Notas iniciais
Demorei, mas cheguei.
Não adianta me justificar, pq todas as desculpas são validas para quem dá e não para quem recebe.

Lara, fiz o melhor que pude. Como vc queria uma historia de um super-herói, resolvi trazer mais um conto contado (acho que não faz sentido)

Fim de ano era sempre bom. Era época que todos se juntavam. Principalmente para mim que não cresci com festividades, na verdade eu ficava trancado no armário olhando. Acabei me apegando aos Weasleys, abraçando as tradições. Faço questão de comprar os trinta e tantos presentes. Gina diz que tô comprando as crianças e subornando os irmãos e cunhadas. Mas prefiro pensar que como nunca tive ninguém para dar e receber presentes, eu tô compensando.

Natal foi ótimo, todos juntos como sempre. Com a família grande não dormimos mais dentro de casa, acampamos no quintal próximo ao riacho. Assamos marshmallow e pão no palito. Carlinhos e Jorge soltam fogos de artifício. Criamos nossas tradições e parece que todos gostam disto.

Nossa virada de ano é a minha parte favorita. Apesar de todas as brigas.



—Solta minha gata James! Ou vou mandar Mia arranhar sua cara.

_Jamea, solta gata da sua irmã ou quem vai arranhar sua cara vai ser eu!_ minha esposa tem um jeito todo especial de falar com as crianças.

James era o pior de todos da casa. Sinceramente não sei o que eu tava pensando em dar um nome de dois marotos a uma criança. Ele foi o primeiro que caiu da vassoura, primeiro que caiu da escada e que empurrou o irmão da escada, que roubava os doces da mãe, que coloca sempre uma bombinha de bosta nas coisas do irmão.

—Pai! Você vai contar a história esse ano para a gente de novo? Só tem a Lily de criança em casa agora. Talvez o Alvo goste. Ele é o bebezinho da mamãe.

— Deixa eles. Você fez xixi na cama durante muito tempo. Não pode falar de nenhum dos seus irmãos.

— Mãe! Como pode trair o seu primeiro menininho e espalhar o segredo dele para esses mortais?

— Nosso primeiro menininho é o Teddy querido! Você veio só algum tempo depois e depois de uma noite de bebedeira minha e do seu pai para comemorar o caso resolvido. Compramos champanhe para comemorar e você foi a consequência daquela noite. Fizemos você aí onde está sentado agora. _ e então para nossa grande satisfação ele trocou de lugar e Alvo que estava sentado próximo se afastou um pouco.

— Pai. Dá um jeito na sua mulher? _ Alvo me pede com aquela cara de indignação que só ele sabe fazer. E ao mesmo tempo Lily perguntava sábado tem mais ou menos um mil se ele era consequência de uma ressaca violenta.

— Vamos todos dormir na sala hoje e eu conto essa história para vocês três. _ Já fui conjurando tudo. Para não dar tempo deles pensarem muito e ficarem logo quietos.

Fracasso total. E depois de muita discussão do "eu não durmo perto dele fedendo assim" e " James devolve meu travesseiro" conseguimos nos organizar depois de uma hora Se comportam como crianças de seis anos, e não como adultos que são. Merlin! Minha menina já está com 17 anos. Todos mundo de banho tomado e pijamas vestidos e uma grande caneca de chocolate quente em mãos, todos se ajeitaram para ouvir a minha história.

— Vamos lá. Vou contar como desvendei o mistério do super herói que rodava em Londres. Para com isso James. Por onde eu começo…?

— Pelo início pai!

— Cala a boca James. Essa foi a primeira missão que eu peguei quando fui promovido a líder de um esquadrão. Londres trouxa era constantemente salva, ou mais ou menos isso, por alguém mascarado. Na época o nosso ministério não deu muita importância, mas quando ele começou a sumir, do nada, do local do crime. Acabei sendo encarregado de descobrir se ele era bruxo ou trouxa. Ninguém queria pegar esse caso, então sobrou para mim que era novato.

" Demorei quase duas semanas para ver um padrão em sua forma de agir. Ele sempre acabava salvando crianças, de orfanatos e fábricas ilegais. Na época tinha um criminoso, um tal de Jonh Guilliot, que veio do continente para a ilha, ficou famoso por usar crianças em seus negócios.

A primeira vez que o mascarado atacou foi no orfanato. A diretora do local emprestava as crianças mais velhas para trabalhar para esse cara. E certo um dia, todas as provas contra essa mulher foram expostas na mídia trouxa. As crianças que ficavam aos cuidados dela, eram maltratadas. Apanhavam e ficavam presas no porão, sem comida. E esses eram os castigos menos piores. E teve duas crianças que foram testemunhas, que falaram de um cara todo vestido de branco, que usava capa e máscara. Ele soltou as crianças do porão, prendeu a diretora no meio pátio e conseguiu abrir o cofre que tinha várias provas contra ela. Escala de trabalho, dinheiro.

Teve também um ataque em uma fábrica, que as crianças trabalhavam. Elas embalavam algumas drogas, bebidas e cigarros falsificados. Todas as testemunhas que foram ouvidas e as crianças que trabalhavam, todos contaram que um cara todo de branco, arrombou as portas e que em um passe e mágica prendeu todos os criminosos.

Claro que o pai de vocês era muito esperto entendeu todas as ligações."

—Amor, na época você não tinha dito que teve ajuda da Mione?

— Gina meu amor, deixa eu contar minha história. Como estava dizendo, antes de ser rudemente interrompido pela adorável mãe de vocês. Ah. Fui nas autoridades trouxas, confundi algumas pessoas pelo caminho. Não contem isso para o ministro. Então, tinham algumas pistas de locais que eram usados pelo Guilliot. Uma investigação tinha sido formada, mas eles estavam muito atrasados.

"Conseguimos juntar mais provas, evidências. Descobrimos o local que era usado como ponto de distribuição. E então, eu e meu esquadrão fizemos campanha em frente ao prédio, que parecia aparentemente abandonado, e vimos umas atividades suspeitas durante a noite.

Ficamos lá por cerca de quatro noites. Quando estávamos quase desistindo, ouvimos algumas explosões dentro do prédio. Fumaça começou a sair das janelas. Eu e meus homens resolvemos entrar. E crianças, não foi uma cena muito bonita. O cheiro da carne queimada é algo difícil de esquecer. Uma parte do prédio explodiu, parecia que era um laboratório ou algo do tipo.

Eu e meus homens resolvemos nos separar para tentar ajudar as pessoas estavam presas nos andares de cima e tentar achar o mascarado. Não tinha sigilo mágico que ele anda sem pedir de ajudar as pessoas, estando ali por vontade própria ou não. Achamos alguns prisioneiros presos em algumas salas e alguns homens estuporados pelo caminho. Se restava alguma dúvida que era um bruxo que dava uma de super-herói, ali todas elas caíram por terra. Fomos nos separando e enviando as pessoas para fora do prédio para que não fossem atingidos pelo fogo, mas quando eu cheguei a última sala daquele prédio me deparei com o mascarado. Ele não estava sozinho, Guilliot tinha uma arma apontada na direção dele, que tinha uma varinha caída aos seus pés. Apenas o de capa tinha notado a minha presença, mas eu não tinha uma linha limpa para lançar um feitiço. Fui me aproximando devagar, abaixado, para tentar controlar a situação e impedir de qualquer pessoa saísse machucada.

Mas uma explosão soou atrás de mim me lançando do outro lado da sala e fazendo o mafioso disparar a arma. Com um grito, o mascarado caiu no chão e sua roupa branca era tingida rapidamente de vermelho. A arma agora era pronta para minha direção. Só pude pensar na mãe de vocês e no Teddy. Tudo ficou em câmera lenta, vi seu dedo indo para o gatilho. E enquanto eu olhava para os olhos dele, uma luz azul tomou conta da sala me deixando sem poder enxergar por uns instantes.

Foi acordado do meu estupor pelo Rony me sacudindo e me mandando pegar o cara e fugir. Aparatei o mais rápido que pude em um hospital trouxa, tive que enfeitiça algumas pessoas para que pudesse fazer alguma coisa para salvar a vida do cara mascarado. E então, naquela sala de espera, eu pude perceber tudo que aquele cara tentou fazer para algumas crianças. Naquele momento eu tomei a decisão que nunca ninguém saberia a identidade secreta dele."

— Quem era pai? Alguém que a gente conhece?

— Você nunca saberá Lily. Mas vocês podem chamá-lo de super-mustela.

— Pai! Que nome sem graça. A gente não conta.

— algumas coisas não devemos saber filho. Agora quem quer saber a história dessa poltrona?

—PAAAAI!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!