Notas iniciais
Último capítulo de Chad

Acordo numa ala médica do acampamento, "aí droga me trouxeram pra cá" penso sozinho, as dores de cabeça passaram e minha respiração estava moderada, mas meu corpo doía, olho em volta, mas não vejo ninguém então me levanto e penso em May, será que estava bem, avisto Colin e ando até ele.

– Ei Colin onde está Mayara?
– Eu não sei.
– Como assim não sabe, ela não veio conosco?
– Não, ela, Léo, Miranda, Marcos e Mel, eles ficaram lá.
– O que? — digo apavorado, seguro seus ombros e o sacudo com força — ele vai matá-la, vai tentar pega-la com certeza — grito e começo a bater a cabeça contra a parede, corro até a colina, mas Colin corre atrás de mim e me agarra.
– Chad!! Você não está bem, pare com isso.
– Ela..... Ela vai morrer e a culpa é sua, seu idiota! Só Sienna importa? Ele vai pega-la para ele e eu não vou poder fazer nada!! — grito me debatendo vejo Annabeth chegando e coloca uma seringa em meu pescoço. — Por favor me ajudem, ela precisa de mim — falo perdendo a força e parando de me movimentar, e apago.

Acordo novamente dessa vez em um outro quarto, esse não é o meu chalé, com certeza era o de Hermes, olho de um lado para o outro e vejo Trevor me observando.

– E aí babaca? — disse ele e começa a rir — Calma não vou te machucar, eu não sei o que May vê em você que ela não vê em mim, então vou apenas te observar só pra entender que tipo de feiticeiro maluco enviado pelos monstros do tártaro você é.

Permaneci calado, durante alguns segundos e a menção ao nome De May me da arrepios e aperta meu coração, então apenas ignoro seu comentário e me levanto indo em direção a porta, assim que saio ouso murmúrios vindo de vários lados, uns daqui outros dali e então vejo que todos estão com um jornal na mão, onde será que conseguiram isso? Passo por Raul e pego um de sua mão.

– Ei... — Raul tenta protestar, mas eu o interrompo.
– Cala a boca.

Continuo andando e na página em que o jornal estava havia escrito em letras garrafais, OUTRO MISTÉRIO, rolo os olhos e vejo um depoimento de um tal de Jeremie, lá havia escrito.

...Haviam oito adolescentes e eles pareciam arrasados, com arranhões em toda as partes do corpo, três estavam inconscientes e apenas uma acordou e então um garoto entrou no taxi com os outros dois desacordados e foi embora, eu era o porteiro do prédio, mas depois do que vi está manhã pedi demissão, eu ia subir logo depois que os cinco que ficaram subiram, mas quando eu ia subir o elevador estava quebrado, então resolvi subi de escada até a piscina, mas ao passar por um dos andares vi uma porta escancarada e um silêncio aterrorizante, o apartamento estava destruído, encontrei este cordão que tem o formato de pequenas ondas dentro do elevador,a princípio pensei que estivesse numa caverna, mas era apenas o sótão, se aqueles garotos sobreviveram a seja lá o que é que tenha acontecido ninguém está mais aqui pra contar a história, mas de uma coisa eu sei se eu batesse o olho na menina de olhos azuis a reconheceria no ato, garota bonita aquela uma pena está tragédia ter ocorrido, mas a verdadeira história será um mistério.

ASS: Jeremie

May, eles a pegaram eu sabia Vincent a pegou e eu não estava lá para tentar protege-la para abraçá-la ou beija-la eu estava muito ocupado, DORMINDO!!!!
corro até os campos de morangos onde May costumava ficar e começo a gritar seu nome... Nada, corro até a praia e repito o mesmo gesto, qualquer esperança de que tivesse conseguido chegar ao acampamento se esvairá no ar, ando até Colin que conversa com Percy animadamente, pulo em cima dele e agarro sua blusa dando um soco em seu rosto e uma joelhada em seu estômago, o gesto tão inesperado que ele nem teve tempo de reagir, Percy me agarra, me tirando de perto de Colin.

– Você não devia ter deixado ela lá!! — grito — aposto que nem pensou em como poderia acontecer coisas com ela, sabe muito bem disso, Vincent é um canalha que é capaz de fazer qual quer coisa, mas você estava ocupado pensando apenas em Sienna, eu também me preocupo com Mayara assim como você com Sienna, não importa se ela se debateu ou se contorceu, não a deixasse lá!! — grito e me debato Percy ainda me segurando firmemente e então bato o meu pé no chão e uma grande cratera se abre abaixo de Colin que se agarrou nas bordas do chão.
– Chad — gritou ele — Chad!!!!!

Raul chega e troca de lugar com Percy e me segurar enquanto Percy começa a corre para ajudar Colin, me acalmo e começo a chorar, eu não sabia o que tinha acontecido.

– Me desculpa — digo a Colin, enquanto ele se aproxima — me desculpe, não sei o que deu em mim, não era eu, eu juro... Não era... Eu. Estou com tanto medo, eu só tento ser corajoso, mas estou com medo. — digo por fim.

Annabeth vem andando e cochicha algo para Percy e Colin que não consegui entender, por fim Percy repetiu em voz alta.

– O sangue de Chad foi examinado e isso são efeitos colaterais do veneno, vão passar, mas por enquanto é melhor que ele fique isolado em seu quarto, desculpe Chad é para o seu bem.
– Entendo... — digo e sinto um dor em meu pescoço me viro para trás e vejo um rapaz que não reconheço aplicar um soro azul em mim, e então pego no sono.

Vejo uma menina muito pequena de cabelos ruivos no mar seus olhos azuis como os de May, aliás a menina muito parecida com May, era May, mas esse cabelos ruivos o que significam, me aproximo da garota, mas ela não me vê, ao lado dela uma mulher ruiva um pouco mais velha uma adulta aparentemente de vinte e poucos anos.

– Vem Mayara, o mar é amigo. — diz a mulher sorrindo
– Não o mar é mau, eu quase te matei, não vou entrar ai — disse May emburrada.
– Mas Mayara foi um acidente, vai ficar tudo bem, prometo eu entro com você.
– Hum... Não... — a moça olhou para ela seria depois sorriu — ok, mas só um pouco.

May corre até a água e diz:

– Mãe está acontecendo de novo, não está me molhando
– É assim mesmo, Mayara jamais se esqueça de ser forte... As coisas vão mudar.
– Como assim mãe?
– Um dia vai entender se ainda se lembrar.

Como me recordo disso, eu estava lá?olho de um lado a outro e vejo um garoto loiro observando de longe os acontecimentos, uma lembrança muito distante com certeza, não me admira que eu não me lembre de nada, eu deveria ter cerca de 4 ou 3 anos.

Acordo em um impulso e me jogo no chão, meu estômago ainda doendo e então corro até o banheiro, vomito de novo dessa vez apenas um líquido menos azulado que o de antes, lavo a boca e vejo um bilhete em minha cama que não estava ali antes, pego o bilhete, mas êxito antes de abri-lo e lê-lo, mas enfim tomo coragem e abro.

Não se assuste apenas instruções...

A aranha foi apenas o começo e vai piorar, melhor repensar o que quer sua namoradinha não vai durar para sempre e se durar será ao meu lado.

V

Resolvi ignorar o recado por enquanto. Fiquei sozinho durante um, dois, três das talvez, eu não possuía mais noção de tempo, Nico não havia aparecido uma única vez, dormi...
Assim que me levanto, sinto aquela dor outra vez, corro ao banheiro e vomito dessa vez apenas um líquido sem cor, uma maçã e um pedaço de pão estavam em minha mesa, eu os pego e como devagar para sentir o sabor, assim que acabo vou escovar os dentes e tomar banho, coloco uma blusa branca e uma calça jeans com um tênis, não sei por que fiquei tão ansioso, eu apenas tinha um certo pressentimento de que eu poderia sair hoje.
Fico sozinho durante uma grande quantidade de tempo e qual quer resquício de esperança de sair dali não existia mais, até a porta se abrir devagar e com cautela, sinto certo receio de quem poderia ser.
A cabeça de Léo aparece devagar na porta, ele me encara e da um sorriso torto:

– Oi?
– .... — fico em silêncio.
– Bom, Annabeth quer testar você e ela me pediu para vir aqui ver se seu comportamento estava instável, ela me proibiu de responder qualquer pergunta para que não cause nenhuma reação em você — eu o encaro, ele estava falando como se eu fosse um cachorro que mordeu alguém e está preste a receber sua punição — ela vai entrar pegar seu sangue, analisar e depois alguém vai vir aqui te dizer se você pode ou não sair.

Ele afasta-se da porta e chama Annabeth, ela entra devagar com uma agulha e pede para que eu fique parado por apenas dos segundos, ela amarra um elástico em meu pulso e pega uma pequena quantidade de sangue injetando a agulha em minha veia, assim que ela retira a agulha ela olha com uma cara triste para mim, como de quem sente pena.
Assim que Annabeth se retira me jogo novamente na cama e espero por horas até pegar no sono, não sonho com absolutamente nada.
Quando acordo espero que aquela dor que tenho sentido comece e que eu corra para vomitar, mas nada além de fome, me levanto e vou escovar os dentes não suportando o gosto de minha boca, aproveito e entro no banho, coloco a mesma calça e o mesmo tênis porém coloco uma blusa vermelha, fico sentado na ponta da cama e suponho que já seja o dia após o que Annabeth compareceu aqui, minha barriga roncava e parecendo que alguém ouviu meus pensamentos, ouvi a trava da porta se mexendo, uma brecha da porta se abriu e uma banana em uma mão apareceu.
A porta se abriu completamente e uma pessoa com um capuz azul sobre a cabeça tornando impossível ver seu rosto, mas pelo formato do corpo era uma garota, ela fecha a porta atrás de se mesma e retira o capuz o cabelo preso em uma trança.

– Hey, boy, sentiu mais minha falta ou da comida? — disse May brincando.
– May!! Que saudade, eu pensei que você poderia ter se machucado ou acontecido algo sério, eu fiquei preocupado. — falo pegando a maçã de sua mão e beijando-a. — isso por acaso respondeu sua pergunta?
– Bom sim — disse ela rindo — mas se você não quer a banana... Eu quero.
– Eu to louco para comer aquela banana — disse e me joguei na direção da banana descascando-a e pegando uma enorme mordida — aí que fome.
– Bom estou aqui para dizer que você está..... Liberado! — gritou ela — embora eu não saiba por que estava preso aqui — ela sussurrou.
– Bom mudando de assunto... Você vai ficar aqui no acampamento?
– Vou sim e você?
– Não sei tenho que falar com minha mãe, quem mais vai ficar?
– Trevor, Miranda, Léo e Marcos, pelo menos são os que eu sei.
– Trevor May? — pergunto — bom acho que vou ficar é mais seguro e eu odeio o namorado da minha mãe, fora que se você vai ficar certo?
– Certíssimo — ela diz e me beija — tenho que conversar com Quiron, mas apenas quando o CHB tiver menos cheio, ele diz que é mais seguro, eu vou indo tenho que resolver muitas coisas, te vejo depois, te amo — ela disse e saiu.

Pego meu celular e mando uma mensagem para minha mãe.

Mãe eu preciso ficar no CHB falamos depois, sim tem haver com May.