Notas iniciais
Minha primeira fanfic de Fairy Tail o/
E do meu ship favorito o/
Se bem que... não espera. Não vou dar spoiler de uma fanfic one shot -.-'

Meu nome? Erza Scarlet. Minha profissão? Depende do que meu chefe mandar, mas pode ter certeza que sempre acaba em morte. No momento estou empurrando mais um corpo para dentro de um apartamento, no total tinha onze. A polícia chegaria de manhã, mas não se importaria muito, aquilo já havia virado rotina.

Magnólia um dia fora uma cidade rica e moderna, hoje estamos caminhando a passos largos para a anarquia. Todo cidadão, se não faz parte de um grupo ou gangue é protegido por um, ninguém está livre.

- Mira... Vai demorar muito? Chamei minha parceira, enquanto conferia o número de corpos.

- Calma querida, você sabe que gosto de fazer um serviço completo e limpo. Ela apareceu na sala, prendendo sua franja no alto como sempre. A roupa dela era praticamente igual a minha, bota salto baixo preta, calça preta e uma blusa de manga longa da mesma cor. A diferença é que a blusa dela tinha uma gola em v e as mangas morcego, e eu estava de cacharréu.

Minha parceira era Mirajane Strauss, que sempre fora reconhecida pelos seus cabelos brancos e longos. Ironicamente, ela possuía uma cara extremamente meiga e doce, mas seu apelido pela região era “Demonio”, isso porque ela gostava de torturar um pouco antes de terminar o serviço. Alguns me chamavam de Titânia, esse apelido eu ganhei pouco tempo depois que cheguei aqui, quando era bem mais nova, já que sempre arranjava alguma briga na rua, e deixei muitos garotos inconscientes.

Eu morava em uma cidadezinha pequena, não muito longe de Magnólia. Perdi meus pais quando era muito nova, fiquei ainda um bom tempo na cidade, mas um dia decidi ir andando por mim mesma, e fui sobrevivendo até chegar onde estou.

Saímos do apartamento e deixamos o condomínio com muita facilidade. No meio do caminho, Mira ligava para o nosso chefe.

- Sim Mestre, terminamos tudo, infelizmente tiveram que ser todos eles. – Ela fez um biquinho ao ouvir a resposta dele. –A culpa não foi minha. Alguém aqui se empolgou. – Ela olhou para mim e eu só dei de ombros. – E também não tivemos muita escolha... Sim já nos livramos das armas. Sim estaremos aí de manhã.

Ela desligou o celular assim que chegamos à uma esquina, dali em diante ela iria para a direita e eu para a esquerda.

- Até amanhã. Ela me disse com um sorriso meigo.

- Deveríamos ter uma folga depois de um dia como esse.

- Concordo. – Ela riu. – Mas não se esqueça de Sábado.

Eu apenas suspirei. Ela realmente estava tentando me empurrar para beber com o pessoal do trabalho no fim de semana.

- Tá bom. E mande lembranças aos seus irmãos. (Ela trabalhava para sustentar os irmãos mais novos, já que eram apenas eles três).

- Claro. E você tome muito cuidado.

Fazia algumas semanas que havíamos recebido a informação de que eu havia virado alvo de alguma gangue. Entretanto, não deixei isso parar meu trabalho, apenas me certificava que tinha pelo menos alguma arma comigo, hoje eu tinha um punhal escondido em cada bota.

A noite estava fresca, mesmo estando nublado. As ruas desertas. Em alguns lugares de Magnólia tinham instituído toque de recolher. Eu não estava muito longe de casa, morava em um apartamento com uma amiga, Kagura. Há quase um ano ela veio me procurar já que seu irmão Simon, um dos meus melhores amigos quando eu era pequena, havia sido morto, e era quase certeza de que fora uma execução.

Enquanto andava senti um arrepio, aquela sensação de que tinha alguém me observando. Eu apenas me virei, contudo eu fora lenta de mais.

Algo me acertou no alto da cabeça, em poucos segundos eu estava sentada no chão, as costas contra uma parede de tijolos. Alguém forçou seu peso contra os meus joelhos, uma mão me apertou a garganta enquanto outra rasgava a carne do meu braço esquerdo com algo de metal, talvez uma faca. A dor era terrível, mas me mantive calada. Tentei alcançar o cano de uma das minhas botas, mas o estranho prendeu minha outra mão assim que tirou o punhal do meu braço. Minha visão estava embaçada, e eu só conseguia distinguir o cabelo azul.

- Pele alva, confere. – Ele começou a falar. Por algum motivo àquela voz deixou parte de minha consciência nostálgica. Como se já tivesse a ouvido antes. – Normalmente acompanhada de uma mulher com cabelos brancos, confere. Longos cabelos ruivos, confere. Você cresceu Erza.

Assustei-me ao ouvi-lo. Como assim ”Você cresceu”? Quem era essa pessoa. Forcei-me a enxergar melhor e a primeira coisa que eu vi foi uma tatuagem vermelha. Tatuagem não, aquilo parecia uma marca de nascença.

- Não pode ser. Eu arquejei, só havia uma pessoa com uma marca de nascença daquelas.

- Você ficou forte Erza. Nem gritou quando te apunhalei.

- Jellal?

Jellal Fernandes, ele morava perto de mim quando éramos pequenos. Ele também perdeu o pai quando era pequeno. O dele morreu em um acidente de carro, os meus foi um caso de latrocínio. Sempre falávamos que iríamos juntos pelo mundo, e essa ideia sempre me encantou. Ele... Ele foi a única pessoa por quem eu me apaixonei. Entretanto, um dia ele simplesmente sumiu, nunca mais deu noticias.

- Simon também havia ficado surpreso. – Ele riu consigo, uma risada de gelar os ossos. – Mas acho que ele sentiu mais torturado que você.

- Como?!

- Irônico não? Meus antigos amigos acabarem na minha lista de alvos.

- Você teve coragem de matar o Simon?

Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Todos aqueles anos que eu achei que ele havia sumido. Todo esse tempo tentando descobrir quem havia matado Simon.

- Por que você fez isso?

- O tempo passa, as pessoas crescem, pensamentos mudam.

- Mas... Não terminei a frase, a dor no meu braço era horrível.

Senti o cano gelado na minha cabeça e fechei os olhos. Podia sentir o sangue escorrendo pelo meu rosto por causa daquele ferimento na cabeça se misturando com as minhas lágrimas. Então tudo acabaria ali? Eu seria morta pelo único por quem eu me apaixonei?

- E pensar que um dia o que eu senti foi amor. Foi a última coisa que ele me falou.

No segundo seguinte, pensei que ouviria o disparo da arma. Ouvi apenas um baque, como se duas pessoas tivessem se chocado, algo o tirou de cima de mim. Abri os olhos e vi Jellal no chão e um homem na frente dele, de terno, cabelos cor-de-rosa e um cachecol branco.

- Natsu! Eu consegui falar assim que o reconheci.

Foram dois tiros, o sangue de Jellal escorria pelo chão, Natsu se virou para mim e se abaixou, a cara dele era uma mistura de alívio com um pouco de preocupação.

- Você está bem? A Kagura nos ligou preocupada porque você estava demorando para chegar em casa.

Eu me analisei, o sangue escorria peleou rosto e no meu braço, que eu sabia que ficaria algum tempo sem mexer. Limpei minhas lágrimas, misturadas com aquele sangue tão escarlate quanto meu cabelo. Quanto meu nome.

- Bem... estou viva.

Notas finais
Primeira fanfic que eu escrevo do meu ship favorito e são eles tentando se matar. Roamantico não?
Talves eu tente escrever um pouco mais nesse universo alternativo...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!