Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester
9 Capítulo 9 – “Duas Joanne's”
Notas iniciais
[Dean]
-Dean! O que fazes aqui? Onde estou? Onde estamos? – via-se na cara dela que estava apavorada.
Seria mesmo ela?! A verdadeira?! Ou seria aquela coisa feia, o Sypris? Não sabia e agora também não tinha tempo. Se fosse a falsa Joanne iria levar-me de volta para o armazém, se fosse a verdeira fugiria comgo.
-Anda, não temos tempo! – e dirigi-me para a porta.
Ela veio atrás de mim. Chegamos cá fora e procurámos por um carro. Encontrámos um muito velho e entrámos nele. A Joanne ligou o carro atravás da fricção dos fios e saímos dali.
Não me tinha atacado, parecia ser a verdadeira Joanne. Mas tinha algumas dúvidas, e sendo ou não a verdadeira Joanne eu também queria atirar nela. Ainda não me tinha esquecido da minha quase morte.
-Como vieste parar aqui?! – perguntei por fim.
-O que aconteceu ao teu braço?! – perguntou-me ela.
Dava para ver que o braço balouçava de um lado para o outro como se estivesse morto. Tinha que o segurar com o outro braço.
-Longa história. Resumindo, o meu cérebro está danifcado. Não me respondeste ao que te perguntei.
-Depois de ter estado com vocês em Burbank e visto as coisas terem ficado como ficaram segui-vos até aqui, mas… mas cheguei a Jericho fui atacada por demonios e é isso.
-Hum.
-Que foi?!
-Nada, nada – respondi quase a rir – acho estúpido o facto de nos seguido até aqui, só isso… eu se fosse tu não tinha vindo.
-É, parece que não sou assim tão inteligente… — disse ela num suspiro.
Ainda me lembrava de como a Joanne se tinha tornado caçadora.
**********7 anos atrás**********
Joanne naquela altura, era ainda uma jovem de 16 anos normal: amigos, família, escola.
Tinha uma vida fácil: os pais tinham um bom emprego, casa de cerca branca, relva cortada, dois cães, quase que uma vida perfeita.
Certo dia, depois da aulas, Joanne chega a casa.
-Mãe, pai, cheguei!
Não obteve resposta. “Devem ter saído” (pensou).
Foi para a cozinha lanchar, quando lá chegou reparou que havia um rasto de sangue no chão.
-Mãe?!- esperou – Mãe?! Estás ai?! – começava a ficar assustada. Seguiu o rasto de sangue que a levou até à despensa e quando lá chegou viu o corpo da mãe despedaçado no chão. Soltou um grito e correu para a sala de estar para ligar à polícia, quando lá chegou viu o corpo do pai.
Ouviu uma jarra partir e correu para o quarto. Escondeu-se debaixo da cama.
Passados alguns segundos, a porta do quarto abriu-se e entrou um vulto coberto se sangue. Tentou conter a respiração. Viu os pés à sua frente, o vulto afastou-se. “Enganei-o” (pensou”). Foi aí que sentiu mão a puxar-lhe uma perna, tentou agarrar-se a uma perna da cama, mas o outro sujeito tinha muita mais força.
-Para! – gritou Joanne aterrorizada – socorro! – o homem já a tinha arrancado de debaixo da cama. Joanne estava agora deitada de barriga para cima no meio do quarto com o homem ajoelhado à sua frente, pronto para a atacar. – Não, por favor não! –suplicou a chorar.
Foi aí que ouviu um tiro e um circulo de sangue se formar à volta do sitio onde se encontra o coração no corpo do sujeito. Caiu redondo no chão. Joanne estava em pânico e não se mexeu. O homem que tinha atirado estava-se a aproximar dela.
-Calma, estás bem? –perguntou o Homem. Era Dean. – Não te preocupes está tudo bem agora. – e ajuda-a a levantar-se. Sam apareceu no quarta.
-Dean! Esta tudo bem?! – perguntou assustado.
-Sim! Acho que sim. Vamos lá, temos que sair daqui.
-Obrigada! – agradeceu Joanne com lágrimas a escorrerem-lhe pela cara. – O que era isto?! – perguntou apontando para o morto.
-Não acreditarias! – respondeu Dean.
-Experimenta…
-…Isso era um ghoul, um ghoul bastante inovador… -respondeu Dean.
-Pensava que isso era uma lenda que se lia nuns sites satânicos marados…
Dean riu-se.
-Bem, hoje tiveste a prova que são bem reais! – disse Dean.
********************
[Sam]
Passado algum tempo, chegamos ao motel.
-Bem, é aqui. – disse.
-Nossa, achas mesmo?!
-Podias ser mais simpática, já que vais ajudar…
-Mas quem disse que eu te vou ajudar? – perguntou dando um leve sorriso.
-Ahhh, eu pensei que estavas aqui para isso. – respondi meio envergonhado.
-Então pensaste muito bem – e ri-se.
Subimos e entramos no quarto.
-Belo quarto – disse Joanne com ironia.
-Cala-te – respondi com um sorriso.
Sabia que não devia a estar a falar com ela, mas ela era realmente simpática e muito bonita. A presença dela fazia-me sentir bem.
-Então – começou a falar enquanto tirava o casaco – o que vamos fazer, Sam?
-Não sei, não tenho quaisquer pistas de onde possa estar o Dean. Pensei que tivesses alguma ideia…
-Tens toda a razão! E a minha ideia é… beber uma cerveja, dormir e começaram amanha a “caçada” ao teu irmão – disse-me piscando-me o olho.
-Ah?! Não, não podemos deixar o Dean assim, ele pode estar em perigo!
-Sam, já é noite cerrada, tu estás estafado, EU estou estafada. E o Dean sabe tomar muito bem conta de si, tenho a certeza que se consegue aguentar até amanha. Tu agora mesmo que o encontrasses, duvidava muito que conseguisses fazer alguma coisa. Estás quase a cair de cansado. Também precisas de descansar…
-É. Acho que tens razão… Precisamos de descansar…
-..Mas antes vais beber uma cerveja comigo, por favor?
-Acho melhor não...
-Só aceito um sim – aproximando-se de mim com uma cerveja em cada mão e dando-me uma.
Aceitei. A Joanne estava a ser extremamente agradável comigo. Sentou-se à minha beira e ficamos em silencio. Passado um bocado começamos a falar, a beber mais outra e outra cerveja. A certa altura ela aproximou-se de mim e colocou uma mão na minha perna. Olhou-me nos olhos (como aqueles olhos eram chamativos) e beijou-me.
Afastei-me.
-Desculpa, eu… eu acho que me precipitei… Desculpa Sam – desculpou-se atrapalhada.
Fiquei a olhar para ela. Não sei o que me passou pela cabeça: agarrei-a e deitei-a na cama.
[Dean]
Joanne estava a aconduzir sem destino. Estavamos num silencio contrangedor.
-Olha… — dissemos ao mesmo tempo.
-Tu primeiro – antecipou-se ela.
-Não, não, podes falar – disse eu.
-Oh, não era nada importante! – desculpou-se ela.
-Eu tambem não. Podes falar! – insisti.
-Ok. Desculpa lá o que aconteceu a dois meses atrás, a sério.
-Joanne… — interrompi.
-Deixa-me falar! – eu calei-me. – Não sei o que se passou na minha cabeça, acho que estava numa má altura e descontei em vocês… Eu sei que não é desculpa, se não quiseres a minha ajuda eu deixo-te onde quiseres e afasto-me. Está ao teu critério. Se quiseres deixo-te num hospital para te tratarem esse braço. Só não quero que fiques com uma ideia errada de mim. Desculpa, por favor!
-Não precisas de te desculpa, Joanne. Sim fquei zangado mas acho que até te percebo. Todos passamos por um mau bocado e descontamos nas pessoas que estamos mais próximos e tu descontaste nas que estavam mais proximas de ti. Eu percebo, perdeste o que restava da tua família, mataram o teu noivo, ficaste desamparada!
-Mas…
-Não mas… Um “Obrigado” chega! – disse sorrindo.
-Obrigada, Dean!
-ok, este momento “Donas de casa desesperadas” acabou? – Joanne olhou para ele – ótimo, porque não tenho jeito para lamechices.
Joanne riu-se.
- Entao, Sr. “Não Lamechice”, sabe para onde vamos agora?
-Não faço ideia!
-E que tal ligares para o teu irmão?
Só de pensar na cara que o Sam ira fazer quando me visse com a Joanne…
-Ah, claro! Ahhh… tens algum telemóvel que me emprestes?
-claro, toma! – respondeu atirando-me o telemóvel dela.
Digitei o número do Sam; foi parar ao atendedor de chamadas.
“Oi, daqui fala o Sam. Agora não posso atender, deixe mensagem ou ligue mais tarde”
-Oi, Sammy, sou eu. Ah, é só para dizer que consegui escapar e que estou com a Joanne, sim parece estranho, eu depois te explico. Liga para este número quando ouvires esta mensagem. Ahhh, estou no Night’s Lights. – e desliguei.
-Night’s Lights?! – perguntou a Joanne.
-Sim, é um motel aqui perto, fica no centro da cidade. Vamos para lá agora.
-okey dokey!
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