Um Guia de Amassos por James Sirius

6 Estudo de Caso — Demonstração


Notas iniciais
Oi, oi! Devo confessar que foi um parto esse capítulo sair, não era exatamente isso que eu queria com ele, então surtei um pouquinho no processo hahahaha mas tudo certo, as 600 palavras saíram! Espero que gostem ♥ Um super obrigada à Liza Chevalier e à Nathyy Weasley pelos comentários lindões! (e à todo mundo que está acompanhando ♥)

Fechando a porta atrás de si, ela se recostou na parede do corredor, sentindo-se péssima.

Supostamente, essa era a noite do pijama com as primas n’A Toca.

Ainda conseguia ouvir as risadas de Roxanne e os gritinhos histéricos de Molly, enquanto Dominique contava outra de suas histórias mirabolantes.

Descendo as escadas, encontrou Lily Luna sozinha, sentada no sofá.

— Já posso subir lá com vocês? — Resmungou ela, fazendo um bico infantil.

O complicado de ser a mais jovem era não poder participar de certas conversas. Rose considerava isso um privilégio.

— Acho que estão acabando. — Mentiu. — Onde está o seu irmão?

Lily deu de ombros.

— Deve estar no quarto dele com Fred.

Rose piscou. Albus com Fred?

— Ah, você está perguntando do Albus? Com vovô nos jardins.

Era estranho Lily pensar que ela estaria procurando por James Sirius e não pelo seu conhecido melhor amigo. Desistindo da companhia, subiu na dobra do telhado do terceiro piso. A noite parecia tão feliz, com a lua cheia iluminando a penumbra, que Rose desejava um pouco desse sentimento para si.

— Não sabia que mais alguém conhecia esse canto.

Virou-se rápido, observando a tempo James escalar as últimas telhas.

— Jay?

— Vamos ter que organizar os horários de visitação ou posso ficar?

Um pouco desajeitada, ela abriu espaço.

— Fique à vontade.

Acompanhando pelo canto do olho, Rose observava-o deitar, colocando as mãos atrás da cabeça.

Ela o imitou, fechando os olhos. Ficaram em silêncio por tanto tempo, que Rose assustou-se quando tornou a ouvir sua voz.

— Não tem lugar melhor no mundo para observar o Leão Menor que aqui...

— Leão Menor? Mas isso- não sabia que gostava de astronomia!

Na verdade, Rose não sabia quase nada do primo em geral.

— ‘Tá brincando? Meu nome vem de uma constelação, é quase uma obrigação minha — Ele dividiu o olhar divertido entre ela e o céu. — Veja, a Estrela de Barnard também dá para ver daqui. É a mais brilhante na esquerda.

Rose forçou os olhos.

— Não vejo diferença.

Ele tirou um objeto do bolso.

— Pegue. É um monóculo portátil. Com o tempo, você se acostuma e não precisa mais dele para enxergar as mais próximas.

E desse jeito, simples, ele a apresentou seu mundo. Pôde ver o Lince, a constelação de Sagitário, signo dele, e é claro, a constelação de Sirius.

Era um jeito apaixonado que ele explicava cada detalhe, contagiando-a por completo — nunca havia realmente achado graça na matéria em Hogwarts. Podia sentir o quanto aquilo era especial para ele, e o quanto o fazia feliz compartilhá-lo, e isso aqueceu Rose por dentro.

Ela observava mais uma vez agora a estrela Wolf-359.

— E você?

Rose parou.

— Eu o quê?

— O que veio fazer aqui em cima? Duvido que seja pelo mesmo motivo. Nem sabia onde ficava a Ursa Maior. — Zombou, cutucando-a de leve.

Ela suspirou.

— Precisava de um tempo longe das meninas.

Ele sorriu um pouco.

— Precisamos mesmo é de umas férias da Dominique.

— Não, é só... ando pensando no que você me disse. Sobre tentar de novo. Mas não quero me sentir pressionada, e é isso que sinto quando falo com elas.

James nada disse por um tempo. Rose, sentindo-se de certa forma exposta, sentou, envolvendo as pernas em um abraço, o queixo quase encostando nos joelhos.

— Podemos... tentar uma demonstração. — Ele disse finalmente, casual. — Você ficaria mais confortável para conhecer alguém. Seja quem for.

Os olhos de Rose imediatamente transformaram-se em duas bolas de tênis.

— Eu...

James ergueu os braços em rendição.

— Foi só uma ideia. Uma bem idiota, aparentemente.

— Não! — Cortou-o, rápido.

Ele levantou uma sobrancelha.

Ela tornou a falar, pigarreando, decidida. — Eu quero.