Um Dia Tudo Vai Dar Certo
2 P.O.V. Mary: sonhos estranhos.
Notas iniciais
Estava escuro, eu estava em uma floresta, eu ia em direção à praia, como eu sabia? Não sei, mas sabia que a praia me chamava, não era bem a praia exatamente, era o mar, ele queria que eu mergulhasse nele, conversasse com ele. Quando cheguei à praia, o vi tão deslumbrante. Ele ia e vinha, fazendo um convite irrecusável, tão tentador, continuei andando até ele como se fosse a única direção correta a se tomar. Cheguei perto o bastante para sentir o seu cheiro, água e sal, mas não tão perto ao ponto de tocá-lo. Ela, a água, era em tom escuro e profundo de azul esverdeado, igual aos meus olhos. Pude ver meu reflexo escurecido sobre a água negra, apesar de parecer sombrio, senti um conforto familiar, igual ao que o meu padrasto me dava quando ninguém mais me entendia. Apesar de nunca ter ido ao mar, aquela cena não me era entranha, ela transmitia calma, paz e tranquilidade, com o céu limpo e sem nuvens, acompanhada por uma brisa suave que vinha do mar, que mais parecia acariciar meu rosto de forma reconfortante, não sabia por que o vento me reconfortava, mas quando pensei bem no assunto, senti uma dor de perda, não que eu estivesse ferida fisicamente, era uma dor mais interna, psicológica. No mesmo momento, senti uma ardência nos olhos e uma grande vontade de chorar, sem saber por que, eu cedi, cai aos prantos, meus joelhos começaram a tremer, eu iria cair se continuasse assim, e não havia ninguém comigo. E então, como de se esperar, meus joelhos cederam, eu iria cair na areia, e ficaria lá chorando e chorando, mas algo de estranho aconteceu, eu não cai na areia fria, cai nos braços de um homem, meu rosto fora encaixado em seu peito quente, e em volta de mim ele colocou os braços como se fosse para me ampara. Ele estava com os braços e o peito nus, mas estava bem quente, sem saber o motivo, o abracei, por mais estranho que isso possa soar, para mim ele não era um desconhecido, ele me lembrava um pai, ou um parente bem próximo a mim, que sabia por que eu chorava, e tentava me reconfortar. Fui tirada dos meus pensamento pela a voz dele, que dizia: Acalme-se. Ele tinha uma voz grave e marcante. Com gentileza, fez uma pausa para eu poder recompor-me, quando parei de soluçar ele continuou: Você tem os seus amigos, e suas irmãs também.
– Irmãs?! – disse– Emy, como sempre apresada.
– É irmãs, eu fiquei pensativa na hora, e analisei a situação: Eu não tenho irmãs!.Iria falar isso para ele, mas... – Olhei para elas, com cara de posso continuar, dando este olhar, especificamente para a Emy, ela sabia do que eu me referia.
–Pode– disse ela simplesmente.
–Então... – eu voltei a contar o sonho que tivera noite passada– Quando eu ia contesta-lo, ele retirou um dos braços, que estava em minha volta, e pousou a mão na parte de traz da minha cabeça, no topo dela, para me puxar para mais perto dele, deu um beijo na minha testa, e aconchegou-me em seu peitoral, eu ira pergunta por que. Aliás, quem era ele? O que fazia aqui? De onde ele viera? Mas quando abri a boca para falar, minha voz havia se desvaído, olhei para cima, para ver se reconhecia o rosto do homem que me consolava, mas seu rosto estava parcialmente escurecido pela sombra de uma rocha ou uma árvore, mas dava para ver a linha do seu maxilar marcante, ele devia ter um rosto belíssimo, de repente ele me afastou do seu abraço, ainda segurando a minha mão e falou: Preciso ir, o Olimpo me espera, eu fiquei confusa na hora, porque ele falou Olimpo, o lar dos deuses gregos, mas antes de colocar os pensamentos em ordem, ele foi embora, igual a quando chegou, sem mais nem menos.
– Espere aí Mary, você quer dizer que... – Annie começou a falar, mas eu a interrompi.
– Eu realmente não sei o que isso possa significar, mas sei é alguma coisa importante.
– É que você sonha muito alto Mary– disse Emy começando a gargalhar.
– Rá! Rá! Você é muito engraçada Emy– disse ironizando.
–Obrigadinha! – disse ela me mostrando a língua, mas nosso momento de brincadeira não durou muito, e pela a cara da Annie tinha algo de errado.
– O foi Annie? – disse começando a ficar preocupada.
– Nada– disse ela tentando melhora a sua expressão facial, fiz o olhar “vai, me conta”, mas ela disse logo em seguida– Não é nada, eu juro, vamos precisamos ir para a escola.
Emy e eu fizemos cara feia, mas assentimos de má vontade, pegamos nossas mochilas e fomos em direção ao carro.
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