Um Futuro Condenado 2 Temporada - Mathew S. Grey
31 Enrolados
Notas iniciais
Pov. Hanna
Um estrondo alto se faz presente e a porta do meu quarto cai no chão, olho horrorizada para os três homens encapuzados que entram em meu quarto, Tommy me põe atrás dele.
—Seu desgraçado. -grita um dos homens e acerta um soco em Tommy que cambaleia, alguém puxa meu braço e eu me debato.
—Me solta, para de bater nele, por favor, para. -grito desesperada, para que o homem pare de chutar Tommy, que já está cuspindo sangue, o homem para e me olha.
—Tudo bem, vamos. -diz ele e pega o meu outro braço, começo a me debater e gritar, um dos homens tampa minha boca e isso me apavora mais ainda olho para trás e vejo Tommy desmaiado no chão, todo sujo de sangue.
—Quem são vocês? Droga, eu vou gritar. -digo assim que eles destampam minha boca, um dos homens puxa uma arma e aponta para minha barriga. O olho apavorada, meu bebê não!
—Grita vagabunda, grita. -diz o homem e é visível a irritação em sua voz, nego com a cabeça, enquanto as lágrimas caem, passo pela sala e vejo tudo no chão, meus vasos de flores quebrados, meu Deus, como eu não ouvi tudo isso?
—Agora fique quietinha e finja que está tudo normal. -comanda um dos homens que está com o braço engatado em minha cintura, em sua mão está a arma, apontada para minha barriga está disfarçada por uma blusa.
—Tudo bem, tudo bem. -digo e limpo as lágrimas, saímos no corredor e vejo a empregada de Matt entrando em seu apartamento, ela me vê e vem me cumprimentar.
—Oi querida, como está? -pergunta ela e me dá dois beijinhos no rosto, forço um sorriso.
—Oi, estou bem, só com um pouquinho de pressa, mais tarde nos falamos, tudo bem? Diga ao Matt que eu o amo. -peço assim que entro no elevador, homens me olham feio, a essa altura eles já não tem mais as mascarás.
—O que você querem? Porque eu -pergunto e tento me soltar do abraço de um dos homens.
—Fique quietinha, aqui ninguém quer nada de ti, é ele quem quer. – um dos homens fala apertando ainda mais meu braço
—Ele quem? Porque? -pergunto já sentindo as lágrimas rolarem novamente.
—Está fazendo pergunta demais, fique quieta. -diz o homem e aponta a arma para minha barriga novamente. Mas que raios!
—Chegamos, fique quieta e não grita. -diz o homem que está com a arma assim que o elevador para no saguão do prédio, finjo um sorriso para o porteiro que me cumprimenta e caminho até a garagem, chegando lá eles me atiram dentro do carro e eu começo a gritar, algo segura meu braço e quando me viro tomo um susto.
Ele me olha encantado, seus olhos brilham e algo que pareçe felicidade surge ali ele me sequestrou e está feliz?!
—Me. Solta. Agora! -exige e o aperto de sua mão em meu braço fica mais solto, olho pelas janelas escuras do carro e vejo que ele está se movendo.
—Que bom que está feliz em me ver moranguinho, por que eu estou e muito. -diz ele e quando vejo minhas mãos estão sendo presas para trás, me debato e recebo um tapa no rosto. -Quieta, ou vai ser pior. -diz ele e beija o lado do meu rosto em que ele bateu.
—Porque está fazendo isso? Me solta, por favor. -peço, ele me olha e sorri, um sorriso demoníaco, que faz com que meus pelos se arrepiem.
—não, agora não. Depois de todos esses meses apenas a vendo de longe, e agora que eu tenho você só para mim, eu não vou te soltar nunca mais. Aliás, só para mim não, eu sei que essa coisa nojenta está dentro de você, mas logo você estará livre disso. -diz ele referindo-se ao meu bebê, como assim logo eu vou estar livre? Ele não está falando de... não, não, não! Não pode ser.
—Você não vai encostar no meu bebê. Não vai. -digo quase gritando e recebo outro tapa, esse bem mais forte, caio para o lado bato a cabeça, sinto algo quente escorrer pela minha testa e sei que é sangue.
—Olhe só, que você me fez fazer, eu não queria machuca-la, venha cá, deixe me ver isso. -diz ele e me puxa brutalmente pelo braço, ele olha o machucado na minha testa e rasga uma manga da camisa, passando em minha testa, secando o sangue. -Pronto, não foi nada demais, depois limpamos melhor. -diz ele e beija o lugar machucado, me esquivo para o lado e recebo um olhar de raiva.
Encosto a cabeça na janela e fico olhando para a rua, muitos carros, muitos mesmo, onde estamos? Sinto algo em minha cabeça e logo não enxergo mais nada, meus olhos são tampados com um pano, suspiro baixinho e volto a deitar a cabeça na janela, sinto as lágrimas descerem por meu rosto e lembro que toda vez que choro, Matt está ao meu lado para me apoiar, é só pensar nele que meu choro fica mais alto e logo estou soluçando, Jones me puxa para seu colo e eu me debato, ele me aperta em seu colo e eu fico parada, dura. Fungo e levanto a cabeça, para que as lágrimas parem de cair, mesmo estando com uma venda nos olhos isso não as impede de rolar por meu rosto.
—Chegamos, não vamos ficar por muito tempo aqui, então nada de fazer gracinhas, como tentar fugir, a casa está muito bem protegida com seguranças. -diz Jones e me tira de seu colo, saímos para fora do carro e ele tira a venda de meus olhos, passa o braço envolta de minha cintura e em sua mão está uma arma, apontada para minha barriga, discretamente, para que ninguém veja. Idiota!
Olho em volta e vejo várias casinhas, é uma rua sem saída e no final dela tem uma pizzaria, as casinhas são todas coloridas com flores na frente, isso aqui é onde? Olho para a placa no começo da rua e vejo que o nome está todo pichado, foi ele! Jones sorri ao ver minha cara e me "encaminha" para a segunda casa do lado direito da rua, ouço o barulho de um carro e vejo que o mesmo de onde eu vim está estacionado em frente à casa, dele os três seguranças descem e entram no pátio da casa amarela, na qual eu entro logo em seguida, os seguranças ficam em posição um perto do outro enfrente a porta da casa, olho pelo corredor ao lado da casa e vejo o grande muro na parte de trás da casa, os muros dos lados da casa também são altos e lisos, nossa, porque não me botou numa cabana no meio de uma floresta então? Aposto que teria mais coisas para ver do que aqui!
—Já disse, não vamos ficar por muito tempo aqui, sei que você gosta do agito da cidade. Que tal Las Vegas, depois de amanhã?! -Não sei se ele está me perguntando ou apenas me comunicando, e pensar na segunda opção me deixa aflita, e se não me acharem aqui nesse fim de mundo? Eu vou ser obrigada a ir para Las Vegas com Jones?!
—Estou com frio, preciso de um banho. -digo a primeira coisa que me vem à cabeça, preciso de um tempo para pensar e botar algum plano em ação, eu não posso esperar que alguém venha aqui e me salve, eu tenho que agir sozinha, por mim e por meu bebê.
—Segunda porta a esquerda. Se bem que, eu adoraria dar banho em você. -diz ele e vem para meu lado, dou alguns passos para trás e bato com as costas na parede.
—Não chegue perto de mim -digo e Jones levanta as sobrancelhas, ironizando meu ato.
—Moranguinho, moranguinho. Acho melhor você começar a se comportar melhor, já que a partir de agora, sua vida é ao meu lado. Mas tudo bem, depois eu cuido de você, vá para seu banho, eu vou preparar algo para você comer. -diz ele e sai de perto de mim, dobrando o corredor, caminho rapidamente e entro no banheiro, vejo meu reflexo no espelho e levo um susto, estou toda escabelada e os olhos inchados.
—Estou horrível. -sussurro baixinho e quando vou tirar minha roupa uma batida na porta me impede, a abro e dou de cara com Jones.
—Você vai precisar disso. -diz ele e me estende uma muda de roupa, pego de sua mão as roupas e volto a trancar a porta, começo a olhar as roupas e fico em choque. Tem uma lingerie preta, minúscula e um vestido super, hiper, mega pequeno, que horror!
Ligo o chuveiro e deixo na temperatura que desejo, quando tiro minha blusa levo um susto, meu celular ainda está comigo! Meu Deus, como me esqueci disso? E Jones não o sentiu, quando botou o braço em minha cintura? Bom, isso não importa agora, o pego e desbloqueio, vendo muitas chamadas perdidas de Matt, olho e vejo o celular no silencioso, é claro. Eu sempre deixo no silencioso para que nada me acorde durante a madrugada, e hoje, como passei mal esqueci de botar volume nele. Obrigada meu Deus, obrigada mesmo. O visor pisca, avisando que tem alguém me ligando, é Matt.
—Hanna, Hanna, é você que está ai? -sua voz está desesperada, e sinto as lágrimas descerem, concentra Hanna!
—Rastreia o meu celular, rápido. -peço chorando e ouço Matt suspirar.
—Calma, a polícia está toda aqui vão rastrear, não desliga, como está? Você está machucada? Quem pegou você aqui em sua casa? Os homens tiraram as máscaras? -pergunta ele e sorrio, como é bom ouvir sua voz.
—Estou bem, só tenho um corte na testa, nada demais, foi ele Matt, foi o Jones que me sequestrou. Como Tommy está? Meu Deus, o Tommy, como ele está? -me desespero ao pensar em Tommy, quando me tiraram de lá, ele estava tão mal.
—Hey calma, preciso que fale mais alto, não consigo te ouvir, conseguiram rastrear seu celular, o delegado quer falar com você. -diz ele e concordo, falando dessa vez um pouco mais alto, mas ainda tomando cuidado.
—Não Matt, me tira daqui, rápido, ele vai fazer mal ao nosso bebê, me ajuda, pelo amor de Deus, nós ajuda. -peço sussurrando, olho para os lados, entrando em pânico.
—Hey, calma, eu garanto, não vai acontecer nada com vocês, eu dou minha palavra, agora tenho que passar ao delegado. – sinto medo e pavor em sua voz, meu coração está acelerado e minha garganta seca
—Srta. Carter, preciso que fique calma nesse momento, eu sei que é difícil, mas é preciso. Daqui a 20 minutos a rua onde você está lotara de policiais e estou mandando um helicóptero para ajudar na missão, agora não de bandeira e jogue o celular fora, até mais, Srta. Carter.-diz o delegado e desliga.
—Hanna, está tudo bem? Abra a porta, agora. -diz Jones e bate na porta, me apavoro e escondo o celular dentro da muda de roupa, tiro o resto de minha roupa e corro para baixo do chuveiro.
—Estou bem sim, não será possível agora, estou com espuma no cabelo e.... – começo a falar sem deixar minha voz tremer — Ai, caiu espuma no meu olho, só um pouquinho, eu daqui a pouco já vou sair. -digo e sorrio internamente, pensando que daqui a pouco vou estar livre de Jones Hyde.
—Tudo bem, só não demore, preparei um lanche para você. -diz ele e ouço seus passos para longe da porta, suspiro, aliviada. Termino meu banho e me seco, quando vou pegar parte de cima da lingerie meu celular cai, olho no visor e vejo que falta 15 minutos para a polícia chegar, claro, isso se eles forem pontuais como o delegado disse, visto a lingerie e a mesma roupa que usei quando cheguei aqui, deixando o vestido super pequeno e nojento em cima da bancada do banheiro. Saio do banheiro e vou para cozinha, me deparo com Jones, sentando em um dos bancos.
—Demorou, e não está com a roupa que eu lhe dei. -diz ele chegando bem perto de mim, sinto nojo e caminho para trás. -Já disse para me respeitar, agora coma essa droga de lanche, eu vou tomar banho e quando sair quero você no quarto, moranguinho. -diz ele usando o nojento apelido que me deu, quando ainda éramos crianças. Jones sai me deixando sozinha, olho no relógio da sala e faltam apenas 10 minutos, me sento no banco e olho para o sanduiche a minha frente, decido não comer, vai que ele tenha posto algo ai?!Melhor não arriscar.
—VAGABUNDA! CADELA. -ouço os gritos de Jones e lembro que deixei o celular no banheiro, droga, droga, droga! Me escondo atrás do balcão e logo ouço os passos apressados de Jones, ele chega perto do balcão e vejo seu olhar varrer a cozinha, como não me vê ele sai do cômodo, ouço seus gritos com os seguranças.
—Arrumem o jatinho para agora, e liguem o carro, estamos saindo em 15 minutos. -diz ele e me levanto, quando sinto uma pontada forte em meu ventre.
— cadela, você está ai. -diz Jones entrando na cozinha, levo um susto e corro para o outro lado, ele vem até mim e me agarra pelos cabelos, me levando até a sala, assim que chegamos Jones me atira no chão e caio ao lado do meu celular.
—Vagabunda, então você tinha um celular. -diz ele e chuta minhas pernas, grito assustada e levo um tapa no rosto, Jones me puxa pelos cabelos até que eu fique de pé e a dor em meu ventre só piora.
—VAGABUNDA -diz ele e me acerta mais tapas no rosto, caio de mal jeito, por cima do sofá e Jones começa a chutar minhas costa, urro de dor e tento engatinhar para o outro lado da sala, ele continua a me chutar, sinto algo queimar em meu braço e vejo que ele está me batendo de cinto, porra!
Me levanto de mal jeito e corro para o outro lado da sala, Jones me segura e me atira no chão, chutando minha barriga, ponho as mãos na frente, tentando em vão me defender. Quando ele cansa, para de me chutar e me puxa pelos braços.
—Para onde você está me levando? -digo enquanto sou arrastada para o corredor, Jones abre a porta de um dos quartos e me atira lá dentro.
—Fique ai, vou fazer algumas ligações e quando voltar vamos direto para Las Vegas, prenda ela na cama. -diz Jones para um dos seguranças, ele vem até mim e me atira na cama, prendendo minhas mãos na cabeceira da cama, começo a chuta-lo e recebo mais um tapa no rosto, o segurança sai de cima de mim e fica me olhando, ele beija meu pescoço e passa a mão pelo meu corpo.
—SOCORRO, JONES, SOCORRO -me desespero e começo a gritar, pela única pessoa que infelizmente nessa situação me ajudaria, ele é possessivo e ciumento, o segurança tampa minha boca e beija novamente meu pescoço, mordo sua mão e ele me solta, saindo do quarto.
—IDIOTA, NOJENTO. -grito assim que a porta é fechada, sei que não deveria, que ele poderia muito bem voltar aqui e abusar de mim, mas não me segurei.
Tento soltar as mãos mas aquele idiota prendeu forte de mais, uma dor forte em minha barriga faz com que eu grite de dor, me contorço de dor e Jones entra no quarto, as lágrimas descem pelo meu rosto enquanto tento respirar, a dor é forte e sinto algo quente escorrer por minhas pernas, minha calça começa a manchar e vejo uma mancha vermelha, é sangue! Meu bebê, não, não, não. Por favor, que não aconteça nada a ele, por favor.
—Jones me ajuda, por favor, me ajuda, eu juro, não dou mais problemas para você, só me ajuda, por favor. Eu juro que fujo com você, agora, meu ajuda, pelo amor de deus. -peço enquanto vejo mais sangue manchar minha calça, Jones caminha lentamente até mim e passa a mão por meu rosto.
— querida, onde está doendo...aqui? -pergunta ele e para com a mão um pouco abaixo da minha barriga, onde está a dor, confirmo com a cabeça e Jones sorri, apertando o local logo em seguida.
—Não, não, não. -grito e começo a me debater, Jones puxa meus cabelos e aperta minha barriga novamente, grito de dor e levo um tapa no rosto, Jones sai me deixando sozinha e me apavoro mais ainda quando vejo que até o lençol já manchou de sangue.
—Por favor, Deus, não tira meu bebê de mim, por favor. -faço uma prece baixinho e ouço barulhos de sirene.
—MÃOS PARA CIMA, MÃOS PARA CIMA. -ouço gritos de longe e sorrio, ainda com lágrimas nos olhos, ouço barulhos de portas sendo arrombadas.
—SOCORRO, SOCORRO. -começo a gritar e levo um susto, quando a porta do quarto que estou cai, dois policiais entram e me desamarram.
—Srta. você está bem? -diz o policial e a olho chocada, será que ele não notou o monte de sangue que está no lençol e em minha calça?
—Não, não estou bem, me ajuda – tento formular uma frase que não o mande para o inferno por me perguntar isso — por, favor, me ajuda. Meu bebê- falo quando ele me desamarra e eu tento a todo custo respirar
—Claro, nós vamos ajudar a senhorita. -diz o primeiro policial que entrou no quarto e me pega no colo, ele sai quase correndo da casa e no caminho eu vi várias coisas quebradas e portas arrombadas, quando saímos na rua somos bombardeados por flashes, tem muita gente gritando e isso me deixa zonza, no meio de tantas pessoas ouço a voz mais doce de todas, é Matt, ele vem correndo em minha direção e sorrio para ele, minha visão ficando cada vez mais embaçada, ele está quase chegando, quando tudo apaga.
—------
—Ela está acordando. Peço que não a agitem. -diz uma voz fina e meio irritante, abro os olhos e a luz forte os irrita, mas não me importa, olho em volta à procura da voz fina e vejo uma mulher com um jaleco branco nos pés da minha cama, atrás dela, está Matt e Tommy, meu coração acelera assim que eu os vejo, e algum aparelho apita, o barulho é irritante e eu me mecho, arrancando sem querer dois aparelhos, grudados em meu peito.
—Srta. acalme-se por favor. -diz a mulher que suspeito ser uma médica e vem até mim, pegando os dois fios com duas bolinhas na ponta, e os coloca em meu peito, novamente.
—Meu bebê. Meu bebê, como ele está? Por favor, me diga. -peço assim que foco o rosto da mulher, ela está séria.
—Por favor, acalme-se, isso não fará bem a vocês, seu bebê está bem. -diz ela e suspiro aliviada, deixo algumas lágrimas escorrerem por meu rosto e abro um largo sorriso.
—Obrigada, eu precisava saber, obrigada. -digo e sinto como se o meu sorriso fosse partir meu rosto, a médica abre um pequeno sorriso.
—Tudo bem, eu sei que você estava ansiosa para essa notícia. Então, falando de seu estado atual, você e seu bebê estão bem, mas sua gravidez é de risco, não totalmente, mas você vai ter que ter cuidados a mais, sua vida vai seguir normalmente, mas eu sugiro que você faça uma visita a cada três semanas a sua médica, é importante para saber se está tudo bem com o bebê e com você, já que quando chegou aqui, você já tinha perdido muito sangue e teve quase um aborto espontâneo, conseguimos reverter a situação e agora vocês estão bem. – ela fala com um meio sorriso gentil nos lábios, o que me faz sorrir também — Bom, com licença, vou pegar seus papeis de alta e volto aqui para libera-la. -diz a médica e sai do quarto, olho para a porta e fico pensando, então eu quase perdi meu bebê? E se o tivesse perdido, o que seria da minha vida?
—Hanna, gatinha. -diz Matt e assim que o olho, meus olhos se enchem de lágrimas, o abraço rapidamente.
—Pensei que nunca mais o veria. -digo e começo a chorar, chamo Tommy com a mão e ele sorri para mim, saindo do quarto, entendo seu ato, sabendo que ele queria nos dar privacidade.
—Hey, Hey, calma, você sabe que não pode se agitar, por favor, fique calma, agora está tudo bem. -diz ele e me separa, beijando todo meu rosto.
—Tudo bem. Me diga, como tudo acabou? Pegaram ele? -pergunto e sinto meu coração se apertar, estou com medo, e se ele não foi preso? E se conseguiu escapar, irá voltar e me perseguir?
—Hanna, fique calma, por favor. Jones foi preso, Molly é sua nova advogada e está no tribunal nesse momento, tentando fazer com que Jones seja transferido para outro país, e tenha a prisão lá. Eu prometo Hanna, ele não irá mais nos perturbar, eu prometo. -diz ele e assinto, o abraço e me sinto em paz.
—Desculpe acabar com o momento, mas você terá essa moça só para você depois que acabarmos aqui. -diz a médica e entrando na sala, ela retira os aparelhos de meu peito e eu sorrio, a ajudo a subir minha camisola e ela passa um gel gelado em minha barriga, sei que é para fazer a ecografia.
—Então, vamos ver o seu bebê? -pergunta a médica e afirmo com a cabeça, ela pergunta se Matt tem permissão para ficar na sala e eu digo que sim, já que ele é o pai. A médica passa o aparelho por minha barriga e logo uma imagem aparece na tela do computador ao meu lado. Aqui está o bebê de vocês, pelo tamanho do fato, você está com 1 mês e duas semanas, ele é bem grande, ou ela. -diz a médica e ouço Matt suspirar, olho para ele e seus olhos estão brilhando, enquanto ele olha admirado para a tela do computador. -Tudo bem, agora vou limpa-la assim que você se vestir, está pronta para ir embora. -diz a médica e limpa minha barriga, agradeço e com ajuda de Matt desço da maca.
—Como está se sentindo? Vou ajudar você a se vestir. -diz Matt e eu concordo, caminho com ele até o banheiro e Matt me ajuda a me vestir.
—Quanto tempo eu dormi? -pergunto quando vejo que ainda é dia, será que já se passou dias?
—Umas horas, agora é 21:55, não ficou muito tempo, mamãe, papai, Emma e Teddy queriam voltar para cá, mas disse que não era necessário, já que eles tem muito trabalho, espero que não se importe, já Molly voltou, porque ela é sua advogada, Hanna, a secretária de mamãe ligou e disse que desejava melhoras a você, mas que não poderia voltar, já que tinha muitas coisas para fazer. -diz ele e só assinto com a cabeça, saímos do banheiro e encontramos com Tommy, sentado na cama.
—Matt, pode nos deixar a sós, só um pouquinho? -peço e ele concorda, me deixando a sós com Tommy.
—meu Deus, achei que a perderia novamente. -diz Tommy e vem correndo até mim, assim que chega ele me pega em um abraço cuidadoso e me balança, abraço seu pescoço e deixo algumas lágrimas escaparem.
—Eu também. Desculpe não queria assustar você. -digo enquanto soluço, ele me solta e limpa minhas lágrimas, beijando minha bochecha.
—Hey, não precisa pedir desculpa, não foi sua culpa. Hm, então quer dizer que eu vou ser titio? -diz ele e sorri abertamente para mim, concordo com a cabeça e novamente Tommy me abraça, me desejando felicidades e saúde, para mim e para meu bebê, Tommy se ajoelha a minha frente e começa a falar com seu sobrinho, sorrio de sua reação e o puxo para mais um abraço.
—Obrigada, estou tão feliz em ter você aqui comigo. -digo e beijo seu rosto, saímos juntos do quarto e vamos até a sala de espera, onde Matt está nos esperando.
—Vamos? Teremos que sair pela porta dos fundos, a porta da frente está lotada de jornalistas. Diz Matt com visível desgosto.
—Tudo bem, só vamos logo, porque estou louca para sair daqui. -digo e eles concordam, saímos pela porta de trás, meu segurança está nos esperando, junto com o de Matt, no carro, assim que me vê, ele abaixa os olhos e acho sua atitude muito estranha, será que ele está culpado pelo que aconteceu comigo? Mas não foi sua culpa! Olho para a rua, enquanto o carro se movimenta e sorrio, ao sentir o braço de Matt em volta de minha cintura. Assim que chegamos é uma briga para passar pelo portão, já que o portão está tomado por jornalistas, quando conseguimos finalmente entrar, subimos o elevador e meu coração bate forte, quando chegamos em frente a minha cobertura.
—Hey, vamos para minha casa. -diz Matt e eu concordo, Tommy desceu em frente ao seu hotel, prometendo que mais tarde ligaria para saber como estou, concordei e segui o resto do caminho com Matt, chegamos em sua casa e eu suspiro, sendo tomada por um grande alivio.
—Preciso de um banho, por favor. -peço e Matt concorda, me levando até seu banheiro, ele liga a água da banheira e vem até mim, me ajudando a tirar minhas roupas.
—Você vai ficar bem, eu prometo. -diz ele e beija meu rosto, concordo com a cabeça e com sua ajuda entro na banheira, não sem antes me olhar no espelho e ver algumas marcas em meu rosto e em meu corpo, espero que sumam logo.
—Salada de fruta. -digo e bato palmas, quando Matt me entrega uma tijelinha de salada de fruta, estou deitada em sua cama, e ele senta ao meu lado, como uma colherada e olho para Matt, sorrindo de sua cara.
—Você fica linda, assim. -diz ele e faz um cachinho em meu cabelo, concordo e ponho mais uma colherada de salada de fruta na boca.
—Eu também acho, que fico linda. -brinco e Matt sorri, se deitando e rindo de mim, ele acaricia minha costa e eu termino de comer, colocando a tijelinha ao lado da cama, e me deito, chegando perto de Matt, ele me abraça e beija minha cabeça.
—Que horas são? Queria ver um filme. -peço e Matt olha em seu celular.
—São 16:27, que filme quer ver? -pede ele ao levantar da cama, sorrio sapeca para ele e Matt só balança a cabeça em negativo, indo botar o filme "Enrolados", ele desliga a luz do quarto e volta a se deitar comigo, abraço seu corpo e Matt passa o braço por minha cintura, suspiro aliviada e olho para a televisão, vendo o filme começar.
Fale com o autor