Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester
4 Capítulo 4 - "Hospital"
[Sam]
Ok, o Dean tinha exagerado mas aquilo foi inesperado! (Pensei enquanto ia em seu socorro).
-Desculpe. – dizia Sophie sem parar. – desculpe! Eu só… Eu me descontrolei… o seu irmão, ele… ele me provocou e eu.. e eu apenas reagi sem pensar.
Não respondi, estava demasiado preocupado com o Dean para prestar atenção ao que Sophie dizia. Coloquei a mão sob a cabeça de Dean e senti sangue a escorrer. Dean tinha um golpe na parte de trás da cabeça! Estava tão desorientado que nem reparei que sophie tinha aberto a porta de sala de pânico e saído para o andar de cima. De repente oiço um grito e quando olho para trás vejo que Sophie já não estava ali. Deixei o Dean e corri escada acima ate que entrei na sala vi três corpos mortos no chão.
-Sophie? – Chamei. – Sophie, esta ai? Sophie?! — a cada segundo que passava ficava mais angustiado.
Cheguei à conclusão que os demônios tinham levado a Sophie. Estava sem a Sophie e tinha o Dean inconsciente. Espera aí, o Dean!
Corri escada abaixo e quando cheguei já estava ele de pé a enrolar a cabeça a um farrapo que estava num armário.
-Ei, ei – disse-lhe eu – Calma, senta-te. Bateste a cabeça com força na parede, pode ser alguma coisa.
-Eu estou ótimo, me larga, cara! A Sophie?
-ahhhhh…. A sophie foi levada pelos demónios. Desculpe.
Estava à espera de um sermão do Dean, mas para minha surpresa ele só me deu um sorriso.
[Dean]
Boa! O meu plano tinha resultado, ou pelo menos parte dele. Agora só tinha de Chamar o Castiel.
-Ei, Sammy, tenha calma! Tudo acontece por uma razão, tudo acontece por uma razão. Agora vamos dar o fora daqui!
-Ficas-te maluco? A sophie foi levada e tu só sabes dizer “tudo acontece por uma razão”? tu bateste mesmo com a cabeça! Temos que a ajudar, Dean!
- E vamos! Mas não aqui! Anda temos que sair daqui, ok? Daqui a pouco a polícia chega e se nos prende nem ajudamos a Sophie nem a nós! Vamos!
Estávamos a subir as escadas e eu tive uma tontura, devia ter sido por causa da pancada. Também comecei a sangrar pelo nariz.
-Ei, cara, estas bem? – perguntou-me Sam preocupado.
-estou ótimo já te disse! Vamos é dar o fora daqui! – disse já aflito. Começava a ter uma dor aguda na cabeça.
-É, nós vamos dar o fora daqui mas é para um hospital!
-Não, Sam. Eu estou bem. – Respondi quase soltando um gemido de dor. Tentei subir mais um degrau mas a dor ficava mais intensa e intensa. Já tinha sido projetado muitas vezes mas nunca com tanta força.
-Vamos eu ajudo, e vamos sim para um hospital! E nem vale a pena dizeres que não. Tu não consegues conduzir e é obvio que estas cheio de dores. Vamos!
Ajudou-me a subir o resto das escadas, a cada minuto a dor aumentava e aumentava. Quando cheguei ao carro fiquei inconsciente.
Quando acordei estava já deitado numa cama
de hospital, o Sam não estava lá. Estranhei. Olhei para uma mesa ao lado da cama e vi um comando, liguei o televisor.
Estava no noticiário. Pelo que percebi já estava ali a três dias, conferindo com o dia que cheguei a Jericho e o dia que estava datado no noticiário.
-Ei, Dean, já acordaste!- disse Sam enquanto entrava mostrando que estava agora muito mais aliviado.
-Quem é você? – perguntei na brincadeira
-Sou eu, Sam! – disse Sam ficando preocupado
-Quem?! – estava a amar a cara do Sam ficando em desespero.
-Dean, cara, então? Não se lembra de mim? Eu sou o seu irmão, Sam! – respondeu-me já desesperado
-É claro que me lembro de ti, sua tábua de dois metros! – trocei rindo-me. Uma pequena tosse veio. – havias de ter visto a tua cara!!!
-Fogo, cara, não voltes a fazer isso, que susto!!! – sentando-se numa cadeira no lado esquerdo da cama. – Então como te sentes?
-Super! Melhor era impossível, tirando aqui um braço que não sinto mas deve ser normal, talvez dos analgésicos que me devem ter dado, deve ser dormência… – olha pela cortina semi-aberta que dava acesso ao corredor do hospital e ve uma enfermeira “gata” passar. – Cara, isto é quase um paraíso- e ri-se – se forem todos como aquela…
-Cara!!! Tu és um doente, ela uma enfermeira! Nunca na vida!!!
-Ohh, para de ser pessimista! Cara, algum animo aqui para o seu irmão mais velho!
Mal acabei de falar, entrou um médico.
- A TAC que fizemos já nos enviou os resultados, tal como de todos os outros exames que fizemos.
-E então doutor? – perguntou Sam ansioso.
-Bem, não sei muito bem como dizer isto, mas receio que sejam muito más notícias para o seu irmão.
Ficamos a olhar um para o outro.
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