Um Futuro Condenado 2 Temporada - Mathew S. Grey
37 Meu Menino
Notas iniciais
—Onde está me levando? -pergunto já curiosa, já faz uma semana desde que Molly saiu do hospital com as meninas, hoje iria visitar elas, mas Matt insistiu que tinha uma surpresa para me fazer.
—Acalme-se, só mais um pouquinho, feche os olhos. -pede ele e sinto o carro parar, fecho os olhos e com sua ajuda desço do carro.
—Pode abrir. -fala ele e sigo seu comando, quando abro os olhos, estamos parados em frente a uma casa enorme, na verdade, tem um muro enorme, com um portão de grades preto na frente, um grande pátio com árvores dos dois lados e em frente à casa, um chafariz, a casa é grande e moderna, pintada de amarelo, com grandes janelas de vidro.
—Vamos entrar, é nossa. -anuncia Matt quando vê minha cara de perdida.
—Sério? -falo sem acreditar.
—Sim, comprei antes de irmos para a lua de mel, iria te mostrar no dia em que descobrimos o sexo do bebê, mas não deu tempo, e até hoje não paramos, sempre em uma correria, então, hoje como tinha esse tempo livre, achei apropriado, o que achou? -pergunta ele quando entramos na casa, a primeira sala é linda, grande e moderna.
—Eu estou amando. -anúncio assim que chegamos na cozinha, onde tem uma grande janela de vidro, que dá para a varanda, toda verde, com cadeiras e mesas.
—Espero que goste do nosso quarto. – ele fala atrás de mim
—Tenho certeza que vou amar, tem dedo de mais quem aqui? -pergunto subindo as escadas.
—Molly e Thomas, eles me ajudaram, e claro, Emma e a mamãe também. -sorrio ao passar por uma porta e ter uma plaquinha na frente, só que não tem nada escrito ainda.
—É o quarto do nosso filho, mas como ainda não decidimos nome. – ele fala, e assim entro no quarto totalmente branco e vazio, sua vista é para a campina, sorrio e abro a janela sentindo uma leve brisa
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1 mês depois.
—Gatinha, está bem mesmo? Posso levar você para casa, aqui está bem calor. – Matt fala
—Não, eu estou bem, é sério, e sei o quanto está preocupado com essa queda de energia aqui na empresa e eu teria que descer de escada e acredite, esse não é o meu maior desejo no momento. -tento brincar e sinto uma leve dorzinha na minha bexiga, deu uma queda enorme de energia na empresa de Matt e está tudo sem luz, o que está deixando sua sala iluminada é a claridade do dia ensolarado lá fora, e como quando completei nove meses de gestação Matt faz questão de que eu não fique sozinha em casa, hoje resolvi vir para a empresa com ele.
—Tudo bem, eu vou até Olivia ver se ela tem alguma novidade. – ele fala saindo da sala
Olivia é a secretária de Matt e a pobre garota está apavorada já que ela não é muito fã do escuro. Sinto outra pontada na barriga e a acaricio.
—Está tudo bem, meu pequeno, está tudo bem. -falo com meu bebê mas ele parece estar agitado, porque logo sinto a dor e dessa vez mais forte, caminho até o sofá na sala de Matt e me deito ali.
—Samuel Carrick Grey, já chega, pare com isso. -tento falar séria com a criança dentro da minha barriga quando sinto uma dor três vezes mais forte do que as outras.
Seguro forte em uma almofada quando o pânico bate, e logo penso que posso estar ganhando meu bebê.
—Matt. -grito alto e espero, mas só o que recebo é outra contração e bem mais forte, sinto um líquido quente molhar meu vestido e começo a sorrir, meu filho. -Matt. -berro bem mais alto e ouço seus passos, assim que ele entra na sala eu sinto outra contração e agarro sua mão com tudo, a apertando.
—Hanna, Hanna, o que está acontecendo? Olha pra mim. -pede ele e vejo o pavor em seu rosto.
—Está tudo bem, é só seu filho -não termino de falar e aperto novamente a mão de Matt deixando um grito agudo escapar por entre meus dentes cerrados.
—Ai meu Deus. Não, não é. O que eu faço? -pede ele apavorado e eu sorrio em meio ao pânico, negando com a cabeça.
—Eu não sei. -falo rápido e respiro fundo sentido meu corpo relaxar um pouco
—Vamos, vamos pro hospital. – ele fala mais desesperado ainda
—Não tem como descer – não consigo terminar a frase quando um xingamento sai de meus lábios em forma de berro – CARALHO SAMUEL. -berro quando tenho duas contrações com pouco tempo de diferença, a porta é empurrada com brutalidade e logo Olivia aparece, com os olhos arregalados.
—O que está acontecendo? – Ela pergunta apavorada, respiro quando minha barriga relaxa
—Minha esposa está ganhando nosso filho, me ajude Olivia. -Matt suplica e Olivia caminha até onde estou, empurrando Matt para o lado.
—Sra. Grey, a senhora acha que consegue descer as escadas? -começo a rir de nervoso e me seguro para não berrar mais mil palavrões quando sinto outra contração.
—Não, está doendo demais. -começo a respirar rápido já me preparando para outra contração.
—Tudo bem, vamos fazer o parto aqui. Sr. Grey, ligue para uma ambulância. -a garota fala rápido e levanta meu vestido, eu a olho apavorada e ponho uma almofada em frente a boca, abafando meus gritos.
—Sou formada em medicina com especialização em obstetrícia, acalme-se e tudo ficará bem, vou ver com quantos dedos de dilatação você está. -anuncia ela e eu só concordo com a cabeça, olho para Matt e o vejo aos berros no celular, tenho pena do coitado do outro lado da linha.
—A senhora, está com nove dedos de dilatação, vamos fazer assim, senta aqui. -A olho incrédula mas faço o que ela pede, olho para o lado e minha calcinha está ao meu lado, meu vestido acima da minha barriga, mas no momento não consigo sentir vergonha, me sento bem na beirada do sofá como Olivia pede e começo a fazer força a cada contração que sinto.
—Isso vai ajudar a dilatar mais rápido. Como está a ambulância? -pergunta Olivia e Matt se vira para ela, com os cabelos bagunçados de tanto passar a mão e os olhos esbugalhados.
—Estão vindo, mas essa merda de trânsito está um caus. O que ela está fazendo? -pergunta Matt apavorado quando seguro com força a ponta do sofá e solto um grito alto.
—Estou trazendo seu filho ao mundo. Isso garota, eu consigo ver a cabecinha já, faz força. -pede Olivia ajoelhada a minha frente, estou quase caindo do sofá, faço força ao sentir mais uma contração e atiro a cabeça para trás.
—Ah droga, Mathew eu vou te matar seu infeliz. -grito e agarro com força as beiradas do sofá fazendo toda a força que consigo, sentindo meu filho sair de dentro de mim, meu corpo fica mole e alguém me puxa mais para cima do sofá, ouço o choro alto de Samuel mas não consigo abrir os olhos, estou exausta.
—Me dá ele. -peço ao esticar as mãos ainda de olhos fechados.
—Abra os olhos, meu amor. -pede meu marido e abro os olhos, com a visão embaçada vejo Olivia cortar o cordão, ela sorri para mim e me entrega meu filho.
Olho para a criança com os olhos arregalados, a boquinha formada em um perfeito O as mãozinhas inquietas, a pele branquinha feito neve.
—Oi meu amor, é a mamãe. -falo com meu filho que logo se agitada, a testa franzida e logo seu choro estridente se instala no lugar, Matt se senta ao meu lado e limpa um fio de sangue na testa da criança, olho para meu marido e sorrio, lhe beijando.
—Preciso de algum pano ou sei lá, ele está com frio. -Olivia se pronuncia e me lembro dela, olho para o bebê no meu colo e ele está com olhos fechados, cutuco sua bochecha e ele se meche, Matt vai até sua cadeira e pega seu blazer, me entrega e eu enrolo nosso filho, que está adormecido. Olho para Olivia e fico tonta, gaguejo um "Obrigada" e tento sorrir, a vendo sumir cada vez mais.
—Ela precisa ir pro hospital, está perdendo muito sangue. -ouço sua voz fina e agitada, alguém tirou meu filho de mim, estou sendo carregada, escadas, choro, alguém me pede pra ficar acordada. Quero dizer que estou bem, carros, vozes agitadas. BIP, um barulho chato, alguém faz isso parar.
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—Matt? Matt? -chamo alto ao me sentar na cama com uma enorme dificuldade, olho para os lados e tenha a infeliz visão de um quarto de hospital. Alguém sai do banheiro, é ele.
—Gatinha, que bom que acordou. -Matt caminha até minha cama e me abraça, fica mexendo com meu cabelo.
—O que aconteceu? Onde está nosso bebê? – pergunto quando ele se afasta
—Ele está no berçário, você o teve, Olivia fez o parto, estava tudo bem, então você começou a perder sangue e desmaiou, troucemos vocês para cá e agora você está bem. – ele me explica me dando um copo de água
—Que horas é agora? O que aconteceu comigo? -
—São 15:30 agora, você teve uma hemorragia pós parto e terminou desmaiando, viemos para cá o mais rápido que deu, Olivia nos ajudou
—Desculpe, mas preciso falar com a minha paciente. — Dra. Rose entra na sala e vem até onde estou, sorrindo.
—Então, Hanna, como está se sentindo?
—Bem, quando poderei ver meu nenê?
—Daqui a pouco, primeiro preciso esclarecer algumas coisas. Você chegou aqui com hemorragia pós parto, a hemorragia pós parto ocorre porque geralmente após a saída da placenta o útero não contrai espontaneamente, mas quando você chegou aqui estava em um nível intermediário e conseguimos estancar, agora, o pequeno Samuel, ele está limpinho, lindinho e muito bem, já fizemos todos os exames necessários e vocês terão alta amanhã de manhã.
—Aaa obrigada. -sorrio agradecida ao saber que meu filho e eu estamos bem.
—Agora vou ir pedir para uma enfermeira trazer ele para cá, porque o pequeno está com fome já.
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Estou brincando com Matt quando uma enfermeira entra com meu nenê enrolado em um pano verde claro, ela vem sorridente e o larga em meu colo, tiro a alça da minha camisola e ponho a boca da criança em meu peto, ele suga com vontade, o que me causa um certo incomodo.
—Irá se acostumar, vou deixar essa pomada aqui e quando ele acabar, passe ela na volta do bico do seu peito, isso irá ajudar a não rachar.
—Tudo bem, obrigada. -falo e volto minha atenção para o pequenino em meu colo, olho para a criança e vejo seus olhos vidrados em mim, a mãozinha apoiada em meu seio, sua pequena boquinha sugando o leite com força, sorrio e beijo sua mãozinha.
—É a minha razão de viver. -falo para ele e fico olhando cada reação sua.
—É a nossa razão de viver. -Matt me corrige e concorda, lhe dando um selinho.
—Eu te amo.
—Eu também. -falo e sorrio, voltando a olhar para nosso pequeno, com as bochechinhas rosadas.
—Porque Olivia é médica e trabalha como sua secretária?
—Também fiquei confuso, mas ela me explicou que a mãe a obrigou a fazer essa faculdade, ela não gosta, não se sente bem, então prefere trabalhar como minha secretária.
—Nossa...-comento e volto a olhar para meu garotinho.
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