portal fomos parar em um lugar desconhecido.
—Onde estamos?
—Na Terra. Na cidade de Nova York, ano de 2016. Vamos.
Enquanto isso no cabeleireiro...
P.O.V. Anakin.
O rapaz lavou meu cabelo e o cortou.
—O que achou?
—Nossa! Nem parece que sou eu.
—Eu imagino.
—Querido, você tá um arraso!
—E isso é bom?
—É o jeito dele dizer que você está lindo.
Ela me levou para fazer compras e depois fomos tomar café.
De longe vi pessoas conhecidas.
—Ai Meu Deus! É o Obi Wan Kenobi!
Ela levantou correndo e ficou frente a frente com Obi-Wan.
—Alguém me segure. Acho que vou desmaiar.
—Sente-se bem Milady?
—Ai Caramba! Não acredito que estou frente a frente com o melhor Jedi Ever.
—Ever?
—Quer dizer que você é o melhor Jedi de todos os tempos. Eu sou Amara.
—Prazer.
—E você é a Padmé Amidala. Esposa do Anakin e futura mãe dos seus filhos.
—Filhos?
—É. Aposto que ela já tá grávida.
—Como pode saber?
—Eu sei. Eu vi.
—Eu sinto muito Mestre. Prometo que serei o seu melhor aprendiz.
—Como vamos voltar?
—Temos tempo. Vocês estão com marcadores no pescoço. Quando quiserem voltar basta apertar o botão.
—E quanto ao parto?
—Faço o parto dela. Sou médica, obstetra e pediatra.
—Pediatra? Você cuida de pés?
—Não! Pediatra cuida das crianças e podólogo é o médico responsável pela saúde dos pés.
—Eu tenho que levar vocês as compras também?
—Se eles forem ficar ficarei responsável por eles.
—E tem onde morar?
—Não.
—Podem ficar na minha casa. O que não falta lá é quarto.
Um ruído foi produzido por Amara.
—Alô?
—Senhorita Sales?
—Sim.
—Lamento informar que a sua irmã e seu cunhado faleceram e...
—E a Ariadne?
—A menina está bem. Estava na casa de uma amiga no momento do acidente.
—Como aconteceu?
—De acordo com a perícia, o motorista estava embriagado e bateu no carro da sua irmã. O seu cunhado dirigia, o carro capotou e eles bateram a cabeça no para-brisa.
—Eu já estou a caminho.
P.O.V. Obi Wan.
A moça caiu de joelhos e começou a chorar desesperadamente.
—Não. Eu não acredito que ela tá morta!
—O que houve?
—Ela acaba de descobrir que perdeu alguém.
Tivemos que esperar ela se acalmar e não demorou muito. Foram uns dez minutos.
—Pronto. A minha sobrinha precisa de mim.
—Leve-os para a minha casa. Aqui o endereço. Eu vou buscar a minha sobrinha e vamos voltar de ônibus.
Ela deu um papel e algo a mais nas mãos da sacerdotisa.
—O meu carro tá parado logo ali descendo a rua. Tchau.
A sacerdotisa nos guiou até o tal carro que era um meio de transporte enquanto a senhorita Amara ficou parada num determinado lugar. Uma coisa enorme parou e ela entrou dentro e a coisa levou ela embora.
P.O.V. Amara.
Assim que eu cheguei no conselho tutelar a minha sobrinha de 16 anos estava me esperando.
—Ariadne!
—Tia!
Ela correu até mim e me abraçou. A pobrezinha ainda estava chorando.
—Ai minha filha, eu sinto muito.
—Porque isso aconteceu Tia?
—Porque foi a vontade de Deus. Vamos pra casa.
—A senhora tem que assinar os papéis.
—Tudo bem.
Assinei o que tinha que assinar e levei a minha sobrinha pra casa.
—Oi Lilly! Eu tava com saudades.
—Tem alguém na casa?
—Temos convidados muito especiais querida. Vamos entrar.
Depois que entramos demos de cara com a Padmé.
—Oi.
—Ela é a...
—Padmé Amidala.
—Como?
—Sei lá. Mas, eles estão entre nós agora.
—Passamos pelo portal do templo e viemos pra cá.
—Legal.
—Padmé, essa é a minha sobrinha Ariadne.
—É uma honra conhecer você. Na moral, você arrasa.
—O que é isso que está carregando?
—Minhas malas e o meu violão.
—O que é um violão?
—Isso.
Ela abriu o case e tirou o violão de dentro.
—E pra que serve?
—É um instrumento musical. A tia Amara também toca e ela toca violino e violão celo.
—Pode tocar?
—Claro.
P.O.V. Ariadne.
Eu toquei a minha música favorita. Teardrops in my Guitar.
—Lindo.
—Obrigado.
—De nada. Você é ótima.
—Obrigado.
—Você toca violão também?
—Sim. E piano, violino e violão celo.
—Vamos tocar pra eles a música da Rainha dos Condenados?
—Porque não.
A minha tia e eu tocamos a música da cena da praia. E todos pararam para ouvir.
—Incrível. Como pode um instrumento tão simples fazer um som tão lindo?
—Essa música foi composta por Gibbs Richard e Jonathan Davis. Eles fizeram a trilha sonora do filme A Rainha dos Condenados, a parte clássica é toda deles.
—O que é um filme?
—Coloca pra eles assistirem o que mostrou pra mim. Saber o que acontecerá, te muda para sempre.
—Eu não acho uma boa ideia. Mostrei a você porque você precisava.
—E quanto ao Chanceler? O que fazemos com ele?
—Corte a cabeça fora.
—Estão falando do Chanceler Palpatine?
—Sim. Ele é um Lorde Sith. Temos que matá-lo.
P.O.V. Obi Wan.
A sobrinha de Lady Amara vem correndo.
—Tia! Tia!
—Fale.
—A Ondine vai dar uma festa, posso ir?
—Pode, mas vou mostrar uma coisa pra você antes.
—O que?
—Você vai ver.
Lady Amara foi até o jardim e trouxe uma rosa.
—Estende as mãos em concha.
A sobrinha obedeceu.
—Agora, amassa a rosa.
—Mas...
—Amasse!
Mais uma vez Lady Ariadne obedeceu.
—Agora, tente deixar como tava antes.
—Não dá.
—Exatamente. Quando você entrega a sua virgindade não tem mais volta.
—Porque tá falando isso?
—Porque é a verdade. Aconteça o que acontecer nessa festa e em muitas mais que virão nunca entregue a sua virgindade!
—Tá bem.
—Promete pra mim.
—Eu prometo que não vou transar antes de casar. Feliz?
—Ainda não. E mentir?
—Não se deve mentir nunca.
—Porque?
—Porque é ruim.
—Não. Porque pequenas mentiras se transformam em grandes bolas de maldade!
Deu pra ver que a menina ficou assustada. Até eu fiquei.
—Pronto. Agora você pode ir a festa.
—Quantos anos você tem Amara?
—17 porque?
—Você é adolescente e é tia de uma adolescente.
—É. Mas, é que a minha alma é velha.
—Alma?
—Você não sabe o que é uma alma?! Esse mundo tá perdido.
—O que é uma alma?
—É a energia que nos mantém vivos, nossa essência. É o fluído vital.
—Incrível.
—Ai, como é que se clona uma pessoa?
—Não sei.
—Gente! To atrasada! Beijinhos tchau.
Lady Ariadne começou a rir.
—Qual é a graça?
—A minha tia é muito distraída. Podemos estar conversando sobre a coisa mais importante do mundo, se ele vir uma moeda ela vai gritar: Uma moeda! Vai pegar a moeda e esquecer totalmente o assunto anterior. Coisas brilhantes atraem ela acima de todas as coisas.
—Porque?
—Porque é o jeito dela. É muito engraçado. Ela nunca consegue terminar nada.
—Ela é teimosa, animada, explosiva, gentil, nobre, muito nobre e mete medo ás vezes. Mas, quem a conhece de verdade sabe que ela é uma ótima pessoa. Ela é educada, refinada, mas você não vai querer comprar briga com ela ou deixa-la irritada. Quando a Tia Amara se irrita coisas ruins acontecem.
—Como assim?
—Ela é especial, ela é uma bruxa.
—O que é uma bruxa?
—As bruxas são servas da natureza. Minha tia é um tipo muito específico de bruxa, é uma viajante.
—Ela viaja muito então?
—Não! Viajantes nesse sentido são bruxos que conseguem entrar no corpo de outra pessoa e coexistir com ela. Tipo possessão.
—O que?
—Não sabe o que é possessão?! O que é que você sabe?
—Manejar o sabre de luz, lidar com a força.
—Grande coisa. Minha tia sabe manejar a espada e é telecinética.
—O que?
—Ela faz as coisas se moverem sem tocar nelas. Com a força da mente apenas. Chamamos isso de telecinese.
—Impressionante.
—Eu sei. Ela acende uma vela sem precisar de fósforo ou qualquer outro meio físico, puxa poder das chamas.
—Como assim?
—Ela tá com problema.
—O que?
—Eu sinto ela. Somos bruxas cabeçudo, isso passa de geração para geração. Uma sente a outra, eu senti a morte da minha mãe.
—O que?
— Eu sabia que ela ia morrer. E agora, seus poderes são meus.
—Como assim?
—Quando uma bruxa morre seus poderes passam para sua descendente mais próxima. Se a minha tia não tiver filhos, os poderes dela serão meus.
—Porque?
—Porque é assim que é. O nosso poder vem da terra e a terra é boa, é pura. Algumas de nós trabalham com magia ancestral e a magia ancestral está literalmente ligada á terra onde suas ancestrais estão enterradas.
—Interessante.
—Conheço uma bruxa que trabalha com magia ancestral. Seu nome é Sophie Deverroux.
Lady Ariadne trouxe o que me pareceu ser um mapa, uma lâmina e outra coisa que eu não sabia o que era.
—Phasmathos Incendea.
A coisa acendeu. Ela cortou a própria mão e deixou que o sangue pingasse no mapa.
—Phesmathos Tribum, Nas Ex Viras, Sequitas sanguine, Ementas Asten Mihan Ega Petous!
Conforme ela pronunciava aquelas palavras o seu sangue que pingou no mapa se movia.
—O que diabos é isso?
—Silêncio!
Depois de alguns minutos ela abriu seus olhos e a chama da vela apagou.
—Encontrei. Não está longe daqui.
Lady Ariadne entrou no quarto que lhe foi designado e quando saiu estava usando roupas que pareciam ser um uniforme.
—Vou buscar a minha tia e se eu não voltar, por favor venham atrás de nós. Estaremos onde o sangue parou.
Ela saiu e trouxe a tia de volta.
—Ela está morta?
—Não. Só perdeu muito sangue.

Fale com o autor