Um Insuportável solitário
58 Capítulo 58- Paris?
Notas iniciais
Assim que Olivia fecha a porta do quarto sento na cama e cruzo minhas mãos em minhas pernas e a observo andar de um lado para o outro com a cara fechada.
Ela está vestida em uma calça jeans e uma bata preta totalmente sexy e seus pés estao descalços, os cabelos em um coque bagunçado. nunca depois desses anos todos ela cortou seus cabelos, a não ser por aparar as pontas ou picotá-los, mas sem tiar muito o comprimento.
– Kaik! — Ela me chama ao estalar os dedos a minha frente e pisco par de vezes. — Onde está com a cabeça? Estou falando com você.
Na verdade eu gostaria de estar com minha cabeça em outro lugar...
– KAIK! — Ela me grita e tomo um susto.
– O que foi? Estou aqui! — Digo baixinho.
Ela cruza os braços e com cara de poucos amigos.
– O que vou fazer com você Kaik? — Pede ela ao deixar os mbros cairem.
– Eu sei o que pode fazer comigo. — Sorrio de boca fechada e arquio minhas sombrancelhas e ela volta a ficar séria e logo volto a me recompor.
– Nossa que ótimo! — Ela debocha. — O velho Kaik está de volta! — Ela rola os olhos.
– Vejo que a velha Olivia também. — Tombo minha cabeça de leve para o lado e ela nega com a cabeça ao sorrir maliciosamente.
– Você ainda não viu nada meu querido! — Ela alisa os cabelos e pega a cadeira de seu penteadeira e fica a minha frente. — Quero que saiba que estou muito, mas muito, muito mesmo...
– Olivia...
– Muito chateada e decepcionada com você em primeiro lugar! — Ela me corta e cruza os braços me olhando nos olhos. — O que foi aquilo de dar piti na frente dos outros? O que é ter esse cuidado todo co Alícia por ela ter asma? Tá! Ok, que ela não pode fazer tais esportes que exige muito dela, mas não precisa dessa pressão toda. Não precisa dessa coisa de eu sou o pai cuidadoso e nada vai acontecer com ela, pois eu não vou deixar. — Ela respira fundo. — Mesmo não querendo, mesmo nós fazendo de tudo, lutando contra tudo no mundo que tenta machucar nossas princesas, nada vai adiantar! Vai torná-las ainda mais incapazer de sobreviver nessa selva quando não nos tiver aqui para protegê-las.
Apenas a observo e aceno de leve com a cabeça dando razão a ela, porém sou pai. Meu dever é proteger.
– Sei que você é o pai, é o todo poderoso nessa casa e devemo seguir conforme suas regras, mas você precisa enxergar quando não está dando conta, quando está perdendo o controle de algumas coisas. — Ela diz triste. — O que aconteceu com os votos do nosso casamento? — Ela me olha agora com brilho no olhos de lagrimas. — "... Meu Deus, estou me casando com um furacão, porém não me importo. Serei eu domá-la de tanto amor, carinho beijos e outras coisas que é proibido pelo horário. — Ela ri d eleve em meio ao choro ao citar meus votos. — Prometo te proteger de tudo e todos, não só você, mas como nossos quatros filhos. Não deixarei que nada aconteça a vocês e prometo que se um dia, mas só se um dia eu perder um pouco o controle vou deixar você assumir o comando, mas que seja por pouco tempo.
Sorrio ao lembrar do dia do nosso casamento e ea segura minhas mãos.
– Você se pereu quando as meninas nasceram. — Ela diz baixinho e seca uma das lagrimas. — Você se fechou, e não foi só você que mudou, eu também.
Mordo meus lábios e meu coração bate apertado.
– Eu nucna pensei que minha vida tomaria esse rumo e deixei que você e as crianças se tornassem a minha vida e então larguei tudo que eu amava para me dedicar a vocês, mas me tornei uma pacata! meu Deus! eu realmente virei uma dona de casa.
Enrugo minha testa ao ver o rumo da conversa.
– Eu gosto de você sendo dona de casa, tomando conta das crianças e quando chego do serviço te encontro lendo nas árvores!
– Mas essa é apenas uma parte de mim! — Ela segura com força minhas mãos.
Ficamos em silencio em alguns minutos até que ela solta minhas mãos e se levanta.
– Eu... preciso te falar uma coisa que decidi fazer! — Ela diz com calma e logo estoud e pé com minhas anteninhas em alerta.
– Olha lá o que vai me dizer! — Digo apavorado. — Eu posso cair duro aqui a qualquer momento. — Aponto para o chão.
– Lá na Grécia quando eu estava na praia, pegando um sol...
Cruzo meus braços e fecho minha cara. Só de imaginar minha linda e gostosa mulher de biquini tomando sol dando sopa para aqueles marmanjos fico vermelho de ciumes e raiva e ela prende o riso.
Isso não tem graça!
– Conheci um homem... MAS NÃO SE ESTRESSA! — Ela se aproxima e coloca as mãos em meu peito que bate forte. — Calma, não é nada disso que voc~e está pensando!
– Já estou ficando Pu...
– Ele é dono de um museu de artes! — Ela se apressa em dizer. — E ele me reconheceu de algum lugar, não lembro dele, mas disse-me que foi a uma de minhas ultimas exposições onde tinha seus retratos. lembra?
– Hum! — Fecho a cara e cruzo os braços e ela dá um passo para trás e morde os lábios e se balança como uma menininha que irá infartar seu pai com algo que não é do agrado dele.
– Ele me perguntou se ainda pinto eu disse que sim, e que ainda tinhas esses quadros, na verdade tenho a maioria e ele disse que se algum dia eu os colocasse a venda ele colocaria em seu museu, mas...
– Me diz logo a bomba Olivia! — Peço já sufocado pela inrolaçao.
– Voltei a pintar como antes! — Ela diz e dá um sorrisinho disfarçado.
Mas sinto que não é só isso.
Arquei minhas sobrancelhas para que ela continue e relaxa os ombros.
– Eu vim pintando em segredo tem uns anos já, mas nada muito bom. — Ela dá de ombros. — As vezes eu dava para Fabiane expor lá na empresa do pai dela, mas nada de mais.
Respiro fundo aliviado e me sinto em paz.
– Bom, não vejo problema em você voltar a pintar. — Me aproximo e a beijo na testa. — E eu vi os quadros no sótão. Estão bem concervados.
– Eu os amo.
– Você vai vender um para o museu? — A abraço e ela me abraça forte pela cintura.
– Não sei o cara foi tão insistente depois de ter me feito contar a história d euns dos quadros. Ele disse que cada quadro no museu dele tem uma história e ele gostou da minha. Acho quenão vejo problema. e você?
– Por mim tudo bem! — dou de ombros e lhe dou um selinho. — E me descupa por todos esses anos. Eu tive medo de que alguma coisa acontecesse com vocês, eu pirei depois que vi Alícia ainda bebê desmaiada em meus braços. Ainda não me recuperei bem.
– Não se preocupe. — Ela alisa meu rosto. — Estou aqui para o que der e vier. — Ela levanta o dedo com sua aliança e a beija. — Lembra? Somos uma agora.
Sorrio feliz.
– Senti tanto sua falta! — Beijo seu pescoço. — Estou feliz que tudo esteja resolvido entre nós. Agora podemos ficar tranquilos aqui em nossa casa curtindo um filme e aquele bolo de chocolate que Olga fez. Não vejo a hora de ficarmos deitados no sofá vendo Tv. — A olho em seus olhos e ela acena com a cabeça ainda mordendo os lábios e dando alguns passos para trás e levanto uma sobrancelha.
– Então... — Ela começa já parando perto da porta. — Digamos que as coisas aqui em casa vão ficar um pouco agitadas.
– Agitadas como? — Peço já ficando auterado.
– Assim... nada tão agitado assim. — Ela diz ao fazer uma careta sexu e mexendo com as mãos.
Conheço esse seu jeito arteiro.
– O que você fez que ainda não me disse, Olivia? — Cruzo meus braços e ela se recomponhe e imitando minha posição.
– Voltei de vez a trabahar com Fabiane, e tenho duas semanas para uma nova exposição e já tenho alguns quadros. — Ela sorri.
– Mas não vejo problema em você voltar a trabalhar com...
– Em Paris! — Ela Sorri e cruza as mãos na frente e fazendo cara de mocinha e pisca delicadamente para mim.
Pode ficar pior?
– Paris! — Peço calmamente ao balançar minha cabeça.
Ela concorda com a cabeça de um jeito meigo que faz meu coração derreter. Não posso ficar bravo com ela quando finalmente vai realizar seu sonho.
– Não estou bravo. — Digo.
– Não. — Ela diz desconfiada.
– Não. — Sorrio e me aproximo, a abraço e lhe de um selinho demorado. — Amor, é seu grande sonho. Então se é seu sonho também se torna meu sonho. Tem meu total apoio. O que precisar estarei aqui pra você!
– Ai que bom! — Ela se afasta e respira aliviada. — Pensei que você ia ter um treco quando soubesse que íamos ter que nos mudar para Paris. Também não é tão longe assim, só algumas horas de avião. Podemos voltar ao Brasil em alguns finais de semana para ver seus parentes e...
– Oi? Calma ai! — Rio nervoso e a encaro e ela para de falar e apenas me encara. — Nos mudar para Paris? Não me lembro de você ter mencionado isso!
– Você disse bolo de chocolate? — Ela aponta para mim e faz cara de confusa e meu ódio sobe. — Adoro bolo de chocolate. Você quer?
E sai andando indo para a sala e a sigo e vejo Louise e Larisa na sala vendo tv.
– Não fuja do assunto! Ainda não acabamos! — Ela abre a geladeira e pega algo para beber e não me encara. — Olivia!
– Essa Olga realmente trabalha bem, quando a ver lhe darei os parabéns!
– Olivia, por favor! — Peço.
– O que? Paris não é tão longe! — Ela diz dando de ombros e pegando um pedaço do bolo.
Quantos bolos Olga fez?
– Alguém disse Paris? — Louise aparece no corredor parecendo que tinha acabado de ganhar uma loja de roupas e maquiagens e me encara.
– Não, você ouviu já para seu quarto antes que volte a ficar de castigo! — Digo sério e ela faz bico e desaparece.
– Nós vamos nos mudar para Paris! — Grita Olivia e passa por mim.
– Morar em Paris? — Larisa levanta do sofá. — Está falando sério? — Ela sorri igual o coringa.
– Não, não vamos! — Digo apressado.
– Mentira que vamos para Paris! — Louise bate palmas empolgada e a confusão está armada.
As três sentam no sofá e começam a tagarelar sobre a insuportável da Paris e cruzo meus braços fuzilando as três que riem como menininhas que acabara de dar um beijo no amado.
Será que pode ainda ficar pior?
Reviro meus olhos e vejo que essa batalha ainda não está ganha então resolvo ir para meu quarto e descansar. Preciso urgentemente de uma noite sossegada de sono.
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