Notas iniciais
ola! como vão? me digam quero comentários mais alguns capítulos e esse cap da história se encerra boa noite e uma boa leitura

Pov. Hanna

1 mês depois do pedido de casamento.

—Ai não. -falo ao correr para o banheiro no meu escritório já com a mão na boca, ponho tudo o que tenho no estômago para fora e logo ouço passos apressados até onde estou.

—Hanna...ai não...vem aqui, eu te ajudo. -fala minha secretária ao pegar meu cabelo e bater levemente em minhas costas, sento no chão limpando as lágrimas que estão em meus olhos, hoje completo dois meses e três semanas de gestação e não está sendo nada fácil.

—Me ajude a levantar, Amy. — peço e ela me dá a mão, me ajudando. Escovo os dentes e puxo a descarga antes de sair do banheiro, Amy está em minha sala com o telefone em mãos.

—A Srta. Emma Grey deseja falar com você. – ela fala com um olhar de irmã em mim, oh Deus

—Tudo bem, obrigada Amy. -falo e pego o telefone de suas mãos.

—Oi Emma, como está? – falo com os olhos fechados e as costas recostadas na cadeira, minha voz está péssima

—Hanna, estou bem, você é que não está, não é?!Sua voz ta péssima. – ela afirma, fazer o que né Emma, estou gravida

—Estou bem, só que como a médica disse, os três primeiros meses são os mais difíceis, bom, o que você quer? – falo de uma vez

—Estava pensando que podíamos começar com os preparativos para seu casamento, afinal a largada foi dada. Digo, a data já foi lançada, são apenas dois meses para preparar tudo. – ela começa a falar, porem eu interrompo-a antes que ela não cale mais a boca

—Tudo bem, Emma, você está certa, vou aproveitar a minha tarde toda com você, pode vir até a editora?

—Claro, em vinte minutos estou ai, até. -fala ela e desliga, sorrio para o telefone e volto minha atenção para os papeis na minha frente.

Termino de ler um contrato e vejo que falta dez minutos para Emma chegar, desligo meu computador e arrumo os papeis em minha mesa, pego minha bolsa e ponho tudo que vou precisar ali dentro, pego a chave da minha sala e a tranco.

—Amy, estou indo, se precisar de algo, me ligue, até amanhã. – falo

—Até amanhã, Hanna. Fique bem. -sorrio e entro no elevador, quando ele para na recepção vejo Olivia concentrada em seu computador, ela é uma das recepcionistas da editora, me sento em um dos sofás ali e fico analisando a recepção da minha empresa.

É toda em tons claros, muito elegante e grande, de um jeito que eu nunca achei que seria, Molly e meu irmão fizeram um bom trabalho, na verdade, ótimo. Como os dois são arquitetos, os contratei para reformar a empresa e eles me entregaram ela dentro de 3 semanas, dessa vez não quis fazer outra festa de inauguração, porque todos já conheciam a Carter Publishing, então apenas divulguei nos jornais que estaria abrindo uma nova filial da minha editora o que me rendeu um bom tempo de descanso sem precisar pensar em festa e tudo mais, na verdade, estou até que tranquila, me caso daqui dois meses com o homem que amo, tenho as empresas do meu sonho e vou ter um filho daqui 7 meses.

—Hanna, acorda menina. -Emma estala os dedos a minha frente e sorrio para ela me levantando.

—Acordei, bom, vamos? – falo sorrindo

—Vamos, estou tão animada para hoje, pena que Alysson não pode vir, eu gostei daquela garota. – Emma fala sorridente

—Também gostei dela, Emma, você deixou a porta do carro aberta. -falo ao sair na rua e ver seu carro com a porta de trás aberta, essa garota é meio cabeça de vento mesma.

—Nossa, esqueci, fui pegar minha bolsa e deixei aberta. -fala ela e caminhamos até seu carro, quando vou fechar a porta Molly pula de dentro do carro e me dá o maior susto.

—Ai ta louca garota, olha isso. -falo rindo e mostro minhas mãos tremendo, Emma está rindo feito louca ao nosso lado.

—Desculpe, não queria isso, mas Emma me chantageou, você está bem?

—Okay estou sim, vamos?

—Vamos, estou adorando isso. -fala Emma toda empolgada ao entrar em seu carro, vou ao seu lado no banco passageiro e Molly atrás, fomos o caminho todo ouvindo e cantando músicas.

—Adoro esse lugar, primeiro vamos conversar e ver o que precisamos, depois saímos para as compras. -fala Emma ao descer do carro, a seguimos para dentro da sorveteria. Escolhemos cada uma um sabor de sorvete e fomos nos sentar em uma mesa do lado de fora da sorveteria.

—Então, estava pensando, como o lugar que escolheram tem grandes janelas de vidro, dando direto para as árvores, podemos escolher cores bem fracas, claras, precisamos de flores talvez rosas, o que acha?

—Eu acho bom, pensei que poderia colocar pétalas de rosas no chão, não por onde vou passar, mas sim ao lado do tapete, como lá o piso é em um tom de marrom, pensei em um tapete branco, os bancos também quero branco, pensei também em fazer alguns buques de flores, para pôr dentro de jarros transparentes, acho que pode ficar legal.

—Também acho, talvez uma cortina da cor das ondas no teto, vai ficar legal. -opina Molly e concordo.

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—Estamos andando a duas horas e ainda não encontramos quase nada. -falo ao passar por mais uma loja no shopping.

—Calma, daqui a pouco achamos, pelo menos já encontramos uma equipe para fazer a decoração, já decidimos quais vão ser as flores, onde e como vamos coloca-las, não falta tanto assim. -fala Emma e nos puxa para dentro de uma loja cheia de tecidos, tapetes, cortinas, nunca tinha visto essa loja no shopping.

—Que tal cortinas dessa cor? — pergunta Molly parada ao lado de um tecido comprido, é de um tom branco, muito lindo.

—Eu gostei, adorei na verdade, o que acha? – pergunto me virando para Emma

—Também gostei, acho que podemos por uma de cada lado no "altar", que tal? -sugere Molly

—Por mim, tudo bem, mas agora eu preciso comer, vamos encomendar esse tecido. -falo e elas concordam, pago pelo tecido e ligo para a minha equipe de decoração, explicando o que quero fazer com aqueles tecidos, um deles irá vir até a loja e pegar o tecido que já deixei encomendado aqui para transformar em cortinas.

Caminhamos até a área de alimentação do shopping que por milagre ou não, já que era 14:20 de uma segunda feira, estava quase vazia, decidi comer dois bolinhos de Burberry e um copo de milk-shake de morango.

—Tem certeza de que vai conseguir comer tudo isso? -pergunta Emma ao ver o atendente largar um copo imenso de milk-shake a minha frente e dois bolinhos grandes com gostas de chocolate.

—Emma, eu estou grávida. – digo o obvio

—Aaa sim claro, agora põe a culpa na minhas sobrinha linda, e você, Molly, não acha que tem dois ai dentro? Digo, você está grande demais para um bebe só mas tudo bem.

—Não me chame de gorda, ainda sou uma sereia. -brinca Molly ao bebericar seu suco de laranja com cenoura.

—Preciso de um desses, por favor, um suco igual ao dela. -peço ao garçom que passa ao meu lado, ele sorri e logo volto com um copo grande com o meu tão esperado suco, assim que ele põe o copo sobre a mesa, salivo e logo bebo tudo de uma vez só, olho para a cara de chocada de Emma a minha frente e sorrio para ela ao largar o copo vazio em cima da mesa.

—Quando você estiver grávida, irá me entender, ai não, droga! -falo ao sentir meu estômago revirar, logo aqui?!

—Meninas, aqui, paguem a conta, preciso ir ao banheiro. -falo e tiro apressadamente o dinheiro de minha carteira, coloco em cima da mesa e caminho em direção ao banheiro o mais rápido possível, assim que chego entro em uma cabine e é o tempo que levo para levantar a tampa do vaso e por tudo o que tinha no estômago para fora, ainda bem que não comi os dois bolinhos e sim um só, penso quando me sento no chão e aperto a descarga.

Meu corpo todo pesa e reunindo as últimas forças que tenho, me levanto de chão e abro a porta, vendo tudo girar a minha frente. Me seguro na porta e fico na soleira da cabine com as mãos apoiadas em sua parede, olhando para o lado de fora da cabine, a porta do banheiro se abre em um solavanco e logo uma Emma agitada entra por ela.

—Céus, garota, o que aconteceu? -pergunta ela assim que me vê e estende a mão para que eu me apoie, respiro fundo e aceito sua ajuda caminhando até a pia para lavar a boca.

—Estou bem, a médica disse que isso é normal nos três primeiros meses, cadê a Molly? – pergunto mudando de assunto

—Ela ficou lá sentada, se sentiu tonta então pedi para que uma mulher lá ficasse de olho nela e vim aqui ver se você estava bem, acha que consegue ir até o carro? -pergunta ela toda preocupada e sorrio carinhosamente para Emma, como eu amo essa garota.

—Claro, já estou melhor, só me ajude aqui. -falo e pego em sua mão, saindo logo em seguida do banheiro, encontramos com uma Molly bem aflita na praça de alimentação e assim que me viu ela começou a chorar, foi questão de segundos para eu estar chorando e Emma toda vermelha de vergonha, isso são os hormônios.

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1 mês depois.

—Está tudo bem, olhe só, já tem um formato melhor, é lindo não? -fala Dra. Rose, ao olhar para a tela a nossa frente, onde o foco principal é o meu bebê, Teddy está ao meu lado e ao que pareçe, está encantado, sorrio e enxugo uma das quinhentas lágrimas que desceu pelo meu rosto só nos últimos 10 minutos.

—É lindo sim, muito lindo. -falo emocionada enquanto a Dra., desliga os aparelhos, agora não posso mais ouvir e nem ver meu filho ou filha e algo aperta em meu coração.

—Fique tranquila, querida. Seu bebê está muito bem em seus plenos três meses, vou pegar as fotos que imprimi enquanto isso você já pode ir botando sua roupa. -fala ela e confirmo, indo até uma salinha onde deixei minhas roupas, quando termino de sair e abro a porta, ouço uma conversa entre Teddy e a Dra. Rose.

—Bem, seria ótimo se eu pudesse ficar com uma foto também, é meu sobrinho, e eu já o amo. -Afirma Teddy todo orgulhoso.

—Claro, eu posso lhe dar uma, mas não tenho certeza de que é um menino. -fala a Dra., meio receosa e entrega um pequena foto a Teddy.

—Pois eu tenho certeza de que será um menino, quer dizer, acho que quero tanto um menino que já estou conformado com essa ideia. -fala ele e sorri orgulhoso ao olhar as fotos em sua mão, sorrio ao passar a mão em minha barriga.

—É meu amor, seu tio Teddy vai ser o tio mais babão do mundo, ou não, ainda tem o Tio Tommy e o tio John, meu pequeno, ou pequena. -falo com minha barriga e me recomponho quando noto que a Dra. e Teddy me olham.

—Bem...vamos? -peço enquanto caminho até os dois, pego meus exames, minhas fotos e algumas receitas com a Dra. e saio da sala com Teddy em meu encalço.

—Então, o que achou? -pergunto assim que me sento no banco carona do carro de Teddy.

—Eu adorei, foi muito, emocionante, não diga que falei isso a ninguém, tenho que zelar por minha reputação de forte, que não se emociona com nada. -zomba Teddy, começo a rir e quando me recupero limpo as lágrimas que escorreram.

—Não se preocupe, não irei falar nada, somos melhores amigos agora, esqueceu? -falo e o vejo negar com a cabeça, então me lembro do dia que Teddy me apoio na decisão de fazer um parto normal, e não uma cesariana, que era o que Matt e todo o resto de sua família queria. Um tempo depois eles me ligaram dizendo que me apoiavam e descobri que foi Teddy que os fez mudar de ideia, Matt ainda fica meio balançado com a ideia de um parto normal, mas como já lhe disse, quem vai decidir o que é melhor para o nosso bebê e para mim sou eu.

—Tem algum compromisso importante agora? -pergunta Teddy me tirando de meus pensamentos.

—Não, porque? – respondo dando-lhe minha total atenção

—Conheço uma sorveteria que inaugurou esses dias, é realmente boa, quer ir lá? – assim que ele fala minha boca saliva, hm delicia

—Claro, amo sorvetes. – concordo sorrindo

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—Nossa, isso é realmente bom. Tipo, muito bom mesmo. -falo ao terminar meu sorvete de chocolate com suco de limão, Teddy está me olhando como se eu fosse um E.T por ter misturado o suco no potinho com sorvete.

—Bem, louco não se contraria, não é? -brinca ele

—Louco, quando seu sobrinho nascer vou lhe dizer que você o chamou de louco, ai eu quero- paro de falar quando meus olhos encontram uma certa vitrine — AI MEU DEUS! Aquilo ali é uma loja de vestidos de noiva?!-aponto para a loja do outro lado da rua, já me levantando para ir até lá.

—Bem, é o que parece. Sabe, vestidos brancos, véus e atendentes, muitas atendentes. -fala Teddy já dentro da loja, ao meu lado.

—Boa tarde, o que gostariam? -uma garota nova para em nossa frente, ela é alta e tem o comprido cabelo preso em um rabo de cavalo.

—Os vestidos. São lindos, vou ver alguns e se gostar eu lhe chamo. -digo e ela concorda.

—Que tal esse? -Teddy me chama e quando me viro ele está com um vestido cheio de babados, com mangas compridas e algumas pedrinhas brilhando em um tom de verde. -É bem chamativo. -zomba ele e lhe viro a cara.

—Pare de frescura e me ajude. Falta apenas um mês para meu casamento e eu ainda não comprei meu vestido, estou começando a procurar agora e você me mostra isso.

—Tudo bem, Sra. Irritadinha, acho que vai gostar mais daqueles ali. -Teddy me guia para uma parte da loja onde os vestidos são mais delicados e com tecidos de um tom de branco mais opaco.

—Olhe que lindo, acho que vou experimentar esse. — pego um dos vários vestidos que a ali e o admiro, é realmente lindo.

—Ai amiga, olha esse! Você precisa levar esse. -Teddy afina a voz e me atira um vestido horroroso, começo a rir descontroladamente e ele me acompanha, chamando a atenção de algumas vendedoras e clientes.

—É sério o que estou fazendo aqui, Theodore, me espere aqui na porta, quando estiver pronta eu saio e você dize o que achou.

—Tudo bem, vai lá. -diz ele ao se sentar no chão feito uma criança e saio gargalhando até um dos vestiários, peguei dois vestidos lindos, ponho com certa dificuldade o primeiro e caminho até onde Teddy está, me surpreendo ao lhe ver com uma menina e um menino, na faixa etária de 4 a 5 anos, ele sorri para as crianças e cochicha algo assim que me vê, sorrio para os pequenos e dou uma pequena volta para Teddy.

—Então, o que achou? – pergunto e dou uma voltinha

—É bonito, mas ficou com cara de puritana. -brinca ele e gargalho.

—Eu gostei tia. -opina o garotinho e sorri para mim.

—Eu não, olha bem, pode fica melor. -fala a garotinha e Teddy concorda.

—Tudo bem, vou ver o outro, e Teddy, espero que você tenha pedido aos pais dessas crianças para elas ficarem com você. -falo e o vejo corar, nego com a cabeça e volto para o provador, coloco o outro vestido e faço uma careta ao ver que ele não vai fechar.

—Vamos lá meu amor, vamos procurar outro vestido. -falo com meu bebê ao sair do vestiário e caminho até onde Teddy está, ele tem três vestidos sobre o colo, e assim que me vê, me alcança os três.

—Achamos que você ia gostar, experimenta. – ele fala jogando-os em cima de mim

—Tudo bem, já venho, obrigada. -falo para eles e volto para o vestiário, são três vestidos e um deles é péssimo, mas os outros são lindos, deixo de lado o vestido feio e pego o que mais me chamou a atenção, o visto e me admiro, fiquei realmente bonita. Caminho para fora e os encontro, os três me admiram como verdadeiro mestres em avaliar vestidos.

—Ficou muito bonita, tia. -fala a garota e agradeço, esperando a opinião dos outros.

—Eu gostei, melhor do que os outros. – o menininho fala com a mãozinha no queixo me avaliando

—Eu também concordo. -opina Teddy caminho de volta, vestindo o outro vestido, quando acabo, me olho no espelho e fico sobressaltada, o vestido é lindo, pareçe ser feito especialmente para mim, me admiro mais um pouco e saio do vestiário ostentando um sorriso de orelha a orelha, quando chego perto dos três, os vejo me olhando boquiabertos, sorrio e dou uma longa volta, mostrando o quanto fiquei admirada com o vestido.

—É esse -afirmo em voz alta e vejo Teddy e as crianças confirmarem, ainda boquiabertos, volto para o vestiário e tiro o vestido com o maior cuidado do mundo, assim que termino de me vestir saio e encontro Teddy conversando com uma mulher, as crianças estão ao seu lado e sorriem para ele.

—Hanna, essa é a mãe do Henry e da Sandy, esses pequenos aqui. –Teddy me apresenta a mulher que sorri enquanto mexe no cabelo da filha.

—Prazer, sou Carla, fui colega de Teddy no colegial, e boa escolha, eu vi você com o vestido, ficou linda. – ela fala me estendendo a mão

—Obrigada, seus filhos são adoráveis. -comento e vejo as crianças soltarem risinhos, nos despedimos deles e Teddy me acompanha até o caixa.

—Eu pago. -afirma Teddy quando pego meu cartão.

—Não, eu pago. – falo irredutível

—Não, eu vou pagar, presente de casamento. -teima ele e acabo cedendo, o vendo entregar seu cartão para a atendente.

Notas finais
e ai? o que acharam? ♥ comentem ♥ recomendem ♥ favoritem