Um Insuportável solitário
57 Capítulo 57 - Se normalizando
Notas iniciais
A manhã tem passado em um piscar de olhos na companhia de Hércules onde minha mãe o bombardeou de perguntas sobre sua mãe onde eram melhores amigas, porém quando minha querida e louca mãe deu na tilha de ir para o Brasil tentar a vida longe dos pais deixou para trás até sua melhor amiga onde mantinham pouco contato até que nunca ais se falaram.
Na hora do almoço, minha avó quase intimou o menino a almoçar conosco e assim ele foi, não só ele como a namorada dele também, para o meu desagrado, mas não me importa. Não estou com cabeça para namoro, rolos ou qualquer coisa do tipo, até porque meu coração estúpido ainda bate por um imbecil chamado Maicon.
O quão idiota eu posso ser?
– Mas então, o que tem feito esse tempo? — Pede mamãe. — Espero que sua mão não tenha te obrigado a ser modelo! — todos na mesa riem, eu apenas sorrio de leve. — Quando éramos criança ela dizia que seus filhos seriam modelos.
– Eu não. — Hércules dá de ombros. — Mas meus irmãos mais velhos sim.
– Se livrou por pouco. — Diz vovô. — Miranda é louca como Olivia. Não me espanta elas sempre se darem bem.
– Essa maluquice toda puxou ao papai. — Meu tio ri e logo para quando ganha um cascudo de meu avô.
E mesa entra em uma conversa animada e eu como lentamente por causa de meus malditos pulsos e Hércules toda hora me olha e eu o ignoro, acho que aquela coisa de querer ficar quieta, e sozinha está me tomando outra vez, porém tudo é interrompido quando mamãe me chama algumas vezes e pisco par de vezes para ela.
– Louise no telefone. — Ela me encara.
todos me olham e aquele clima tenso está de volta. Depois de ter passado uma manhã tão alegre, eu tinha me esquecido do real motivo de eu estar aqui, da vontade de deixar meus problemas bem longe de mim, mas só basta um telefonema para sentir a realidade me tomar outra vez.
– E-eu... com licença! — Peço baixinho deixando minha comida no prato e os olhares atras de mim e vou para a varanda da frente com a vista para o mar.
balanço de leve minha cabeça ao pensar que Hércules sentisse realmente minha faltara e quisesse retomar aqueles velhos sentimento, mas estava apenas com saudades de uma amiga. Porem amigos é o que eu preciso no momento.
Sento na cadeira de madeira e observo o céu azul e limpo com quase nenhuma nuvem e o vento sopra meus curtos cabelos para todos os lados e minhas mãos mão automaticamente segurar os fios em meus ombros sendo que estão tão curto que nem tenho a oportunidade de dar um rabo de cavalo ou um coque, na verdade não dá nem para prendê-lo.
Relaxo todo meu corpo e fecho meus olhos me entregando a sensação boa de pegar um pouco de sol e o vento acariciar minha pele.
***
A noite fomos intimadas a ir um jantar na casa dos avós de Hérules que gritaram horrores ao me ver tão grande, inda e... de cabelo curto já que da ultima vez que ela me viu com os cabelos grandes meu pai dissera que eu jantar encostaria a ponta da tesoura em meus lindos e escuros fios e hoje estou quase careca.
Meus avós e meu tio logo se sentiram a vontade, enquanto Hércules me arrastava pela casa me apresentando ou reapresentando seus parentes e a maioria lembrava-se de mim e eu não e lembrava de ninguém e ao longe eu percebia os olhares raivosos de sua namorada, Ashley.
– Acho melhor você ir! — Digo baixinho para ele que enruga a testa.
– Ir aonde? — Ele dá de ombros.
– Sua namorada daqui a pouco estará espumando pela boca e me atacar!
Ele ri.
– Ela está com essa palhaçada de ciumes! — Ele dá de ombros outra vez e pega uma bebida para mim. — Ela sabe que você é minha amiga muito querida.
– Mesmo assim...
– Relaxa, ok. — Ele me olha nos olhos e aceno com a cabeça.
– Com ela me entendo entre quatro paredes.
OH MEU DEUS!
– Você é nojento, Hércules! — Fecho a cara. — Eu não preciso saber disso!
– Até parece que nunca fez! — Ele faz cara de irônico e viro o rosto fingindo olhar alguma coisa na casa. — Não me diga que ainda é virgem?
– Fala isso baixo! — Resmungo quase arrancando sua cabeça quando calo sua boca com minhas mãos.
– Ok, ok. desculpa! — Ele dá um passo para trás e me encara.
– O que foi? — Olho para ele.
– Virgem! — Ele diz baixinho ao balançar a cabeça e se afastar. — Vou ver com Ashley está, volto já, já.
A noite percorreu assim, falatório entre os parentes e as risadas escandalosas de minha mãe com a mãe de Hércules, meus avós pareciam que estavam na melhor fase de suas vidas com tanta conversa bebida e comida, meu tio como sempre galinhando com as meninas solteiras enquanto meu primo estava no telefone falando com sua suposta namorada ou com o grupo nerd dele. E eu...
... e eu continuo aqui sentada no sofá com minha água nas mãos entediada louca para ir pra casa. Se ao menos minhas irmãs estivessem aqui estariam me divertindo ao falarem das roupas ou das expressões dos convidados, ou até mesmo meu pai comendo o tempo todo e falando seu famoso ''hurum" para aquele que insiste ter sua atenção e interrompendo o que mais gosta de fazer.
Comer!
Em um determinado momento toca uma música agitadinha e todos estão se balançando do jeito estranho deles, vejo Hércules dançar apaixonado com sua namorada ciumenta, vejo minha mãe fazer uns passos estranhos com sua amiga e outras mulheres e meus avós dançando e rindo com seus colegas. Respiro fundo e me levanto do sofá deixando meu copo agora vazio na mesa onde havia alguns aperitivos e vou para a varanda onde não há ninguém.
Fico pensando em como está sendo o comportamento de meu pai com minhas irmãs, sempre que me lembro de nossa pequena discussão, sinto o ardente tapa que ele me dera no rosto. Aquilo doeu mais no meu peito do que em meu rosto. Minha mãe conversara comigo dizendo que o que eu disse foi errado e o que ele fez também foi errado que ele se controlou em não me esmurrar toda. Mas sei que ela não deixaria isso acontecer.
A pior parte é que tenho que pedir desculpas e eu odeio dizer essas palavras, porém uma vez meu avô me disse que se ficássemos com uma mágoa dentro do peito por anos poderíamos até entrar em depressão e nossa vida não iria para frente. Ele me deu um exemplo de um caso antigo dele com uma menina e depois logo conheceu a vovó, disse que seu coração se sentia apaixonado pela vovó, porém havia a mágoa que a outra lhe causou e depois de sete anos ele resolveu perdoar, disse que resolveu todos os maus entendido e em fim conseguir viver feliz por completo com a vovó.
– Alguém pensando de novo? — A voz de mamãe se faz presente e ela beija-me a bochecha.
– Estou cansada, podemos ir? — Peço baixinho.
– Claro, avisarei que estamos indo, seus avós não vão sair daqui nem tão cedo. — Ela ri e beija-me outra vez.
Fico mais uma vez sozinha e a tal da Ashley aparece ficando ao meu lado e olhando para a vista a nossa frente.
– Você o ama? — Ele pede com um sotaque carregado americano.
– Oi? — Peço ao enrugar minha testa e olhando para ela.
– Hércules! — Ela diz ao cruzar os braços. — Eu vejo o jeito que você olha para ele.
Respiro fundo e tento organizar meus pensamentos.
– Olha, Hércules é apenas um amigo de infância. Eu amava, mas era amor infantil, algo que não cresce, mas se torna algo carinhoso. — Dou de ombros e abaixo os olhos e tento não chorar ao lembrar de Maicon. — E além do mais. — Suspiro e olho pra frente. — Quando a gente ama de verdade não temos olhos para outra pessoa. — Olho pra ela que me encara. — Não é verdade?
Ela me analisa e depois deixa os ombros caírem.
– Então você não o ama? — Pede ela duvidosa.
– Não. — Sorrio de leve. — Eu amo outra pessoa.
ela me analisa mais alguns minutos até que Hércules aparece e a arrasta para a festa la dentro sem antes de dar uma piscadela para mim e sorrio balançando a cabeça e volto a olhar para a linda vista a minha frente.
– Vamos! — Diz mamãe. — Seu tio vai nos levar!
Ela me abraça e beija-me a bochechas repetidas vezes até que quando chegamos em casa ela me coloca na cama para dormir como antigamente e sorri para mim.
– Boa noite, meu amor, durma com os anjos. — la sussurra para mim e sorrio pra ela que me deixa no quarto sozinha apenas com o abajur aceso.
***
Pov. Kaik
Duas semanas e três dias e cinco horas e vinte e sete minutos e quinze segundos.
Estou ficando maluco sem minha esposa e minha filha que segundo Olivia está ficando cada vez melhor depois de ter encontrado Hércules. Aquele garoto safado que sempre cercou minhas menininhas e principalmente Alícia. meu peito bate descontrolado a todo instantes quando imagino aquele gavião em cima de minha princesinha.
– Pai! você vai furar esse chão! — Resmunga Louise entediada ao trocar de canal o tempo todo.
– E você vai estragar essa TV. — digo sem parar de andar de um lado e para o outro.
– Se eu continuar aqui vou ficar louca! — Larisa levanta as mãos para o alto e logo as abaixa quando se levanta indo para a cozinha.
– Quando a mamãe e a Alícia voltam? — Pede Louise ainda trocando de canal.
– Já era pra estar aqui desde a semana passada, sua mãe disse que ficaria mais alguns dias para que Alícia se sentisse bem para voltar. — começo a roer minhas unhas.
– Alguém quer bolo? Olga acabou de fazer! — Larisa senta no sofá com o prato cheio de bolo que divide com Louise que finalmente para em um filme qualquer.
– A mamãe disse que lá estava fazendo sol direto. — Louise comenta com a boca suja de bolo e minhas anteninhas logo são ativadas.
Sol? Olivia? na mesma frase?
– O que mais ela disse? — digo desesperado ao me ajoelhar ao seu lado no sofá e ela arregala os olhos.
– hãm... q-que... que ela e Alícia foram a praia...
– Eu sabia! — Bato uma mão na outra ao me levantar e volto a andando. — Sabia que estava aproveitando as férias! Rá! Devia estar de biquíni lá se exibindo para os marmanjos da Grécia! Que ódio! Por que não fui lá e as puxei pelos cabelos? Sou um molenga mesmo....
– Ô PAI! — grita-me Larisa e paro ao olhar para ela. — não está ouvindo isso?
ficamos em silencio para escutar um choro sentido de um cachorro abandonado e depois aquela voz que vem me atormentando a semana toda chamando por minha bolinha um. Bato uma mão na testa e respiro fundo para reunir forças e matar esse moleque de vez.
Será que ele ainda não percebeu que Alícia não está aqui?
Vou para a frente de casa e vejo mais sentado no chão largado e chorando muito como se tivesse perdido um pai ou a mão e sinto meu coração dá um aperto grande.
– Pelo amor de Deus Sr. Kaik. — Ele para e chora mais um pouco sem me olhar. — Deixe-me falar com Alícia! Por... favor!
– meu deus! — Louise sussurra sentida. — Ele está sofrendo de verdade.
– Cara! Que merda em, estou com pena dele agora! — Larisa cochicha e come um pedaço do bolo.
– Maicon! — Digo derrotado e aliso meus cabelos e me aproximo.
Ele levanta apenas a cabeça e me encara com os olhos vermelhos de tanto chorar e isso aperta aina mais meu coração.
– Desculpa, mas ela realmente não está aqui, ela está passando alguns dias na Grécia com a mãe...
– CHEGUEI MEUS AMORES! — Grita Olivia da janela do carro e meu coração acelera.
"...teremos a conversa que nunca tivemos quando eu voltar..."
Suas palavras ficam martelando em minha mente e me sinto como um cãozinho querendo se esconder do canil que o vil e quer levá-lo.
– MAMÃE! — Gritam as meninas que saem correndo em sua direção e ela sai do carro bronzeada e ainda mais bonita d que antes.
As três entram em uma conversa sem fim ao falarem ao mesmo tempo até que tudo entra em silencio quando Louise dá um grito de espanta ao olhar para dentro do carro e corro me aproximando.
– Seu... seu cabelo! — Louise diz em choque ao apontar para Alícia que sai acanha do carro. — Meus Deus!
– Você não gostou? — Pede ela bem baixinho.
– Se eu não gostei? — Louise enruga a testa. — Cara! Você está linda, meu Deus! Quem fez isso merece um óscar! Você não poderia estar mais linda!
– Ela ta parecendo com a Jennifer Lawrence! — Larisa sorri com a boca suja de bolo. — Só que de olhos escuros e cabelos pretos.
– Oras! Então não está parecendo com ela! — Louise revira os olhos e rimos.
Alícia sorri para as irmãs, porém seu sorriso morre quando me vê e sorrio de leve para ela acenando com a mão feito um idiota e ficamos em silencio e posso jurar que meu coração está mais alto que uma bateria de escola de samba.
Ela corre em minha direção e me abraça forte e começa a chorar e logo percebo que minha visão está turva. Meu coração agora bate um pouco mais calmo e aliso seus cabelos e dando vários beijos em suas bochechas e ela sorri em meio ao choro.
– Você está linda, meu amor. — Aliso seus cabelos e logo os bagunço oura vez e não tem jeito. Minha filha fica linda de qualquer maneira.
– Você me desculpa? Eu...
– Não precisa falar nada meu amor. — Aliso seu rosto. — Eu quem peço desculpa pelo tapa que dei, só estou vivo por causa de suas irmãs que não deixaram eu fazer qualquer tipo de besteira e dizendo para mim que você voltaria logo. Meu Deus! Como me arrependo amargamente por ter feito isso com meu anjinho. Me perdoa meu amor me perdoa.
– Eu te perdoo papai. — Ela diz manhosa e meu coração agora bate feliz... ou quase!
– Hora de entrarmos! — Diz Olivia ao me olhar.
– Alícia! — Chama Maicon com a voz sofrida quase em um sussurro. — Por favor, aquele filho não é meu! Você tem que acreditar em mim! nunca foi meu, nunca de passou apenas um, UM beijo com aquela maluca! Eu sei quem é o pai da criança, isso se ela estiver mesmo gravida! — ele se aproxima e agarra seus joelhos quando lhe dou espaço. — Meus pais foram conversar com ela e com os pais dela, já estou tudo resolvido. Não tenho mais nenhum contato com ela... pelo amor de Deus acredita em mim.
– Hãm... — Olivia começa ao coçar a cabeça. — Pela sujeira na boca de Larisa, suponho que tenha bolo de chocolate. Então... vamos? — Ela abraça as filhas e indo para dentro de casa e as sigo, porém com vontade de ficar e proteger minha menina.
Elas entram e fecho a porta, mas fico com uma brecha para observar os dois que estão agora sentados na escada conversando e Maicon segura sua mão o tempo todo dando leves beijos as vezes e as acariciando sempre.
– Eu te amo Alícia, nunca duvide disso. — Ele diz baixinho ao olhar em seus olhos.
– Maicon...
– Pelo amor de Deus. — Ele suplica com a voz fraca. — Venho aqui desde o dia em que você quase me deu uma voadora quando fui falar com você, venho de manhã, a tarde e a noite. Seu pai até correu atras de mim com um garfo enorme que eu não sei para que ele tem e nem quero saber. soltou os porcos, patos e alguns bichos selvagens atras de mim para tentar me mantes afastado, mas eu continuei vindo aqui todo santo dia só para falar com você!
– KAIK! — Minha menina me rita e tomo um susto e batendo a porta.
– Que susto Olivia! — Resmungo ao m afastar da porta e ela está de braços cruzados e me olhando com aquela cara de que não usava a anos.
Ironia e boca suja!
– Hora da sua conversa! — Ela diz séria. E me agarro as meninas que ficam atônicas. — Sem charme! Sem drama! Anda logo!
– Amor... — Digo manhoso ainda me agarrando as meninas que tentam em vão se soltar.
Elas são minha salvação!
– Ok, quer conversar aqui na frente delas? — Pede com a cara de atentada ao apontar para as meninas e logo me levanto me recompondo.
– Ta bom, tá bom! — Resmungo e passo por ela lentamente e tento lhe dar um beijo quando ela vira o rosto.
Maldita! Ela vai bancar a difícil! Deus me ajude ou só sairei daqui morto!
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