Um Dia Normal Na Vida Dos Winchester

5 Capítulo 5 – “Revelações”


[Dean]

Más notícias??? Como assim más notícias?? (pensava enquanto o médico explicava os resultados.).

-(…)Aparentemente, a pancada da cabeça do Sr. Mully* criou uma hemorragia interna no crânio, o que esta a prejudicar o desempenho normal do cérebro. Pelo TAC apercebemo-nos que a zona direita do cérebro é a zona que esta mais prejudicada, Logo a zona motora esquerda do corpo poderá estar danificada. – explicava o médico.

-Danificada?! Como assim danificada?! – peguntei eu assustado.

-Pode não conseguir mexer os membros; um ou ambos; e pode ter falhas nos órgãos internos, principalmente nos rins…

Agora estava explicado o porquê de não conseguir mexer o braço. Estava o ficialmente apavorado. Maneira estúpida de morrer.

-Quer dizer que vou morrer?

-Provavelmente não, mas a sua vida poderá ter de ser reduzida ao mínimo. Ficar de cama e se ocorrer a falha nos rins poderá ter de fazer imodiálise.

-Ahh, há alguma maneira de retificar essa zona danificada?

-Há uma maneira, não é 100% fiável mas é a que maior taxa de sucesso. A cirurgia.

[Sam]

Cirurgia. Sim podia ser uma boa ideia. Já é bastante comum fazer-se cirurgias por isso acho que não haverá problema nenhum para o meu irmão.

-Ah, obrigado doutor. – disse fazendo uma pausa. – será que nos podia deixar um minuto a sós, se não se importar? – pedi delicadamente.

Claro! – respondeu o médico saindo do quarto.

Mal ele fechou a porta o Dean começou a fazer os seus típicos dramas:

-Cirurgia?! Nem penses, bem que prefiro morrer do que ter pedaços de ferro a mexerem-me na cabeça! Fora de questão! – começou ele.

-Dean, para de ser tão dramático! – fiquei pensativo.

-Dramático?! E se a cirurgia correr mal? Isto é dramático que chegue para ti?

-Ok. Se não queres isso, podemos chamar o Castiel e pedir-lhe para te curar…

-Não! – respondeu-m ele

-Porque não?! Ele é nosso amigo mesmo depois do que aconteceu…

-Eu sei, mas eu não o quero chamar por causa disto, temos coisas mais importantes para fazer…

-Não até ficares bem….

-Sam…! – replicou ele

-Dean…! Entao, cara? Faz o que eu te digo!

- E se eu não quiser? – perguntou ele zangado – Não respondas… O que descobriste enquanto eu … dormia o meu “sono de Beleza”?

-Bem, sinais da Sophie nenhuns. Mas estive a pesquisar o que é um Sypris.

-E o que é?

Sypris

É uma criatura nocturna, capaz de se tornar noutras formas humanas e ter as suas lembranças/ memorias. Encontra-se presa no Purgatório.

Consegue ler as piores memória de tudo e o olhar é fatal quando tortura.

É extremamente forte e perigosa logo após de se alimentar.

É quase que o cruzamente entre metamorfo e vampiro.

-Bem há poucas informações, só consegui arranjar isto – respondi, tirando umas folhas do meu casaco dando-as para o Dean.

-Encontraste isto na internet? – Perguntou-me admirado.

-Não. Liguei para um antigo amigo de Bobby que sabe tudo o que há para saber sobre criaturas de outras dimensões e ele mandou-me isto por e-mail.

-E tem forma de matar?

-Toma – disse-lhe passando outra folha – Pelo que aí diz, a única maneira e com um machado de prata coberto daquela “gosma” preta de um leviatã.

-Machado de prata com porcaria de leviatã? Onde é que vamos arranjar isso?!

-Espera aí, tu pensas matar a Sophie?

-Ainda não sei, Sammy. – respondeu-me. Ficou a olhar a volta e depos continuou – Ei, me vai comprar alguma coisa de jeito para comer, que a comida daqui não presta – disse-me sorrindo – E trás alguma torta!!!

Saí do hospital e fui ao outro lado da rua.

[Dean]

Ah, como me doía a cabeça! Mexe, porcaria de braço! Tentei mudar de conversa com o Sammy, mas estou bem preocupado comigo… Em casa da Sophie, eu queria arranjar maneira de ela se “entregar” aos demónios, não que eu viesse para ao hospital. Ah, que dor! (pensei).

Passado algum tempo o Sam voltou e trouxe a torte que pedi, continuamos a falar durante horas até que ele teve que voltar para o motel, onde se tinha instalado. Os médicos vieram-me dar alguns analgésicos pelo que adormeci pouco tempo depois de o Sam ter ido embora.