Um Futuro Condenado 2 Temporada - Mathew S. Grey
9 Hanna Carter
Notas iniciais
Pov. Hanna
FLASHBACK ON:
—Mas mãe... – falo tentando remediar a situação
—Nada de "mas mãe" para cima de mim, Hanna. Ele é seu pai e você deve obedecer a ele -disse mamãe.
—ELE NÃO É MEU PAI – grito e ela me olha horrorizada como se eu falasse a maior mentira possível, balança a cabeça e volta a guardar as compras no armário.
— O que está havendo aqui? — perguntou Robert, ou melhor "pai", enquanto pegava uma maça que estava em cima da mesa.
— Não é nada querido, só estou alertando Hanna de certas coisas — fala mamãe, indo em direção a saída da cozinha.
—O que houve Hanna? –pergunta Robert com uma cara nada boa
—Não é nada Robert, só estava dizendo a mamãe que não quero chamar você de pai — disse a verdade, afinal, meu pai de verdade sempre disse que mentira tem perna curta.
—A não querida, você tem que obedecer sua mãe e me chamar de pai. — disse ele, jogando o talo da maça no lixo.
— Mas você não é meu pai, não vou chamar você assim e pronto — bati o pé no chão e cruzei os braços teimosamente.
—Sabe Hanna, acho que está na hora de você saber a verdade. Eu não gosto de criança, e de você muito menos, só te aceito aqui na minha casa, porque você é filha da mulher que amo, mas fique sabendo que por mim, você não passa mais de dois meses aqui — Robert passou a mão pelo meu rosto, e depois saiu tranquilamente pela porta como se nada tivesse acontecido.
FLASHBACK OFF:
Acordo toda suada, mesmo depois de tanto tempo, continuo tendo sonhos, ou melhor pesadelos com esse desgraçado, olho no relógio e vejo que já são 6:30, levanto- me e vou para o banheiro tomo um bom e demorado banho, quando termino me enrolo numa toalha e vou escolher uma roupa, visto uma calça jeans, uma regata branca e por cima uma jaqueta preta de coro, coloco meu all-star, e vou para a cozinha comer algo, hoje é o grande dia, vou voltar para Seattle, fiz uma pequena lista do que quero fazer quando chegar lá:
Encontrar Carrick Grey
Arrumar um emprego
Visitar meu irmão
Visitar o tumulo do meu pai.
Chego em Seattle e vou direto para o apartamento que Carrick me deu, é na cobertura, eu adorei, mas soube que tenho um vizinho, primeiramente estranhei, como assim dois apartamentos em uma cobertura? Mas depois comecei a gostar, vai que é uma garota e nós podemos virar amigas. Entro no meu apartamento e fico maravilhada com tanto luxo, é lindo, soltei as malas no chão e fui explorar o meu novo lar, chegando no que deduzi ser meu quarto já que era o maior de todos, deitei na cama e liguei a enorme televisão, fiquei passando pelos canais, quando um me chamou atenção, estavam falando que um dos Grey's estava internado no hospital San Teryni, fiquei chocada, esperei a notícia terminar, desliguei a televisão, peguei meu celular no bolso da calça e comecei a procurar notícias na internet, em um site dizia que Carrick Grey tinha sido internado no hospital San Teryni com urgência, levantei da cama assustada e corri para fora do meu apartamento, entrei no elevador e fiquei esperando impacientemente ele descer até o último andar, quando cheguei na portaria do prédio, senti alguém segurar meu braço.
Virei para trás e vi o Sr. Harry balançar um chaveiro para mim, peguei o chaveiro na mão e o olhei confusa, o desenho do chaveiro era de uma das meninas super poderosas, fitei o Sr. Harry confusa.
— É a chave da sua moto, Srta. Carter, quando o Sr. Grey comprou o seu apartamento, ele trouxe a moto junto, e pediu para que quando você chegasse eu entregasse a você, como não era eu que estava na portaria no momento em que você chegou não tiveram como lhe entregar, já que era eu que estava com a chave, a sua moto está no estacionamento, o número da sua vaga é 26, o senhor Grey comprou a vaga para você também então você pode estacionar lá sempre que quiser — esclareceu ele com um semi sorriso no rosto, ele é um senhor de 54 anos muito conservado, olhos verde escuro e cabelos em um estranho tom louro.
Viajo para outro mundo por dois segundos, e quando me dou conta já estava acelerando minha nova moto pelas ruas de Seattle rumo ao hospital.
Quando cheguei corri para a recepção do hospital e me disseram para esperar por notícias na sala de espera, chegando lá encontrei duas mulheres estavam sentadas chorando, não consegui distinguir quem era mas elas eram lindas, sentei no canto da sala e fiquei as observando as duas choravam juntas, a mais nova parou, levantou passou as mãos pelos lindos cabelos castanhos e chamou a outra, pelo que entendi ela era neta da senhora que estava chorando, elas saíram da sala e eu fiquei sozinha, um médico apareceu e perguntou sobre os entes do Sr. Grey, pensei que seria muita invasão de privacidade dizer que eu era uma parente dele, o médico saiu da sala, e eu fiquei lá sozinha, pensando em tudo que mudou na minha vida desde que encontrei o Sr. Grey.
Voltei ao meu normal quando a porta da sala se abriu e as duas mulheres entraram novamente, só que agora a mais nova estava ao telefone, quis dar privacidade e sai da sala, fui para a cafeteria do hospital e me sentei em uma mesa bem no fundo.
Horas se passaram, quando decidi ir ver se já tinham notícias sobre Carrick, perguntei na recepção e me disseram que ele já estava no quarto, me deram o número do quarto e eu segui para lá com o coração na mão assim que entrei no quarto o vi deitado numa cama, pálido, seus lindos olhos azuis abertos, mas estavam sem o brilho que sempre os manteve, porém eles não estavam menos bonitos, cheguei perto e quando ele me viu, abaixou a máscara que estava em sua boca e com a voz grossa e falha falou:
— como está minha pequena menina super poderosa? -sorri com o apelido que ele me deu, passei a mão por seu rosto segurando as lagrimas e lhe respondi.
—Bem, adorei o apartamento e a moto, obrigada meu príncipe — falei e limpei uma lágrima que escorreu do meu olho, vendo em seu rosto o olhar de compaixão, ele sabe que vai morrer e eu também sei, ele sempre disse que se eu tivesse que ir ao hospital por conta dele era por que ele estava morrendo.
—Não chore minha pequena, eu vou ficar bem, eu ainda tenho missões para cumprir aqui na terra, como conhecer seu namorado e ver se aprovo — falou com um semi sorriso tentando me fazer sorrir como sempre, porém a piada não tem mais graça
—Eu nem tenho namorado, Carrick, e quando tiver, você será a primeira pessoa a saber – Repito a frase que já está gravada em minha mente, ele sempre será o primeiro a saber.
—Eu sei minha pequena, agora preciso falar uma coisa séria com você – ele fala com o olhar duro, e sei que as coisas não pretendem melhorar — quero que aceite tudo que vir de Ana e quando eu partir quero que vá e fale com Ana, diga para ela que você é a garota da carta, ela vai te ajudar, e não hesite em pedir ajuda a ela, ok? -pede ele e eu aceno com a cabeça porém com o coração na mão
—Tudo bem, Carrick mas fique sabendo que você vai demorar a partir, então pare com esses assuntos, agora eu já vou indo, amanhã venho aqui — lhe dou um abraço meio desajeitado e quando saio do quarto me deparo com um garoto discutindo com um médico, o barulho da porta faz com que os dois despertem, saio andando apressadamente pelo corredor voltando para a cafeteria e me sentando na mesma mesa, olho para o lado e vejo as duas mulheres de hoje cedo só que com mais pessoas a sua volta, fico sentada na minha mesa e posso sentir que tem alguém me olhando, depois de um tempo decido que o melhor é ir embora, estou subindo na minha moto e sinto novamente alguém me olhar, quando chego no meu apartamento corro para o banheiro tomo uma banho demorado e quando saio, visto uma calça jeans, uma blusa, e faço um rabo de cavalo no cabelo, decido sair para esfriar a cabeça, decido ir a uma boate que fica no subúrbio o nome é Pandemônio eu nunca esqueci dela, já que foi aqui perto que Carrick me encontrou.
Entro na boate, e vou direto para o bar, tomo várias bebidas das quais não faço ideia do nome, começo a me sentir tonta e vou cambaleando até um dos quartos que tem aqui, o quarto é escuro, mal iluminado por um pequeno abajur ao lado da cama na qual me deito, um tempo depois sinto um peso em cima de mim e começo a gritar, pode ser alguém tentando me estuprar, o maluco veio para cima de mim e começou a me beijar, no começo resisti mas depois terminei por ceder, e que beijo maravilhoso, ele começou a beijar meu pescoço e foi ai que eu me rendi, seus beijos espalhavam choques sob meu corpo, a maravilhosa sensação de suas grande e quentes mãos passando pelo meu corpo, e o orgasmo logo depois me destruindo por completo.
Acordo com a droga da campainha tocando, levanto-me olho no espelho e consto que estou horrenda, caminho até a porta com os pensamentos na noite de ontem, quando aquele estranho me levou ao delírio e eu ao menos sei seu nome. Saio dos meus pensamentos quando abro a porta e dou de cara com ele, a segunda pessoa que mais odeio no mundo: Jones Cary Hyde.
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