Um Fim Para Um Recomeço
1 Capítulo 1 - Caso Jordan (Part. 1)
Recebi um chamado pelo radio. Chegando no local, um caso de homicídio. Uma menina de aproximadamente oito anos de idade, cabelos escuros, branca e aproximadamente um metro e 30 de altura. Não havia sinal de outros familiares na casa.
Ao dar inicio as investigações percebi que haviam sinais de arrombamento na porta dos fundos, após tirar fotos do local, consegui recolher algumas digitais e fibras de tecido. A vítima estava na sala de estar, após analisar os ferimentos pedi para que o corpo fosse retirado e enviado para a necropsia.
Ouvi um barulho que parecia vir do último quarto, em um corredor extenso de quatro portas. Caminhei calmamente pelo corredor, mas o tempo todo com a mão em meu revolver. Chegando à primeira porta, era um quarto, amplo, havia uma mancha de sangue na cama. Estava claro que ela havia sido estuprada.Não havia nada dentro dos outros cômodos.
A família parecia ser grande, segui para a última porta e então o barulho se repetiu, botei a mão na maçaneta, pondo a outra mão na arma, em seguida, abri a porta devagar.
—FBI! -disse abrindo a porta. Não recebi nenhuma resposta.
O quarto era o maior, com uma vista incrível, uma cama de casal, um grande closet. Comecei a vasculhar pelo quarto por algum vestígio e procurar o possível local do barulho. Procurei por todo lugar, menos o mais óbvio: em baixo da cama. Agaxei-me, vi dois pares de pés, quando olhei mais adiante, havia uma mulher assustada com a mão na boca do menino abafando todo som que ele pudesse emitir. Mostrei o distintivo lentamente para ela, então tirou as mão trêmulas da boca do menino.
—Oi? — disse tentando interagir. — Sou Scott Carter. — não obtive nenhuma resposta de ambos, resolvi esperar um tempo. Ele estava olhando fixamente pra mim. Parecia estar em estado de choque.
—Como você se chama? — perguntei.
—Me chamo Jordan — ele disse abaixando a cabeça. E em seguida olhando para mulher
—Ah, tudo bem, Jordan. — disse estendendo a mão — E a senhora? — perguntei com um sorriso.
—Você é policial? — ele me cortou curioso.
—Sim, sou sim — botei a mão acima do meu colete, no lado esquerdo pegando meu distintivo — Olha, esse é o meu distintivo, quer ver? — perguntei para ele e quase que instantaneamente ele sorriu.
—É de verdade? — perguntou chegando mais perto.
—Sim, bonito não? — perguntei estendendo a mão novamente agora com o distintivo. O tempo todo olhando pa
—Sim, é bem bonito e brilhante, como o que meu pai usava. Antes de... — ele disse com um sorriso triste.
— Bem, venha para cá, soldados não se escondem, vamos conversar amiguinho. — Sorri pra ele e então ele saiu. Ele disse que havia se escondido porquê um "homem mal" entrou em sua casa. Perguntei a ele como ele sabia que o homem era mal e ele me respondeu "Porque homens do bem não machucam outras pessoas". Perguntei sobre os seus pais, ele disse que a mãe tinha sido maltratada pelo "Homem mal" e levada logo depois de matar seus irmãos, recolhi amostra de DNA da criança e o entreguei à um policial. Continuei a busca, mas agora, por digitais, DNAs e qualquer outra pista. Eu ainda não havia entendido porque as roupas estavam reviradas. Notei que o menino não falou de seu pai, queria saber o porquê, mas estava ocupado demais pra continuar as perguntas. Havia encontrado algumas digitais e a possível arma do crime, um revolver calibre trinta e oito. Esperava encontrar mais alguma coisa no local, mas aquilo era tudo. Tirei fotos do local antes de retirar a prova, segui com a investigação. Ao termino, voltei para a casa.
Depois de chegar em casa recebi uma ligação, era Emma, minha filha, disse que demoraria a chegar em casa, ainda estava na faculdade, perguntou se poderia buscar ela, disse que sim. Queria dormir durante às duas horas que me restavam até ela sair de lá.
Eu não tinha esposa, ela morreu em um acidente de carro, que ocorrera por volta de cinco anos atrás. Ela se chamava Katherine, a mais doce e linda mulher que já existira.
Tomei um longo banho, preparei algo para comer e logo em seguida me deitei para dormir. Sam, minha cachorra, subiu em minha cama e se deitou ao meu lado, como sempre fazia desde a morte de Kate. Acho que ela me entendia. Acordei com Emma me ligando, dizendo que já poderia buscar-la. No caminho meu celular toca, não reconhecia o número, mas atendi. Do outro lado da linha uma mulher começou a falar. Disse que era a legista que iria trabalhar comigo, em todos os meus casos, ela foi curta, direta e objetiva. Desliguei a chamada, retornaria mais tarde.
Parei na frente do Campus, ela ainda não estava lá. Esperei por uns minutos, até que ela apareceu com alguns amigos ao seu lado.
—Oi pai, valeu por me pegar! — Ela disse me dando um beijo e logo em seguida se despedindo dos amigos.
—Tudo bem? – Perguntei dando partida no carro.
—Ham-Ham. Como estão as coisas no trabalho? – ela perguntou parecendo interessada.
—Ah, tudo bem. Peguei um homicídio hoje.
—Nenhuma novidade então...
—Tenho uma nova parceira nos casos, uma legista – disse sorrindo – Ela parece ser uma bruxa, se chama Aria Grey. – Eu ri
—Não fala isso pai, você nem conhece – ela disse dando risadinhas – Espero que se dêem bem.
—Ah, eu também...
~•~
Depois de ligar para o Dr. Carter, fui para o banho. Ouvi a porta bater deduzi que fosse Josh.
—Ari! Cheguei – Ele disse batendo na porta do banheiro.
—Tudo bem. – Respondi enquanto enxaguava meu cabelo.
Aquele banho era tudo que eu precisava depois do dia tumultuado que eu havia tido e que estava longe de terminar. Tinha algumas coisas pra conversar com Josh, nosso relacionamento não estava muito indo muito bem fazia um tempo. Eu estava disposta a acabar com tudo aquilo de uma vez. Saí do banho enrolada na toalha e fui direto para o quarto onde me troquei. Ele estava na sala deitado no sofá assistindo futebol americano com uma cerveja na mão.
—Josh precisamos conversar. – disse estrando na frente da televisão
—Sai da frente Aria, eu to tentando assistir! – Ele berrou
—E eu estou tentando conversar! – retruquei me mantendo calma – Aliás, essa é a única coisa que eu faço. Eu estou cansada!
—Cansada?! – ele suspirou – Eu só quero assistir meu jogo em paz Aria... Por favor. – ele disse estendendo a mão em direção a tevê
—Tudo bem. –Eu disse saindo da frente da tevê e me sentando ao lado dele – Olha, tem sido muito difícil. Eu sou a única que anda tentando por aqui. E eu estou simplesmente cansada disso, de você chegar e falar comigo como se eu fosse uma colega de quarto ou de chegar bêbado em casa, começar uma discussão como se você tivesse toda a razão... Eu to cansada Joshua. – Ele se encolheu e olhou pra mim esperando que eu dissesse mais alguma coisa
—O que você quer que eu faça? Hein? Que eu saia por aí sem rumo, arrependido? Você sabe como eu sou, sempre soube! E agora vem com essa? – Ele disse se levantando e dando uma golada na cerveja –Eu tentei mudar, mas esse sou eu. Sou impulsivo, as vezes agressivo... Eu juro que eu tentei... – ele colocou a mão na nuca.
—Mas não foi o bastante Joshua! – eu disse abaixando a cabeça – Vai para o seu apartamento, quando você estiver sóbrio conversamos. – passei por ele e entrei no quarto batendo a porta.
Logo depois ele entrou, pegou algumas roupas, jogou em uma mochila e fechou a porta. Algum tempo depois ouvi a porta do meu apartamento bater e ser trancada. Meus olhos logo começaram a pesar, quando os abri já era de manhã. O relógio não parava de tocar, tatiei a cabeceira da cama em busca do relógio até encontrar o botão para desligar o alarme. Sentei na cama e olhei para o lado onde antes era ocupado por Josh, tentei sentir alguma coisa, mas não conseguir sentir nada além de alívio.
Depois de me arrumar e tomar café procurei meu celular, ao encontar e ligar vi que tinha dezenas de mensagens de Josh. Pensei em ligar pra ele, mas não queria que ele pensasse ter alguma nova chance. À caminho da porta chutei alguma coisa, era a chave de Josh ele tinha jogado pela caixa de correspondência. Peguei a chave coloquei na bolsa e me convenci de que todo aquele tormento tinha – finalmente – acabado.
Caso Jordan — Parte 2
—Papai, acorda! – Emma me balançou – Você vai se atrasar!
—Tá bom, tá bom. Já levantei, calma – disse sentando na cama – que horas são? – perguntei enquanto bocejava
—São 8h e 45min. Você tem 15 minutos. – ela disse zombando de mim
—Ah esse relógio filho da mãe... Vou comprar um novo – Levantei e fui direto para o banho.
Emma estava preparando o café quando saí do banho. Me vesti e fui para a cozinha.
—O que temos pra hoje, Grand Sheff? – perguntei pondo o café na chicara.
—Ovos estrelados e bacon. Pensei em fazer alguma coisa melhor, mas não temos tempo. – ela respondeu enquanto tirava o bacon da frigideira.
—Manda pra cá! – Disse levantando os braços e sorrindo.
Depois do café fui procurar as chaves do carro. Procurei em toda parte e nem sinal.
—Emma, as chaves do carro?! –Gritei no corredor – Preciso delas, você viu?
—Estão aqui, segura – ela disse arremessando em minhas mãos.
—Peguei tudo? – pensei em tudo – Acho que sim, vamos! – gritei apressando-a
—Vem aqui, essa gravata ta toda torta – Disse enquanto arrumava minha gravata. Tive a visão de Kate fazendo a mesma coisa todos os dias de manhã.
—Terminou? – perguntei
—Ham-Ham, vamos.
Levei Emma até a faculdade e fui para o trabalho. O celular tocou, era a Dra. Grey.
—Alô?
—Dr. Carter?
—Sim, Dra. Grey? Em que posso ajudar?
—Não querendo abusar de você. Mas meu carro teve um problema na parte elétrica. Se importa de me buscar? – Ela perguntou com um tom de nervosismo
—Não, sem problemas. Onde você está?
Após todas as coordenadas cheguei até o local onde ela estava.
—O-Oi, desculpe por isso. Não vai mais acontecer – ela disse enquanto entrava no carro. – Dra. Aria Grey, prazer – disse estendendo a mão
—Scott Carter – disse enquanto apertava sua mão.
O silêncio permaneceu por toda a viagem até o laboratório, mas foi quebrado quando parei o carro.
—Caso da família Dalle, certo?
Um homicídio, menina, aproximadamente oito anos.
—Uau, a senhorita é muito organizada – disse olhando todas as anotações –, é isso mesmo. Vamos ver os resultados das amostras coletadas.
—Tudo bem. – ela disse abrindo a porta do carro.
~•~
Scott era forte e parecia ter sempre a mesma expressão seria. Durante todo o trajeto não foi dita uma palavra sequer, apenas uma ou duas trocas de olhares. Ele era misterioso e parecia sempre determinado.
Ao chegar no prédio segui Scott por milhares corredores até chegarmos no laboratório, ele cumprimentou à todos e não demorou muito até me cumprimentarem.
—Oi! Seja bem vinda Dr.? – Ele estendeu a mão para que eu apertasse
—Aria Grey, Dra. Grey – sorri e apertei sua mão.
—Isaac Walsh, seja muito bem vinda ao seu novo local de trabalho – ele disse sorrindo – Aqueles são Mark Thompson, Ethan Williams, Lucy Walle e Meredith Pope – disse apontando para cada um da sala.
—É realmente um prazer conhecer todos! – disse acenando.
—Tá, Okay. O que temos gente? – Perguntou Scott – O que conseguimos?
—Bem, estamos lidando com um provável assassino em série. -Isaac disse
Notas finais
Espero que tenham gostado, até a próxima!!
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