Um Insuportável solitário

61 Capítulo 61 - Devo dizer que é amor?


Notas iniciais
Eita coisa boa! Boa leitura! ;)

Penteando meus cabelos na frente do espelho vejo minhas irmãs chegarem da escola, porém mal falam comigo e já vão disputar pelo banheiro e Larisa como sempre perde e vai para o banheiro de nossos pais e em questão de poucos minutos as duas estão de volta ao quarto enroladas em suas toalhas.

– Maicon perguntou por você hoje! – Larisa diz como se tivesse medo de falar o nome dele.

– Eu sei! – Digo sem olhá-las e agora bagunço um pouco meu cabelo.

– E por que você não foi? – Pede Louise ao sentar ao meu lado na cama e olho para ela.

– Eu disse que vou vê-lo hoje! – Beijo a ponta de seu nariz. – Está muito frio fá fora?

– Pra caramba! – Resmunga Larisa.

– Então minha roupa esta boa?

Estou vestindo um conjunto de moletom cinza chumbo e cabelos bagunçados do jeito que gosto e nenhuma maquiagem.

– Me diz que não esta usando nada por e baixo! – Larisa lança um sorriso malicioso.

– Larisa! – Exclama Louise.

– O que?

– Estou usando uma calcinha sunguete, um sutiã e uma blusa de manga bem grossa para me proteger do frio.

– Sem graça! – Larisa faz uma careta e se vira para o guarda-roupa.

– Bem, estou indo! – Mando beijos para elas que me mandam de volta e desço a escada e encontro meu pai sentado no sofá assistindo qualquer coisa na TV. – Mamãe te buscou hoje? – Sento ao seu lado e ele sorri para mim.

– Não, eu vim mesmo! – Nos encaramos e ele suspira ao revirar os olhos. – Ok, ela me ameaçou se eu não voltasse para casa hoje!

– Então mamãe tem planos para vocês hoje!

Ele concorda com a cabeça e sorrio para ele.

– Estou indo! Volto antes do jantar! – Beijo sua testa.

– Souza vai lhe buscar! – Ele diz me olhando quando me levanto.

– Ou você pode me buscar! – Dou de ombros e vejo seus olhos brilhares e o sorriso ficar maior do que o do coringa.

Ao sair de casa ainda consigo sentir o vento frio e me abraço e vejo Souza no carro me esperando e corro logo entrando e me sinto quente.

A cada vez que o carro parava em algum sinal da vida, meu coração martelava forte e minha respiração ficava fora do ritmo causando-me um desconforto. Minha mente viajava a mil com as palavras de minha mãe.

Será mesmo que meu pai todo ciumento, possessivo e mandão comigo me deixaria ficar no Brasil enquanto ele estaria em Paris?

Isso só pode ser alguma piada, mas se tratando de minha mãe ter mencionado esse assunto não e nenhuma pegadinha ou algo do tipo ainda mais ela chorando.

– Calma Alícia, assim você vai acabar tendo uma crise e estragar seu passeio! – Comenta Souza e meus olhos encontram os seus através do retrovisos. – Consigo ouvir cada pensamento seu daqui!

– Desculpe, eu só... só estou nervosa! – Estalo meus dedos em nervosismo.

Será que Souza sabe de alguma coisa?

– Souza, eu posso te fazer uma pergunta? – Peço depois de ter ficado em silencio e mais uma vez paramos em um sinal.

Realmente quando você está com pressa parece que há mais sinais do que qualquer outra coisa e você consegue pegar todos eles fechados, até parecendo que tudo está contra você!

– Sim!

– Você vai viajar para Paris também? – Peço baixinho com medo de sua resposta for não.

E se ele não for? Quem vai nos acobertar? Quem vai me acobertar quando eu quiser fazer burrada? Quem vai me achar quando eu me esconder? Quem vai dar aquele sorriso quando eu estiver triste?

– Não! – Ele diz sem olhar para mim e solto um leve suspiro e sinto meu coração perder algumas batidas.

Ah, merda!

Assim que chegamos à casa de Maicon, já não sei se meu coração aguenta mais alguma coisa e me penso duas vezes antes de sair do carro.

– Já chegamos Alicia! – Ele diz e concordo com a cabeça. – Você não vai descer?

– Vou. – Dou um sorriso triste.

Desço do carro sem olhar para trás e sinto meu coração apertado e meu corpo todo está ansioso para vê-lo, mas paro de andar assim que o vejo sentado na pequena escada de frente a sua porta.

Antes de pensar ou dizer qualquer coisa, eu me encontro correndo, não só eu, mas como ele também. O choque de nossos corpos é algo gostoso, porém um pouco dolorido por causa do impacto de meus seios em seu tórax duro como pedra. Seus braços ao meu redor são como um cobertor quente e os meus bracinhos finos em volta de sua cintura definida e suas cortas largas e musculosas.

– Fiquei te esperando! – Ele sussurra em meu ouvido.

– Desculpa! – Digo quase chorando.

– Venha, vamos entrar. Está muito frio aqui fora! – Ele me abraça de lado e quando olho para trás vejo Souza ao lado do carro me olhando.

Aceno com a mão e ele faz o mesmo.

Quando entramos vejo sua mãe e seu pai carregando umas panelas e passando para a cozinha.

– Senhorita Gandra! – Diz seu pai. – Que bom que chegou, acabamos de fazer o almoço. Seria lá fora, mas com está muito frio! – Ele dá de ombros. – Fique a vontade!

– Obrigada. – Digo envergonhada.

– Querida, que bom que veio. – Sua mãe beija-me a bochecha. – Quando estiver tudo pronto eu chamo vocês.

E eles somem de nossas vistas e ficamos a sós.

– Venha. – Ele entrelaça seus dedos nos meus e sentamos em seu sofá.

– Por que você estava lá fora sem casaco? – Pergunto ao olhar em seus lindos olhos castanhos escuros.

Ele dá de ombros e um pequeno sorriso.

– Está muito frio lá fora! – Repito.

– Eu sei. – Ele ajeita a blusa. – Esqueceu que sou um cara muito quente e não sinto frio? – Ele pisca pra mim e concordo com a cabeça.

– Quente ate de mais! Não acha? – Finjo estar séria.

– Alícia! – Exclama ele em um tom cansado. – Vamos esquecer o passad...

– Não vim aqui para falar disso! – O corto e ele me observa. – Vim aqui passar um tempo com você antes de eu ir para Paris.

– Você vai viajar hoje? – Ele arregala os olhos em desespero e rio.

– Claro que não! – Nego com a cabeça.

Sua expressão se alivia e sorrio para ele.

– E o que você programou para nós hoje? – Peço ao cruzar meus dedos em minhas pernas.

– Ver filme, comer pipoca, jogar no computador. O que você quiser! – Ele diz ao acariciar o meu rosto.

– Filme e depois vídeo game!

– Topo!

***

– Não sabia que tocava violão! – Digo quando entramos no seu quarto e vejo seu violão ao lado da janela.

– Você não sabe muitas coisas sobre mim. – Ele diz feliz e se joga na cama.

– Estamos no quarto ao lado, qualquer coisa nos chame. Ok? – Pede seu pai e acenamos com a cabeça. – Qualquer coisa! Entenderam?

– Pai!

– Qualquer coisa mesmo! – Ele diz olhando para mim e rio.

– Sim senhor! – Concordo com a cabeça.

– Só vamos ver filme e jogar vídeo game, pai! – Exclama Maicon.

– Foi o que eu disse ao seu avô quando eu e sua mãe fizemos você! – Ele sorri. – Ótimo, vou deixar vocês a vontade!

– Obrigado! – Ele diz indo fechar a porta.

– Não precisa fechar a porta! – Digo ao olhar pra ele que se joga na cama outra vez.

– Ah, precisa sim!

Seu olhar é de predador e o sorriso cativante.

Isso seria para acalmar sua vitima?

– Não vou fazer nada que você não queira! – Ele da de ombros e passa por mim tirando a camisa e jogando-a em uma cadeira e indo ao banheiro.

– Feche a porta pelo menos! – Grito para ele que a fecha com o pé e rio.

Olho em volta e o quarto é bem arrumado. Paredes brancas com os poucos móveis em cores escuras. A cama ao lado da porta que fica de frente par ao guarda roupa, na parede livre fica a escrivaninha com o computador e a Tv logo acima, dando um ar serio.

Quando meu olhar se perde no quarto, a luz é alagada me dando um susto e me abraço automaticamente e ele ascende outra vez.

– Medo de escuro? – Pede ele com um ar divertido.

– N-não, só fui pega desprevenida! – Digo com o coração acelerado.

– Ok, vou tentar não te assustar, antes que você tenha uma crise! – ele apaga outra vez ao mesmo tempo em que liga a TV. – Trouxe sua bombinha?

– Não ando mais com a bombinha!

– E quando você tiver uma crise?

Dou de ombros e ele nega com a cabeça e coloca um DVD e se joga na cama e dando leves batidinhas com a mão ao seu lado indicando para eu me juntar a ele.

Já mencionei que ele é musculoso, moreno e todo gostoso? E outra! Ele esta sem camisa e NA CAMA DELE ME CHAMANDO?

– Já disse que não vou fazer nada... a não ser que você me peça! – Ele me olha de um jeito tarado e nego com a cabeça.

– O que você, você não vai ter!

– Ok. – Ele ri.

Primeiro vimos o filme O Candidato Honesto, o que causou muitas risadas e a presença dos pais de Maicon que não gostou nada, pois sua intenção era ficar apenas comigo, mas eu por outro lado adorei. Depois ficamos apenas nós dois quando ele colocou um filme de terror que seus pais odeiam e eu tenho medo. A intenção do Maicon era com que eu ficasse agarradinha a ele, mas na verdade eu gritei horrores e mordia qualquer parte de seu corpo que estivesse perto de minha boca, então ele logo mudou de filme.

– Agora não vou poder jogar de tanto que você mordeu a minha mão. – Ele me mostru a sua mão esquerda vermelha com as marcas de meus dentes.

– Desculpa. – Sussurro.

– Está desculpada, mas só se der beijinhos. – Ele estende a mão para mim e enrugo minha testa. – Anda escrava, beije a mão de ser Amo!

Dou três beijinhos em cima da mordida e ele me encara.

– Agora aqui! – Ele aponta para seus lábios.

– Vai sonhando! – Rio e deito na cama. – Quero conversar!

– E o que estamos fazendo? – Ele enruga a testa e deita virado para mim.

– Tentando me fazer te beijar!

– E isso não e bom?

– Não, porque você não vai querer só beijinhos! – Reviro meus olhos.

– Hey! Vamos deixar uma coisa bem clara, ok? – Ele senta na cama e me puxa para ficar sentada também. – Eu não quero fazer algo que te obrigue! – Ele me olha nos olhos. – E é óbvio que quero te dar tooooodo o meu amor pra você, mas pra isso você também tem que me dar tooooodo seu amor pra mim.

– Ma...

– E fique tranquila que eu não vou tirar sua roupa e te atacar, até porque somos amigos e não quero estragar isso! – Ele deita me puxando e o abraço.

– Eu te amo! – Digo baixinho.

– Isso muda algumas coisas! – Comenta divertido.

– Mas como amigo! – Continuo.

– Bosta! – Resmunga.

– Por enquanto! – Sussurro outra vez e fecho meus olhos.

Notas finais
ESTAMOS NA RETA FINAAALLL! É eu sei! Bem que eu tentei render, porém não dá mais galera! É a ultima fase dos "insuportável" MAS QUERO SABER TUDOOO!! CADÊ ÔCEEEEEIIISSS! SAUDADES GIGANTESCAS DE VOCÊS MINHAS THUCAS! *0* Bjs, bjs e até breve!!